quarta-feira, 24 de agosto de 2016

 Julia Faria sobre relação a distância: 
"Sinto saudades, mas ela não mata"
 Durante visita a dois dos maiores símbolos de São Paulo, a Avenida Paulista e o Masp, a atriz Julia Faria, intérprete de Estelinha Salgado, de Haja Coração, comemora o bom momento na carreira e no amor.

Por Giulianna Campos 
 Julia Faria é uma adepta convicta das redes sociais. 
Em suas contas no Snapchat e no Instagram, a atriz e blogueira de 30 anos conversa e exibe, para milhares de seguidores, detalhes de seu dia a dia, que inclui voos semanais para locais como São Paulo, Rio de Janeiro e Nova York, aulas de acropilates e spinning, ataques a panelas de brigadeiro e as gravações de Haja Coração. 

 Na novela das 7, da TV Globo, a ficção segue a realidade, já que Julia vive Estelinha Salgado, a blogueira rival de Fedora Abdala (Tatá Werneck) nas mídias sociais. 
“A gente tem esse vício pelo Snap, mas no final das contas foi um dificultador, porque tive de desconstruir todas as minhas manias, o jeito de segurar, de apertar, de falar, para construir uma nova personalidade para a personagem”, explica ela, que para conseguir o papel precisou fazer testes pelo celular.
 “Tive de gravar um monólogo e mandar para a direção. 
Filmei infinitas vezes, porque nunca achava que estava bom. 
Foi aí que a Fernanda Souza me ajudou. 
Precisava de alguém que colocasse meu pé no chão e falasse: ‘Já chega, está bom’”, lembra.
 “Quando recebi a ligação de que havia passado no teste foi uma surpresa maravilhosa. 
Estava naquele exercício da não expectativa, sabe?”, conta. 
 PLANO B 
Apesar de ser formada em jornalismo e história da arte, a paixão pela atuação, que vem desde a infância, sempre foi latente na vida de Julia. 
“Aos 18 anos estava em cartaz, em São Paulo, com três espetáculos e muito decidida: queria fazer aquilo da vida. 
Então, meu pai sentou comigo e disse: 
‘Você não está ganhando dinheiro, então escolha outro curso. 
Se tudo der errado, você tem um plano B’. 
Como sou movida a paixões, e escrever sempre me atraiu, optei pelo jornalismo”, explica ela, que trabalhou nas redações de uma revista teen e na Vogue Brasil.
 “Foi quando começou minha história com a moda, que era algo com que eu não tinha nenhuma proximidade, eu era bicho-grilo, vivia no teatro. 
Mas essas duas passagens foram essenciais para entender hierarquia, responsabilidade.
 Muito de quem eu sou trago de tudo que vivi lá. Mas faltava a tal da paixão. 
Aí, criei coragem e decidi que iria focar. 
Foi quando me mudei para o Rio, aos 21 anos, para fazer pós em artes cênicas e cursos de atuação”, lembra a atriz, que atuou em Passione (2010) e em Malhação (2015). 
Ao mesmo tempo, ela lançou o site juliafaria.com.br, no qual fala sobre moda, beleza, cultura e viagens, para se satisfazer como profissional e ajudar a pagar as contas. 
“Fiquei assustada com a proporção que o site tomou em um mês. Ele me fez respeitar meu público. 
Hoje, rebolo para conciliar tudo, mas acredito que uma coisa complementa a outra”, diz. 
NOVA YORK 
Namorando há 8 meses o americano Steve Gold, que conheceu durante a famosa feira Art Basel, em Miami, no ano passado, Julia viaja com frequência a Nova York. 
“No início do relacionamento não ficávamos duas semanas sem nos encontrarmos, mas desde que comecei a gravar, a novela virou dona do meu tempo. 
Minha urgência agora é meu trabalho. 
Óbvio que sinto saudades, mas ela não mata, é até boa para a relação. 
Enquanto for legal para os dois, estiver valendo a pena, está tudo certo”, diz. 
“Eu já estava plena, feliz, completa com as escolhas que tinha feito. 
Logo depois veio a novela, o namoro, tudo junto. 
Estou na melhor fase da minha vida por me aceitar com todas as dores e as delícias”, explica. 
 “Amo exposições com interação, dá para brincar ainda mais com nosso lúdico. 
É ter todos os sentidos, é tocar, é ver”, diz ela, sobre a exposição Playgrounds, no Museu de Arte de São Paulo. 


FONTE/QUEM
 Pedro Lamin, de 'Justiça':
 "Me apaixono muito facilmente" 
 Saiba 7 curiosidades sobre o ator, que estará em Justiça. 
 O mineiro Pedro Lamin, de 27 anos, queria ser jogador de futebol. 
Tornou-se ator por acaso e agora comemora seu papel em Justiça.
Na minissérie, ele é Otto, ex-namorado de Isabela (Marina Ruy Barbosa), com quem aparecerá em cenas ousadas. 
Solteiro, quer achar uma companheira que entenda seu ofício.

 Veja 7 coisas sobre o ator:

1 - Foi jogador de futebol profissional 
“Joguei futsal dos 16 aos 18 anos, em Petrópolis (região serrana do Rio de Janeiro), até ir morar no Rio, onde me convidaram para entrar no Duque de Caxias. Quando surgiu a oportunidade de ir para o Piracicaba, fui chamado para ser modelo.” 

 2 - É praticante de ioga
 “Há mais ou menos um ano estou praticando ioga e me sinto muito bem. Gosto de reproduzir as posições dos animais, como a do grilo, em que ficamos de cabeça para baixo. Aprendi a respirar melhor, a buscar a emoção, a me concentrar e ter mais foco. Não consigo ficar muito tempo sem fazer nada. Quero sempre praticar algum esporte. Meu corpo sente falta desse movimento. Se estiver com pouco tempo, corro na Lagoa de madrugada.” 

3 - Seu pai inspirou a criação do Seu Boneco
 “Poucos sabem, mas foi meu pai quem inspirou o (ator) Lug de Paula na criação do Seu Boneco, personagem da Escolinha do Professor Raimundo. Depois de sofrer um acidente, meu pai, o jornalista Paulo Sant’Anna, que era amigo do Chico Anysio, passou a andar daquele jeito, com os pés para fora. Ele é extrovertido, no estilo ‘vou para a galera’.”

 4 - Adora usar roupas pretas 
“Meu guarda-roupa basicamente é preto. Tenho algumas camisas coloridas, mas são poucas. Gosto de usar preto porque é elegante e, como tenho mania de encostar nas coisas, não suja tanto. Admito que sou vaidoso quando o assunto é me arrumar. É muito difícil eu pedir emprestada alguma coisa. Só mesmo quando estou viajando e não tem outro jeito. E também não gosto muito de emprestar minhas roupas, tem de ser muito amigo meu!” 

 5 - Seu primeiro papel foi o de Aladim
 “Uma empresa de festas infantis precisava de pessoas que representassem o papel de príncipe. Me inscrevi, mas nunca me chamaram! Um dia, essa mesma empresa montou uma peça infantil. Queriam alguém para ser o Aladim. Fui lá sem nada, sem curso... Gostaram de mim e ganhei meu primeiro papel.”

 6 - Nega rumores de que estaria com Agatha Moreira 
“Não estou com a Agatha. Estou pleno e solteiro, mas uma hora vai aparecer alguém que entenda o meu ofício, uma companheira. Muitas não compreendem meu trabalho e têm medo de sentir ciúme. O medo trava a evolução do casal. Me apaixono muito facilmente e isso é perigosíssimo (risos). Sou de Áries com ascendente em Câncer. Sou um maluco, mas que quer casar!”

 7 - Passou no vestibular, mas desistiu na matrícula
 “Minha mãe sempre quis que eu fosse advogado e, na verdade, eu também queria. Estudei para passar no vestibular e consegui. Lembro bem que fui dirigindo para a faculdade e no caminho passava um filme pela minha cabeça. No ato da matrícula, olhei para a minha mãe e disse: ‘Eu não quero estudar Direito’. Decidi vir para o Rio, queria mais.”

FONTE/QUEM
 Nova vilã de "Malhação", Barbara França fala sobre trabalho, namoro, beleza... 
 A atriz está empolgada com o novo desafio e conta que sonha em contracenar com Gloria Pires e Adriana Esteves 

Por Felipe Carvalho 
 Barbara França está na contagem regressiva para começar a nova temporada de "Malhação", pois vai interpretar sua primeira personagem fixa na Globo, já como vilã. 
A atriz vai dar vida a Barbara (sim, xará!) que promete causar vários conflitos dentro da novela teen. 
 "Está sendo incrível. Confesso que, como atriz, a vilania sempre me interessou muito e poder viver minha primeira antagonista na Globo só tornou essa experiência ainda mais especial, um verdadeiro sonho", diz.
 Apaixonada por novelas, ela fica até indecisa quando o assunto é o seu sonho na dramaturgia.
 Mas, Barbara confessa que seus olhos brilham só de se imaginar, um dia, ao lado de divas como Gloria Pires e Adriana Esteves. 
 Nossa, que difícil. Tenho uma lista imensa de grandes nomes de atores com os quais sonho em contracenar.
 Como não posso dizer todos, será uma grande emoção para mim se um dia eu puder trabalhar com essa duas atrizes e com a Giovanna Antonelli."
 Vida pessoal 
Barbara namora há três anos e meio com o ator Maurício Pitanga, que também fez "Malhação". 
"Na temporada 'Sonhos', ele fazia o Luiz, que era o braço direito do vilão, vivido pelo Marcelo Faria. 
Eu pude acompanhar e vibrar por ele durante todo o processo bem de pertinho, agora ele está fazendo o mesmo por mim", disse com um sorriso largo. 
 E como é seu par perfeito? 
 Tem que ser alguém que goste de estar com a família, que seja meu parceiro respeitando e apoiando as minhas escolhas, que seja humilde, atencioso, que tenha muito senso de humor (amo pessoas engraçadas), que goste de esportes e, o principal, que não seja ciumento. 

 Como foi descobrir que a personagem tem o seu nome? 
Amei a coincidência! Como esse será o meu primeiro grande trabalho, acho que isso fará com que o público assimile mais facilmente o meu verdadeiro nome, Barbara, justamente por ser o mesmo que o fictício. O que nós duas temos de mais parecido é o fato de sermos pessoas obstinadas, guerreiras, focadas e que correm muito atrás daquilo que desejam. 
 Qual seu maior sonho dentro da televisão?
 É conquistar meu espaço e consolidar o meu nome. Para isso, quero poder trabalhar com grandes atores, diretores, autores e, acima de tudo, grandes seres humanos para que eu possa aprender cada vez mais, progredir e, o mais importante, me superar. 

 Quais são seus cuidados com o corpo? 
Sou uma pessoa muito ativa. Desde pequenininha minha mãe sempre me incentivou a fazer esportes. Já fiz tudo o que vocês possam imaginar: capoeira, ginástica olímpica, natação, boxe, muay thay, futebol de areia, futvôlei ... mas a minha grande paixão é o vôlei de praia, o qual joguei por 10 anos e cheguei a competir também. Hoje em dia treino na academia, faço boxe, spinning e aos finais de semana jogo o meu sagrado vôlei na praia. Comecei a fazer também o ballet fitness, por conta da personagem, e estou amando! 

 E os cuidados com a mente e o espírito? 
 Bom, optei por ser uma pessoa otimista, positiva, alegre, generosa e que procura sempre fazer o bem. Acho que pessoas que emanam energia positiva atraem alegria, luz, saúde e coisas boas. Tenho a minha fé, oro todos os dias pelas manhãs e noites, isso me mantém forte e me sinto protegida contra tudo que possa me fazer mal. É assim que cuido diariamente da minha saúde física, mental e de espírito. 

 Desse jeito você tem tempo livre? 
 Tenho! Gosto de renovar minhas energias fazendo o que eu amo: vou à praia, jogo vôlei, ando de stand-up, viajo, vou para a cachoeira, adoro ver um filminho e as minhas séries, me arrisco ir para cozinha fazer uma comidinha gostosa e estou sempre cercada de pessoas que eu amo.







FONTE/GLAMOUR
 Ellen Rocche diz que escondia corpo quando jovem 
Por Anna Luiza Santiago
 Em "Haja coração", Ellen Rocche interpreta Leonora, uma ex-participante do "Big Brother Brasil" que faz de tudo para prolongar os 15 minutos de fama conquistados no programa. 
Já a atriz, que também participou de um reality, "Casa dos artistas", em 2002, no SBT, conta que fugia dos holofotes:
 - Entrei no meio artístico por necessidade, não por vaidade. 
Quando comecei a ficar famosa, minha primeira atitude foi tentar me esconder, ficava fugindo, tinha muita vergonha. Leonora ficou na casa de vidro, teve aquele gostinho e quer mais.
 Eu, quando saí da 'Casa dos artistas', resolvi sumir. 
Queria ser uma pessoa normal, mas a vida foi me levando para outro lado. 
 A atriz lembra que, durante a adolescência, era ainda mais tímida:
 - Sempre fui brincalhona e simpática, mas, ao mesmo tempo, não queria chamar a atenção nunca. 
Se pudesse, passava despercebida o tempo todo. 
No colégio, por exemplo, com 12 ou 13 anos, fiquei com corpaço de mulherão e cintura fininha. 
Eu usava camisetão para esconder porque todo mundo ficava olhando. 
 Aos 37 anos, Ellen diz que não tem pressa para ser mãe: - Sou canceriana, muito família. 
Tenho essa vontade, mas agora eu estou começando a fazer minhas escolhas profissionais, estou cuidando de mim.
 Resolvi fazer meu pé de meia, me estabilizar. 
Até um tempo atrás, eu era levada pela maré.
 Tenho que encontrar a pessoa certa, alguém bacana para formar uma família. 
Mas não tenho uma paranoia. Quando tiver que ser, vai ser.

FONTE/OGLOBO

terça-feira, 23 de agosto de 2016

 Alexandre Rodrigues, de 'Cidade de Deus': 
"Todo tempo me chamam de Buscapé"
 Aos 33 anos, ator está em cartaz em São Paulo com peça Barulho D’Água, em que interpreta refugiados africanos que cruzam o mediterrâneo em busca de sobrevivência 

Por Marina Bonini 
 As histórias narradas pelo curioso Buscapé do Cidade de Deus deixaram seu intérprete, Alexandre Rodrigues em destaque não só no Brasil como no mundo após o lançamento do filme de Fernando Meirelles, em 2002. 
Quatorze anos depois do estrondoso sucesso, o ator ainda recebe o carinho do público por seu personagem. 
“Todo tempo me chamam de Buscapé. O filme ainda passa na TV e as pessoas não esquecem”, conta ele. 
 Hoje com 33 anos, Rodrigues, que fez uma pequena participação na novela Totalmente Demais, tem se redescoberto no teatro, interpretando refugiados africanos que cruzam o mediterrâneo na peça Barulho D’Água, da Companhia Nova de Teatro, em cartaz no Teatro Alfredo Mesquita, em São Paulo, até o dia 21 de agosto, com entrada gratuita. 
"Me arrepiei só de ouvir sobre a realidade dura que essas pessoas estão passando. 
Logo quando li o texto, fui tomado por essa tragédia e já queria fazer a peça, dar voz a esses heróis, que largam sua cultura, suas famílias e amigos para tentar, ao menos tentar, sobreviver”, explica. 
 A experiência de migração tem também feito parte da vida pessoal do ator, que se mudou recentemente do Rio de Janeiro para São Paulo.
 "Estou vivendo este momento semelhante ao dos refugiados.
 Larguei minha família no Rio e estou em São Paulo, trabalhando, recomeçando minha vida aqui na grande cidade, achando novos desafios, absorvendo novas culturas.
 Está sendo muito difícil para mim e isso porque eu estou a 4 horas de carro e 40 minutos de avião.
 Imagina aqueles que entram em barcos com a madeira podre, sem nenhuma estrutura!”, avalia ele, pai de João Pedro, de 10 anos. 
 Em conversa com QUEM, Rodrigues, que no ano que vem estreia os filmes A Incrível Arte De Comungar e E.A.S - Esquadra Anti-Sequestro, ainda falou sobre o projeto já em andamento para sua carreira internacional.
 Como foi o convite para fazer a peça e o contato com a companhia? 
Foi através de uma amiga que me indicou para a companhia. Estávamos filmando o longa-metragem surrealista A Incrível Arte de Comungar, que deve estrear no ano que vem. Em seguida, entrei em contato com Lenerson Polonini, produtor da peça, e Carina Casuscelli, a diretora. Daí, marcamos um café. Me arrepiei só de ouvir sobre a realidade dura que essas pessoas estão passando. Logo quando li o texto, fui tomado por essa tragédia e já queria fazer a peça, dar voz a esses heróis, que largam sua cultura, suas famílias e amigos para tentar, ao menos tentar, sobreviver. 

 Como foi a criação de seu personagem? 
 A criação foi em grupo, por meio de muitas leituras, conversas, ensaios, aulas de corpo… Eu estava afastado do teatro há alguns anos e lá tudo é criado em conjunto. Devo dizer que não estava mais acostumado com isso, mas esse resgate me fez rever todos os meus conceitos sobre mim e minha carreira. Foi um recomeço. Para mim, o personagem está sempre em construção...cada apresentação, vou achando coisas novas. Essa é a magia do teatro. Estamos sempre construindo e desconstruindo também. 

 A crise dos refugiados tem sido uma questão polêmica na Europa. Com seu estudo para a criação do personagem você chegou a alguma opinião ou ideia para a solução dessa crise? 
 Acho que a solução é utópica porque seria a mudança do ser humano em si. E vendo como está o sentimento das pessoas umas com as outras hoje em dia, a despreocupação com o seu próximo, chego a perder um pouco de fé na humanidade. Mas ainda tenho esperança nas artes, nas ciências e em todas as outras formas de arte. Acho que a arte pode levar as pessoas a se colocarem no lugar do outro, de uma forma mais direta. É isso que ainda me faz ter esperança. 

 Você se tornou mundialmente conhecido pelo cinema. Já teve vontade de migrar para outro país para fazer carreira internacional? 
Não só tive como ainda está em meus planos uma carreira fora do Brasil. Estou em contato com o cineasta Skinner Myers, de Los Angeles, que me convidou pra fazer um longa. Devemos filmar ano que vem. 

 Você fez uma participação em Totalmente Demais. Como foi voltar para as telinhas? 
 Acredito que não tenha sido uma volta. E não considero que tenha saído da TV. Acho que cada trabalho tem seu tempo de duração. Passei um tempo fazendo novelas, depois fazendo filmes. Agora, teatro. Isso quando não faço tudo junto. 

Ainda dá para viver bem só de atuação atualmente ou você tem também trabalhado com outra coisa? 
Vivo da arte e isso é uma aventura aqui no Brasil. Trabalho com produção, dou workshops, me mantenho sempre em movimento. 

 Você mantém ainda contato com os atores do filme Cidade de Deus e com o diretor Fernando Meirelles?
Nossa profissão é muito corrida e acaba que não dá para ter contato com muitos deles, pois estão todos no fluxo. Encontrei com o Leandro Firmino (Zé Pequeno) há alguns meses e com a Katia Lund (co-diretora do filme), num churrasco promovido por ela mesma, em sua casa em Santa Tereza, no Rio, para vermos novos projetos… 

 O que achou da abertura da Olimpíada, dirigida por Fernando Meirelles? 
Não assisti, pois estava no Teatro apresentando Barulho D’Água.

FONTE/QUEM
 Deborah Secco fala sobre sua personagem em Malhação 
Por Evelyn Cristine 
Deborah Secco encara seu primeiro papel depois da maternidade e fala sobre sua personagem em Malhação. 

 Como analisa voltar ao batente após ser mãe?
 Meu personagem ampara os protagonistas, ou seja, não é a estrela da novela. Os papéis principais são de jovens e isso me dá alívio, já que eu queria mesmo que minha volta fosse mais tranquila. Quero estar presente com a minha filha e a Globo entendeu isso. Juntos, chegamos à conclusão que Malhação seria o melhor para mim. Está sendo ótimo voltar com esse povo cheio de gás. É muito bom receber de braços abertos essa galera animada. 

 É difícil se separar da Maria Flor para gravar Malhação? 
É sim, extremamente! Eu já imaginava que seria assim mesmo e me revezo com meu marido (Hugo Moura). A gente procura estar sempre um ou outro em casa, pertinho dela. Quando saímos nós dois, minha mãe fica, mas é muito raro isso acontecer. E o pessoal aqui na Globo está sendo incrível comigo neste momento. Eles estão criando um formato que tenha um lugar especial para ela no estúdio. Poder contar com essa estrutura toda é um presente. 

 E como é esse novo personagem que você vai viver? 
Vou confessar que para mim está sendo um desafio bem grande. Nunca fiz ninguém igual à Tânia. Ela é uma mulher real, batalhadora, que luta pelo que quer. Pega ônibus, cria os filhos sem um marido presente... Na verdade vou representar muitas mulheres e estou orgulhosa disso. 

 Ela trabalha em uma academia. Você se inspirou em alguma recepcionista da vida real? 
Eu vou bem pouco à academia. No máximo, a academia do meu prédio, que não tem recepcionista. Mas acho que é um personagem muito previsível. A Tânia não é aquela recepcionista profissional, está ali quebrando um galho. O que encontrar de serviço, ela encara. 
 Deborah Secco com as novatas de Malhação, Aline Dias, protagonista da nova temporada (ao centro), e Bárbara França, a vilã

 E a Tânia vai ter algum tipo de romance na trama? 
O que sei, por enquanto, é que ela vai viver um triângulo amoroso com os personagens do Marcos Pasquim e do Thiago Fragoso (Ricardo e Caio, respectivamente), mas isso é mais para frente. Na história, ainda não tenho mais detalhes sobre essas relações Vamos ver como vai se desenrolar com o passar do tempo.

 Você é mãe de um bebê e na novela será mãe dos adolescentes Fábio (Caio Manhente) e Luiza (Bárbara Maia). Como está sendo essa experiência? 
Já engravidei e tive filhos em novelas. No seriado Loucos por Elas, fiz mãe de uma adolescente, que era a Luisa Arraes. Já entendi que o tempo passou para mim. Isso não é mais problema.

 Como você descreve sua vida, agora que é mãe? 
Eu nunca escondi de ninguém o quanto eu desejava ser mãe e o sonho se realizou da forma mais incrível. Não podia ter tido uma filha mais doce, não podia ter tido ela com um homem mais especial. O momento também foi ótimo, com uma vida profissional já estabilizada. Sou a mulher mais feliz do mundo. 
 Deborah Secco com a filha, Maria Flor 

Muitos artistas evitam mostrar os filhos. Você, ao contrário, está sempre compartilhando o desenvolvimento da Maria Flor. Como lida com isso? 
Sou uma mãe que 'baba'. Acho minha filha a coisa mais linda do mundo. Vou viver minha maternidade de forma normal, independentemente de qual seja a minhaprofissão. Quero postar tanta foto dela até ninguém mais aguentar, assim a Maria terá uma vida mais normal possível. Às vezes, a gente vai esbarrando numas coisas chatas... Por exemplo, não consigo ir à praia sem ser fotografada, por isso, estou evitando ou acordando às 5h da manhã pra ir. Mas no dia que eu quiser levar minha filha – porque quero que ela tenha direito de ir à praia – eu vou, sem problemas. Prefiro ser normal. As pessoas daqui a pouco enjoam de mim ou dela também.

 Quer ter mais filhos? 
Quero muito dar um irmão ou irmã para a Maria Flor, mas meu marido acha que ainda não é a hora. Então, como a gente não faz filho sozinho, tenho que entender isso. Mas uma hora emplaca.

FONTE/CONTAMAIS
 Arthur Ienzura:
 "Meu sonho era ser galã de 'Malhação'
Destaque no espetáculo 'O Musical Mamonas', ator fala sobre trabalho nos palcos e vontade de atuar na TV 

Por Beatriaz Bourroul 
 Aos 25 anos, Arthur Ienzura se destaca no elenco de O Musical Mamonas, em cartaz no Theatro Net Rio, até 28 de agosto. 
Interpretando o músico Sérgio Reoli, baterista da banda Mamonas Assassinas, o ator conversou com QUEM sobre o trabalho no espetáculo e a preparação para o papel:
 "Os familiares deles auxiliaram e estiveram bem presentes nos ensaios. 
Nosso diretor também permitiu que colocássemos um pouco da nossa essência". 
 No bate-papo, ele lembra que teve uma fase rebelde na adolescência e diz que foi incentivado a se dedicar às artes. 
"Minha mãe falou que me colocaria no teatro ou na psicóloga. Fui pro teatro. 
Ela diz que tinha a intuição de que eu daria certo se fizesse teatro." 
 Quais lembranças você tem do grupo Mamonas Assassinas? 
Eu tinha 5 anos quando eles morreram. Era muito novo para ir a shows, mas conhecia as músicas, claro. Escutava no rádio. Quando era pequeno, nem entendia do que as letras falavam, o que eles queriam dizer, mas achava graça nas apresentações que via pela TV. 

Como foi a seleção para participar do musical? 
O processo foi longo. Foram três fases de audição. Ao todo, foram mais de 1500 inscritos e passamos por diferentes jeitos de teste. Cantando, atuando, dançando... As etapas foram bem bacanas. Por mais que estivéssemos concorrendo, viramos amigos. Abraçamos o espírito dos Mamonas mesmo. 

 Quanto tempo durou esse processo? 
Durou aproximadamente duas semanas. Falando assim, nem parece tanto, mas foi realmente muito intenso. Ficávamos das 8h às 19h passando por baterias de testes. Geralmente, quando nós, atores, participamos de uma seleção é outro processo. Fazemos uma fase, voltamos para casa, aguardamos o resultado e o dia da próxima etapa. Desta vez, foi diferente, mas funcionou. Depois da aprovação, tivemos dois meses e meio de ensaios. É uma grande responsabilidade. 

 Como encarou essa responsabilidade? 
Neste ano, a morte deles completa 20 anos. A mídia e o público ficou muito curioso. Havia a expectativa para ver o que seria apresentado. Depois da estreia, todo mundo falou muito bem. Encarei a responsabilidade de maneira positiva, trabalhando... É bacana reparar que durante o intervalo que fazemos no meio da peça, as pessoas comentam, falam pontos legais. 

 Durante o período de ensaios, vocês tiveram contato com os familiares dos meninos do Mamonas? Ou só depois da estreia?
Nestes dois meses e meio de ensaio, contamos com a participação das famílias, sim. Além dos parentes, também tivemos contato com o produtor musical Rick Bonadio. Estudamos por meio de alguns vídeos deles. Sobre o Sérgio, não há tanta coisa gravada. Os familiares auxiliaram e estiveram bem presentes. Nosso diretor também permitiu que colocássemos um pouco da nossa essência. 

 Foram vários encontros com os familiares então? 
 A sessão que apresentamos aos familiares não tinha cenário, nem figurino e foi uma emoção muito grande. Enquanto estávamos em cartaz na cidade de São Paulo, eles viram vários espetáculos. Sempre tinha alguém da família. Com a peça, os familiares foram super de boa, não teve programa algum. Também sei que teria a minissérie da TV Record, mas a emissora acabou tendo problemas com os familiares e o projeto, até onde eu sei, está engavetado. 

 Imaginava que a peça seria esse sucesso? 
 Somos atores e não tentamos substituí-los. Isso é impossível. Não queremos fazer uma banda cover quando a trajetória da peça acabar. Não temos pretensão de substituir. A intenção era lembrar deles de maneira carinhosa. Nossa temporada no Rio de Janeiro acaba em 28 de agosto, mas começaremos a viajar pelo país com a peça. Faremos turnê até fevereiro ou março de 2017. 
 O músico Sérgio Reoli e o ator Arthur Ienzura

E quais seus planos profissionais para o futuro?
 Pretendo fazer outros projetos na TV, teatro e cinema. A vida não para. Minha meta é trabalhar na TV. Se eu fizer televisão, será uma grande conquista. Tenho 25 e meu sonho, aos 19, era ser galã da Malhação. Depois, fui vendo que a carreira é cheia de possibilidades. Se surgir a oportunidade de fazer um galã, não vou achar ruim (risos). Também tenho muita vontade de fazer um longa-metragem. É uma profissão difícil, não pode ter pressa. 

 Sua família sempre te apoiou na decisão de ser ator? 
 Sempre tive apoio da minha família. Era uma criança muito revoltada e estava entrando em uma fase rebelde aos 17, 18 anos. Minha mãe falou que me colocaria no teatro ou na psicóloga. Fui pro teatro. Meu pai, de início, não gostou tanto da ideia, mas aceitou logo. Minha mãe diz que tinha a intuição de que eu daria certo se fizesse teatro.

FONTE/QUEM
 Luiza Valdetaro dedica-se a produtora em Londres e à filha de um mês: 
'Marido nota mil' 
Por Rafaela Santos
 Luiza Valdetaro, que deu à luz Sophia no começo de julho, está voltando aos poucos ao trabalho. 
Morando em Londres, ela assumiu o braço europeu da BlueMoon (que antes se chamava KN).
 - Já retomei, na medida do possível, entre uma mamada e outra, a demanda da produtora. 
Estamos internacionalizando a empresa, por isso a mudança do nome e apresentação. 
Após o fim dos Jogos Olímpicos, faremos o lançamento oficial da nova marca. 
Com o desenvolver da Sophia, conforme for se tornando um pouco mais independente e deixando de mamar, vou intensificado as viagens para produção dos programas que são feitos aqui e as reuniões para novos clientes - conta ela, que poderá estar à frente de uma atração que a companhia vai desenvolver para a Globosat no ano que vem. 
 Ela contou ainda da rotina com a chegada da segunda filha (ela também é mãe de Maria Luiza, de 8 anos). 
 - Sophia é um bebê tranquilo, mas, como mama exclusivamente no peito, fico muito por conta das mamadas, que acontecem de três em ter horas. 
As madrugadas são animadas por aqui. 
Ela tem preferido ficar acordada às vezes - revela a atriz.
 - A experiência de um segundo filho é realmente maravilhosa. 
A cobrança comigo mesma parece menor, as inseguranças, também. 
 Luiza diz que sempre tem a companhia da família e amigos brasileiros por lá e elogiou o marido, o empresário Mariano Ferraz. 
 - Ele é nota mil, superparticipativo. 
Estamos muito apaixonados pela Sophia! 
 É companhia nas 'animadas' madrugadas de Sophia, mesmo acordando cedo pra trabalhar no dia seguinte. 
 A atriz falou como a primogênita encarou nascimento da irmã e dos planos de aumentar a família:
 - O ciúme é natural, insegurança de dividir a mãe, mas Malu verbaliza muito seus sentimentos, o que nos permite ajudá-la a lidar com eles e a resolvê-los. 
De início, logo que soube que teria uma irmã, se mostrou insegura, mas ao longo da gestação já passou a curtir a ideia e agora está amando, quer ajudar em tudo! 
E de fato ajuda! Tenho muito orgulho dela. 
Ainda não estamos pensando em ter mais filhos. 
O momento é de curtir Sophia!

FONTE/OGLOBO

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Fábio Porchat:
‘A Record disse que posso entrevistar até o papa’
Fábio Porchat é um gênio. Disso, a coluna tem certeza! 
Quando o assunto é humor, poucas pessoas neste país têm um texto tão poderoso quanto ele. 
Sem falar do ‘timing’ para fazer rir, uma forte característica do apresentador.
 Mais raro ainda é o seu carisma. 
Por isso, a coluna de hoje é dedicada ao humorista, que estreia na próxima quarta-feira seu talk-show, intitulado ‘Programa do Porchat’. 
Na última sexta, ele conversou com a coluna sobre seu novo projeto na Record. 

Por Leo Dias 
 Você já gravou seu programa de estreia?
 Não. 

 Não? Vai gravar quando? 
Só no dia 24, que é o dia da estreia. Vou gravar à tarde.

 Por que isso? 
Para ficar quente o programa. Eu não sei qual o resultado da Olimpíada, não sei quais são as notícias. O que estiver na mídia nos dias 22, 23 e 24 vão definir muito o que vai ser o programa na estreia, entendeu? 

 Então o chamado factual vai fazer parte sempre do seu programa? 
Exatamente! A ideia é sempre falar das atualidades, das coisas que estão acontecendo. Vamos brincar com as notícias, com a internet… E a internet é uma rotatividade impressionante! Cada dia acontece alguma coisa. 

 O que o telespectador vai ver de novo no seu programa que não tem em um programa de entrevista normal? 
Eu fui para Los Angeles, fiquei uma semana lá, acompanhando a gravação da Ellie Genders e do Connor O’ Brien, que são grandes entrevistadores de talk-show. Eu perguntei qual era a diferença, porque lá eles têm seis late shows ao mesmo tempo. Faz parte da cultura americana. Eles não souberam explicar. Connor respondeu que o que diferencia um programa do outro é o apresentador, quem ele é, o DNA dele, do que fala, do jeito que fala… Você tem que fazer o que sabe fazer de melhor. Meu programa vai ter a minha cara, vai ter o meu jeito. Vai ter stand up, improviso, vou brincar com a plateia como sempre fiz e gosto de fazer… Quero estar na internet, mexendo com tudo que acontece nas redes sociais. O programa vai nessa linha. 

 Você pensou em fazer ao vivo ou não? 
Não dá para ser ao vivo porque o programa vai ao ar à 0h15! No terceiro dia eu não ia ter mais convidado. Quem vai vai dar entrevista para mim à 0h15?  

Sasha vai ser sua entrevistada na estreia?
 A princípio, sim. Mas eu também já entrevistei Fernando Cardoso, Nicole Bahls, Wesley Safadão… Estou gravando umas entrevistas com antecedência para ter na manga. Algumas poderão ser usadas na estreia e a da Sasha é uma delas. 

 Deve ter sido muito interessante entrevistar a Sasha, já que ela é uma pessoa que nunca deu uma entrevista! 
São duas coisas: ela nunca deu entrevista e nunca quis dar. Ela é uma pessoa mais reclusa mesmo. 

 E como foi esse processo de convencimento? 
Eu liguei primeiro para a Xuxa para saber o que ela achava. A Xuxa falou que achava que ela não ia topar. Mas eu quis tentar, pedi o telefone dela e mandei mensagem. Depois eu recebi uma mensagem da Xuxa dizendo que, pela primeira vez, a Sasha havia considerado a hipótese de dar uma entrevista. Então calhou dela (Sasha) ir na minha festa com as amigas. Minha namorada e eu saímos para jantar com ela e a gente conversou. Fizemos todo um convencimento. Um programa todo cuidando dela. Os quadros do programa a gente fez junto com ela. Foi tudo pensando nela, porque quando você bota alguém que nunca deu entrevista na frente de uma plateia, a pessoa pode assustar. 

 Como foi? 
Foi bem reservado? 
Foi tranquilo… As pessoas nas ruas fizeram perguntas para ela… Sasha é a anônima mais famosa do Brasil. 

 Você tem aqui no Brasil alguém que já tenha te inspirado? 
Jô Soares é uma referência para todo mundo que quer fazer talk-show. É o cara que a gente vê desde sempre. Todo mundo acompanhou o Jô desde pequeno. Eu não ia dormir sem ver o Jô.  
Essa sua nova função de apresentador de talk-show fez com que você lesse mais os jornais ou sites de celebridades para se informar sobre a vida pessoal das pessoas? 
Eu sempre li jornais e revistas e busquei me informar sobre o que está acontecendo. Isso continua sendo como sempre foi. Estou agora assistindo mais programas de talk-show. Também estou assistindo muito a TV aberta, coisa que eu não tinha costume. 

 O que você acha da TV aberta atualmente? 
Acho que a TV aberta melhorou, sabia? Se você for comparar com os anos 80 para cá, eu acho que melhorou muito. Mas existe uma busca pela audiência que é muito daninha para a TV aberta.

 Quem será seu maior concorrente? 
Hoje são o Danilo Gentili e o Jô Soares, porque os dois estarão no mesmo horário que eu. 

 E que são parceiros, né?
 Super! Danilo é meu amigo e a gente se fala. Eu vou fazer uma participação no filme dele. A gente se comunica o tempo todo. Com o Jô eu não tenho uma relação exatamente. 

 Quem você sonha em levar para o seu programa?
 Silvio Santos.

 Já tentou?
 Não, nem tentei.

 O que você perguntaria para o Silvio Santos?
 Como eu ainda acho que é um sonho distante, se tivesse o Silvio Santos no meu programa eu não sei nem o que iria perguntar. Acho que eu só falaria: “fala aí! me conta da sua vida”. 

 Eu vejo tudo do ‘Porta dos Fundos’ e percebo uma certa assiduidade de assuntos religiosos no portal de humor. Suas esquetes sobre Jesus são maravilhosas. Você sempre interpreta Jesus. Isso é proibido? 
No ‘Porta dos Fundos’ continuo fazendo o que eu quiser. Não tenho nem preocupação com isso. Quero fazer paródia, brincar com ‘Os Dez Mandamentos’ e com ‘A Terra Prometida’ e tenho liberdade total para isso. Eu quero levar, por exemplo, um convidado como o Padre Marcelo. Não tem problema nenhum. Eu perguntei e fiquei muito surpreso com a resposta da Record. Eles deixaram tudo o que eu pedi. Tudo que eu fiz,pode! para a gente não tem problema. No programa, a Record disse que eu posso entrevistar até o Papa. Mas aí eu pergunto: o Jô fala de religião, não fala? O Danilo fala de religião, não fala? Então não é que eu posso ou não posso, eu já tenho um espaço que posso falar, brincar, e fazer esquete que é o ‘Porta dos Fundos’. Não preciso falar de religião em todos os lugares que eu vá. Acho que em um talk-show eu tenho que falar com o entrevistado sobre o assunto dele: se é o Padre Marcelo, vou falar sobre religião com ele. Se é um monge budista, eu vou falar com ele sobre o budismo… Se eu for entrevistar o Edir Macedo, vou conversar sobre a Igreja Evangélica. A princípio não é um programa que tem viés de crítica. Meu programa é para as pessoas darem risada e não para fazer uma abordagem política ou religiosa. 

 O público da Record é um público mais popular. Talvez isso faz com que o humor seja mais óbvio? 
Meu programa só vai ao ar depois da meia noite, então é um horário que não tem uma disputa tão grande pela audiência. É um horário que muita gente já está dormindo, um horário que me dá muito mais liberdade para fazer o que eu quero. Eu estou fazendo um produto que eu gosto. Não estou pensando muito em qual assunto o público quer ver. É claro que a gente pesquisa, sabe e entende, mas a gente quer fazer um bom programa independente de ser isso ou aquilo. Acho que a gente tem que saber que é um programa para a TV aberta, que é popular e que tem que atingir todos os públicos. Não adianta fazer um programa falando só sobre vinho. Meu programa não é para determinado nicho. É para toda a família. 

 Você está feliz na Record? Muito! Está melhor do que você imaginava? 
Cara… Muito melhor. 

 O que você imaginava, Porchat? 
Eu achei que ia ser repreendido o tempo todo, que eu não ia poder fazer ou falar certas coisas. Pensei que eles não iam me dar não só liberdade de fazer coisas, mas de fazer o que eu quero… E o que acontece é exatamente o oposto. Até agora não teve um ‘não, não pode fazer isso’. Teve questionamentos e alguns inclusive eu concordei. A Record tinha razão.

 Do que por exemplo?
 Uma brincadeira que eu queria fazer com cinema, com o filme ‘Os Dez Mandamentos’, mas a gente chegou a conclusão que era muito distante. Ia perder a piada e eles tinham razão mesmo. 

 Então aquelas chamadas representam realmente a realidade que você tem liberdade?
 Exatamente. Eu acho que a chamada mostra para todo mundo que na Record eu sou muito mais tranquilo do que as pessoas imaginavam. 

 Manda uma mensagem para quem curte você e agora vai parar para te assistir na Record.
 Pode ficar tranquilo que você vai encontrar no ‘Programa do Porchat’ o mesmo Fábio Porchat que você gosta fora da Record.

FONTE/ODIA
   Grace Gianoukas diz que nunca teve desespero de ser aceita! 
Fazendo da TV seu palco, a atriz mostra sua originalidade como a excêntrica Teodora Abdala em Haja Coração e comemora 15 anos em cartaz com Terça Insana

 Por Ligia Andrade
A frase “Bem aventurados os inadequados porque deles é o reino da originalidade”, presente no espetáculo Terça Insana – Grace Gianoukas Recebe diz muito de sua autora, a intérprete da excêntrica milionária Teodora Abdala em Haja Coração (Globo).
 Com uma sólida carreira no teatro, a atriz gaúcha de 52 anos se dedica há 32 à arte de usar o humor como ferramenta para dar o seu recado e, principalmente, voz aos excluídos. 
“Nunca vou parar de lutar. Tive pessoas bacanas que me deram a mão em momentos que poderia ter me sentindo insegura, esquisita demais, por ter uma personalidade tão incomum”, explica ela, continuando: 
“Nunca tive esse desespero de ser aceita. Tive uma ideia e fui atrás”. 
E a originalidade virou a marca registrada de Grace, que já quis ser antropóloga. Dá para acreditar? 
“Graças a Deus, não me encaixo em padrões estéticos, de comportamento, essa coisinha mulherzinha, para casar...
 Sou uma mulher inteira!”, opina ela que, além de atriz é autora, diretora, produtora, e não gosta tanto do rótulo de humorista.
 “Ator tem de saber andar para todos os lados. Comediante é um dramático também.” 
 Pela primeira vez, Grace experimenta a popularidade de estar com uma personagem com tanto destaque. 
“Teodora me coloca em todos os cantos do Brasil, agrada a gregos e troianos. 
Agarrei a oportunidade com unhas e dentes”, garante. 
A perua agradou mesmo. Tanto que, mesmo depois de morta, voltou nos sonhos de Aparício (Alexandre Borges). 
“Eu e Alexandre criamos uma sintonia para fazer esse casal tão absurdo. 
É maravilhoso trabalhar com ele, um grande ator”, elogia.
 Grace também aproveita para se derreter por Tatá Werneck, intérprete de Fedora, fruto dessa relação no folhetim.
 “Identifico coisas que tinha na idade dela.
 Tatá tem um ponto de vista original, efervescência. 
Somos mulheres singulares nesse sentindo, não nos encaixamos nos padrões. 
Vejo uma pressão em cima, mas ela está sempre simpática, amorosa...”
 PRATICIDADE NO DIA A DIA 
A época para Grace é de brilhar dentro e fora da TV. 
Comemorando 15 anos de estrada com Terça Insana, o espetáculo já levou aos palcos mais de 500 personagens, sempre se reinventando e se inovando. 
“Um dos objetivos do projeto era o de não se acomodar.”
 Obstinada, ela sempre correu atrás de seus objetivos, trabalhou como garçonete para bancar suas peças e, muitas vezes, levava seu filho, o estudante de veterinária Nikolas, para o teatro, por não ter com quem deixá-lo. Moradora de São Paulo, mantém uma produtora em sociedade com o marido, o produtor cultural Paulo Marcel Almeida, a quem também dedica o sucesso do Terça Insana.
 “É um alívio não segurar essa onda sozinha. 
Não dá para estar em todos os lugares ao mesmo tempo. 
Com isso, amadurecemos juntos, viramos parceiros, cúmplices. 
É um amor maduro”, justifica. Com uma mente tão agitada, Grace confessa deixar a vaidade um pouco de lado. 
Ela aprendeu a usar a praticidade em sua vida. “Fiz uma limpa no meu guarda-roupa. 
Gosto mesmo é de aproveitar meu tempo no meio da natureza, me faz bem.”
 Tampouco a atriz dá bola para as questões estéticas. 
“Passei esses anos criando filho, montando espetáculo, pagando dívidas, arranjando dinheiro, ajudando ator, escrevendo, dirigindo... 
Quem sabe agora, com um pouco mais de tempo, consiga prestar mais atenção nisso?”

FONTE/CONTIGO
Crioulo:
 "Nossa realidade é preconceituosa, racista e transfóbica"
Em tempos de polarização política e radicalismo de discursos, Criolo teve uma preocupação especial na hora regravar as músicas de seu primeiro álbum, "Ainda Há Tempo" (2006). 
 Na nova versão do disco, que foi lançada este ano, mais enxuta e com e arranjos mais ecléticos, ele alterou partes de letras. 
Em "Vasilhame", por exemplo, o verso "Os traveco tão aí, oh! Alguém vai se iludir" foi substituído por "O universo tá aí, oh! Alguém vai se iludir". 
 Segundo o cantor, o termo designado a transexuais do gênero masculino acabava soava pejorativo e a atingindo um alvo que não queria inicialmente.
 "Estava jogando para um alvo que eu nem sabia, tá ligado? Você vai aglutinando o que chega para você, e você leva um tempo para compreender.
 Acho que é importante ouvir o outro", diz Criolo ao UOL. 
 O cantor, que se diz aberto a críticas, refuta que, com isso, esteja aderindo ao chamado "politicamente correto".
 Nega também que o atual momento político esteja dando voz à parcela mais intolerante da sociedade.
 "Esses discursos sempre surgiram. 
Acho que, infelizmente, devido à tecnologia, elas tem demonstrado mais como é a nossa realidade, que é extremamente preconceituosa, racista e transfóbica, xenófoba", afirma Criolo.
 "Cresci dentro de um ambiente familiar em que já é natural lutar contra essas questões ruins. 
Só que minha mãe nunca fomentou rancor. 
Para ela, o ódio e tantos outros sentimentos, que podem aflorar, porque somos humanos, nunca iriam nos ajudar na nossa jornada." 
 Protesto contra Temer Criolo, que classifica o afastamento da presidente Dilma como "golpe", afirmou ainda não saber como a inscrição "Temer Jamais" foi parar no telão de seu show na Virada Cultural, em maio deste ano, que teve forte tom político.
 "Rapaz, não sei o que aconteceu, mas aconteceu e foi colorido. Saí do palco para fazer não sei o quê e voltei e estava lá. 
Aqueles meninos são danados. Independentemente disso, isso já estava acontecendo. 
O protagonismo não é de uma pessoa, sobre qualquer tema. Ele sempre vai estar no gesto", filosofa. 
 Sobre as polêmicas vaias do público brasileiro a atletas estrangeiros na Olimpíada do Rio, Criolo, fã de esportes, dá uma explicação histórica.
 "Cada um tem um jeito de expressar. A gente vem de um país que foi invadido. 
Temos resquícios de coronelismo e de uma ditadura horrorosa até hoje. Somos um povo próximo à Linha do Equador, que sofre. 
Independentemente do olhar de cada um, se é pra bom ou ruim, a gente se manifesta."

FONTE/UOL
 Xuxa Meneghel:
"Apaixonar-se é um presente precioso" 
A apresentadora falou sobre o amor com Junno Andrade. Confira! 

Por Xuxa Meneghel 
  As pessoas falam muito de romance, relacionamento, amor... 
Isso me deixou com vontade de escrever sobre algo que, sem dúvida, todos nós já vivemos ou ainda viveremos: 
Apaixonar-se, ter um grande amor, anular-se para ver a felicidade do outro. 
A final, ficar cego, surdo e, muitas vezes, mudo... é amar! 
 Enquanto a relação existe, tudo parece um conto de fadas.
 No entanto, quando acaba, muitas vezes nos perguntamos: como pude amar essa pessoa e fazer tanto por ela? 
Eu e tantos outros somos exemplos de que, durante o período do relacionamento, tudo é lindo.
 Mas ao terminar é simplesmente feio, ruim e, às vezes, um tanto quanto desastroso. 
 Porém, nem por isso deixamos de buscar uma história de amor perfeita com direito a um “... e viveram felizes para sempre”. 
Mas sabemos que chegar a essa frase é coisa para uma minoria. 
Aliás, me arrisco a dizer que se trata de uma tribo em extinção, pois ter respeito, amor, carinho e admiração por alguém está cada vez mais raro ou rápido.
 E, lógico, para alcançar a categoria de conto de fadas o romance precisa durar até que a morte separe os apaixonados.
 Com a minha pequena experiência (comparada à de tantas criaturas), vou dar uma singela sugestão. 
Isso talvez possa ajudar alguém, já que eu, aos 53 anos, estou com uma pessoa que encheu minha vida de música, poesia, amor, carinho, risadas... 
E, olha, se para muita gente é difícil encontrar alguém, para mim é um pouco mais (no caso, era), pois a minha vida, o meu trabalho e o meu nome meio que afastam as pessoas. 
Por aí, dizem, muita gente tem medo de chegar a mim.
 Se fosse verdade, eu deveria estar realmente sozinha, mas se encontrei alguém, se aconteceu comigo, então, pode rolar com você também. 
 O que é preciso para o seu rei, príncipe ou sapo chegar à sua vida? 
O livro Presente Precioso pode ajudá-la a achar essa resposta.
 Não é um lançamento, mas a obra do autor Spencer Johnson passa uma mensagem capaz de auxiliar as pessoas a encontrarem a felicidade dentro de si mesmas. 
E, segundo ele, a solução para os problemas difíceis são quase sempre surpreendentemente simples. Beijos!

FONTE/VIVAMAIS

domingo, 21 de agosto de 2016

 Aline Dias sobre ser protagonista em 'Malhação': 
'Ou deslancho ou não'
 Primeira negra a ocupar o papel principal na novela teen, a atriz posa em ensaio de moda exclusivo para o EGO e fala de racismo: 'Faltam negras'. 

Por Victor Hugo Camara 
Aos 24 anos, Aline Dias sabe bem a responsabilidade de ser a protagonista da nova temporada de "Malhação", "Pro Dia Nascer Feliz", que estreia na Globo na próxima segunda-feira, 22. 
Além da oportunidade, a estreia da atriz tem um peso extra: ela é a primeira negra a ocupar o papel principal desde que a novela teen estreou, em 1995. . 
 "Chorei muito quando recebi a notícia. 
Moro com a minha avó, Valdelice, e prometi que ela ia ser a primeira a saber, mas tive que me segurar, preferi chegar em casa e dar a notícia pessoalmente.
 Ela era a única que sabia que eu estava fazendo os testes, normalmente não conto para mais ninguém", relembra ela, que posou para o EGO em ensaio de moda exclusivo. 
 Assim como Carolina Dieckmann, Giovanna Antonelli, Débora Falabella, Sophie Charlotte e muitas outras atrizes que ganharam um pontapé na carreira após a participação em "Malhação", Aline espera que o papel lhe renda bons frutos.
 "É uma novela de muita visibilidade, a gente está o tempo todo sendo vista e testada. 
Ou eu deslancho ou não. É uma bela oportunidade que ganhei. 
Tenho que pensar no presente e fazer um bom trabalho agora para colher os frutos lá na frente", afirma. 
Se depender das semelhanças entre Aline e Joana, sua personagem, o resultado tem tudo para dar samba. 
"Ela é muito guerreira, batalhadora, sempre correu atrás. 
Acho que isso é uma coisa que temos em comum, não sou de desistir. 
Batalhei muito para poder chegar hoje ao posto de protagonista e fazer o que gosto, que é atuar", afirma. 
O caminho, no entanto, não foi dos mais fáceis, garante ela. 
"Comecei como modelo aos 14 anos e, aos 16, passei a trabalhar como jovem aprendiz. 
Já trabalhei em telemarketing e depois fui vendedora de loja em shopping para ganhar mais dinheiro e poder pagar meus cursos de teatro.
 Fui recepcionista e até recentemente trabalhava com produção de festas infantis - era eu que levava aqueles atores que interpretam o príncipe e a princesa para as festinhas", conta ela, que chegou a entrar na faculdade de Comunicação Social (e acabou trancando no meio), se formou em Administração no curso técnico e ainda conciliava a rotina agitada com os cursos de teatro. 
Durante essa época, ela fez uma pequena participação, como elenco de apoio, em "Malhação", atuou na novela das sete, "Sangue Bom", e ainda fez uma ponta no seriado "Sexo e as Negas". 
"Acho que o mais difícil é no começo, quando você faz os testes e só ouve 'não', esse é o momento em que você começa a criar sua personalidade e aprende que ou você persiste ou desiste. 
Tem que ter estrutura para aguentar", afirma. 
"Nunca pensei em desistir, muito pelo contrário, acho que tudo tem seu momento, tudo tem sua hora. 
O 'não' a gente já tem, tem que estar sempre com isso na cabeça, porque se não a pessoa vai sempre ficar frustrada. 
Quando saí pela primeira vez de uma produção da Globo (como elenco de apoio em 'Malhação'), saí flutuando, com a cabeça nas nuvens. 
À medida que você vai fazendo outros testes, vai aterrissando, colocando os pés no chão e percebendo que a caminhada é muito mais longa", pontua. Racismo ainda é problema: 
'Faltam mulheres e faltam negras' Em uma época em que as mulheres (negras ou não) ganham mais poder, Aline afirma que, apesar dos avanços, ainda há muito a melhorar. 
"Temos conquistado cada vez mais espaço, mas falta muito ainda, não só na Televisão, como na política, nas artes, nas empresas... 
Faltam mulheres e faltam negras. 
Fiquei muito feliz com essa oportunidade, até porque na sinopse do Emanuel (Jacobina, autor da novela) a personagem não era negra, não era um papel já focado na cor de pele.
 Vi que essa conquista veio muito da minha persistência e do meu trabalho", comemora. 
"Para mim é um honra estar fazendo a primeira protagonista negra, mas mesmo que não fosse a principal seria uma honra também. 
O importante é fazer com que as garotas que assistem se sintam representadas", complementa.
 Com a estreia da novela e o aumento do assédio, Aline diz que não tem medo de sofrer os mesmos ataques nas redes sociais que Taís Araújo, Preta Gil, Ludmilla e a jornalista Maria Júlia Coutinho. 
E defende a investigação e denúncia dos casos similares. 
"Estou sempre sujeita a elogios e críticas. 
A crítica eu vou pegar e transformar em algo bom, seja no trabalho ou como pessoa. 
Agora o racismo, não. Tem que denunciar, acionar a polícia e ir atrás dos responsáveis. 
Não tem nem como falar que estou preparada porque acho que ninguém consegue se preparar para ouvir barbaridades", desabafa.

FONTE/EGO