sábado, 28 de março de 2015

Renata Kuerten: 
“Meu desafio como apresentadora dominical é deixar minha personalidade na TV”
A modelo e apresentadora conversou com leitores de QUEM nesta quinta-feira (26) e falou sobre sua estreia na TV. Confira o bate-papo!
Renata Kuerten foi a convidada especial de QUEM para um Face to Face com os internautas da fanpage de Quem Acontece, no Facebook.
 O bate-papo com os leitores aconteceu na tarde de quinta-feira (26), na redação da revista, em São Paulo.
A modelo e apresentadora do Chega Mais, da RedeTV!, conversou com os fãs, falou sobre os desafios de comandar um programa de TV, a carreira de modelo, deu dicas de beleza e até revelou ser uma ótima cozinheira.
“Adorei conversar com os fãs! Quero fazer isso toda semana. Pode?”, brincou Renata ao finalizar o encontro virtual com o público.
Como tem sido a experiência como apresentadora do Chega Mais?
ncrível! Uma experiência única. Quando você olha de fora acha tão fácil. Mas tem que trabalhar muito, ser focada, ter atenção... É totalmente o contrário do que eu fazia como modelo. Dar entrevistas não é apresentar. Apresentar sabendo que tem 50 milhões assistindo é diferente. É a melhor experiência que já tive na minha vida, estou apaixonada e não paro mais.

Quais os desafios para inovar em um programa dominical na TV e atrair o público?
Meu desafio como apresentadora dominical é deixar minha personalidade na TV, minha identidade... E ela é engraçada, alegre, espontânea  [risos].  Às vezes, falo até o que não posso. Me assistam!

Como é apresentar um programa na TV? Ele foi inspirado no America’s Next Top Model?
O Chega Mais está no ar há 4 semanas, e é dedicado para toda família brasileira. É uma mescla de game, entrevistas, reality show... Apesar de termos um elenco de modelos, não foi inspirado em America's Next Top Model... É tão variado, temos um quadro legal que é o Na Mira das Divas, em que já tivemos Nicole Balhs, Anitta, Valesca, Mister Catra e Mc Guimê. Lembrando que o programa está no ar todos os domingos, 18h30, na RedeTV! Assistam!

Você já trabalhou na roça, certo? Como foi a experiência e o que isso agregou para sua vida profissional?
Tudo, com certeza! Agradeço cada minuto que eu passei na roça. Lá eu aprendi a ser pontual. Minha mãe fazia acordar a gente cedinho (5h30), fazer o almoço, trabalhar ... Aprendi a ter responsabilidade desde nova, a economizar e ser profissional.

Você se inspira em alguma apresentadora? Tem algum exemplo nesse meio?
Me inspiro, de verdade, em duas: Fernanda Lima, espontânea, sabe falar de assuntos polêmicos, como sexo, de um jeito bacana, e gosto também da Ana Hickmann, que passa um ar de classe e elegância. Se eu pudesse pegar um pouco de cada uma, seria ótimo. Ah, e não posso deixar de citar o Faustão, um homem inteligente e talentoso.

Como você faz para manter a boa forma?
Mantenho uma alimentação regrada. A maioria das pessoas deixa para se cuidar dois meses antes do verão. Eu não... Me cuido o ano inteiro, porque nunca se sabe. Ainda mais eu que trabalho com isso. Evito frituras, refrigerantes, gorduras... De resto, como tudo. Adoro uma taça de vinho, uma massa... Não me privo. Só como moderadamente. Se como um bolo, é uma fatia. Se vou para um jantar, pego um grelhado... Não é que não engordo, eu me cuido. Faço caminhada quando dá, exercícios...

Para se manter na indústria da moda, é preciso cultivar a boa forma. Existe algo que faça você se sentir escrava do corpo?
Por mais que eu trabalhe com biquíni, corpo e tudo mais, nunca fui escrava. Desde nova fiz esportes, com 8 fiz caratê, fiz vôlei por três anos, muay thai... Sempre fiz musculação, tênis e até aula de circo. Amo e faço porque gosto. Sou elétrica! Gosto de parque, de passear com meus cachorros, gosto de verde, de estar em contato com a natureza... Nunca me vi escrava disso. Hoje até tenho uma academia de lutas aqui em São Paulo.

Você sempre aparece malhando nas fotos e tem uma barriga invejável! Queria saber se principalmente para o programa, tem tido alguma DIETA especial, se intensificou a academia ou se sempre manteve no mesmo ritmo.
Sempre mantive o mesmo ritmo. TV engorda? Eu acho que é mentira... Minha mãe até me ligou e disse que, semana passada, eu estava muito magra. Mas tu sabe, mãe é mãe, sempre acha que o filho está magro demais [risos].

Como é sua rotina durante as gravações do Chega Mais?
Uma loucura! Gravo de três a quatro dias por semana. Tenho estúdio e gravações externas... Temos horários na RedeTV” e dividimos durante a semana. Além disso, continuo com a carreira de modelo e concilio com os compromisso na TV. Por exemplo, ontem, gravei o dia inteiro. Quando terminei ainda fiz um desfile e um evento de noite. Cheguei em casa às 23h. Semana passada gravei, fiz fotos e um evento...

Agora com o programa, você encontra tempo para os treinos de MMA?
Claro! Todo final de semana! Pratico quando estou parada no estúdio... Faço agachamentos. Querendo ou não, você acha que não faz efeito, mas ajuda muito. Hoje, por exemplo, treinei. Acordo sempre cedo, por mais que esteja cansada.

O que mais mudou na sua rotina na transição para a TV?
Continuo conciliando minha carreira de modelo com a de apresentadora. Não parei... A minha agenda está mais intensa. Ainda quero trabalhar muito como modelo. Outro dia, por exemplo, fiz fotos para a Maria Valentina lá na Turquia. Precisei viajar por cinco dias. Fui! Conseguimos antecipar as gravações do Chega Mais, demos um jeitinho...

Com a rotina agitada, qual o seu maior truque para não cair na tentação de comer besteiras ou fugir dos treinos? Ou você dá umas escapadinhas também?
Escapadinha a gente sempre dá... Mas para evitar, quando dá vontade de comer besteira, eu como um açaí. Hoje eu almocei e comi açaí. Com granola ou banana é bom para passar a vontade de doce.

Como está sendo trabalhar com o Matheus Mazzafera? Ele é seu amigo fora da TV?
Um sarro! E o dia inteiro. Ontem, quem tirou sarro dele fui eu. No próximo domingo vocês vão ver o que aprontei com ele. Vai ser muito legal! Ele é meu amigo fora da TV, claro. Me divirto com ele.Chegamos às 6h30 da manhã para gravar e não vemos o tempo passar. É muito bom!

Qual sua relação com música? Você é do tipo que tem uma trilha sonora para cada momento da vida? Uma para malhar e outra para relaxar? O que está tocando no seu player recentemente?
Ouço de tudo! Estou com mania de ouvir canais de música e tenho ouvido seleções dos anos 80. É tão bom! Tem músicas que acalmam e outras que te ‘acordam’.

Como você faz para cuidar e dar mais volume ao seu cabelo liso?
Faço um tratamento natural na Laces and Hair, aqui em São Paulo. Eles usam um produto para limpar o couro cabeludo, que ajuda no crescimento. Depois passam uma vitamina, que dá força para os fios. O cabelo fica com volume e força. Faço esse tratamento há três anos. Comecei a fazer depois que platinei. Eles me salvaram [risos].

Gostaria de saber qual trabalho foi mais importante na sua carreira como realização pessoal?
Todos! Cada um teve uma certa importância. Acho que fiquei mais emocionada com as capas da Vogue Brasil (8 ao todo). Em minha primeira capa eu tinha 19 anos. Vogue é a Bíblia da moda, o ápice da carreira da modelo. É chique [risos].

Compartilha, por favor, uma dica de beleza que você sempre usa e acha legal dividir com a gente?
Sempre falo que tirar a maquiagem para dormir. As pessoas esquecem ou têm preguiça. A noite é o período em que a pele precisa respirar. Ah, e beber muita água! Sempre falo isso.

No quadro 'Na mira das divas', tem algum famoso que você queira entrevistar?
Claro que eu quero o Ronaldo! Sou fã! E o Pelé. Eles são o máximo. Adoraria a Xuxa também, mas acho que não pode, né?  [risos]

Você já tem uma preferência entre apresentar programa de TV ou modelar?
São coisas completamente diferentes. Adoro os dois mundos! O 'bichinho da tv' me picou agora, mas quero continuar nos dois.

Vi que há pouco tempo você se mudou para um APARTAMENTO novo com seu namorado. Você é uma boa dona de casa? É do tipo que cozinha e faz faxina?
Faço faxina, claro! Limpo tudo... Sei cozinhar, claro. Sou fã da Ana Maria Braga, e fiz, outro dia, uma quiche de quinoa. Sou quase uma Ana Maria Braga [risos]. Fiz outro dia um petit gateau, e é bem fácil. É só bater a massa e deixar 9 minutos no forno. Fácil, fácil!

Ser tão bonita e magra atrapalha em alguma coisa na  sua vida? Como você lida com tanta admiração em torno do seu corpo?
Não atrapalha em nada, não. Nunca passei por isso. Fico feliz das pessoas me admirarem e pelo carinho que elas têm por mim.

Você já teve vontade de ser uma angel da Victoria's Secret?
Quem nunca? Óbvio [risos]. Acho que para isso tem que focar, participar dos castings, trabalhar com fotógrafos certos, com foco específico para isso... Tem que querer muito isso. Eu nunca consegui focar só nisso. Sempre precisei trabalhar para ajudar minha família e meu foco estava mais no Brasil.

Existe algum lugar no mundo que gostaria de conhecer e ainda não teve oportunidade?
Tive a oportunidade de ir para a Índia, mas não fui. Adoraria! Amo a comida, a cultura, as pessoas... Tudo lá é diferente. Eles têm um jeito diferente de levar a vida. Acho interessante. Já li muito sobre isso. O que eles ganham hoje, investem tudo hoje e são felizes. No dia seguinte, ganham, gastam e vão vivendo... São felizes. Gostaria muito de conhecer o país.

Travestis e transexuais estão surgindo no mundo da moda. Acha que nos próximos anos a aceitação e o mercado focado para elas, como modelagem específica para o corpo, tende a crescer?
Tem espaço para todo mundo. Acho bacana!

FONTE/QUEM
Lazaro Ramos pode fazer papel de 
MR Catra em filme sobre o funkeiro
Após viver dezenas de personagens controversos, Lázaro Ramos pode estar prestes a encarnar mais um tipo inesquecível. 
E que está por aí vivinho da silva. Pelo menos é o que deseja MR Catra. O funkeiro quer que o baiano o interprete no cinema, em sua fase mais jovem.
MC Catra longe dos palcos, homem de família. Casado com 4 mulheres e pai de 27 filhos, vida de Catra vai virar filme
O filme que vai contar a história de Mr.Catra pode ter Paula Lavigne como produtora. A EX de Caetano se interessou pelo projeto e está em negociação. 
A vida do funkeiro carioca é mesmo coisa de cinema. Filho de uma empregada doméstica, ele foi abandonado pelo pai e criado pelos patrões da mãe. 
Formado em Direito e fluente em três idiomas, Catra largou a vida boa para voltar à favela, onde descobriu o funk e seguiu carreira.

FONTE/EXTRA

sexta-feira, 27 de março de 2015

Sérgio Malheiros comenta virada de 
seu personagem em 'Alto astral' e 
romance com Sophia Abrahão: 
'Estou feliz'
Por Maisa Capobiango
No ar em "Alto astral" como o nadador Emerson, Sérgio Malheiros comemora a virada do personagem na trama. 
Além de ter vencido um campeonato de natação, o jovem conseguiu conquistar o coração de Gaby (Sophia Abrahão), sua paixão de infância.
- Sinto que o público se identifica muito com o Emerson, principalmente os jovens. Ele é um cara trabalhador, que vai atrás do sonho. 
Fico muito feliz com o carinho que tenho recebido - comenta o ator, que teve seu primeiro papel de destaque em 2004, aos 11 anos, em "Da cor do pecado". - Acho que as pessoas têm percebido que meu trabalho evoluiu.
Praticante de capoeira, ele conta que também gosta de surfar no tempo livre.
- Muitas vezes estou na água e aparece alguém quereno apostar corrida comigo. Acho divertido, mas, claro, não consigo nadar tão bem quanto o meu personagem.
Além de atuar, Malheiros conta que tem outra paixão: ele faz faculdade de cinema e diz que pretende aliar as duas atividades.
- Desde pequeno, eu ficava perturbando os diretores durante as gravações. Sempre quis entender melhor como tudo funcionava.
Flagrado esta semana aos beijos com Sophia Abrahão, os dois evitam falar sobre o romance, mas, assim como a atriz, Malheiros diz que "está feliz".
- Eu entendo que as pessoas queiram saber. Não é que eu queira esconder algo, mas tento colocar a minha vida profissional em primeiro plano.

FONTE/OGLOBO
Bruna Hamú fala de 'Malhação' 
e dá dica para conquistá-la
Por Maisa Capoiango 
Nos fins de tarde da Globo, Bruna Hamú pode ser vista em "Malhação" como Bianca, filha do personagem de Eriberto Leão.
A atriz, que estreou em uma participação em "Sangue bom", em 2013, curte agora a repercussão de seu primeiro trabalho de destaque na TV.
- Outro dia uma senhora me parou e falou: 'Minha filha, não dê mais bola para aquele galinha! Se dê valor!'. 
Ela falava do Duca, personagem do Arthur Aguiar. Achei engraçado o jeito como ela se referiu a ele e me abordou.
Bruna nasceu em Brasília e, aos 18 anos, deixou a casa dos pais e mudou-se para São Paulo, para trabalhar como modelo. Para INVESTIR na carreira de atriz, migrou para o Rio.
- Sempre amei a cidade. Desde pequena eu via o Rio  pela televisão e ficava maravilhada. Quando fui morar em São Paulo, vinha para cá nos feriados. Amo o fato de morar perto da praia!
Se na época em que era modelo Bruna tinha que manter uma DIETAmais rigorosa, hoje ela diz que não faz grandes restrições.
- Eu como de tudo, mas com moderação. Durante a semana, sou mais regrada e faço uma alimentação saudável e leve, mas nos finais de semana eu me libero. Procuro fazer exercício aeróbico sempre que posso. O mais importante é ter uma alimentação equilibrada, fazer exercícios. Assim o corpo e a mente ficam saudáveis.
Solteira, Bruna afirma que seu principal foco no momento é o trabalho. Mas, para quem quiser conquistá-la, ela dá uma dica:
- O que mais me atrai é o bom humor.

FONTE/OGLOBO

terça-feira, 24 de março de 2015

Carla Salle diz que viver prostituta em 'Babilônia' é libertador e que pai não vê cenas quentes:
 'Pede para eu avisar'
Por Anna Luiza Santiago
Carla Salle, a garota de programa Helô em "Babilônia", define o trabalho na novela das 21h como "libertador":
- Coloco para fora algo que eu não conseguiria na vida. A sociedade julga muito as atitudes dessas mulheres e isso faz com que, na hora de interpretar, eu queira me soltar totalmente. É muito divertido.
Ela garante que grava as sequências mais quentes com tranquilidade:
- As cenas de sexo são tratadas com muito cuidado. A direção e toda a equipe fazem com que eu me sinta segura. 
Se for pela arte e tiver um valor, faço com o maior amor e a maior liberdade. 
Não tenho pudor para interpretar, mas isso não significa que eu não tenha pudores na vida, embora seja muito tranquila.
 Fui criada com três irmãos homens e nunca tive um lado muito menininha, cheia de vaidades. Sempre fui mais solta e livre.
Carla conta que o irmão mais novo, de 10 anos, é o mais ciumento. Os outros não veem problemas nas cenas da personagem, ao contrário do pai:
- Ele disse que prefere não assistir e pede para eu avisar. Fala: 'Carla, minha filha, quando for forte demais para o papai, nem vou ver'.
 Todos os dias ligo para contar o que vai acontecer - diverte-se ela.
Namorada do artista plástico Gian Luca Ewbank, irmão de Giovanna Ewbank, ela diz que não há ciúmes:
- Ele é tranquilo, leva numa boa. Já me conheceu como atriz.
Carla, que estreou em "Malhação" e participou também da novela "Sangue bom", acredita que o papel na trama de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga será marcante:
- A história da Helô é forte. Ela sustenta uma mãe doente e não está trabalhando como garota de programa por prazer.
 Quer se apaixonar e ser amada. Apesar de tudo, tem um olhar romântico sobre a vida, um coração puro. 
Acho que as pessoas vão se identificar com ela. Espero que não julguem e sim, aceitem.
 Espero fazer parte desse movimento de quebra de tabus que a novela está propondo. Cada personagem tem a intenção de mudar um pensamento quadrado da sociedade.

FONTE\OGLOBO
FOFOCANDO NA WEB

Fofoca 1
Uma famosa atriz, infelizmente não está mais conseguindo trabalho, pois nenhum diretor quer mais ela em seu casting, tudo porque a moça caiu no mundo das drogas, pior, se afundou.
Ela está totalmente dependente, não consegue ficar uma manhã ou uma tarde limpa.
A atriz que era conhecida pelo seu talento e corpão, está pele e osso, anda por ai mega abatida.
Uma famosa padaria do Rio de Janeiro, o acusou de ter roubado um produto da loja e saido sem pagar, os atendentes ficaram atônitos com a situação, uma das atendentes quis até pagar o produto porque ficou com pena do estado da atriz, que ela é muito fã, mas os gerente não aceitou pagamento e deixou por isso mesmo por pena.


Fofoca 2
Cantor famoso que jura amar sua esposa, adora postar declarações em suas redes sociais, vai ser papai...
DETALHE: A mamãe não será sua esposa, e sm uma fã, 7 anos mais nova que sua esposa...

Fofoca 3
Uma famosa cantora passou por uma saia justa esse fim de semana...
Seu pet mordeu a filha de sua amiga famosa, a mamãe super cautelosa quis verificar pessoalmente a carteira de vacina do animalzinho e descobriu que ele não foi vacinado esse ano, aliás faz 2 anos...
A cantora foi prara cima de sua secretária furiosa, já que ela paga todo o mes a conta, que por sinal é carrérrima da clinica veterinária.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Totia Meireles:
 "Essa coisa de parir não foi nesta vida" 
Por Carla Neves
Casada há 25 anos mas vivendo em casas separadas, Totia Meireles está realizada na vida pessoal, vibra com o papel de avó emprestada e garante não se arrepender de não ter sido mãe.
 Aos 56 anos, a atriz interpreta a médica Adriana Máximo em Alto Astral.
Totia Meireles diverte-se ao lembrar que nem sua própria mãe, dona Zulmira, sabe a origem de seu apelido de infância, que mais tarde virou seu nome artístico.
 “Meu nome de batismo é Maria Elvira. Mas me conheci como Totia. Ninguém sabe como surgiu isso, porque lá em casa somos oito irmãos e todos têm apelidos. Não sabemos se foi meu irmão mais velho, minha babá...”, conta, às gargalhadas.
Após o sucesso como a vilã Wanda da novela Salve Jorge (2013), a atriz de 56 anos vive a médica Adriana Máximo, papel mais tranquilo, porém cheio de mistérios, em Alto Astral, trama das 7 da TV Globo.
Se na profissão a atriz se diz realizada, na vida pessoal não é diferente. 
Sem filhos biológicos e casada há 25 anos com o médico Jaime Rabacov, de 59, com quem mantém um relacionamento à distância durante a semana, Totia afirma ser bem resolvida como tia e avó emprestada. 
“Acho mais difícil a mulher bancar não ter um filho do que ter”, diz ela, garantindo não se arrepender de não ter sido mãe. 
“Construí uma família. Essa coisa de parir não foi nesta vida. Pode ser na outra”, arrisca.
“ Mas eu estava tensa por fazer 40, não queria. Fiz e achei engraçado, gostei. Depois fiquei louca para fazer 50!
 Achava sem graça ter 48, 49. Fiz e odiei. Não achei nada engraçado (risos)"
Jaime a ajudou na composição de sua personagem, a também médica Adriana?
 Já estou nesse meio há tanto tempo... (risos). Outro dia precisava preencher uma receita em cena. E falei: “Já sei como preencher. Me passa o carimbo”. Vejo o Jaime fazendo isso há anos! São 25 anos juntos.

 E o casamento é à distância?
 Sim, em casas separadas.

 Por que optaram por esse formato?
Jaime sempre quis morar em sítio. Sabe aquele sonho de criança? Ele queria fazer 40 anos morando em um sítio. Ele frequentava muito Miguel Pereira (no interior do Rio), alugava uma casa lá. Quando casamos, moramos juntos por um tempo e logo apareceu a oportunidade de comprar uma terra lá. Aí ele disse: “Acho que quero me mudar”. E falei: “Sei que é o seu sonho, dou força. Mas não vou”. Aí ele pediu transferência, fechou o consultório no Rio e foi. Faz 22 anos que ele mora lá.

Como é o dia a dia de vocês?
Durante a semana ele não vem para o Rio. Chega na quinta à noite, porque na sexta não trabalha, e então passa o final de semana aqui. Ou vou para lá na sexta, fico sábado e domingo e volto. Nos falamos pelo (aplicativo de celular) WhatsApp durante o dia e pelo telefone à noite.

 É uma boa fórmula?
Não sei. Porque só vivi isso. Acho bom. Vivi muito pouco a fase de recém-casados. Não sei se essa é a fórmula. É bom estar longe? É. Mas também não. Porque às vezes você quer dividir com a pessoa, quer ter a pessoa ao seu lado. E não tem, precisa falar por telefone. Tem um lado ruim e um lado bom, porque você não cai na rotina, não tem o desgaste natural da relação diária. Se isso é fórmula? Ah, se eu soubesse eu vendia... (risos).

Vocês brigam?
Nunca briguei com Jaime. Ele não deixa: é de uma tranquilidade, uma paz, uma serenidade impressionantes! Sou mais estourada. Mas tem dias em que estou chateada ou irritada com alguma coisa e sou grossa. Ele vira as costas e sai da sala, me deixa onde estou, não me dá bola.

Não quiseram ter filhos?
Não. Mas tenho dois netos, 19 sobrinhos e 12 sobrinhos-netos. Jaime já chegou com uma filha pronta, a Olívia. Ela veio falando inglês, educada, maravilhosa e a gente se deu superbem. Quando conheci a Olívia, ela tinha 12 anos. E ela teve dois filhos: Santiago e Pilar. Então tenho neto sem ter tido filho. Eles me chamam de vovó Totia. Outro dia, Santiago me chamou de Totia. Falei: “Menino, não sou sua colega: é vovó Totia, presta atenção” (risos). Faço questão de ser chamada de vovó!

 Chegou a cogitar ser mãe?
Pensei em engravidar, mas fui adiando. Quando quis, demorou. Comecei a fazer um tratamento e tomei remédios para ovular. Logo depois, quando veio a menstruação, falei: “Ai, que alívio! Ainda bem que não estou grávida”. Ali senti que não era aquilo que eu queria. Não me arrependo. Essa coisa de parir não foi nesta vida. Pode ser na outra.

Pensou em adotar?
Nunca. Senão teria engravidado. Não tenho saco é de criar. É o mais difícil! Acho que não teria essa disponibilidade. Acho ótimo, sou superapaixonada pelos meus netos, faço o que for por eles. Se tiver que deixar de sair para ficar com eles, fico feliz da vida. Mas não tenho nem nunca tive tesão de ser mãe. E como construí uma família, não sinto falta.

A mulher sofre por decidir que não quer ter filhos?
Um pouco. Ninguém entende uma mulher não querer ter filhos. Tenho um grupo de sete amigas – somos amigas há mais de 20 anos – e todas nós não tivemos e somos muito bem resolvidas. A mulher exerce sua maternidade de várias formas. E não necessariamente através de uma criança. Mas a sociedade ainda cobra. Tenho um amigo cuja filha acabou de se casar e ele fica enchendo o saco para ela ter um bebê, porque ele quer ser avô. É fogo. É mais difícil a mulher bancar não ter um filho do que ter.
Você está sempre magra e bonita. Como se cuida?
Tudo o que posso fazer para melhorar faço. Como fui bailarina durante muitos anos e sou formada em educação física (pela UFRJ), tenho uma disciplina corporal e uma memória muscular grande do tempo que malhei. Fiz exercício minha vida inteira. Acordo de manhã e se não gravo vou malhar.

 Como você se alimenta?
Minha comida é super-regrada. No momento, estou sem glúten. Mas sou “facinha”, me vendo barato para uma batata frita (risos)! Acabei de comprar massa de pastel sem glúten, macarrão sem glúten, tem um mundo sem glúten! Mas não gosto de dieta restritiva. Se falam que não pode, já quero comer. Nunca fiz dieta da proteína porque não sou capaz.

 Você está com 56 anos. Teve alguma crise de idade?
Quando fiz 40 tive a tal crise. Fiquei entrevada. Ia para o meu acupunturista e ele falava: “Totia, calma. Você vai acordar com 40 e não vai ter acontecido absolutamente nada”. Mas eu estava tensa por fazer 40, não queria. Fiz e achei engraçado, gostei. Depois fiquei louca para fazer 50! Achava sem graça ter 48, 49. Fiz e odiei. Não achei nada engraçado (risos).

FONTE\QUEM
Conrado Caputo:
‘Não sei o que é fama. Estou chegando agora’
Por Leo Dias
A coluna não se engana quando aposta em novos talentos. Foi assim com a cantora Ludmilla, lembram-se?
Se você não conhece essa figura chamada Conrado Caputo, o Pepito de ‘Alto Astral’, é melhor você ligar a TV por volta das sete e meia e prestar atenção, porque ele já está roubando a cena.
Braço direito e esquerdo da paranormal Samantha, vivida por Claudia Raia na trama, o ator se formou em arquitetura e, incentivado pelos pais e amigos, foi atrás do sonho de interpretar. 
Se na telinha engana com seu sotaque peruano, na vida real ele confessa que não monta uma frase em espanhol e enrola para se sair bem no ‘portunhol’, ao lado da parceira Claudia, com quem se diverte. 
Pé no chão e zero afetação com a fama definem bem o cara simples e gente boa. Confira na entrevista a seguir.

Como você conseguiu o papel em ‘Alto Astral’. Foi teste?
O Daniel Ortiz, autor da novela, assiste muito teatro em São Paulo e ele viu algumas peças que eu fiz com conteúdos variados. Ele lembrou de mim como possibilidade quando teve esse papel. Claro que ele não escreveu o Pepito para mim, mas lembrou de mim e confiou.

Você passou por algum teste para ver se haveria química com a Claudia Raia?
A gente se conheceu em uma reunião e nos gostamos na hora. Com o tempo, a gente foi desenvolvendo uma coisa maior, mais legal e hoje somos superamigos. Uma amizade que surgiu do trabalho mesmo.

Ela é incrível, né? Adoro a interpretação dela!
Ela não tem frescura, chega com tudo na ponta da língua e é tipo operária. Ela abraça tudo e sabe de tudo um pouco ali dentro. Claudia consegue colaborar com todo mundo, é maravilhoso. Ela ajuda mesmo.

Qual é a primeira impressão que as pessoas têm de você na rua? Além de ver que não tem sotaque peruano…
Todo mundo fica surpreso de ver que eu não sou peruano. Engraçado que eu não falo espanhol. Eu entendo, leio, mas não consigo construir frases. Minha família tem ascendência espanhola, mas eu não sei falar. O que aconteceu para essa preparação: fui convidado com antecedência e, quando chegou perto, comecei a assistir noticiário peruano pela internet e a cada dois dias eu ficava um bom tempo no computador lendo. A Marba Goicochea, atriz peruana e também professora de espanhol, me ajudou. Eu a procurei e estudávamos roteiros juntos. O sotaque foi se modificando conforme o pedido. Fui experimentando umas coisas em cena e a gente chegou ao que é hoje. Tem dia que é melhor, tem dia que não é tão bom…

Você já teve que refazer uma cena por ter falado um ‘portunhol’?
Não aconteceu, porque me policio bastante. Estudo muito e às vezes, uma palavra ou outra, eu assisto e falo: não ficou bom.

Você ri quando se vê em cena?
Me divirto sim, não vou negar. Mas sou muito crítico com o que vejo, não vou mentir. Eu dou bastante risada. São muitas cenas, é bastante puxado, mas fomos muito bem conduzidos pelo (diretor) Jorginho Fernando com uma paixão que não tem jeito de não embarcar.

Qual a melhor coisa da fama e a pior?
Eu não sinto a fama. Sinto o que é esse momento de repercussão que está acontecendo. O gostoso é isso. Não sei o que é fama. Estou chegando agora. Sou um cara que tenho o pé no chão, curto o momento, tenho coisas de trabalho, não tenho a certeza do futuro. O que sei é que vou continuar trabalhando e com o pé no chão.

O que mais as pessoas falam, além do sotaque, sobre o Pepito?
Pedem muito, por exemplo, para perguntar para Samantha quando vão ganhar na loteria, se a mulher vai voltar para casa. Fiquei no aeroporto outro dia um tempão sentado e veio uma menina e falou: “Se a Samantha estivesse previsto, a gente não estava passando por isso”. As pessoas falam muito da Claudia. Eu brinco que Claudia é um conceito. Uma roupa meio Claudia Raia, por exemplo. Ela é um jeito. Tudo que é exuberante, pra cima, é Claudia Raia. As pessoas perguntam muito dela e tenho o maior prazer de contar. Estou encantado! Descobri ela na vida particular, como amiga, e como pessoa ela é dez vezes mais.

Acredita em previsão?
Não vou falar que acredito em previsão, mas tem mais coisas que a gente imagina por aí e corre tudo paralelo.

Você é praticante de alguma religião?
Eu não tenho religião definida não. Fui criado como católico, frequentei centro espírita, mas eu sou um misto. Acreditar, eu acredito em tudo. Eu escuto tudo, mas não quer dizer que eu vá acreditar. Fico com um pezinho atrás, mas está tudo bem.

O Pepito idolatra a Samantha. Você já idolatrou alguém na vida?
O personagem é maravilhoso, me dá muitos caminhos ali dentro. Acho inclusive engraçado. Mas nesse grau, nesse nível, eu idolatro a minha mãe. Amo muito as pessoas, admiro, mas idolatrar… Isso não quero mesmo, prefiro cuidar da minha vida que já tem coisa pra cacete (risos).

Será que existe um Pepito por aí?
Pode existir sim e tem gente de qualquer tipo. Se for alguém leal, uma admiração, é bem-vindo, mas como idolatria, não.

Como começou, de onde veio, me conte um pouco da sua história.
Tenho 36 anos, nasci em Assis, no interior de São Paulo, e desde menino fui criado em Ribeirão Preto. Me formei em arquitetura. Fazia teatro e nunca fiz outra coisa na vida. Aos 27, resolvi jogar tudo para o alto, depois de dois anos de formado, e fui fazer a EAD (Escola de Artes Dramáticas), em São Paulo. Me mudei para lá e tudo começou a acontecer. Fui fazendo espetáculos, conhecendo pessoas, experimentando e fazendo curtas.

Qual foi a reação da sua família quando disse que não queria ser arquiteto?
Tive o maior apoio. Tenho uma família incrível, que está sempre comigo. Claro que todo mundo tem uma preocupação com a instabilidade e incertezas da profissão. Meu pai falou: ‘Vá atrás. Não quero nenhum frustrado aqui dentro, infeliz. Corre atrás e no que você precisar eu te ajudo. Isso foi muito legal e eles adoram assistir.

Quanto tempo depois de decidir ser ator você já se sustentava com a profissão?
Foi rápido. Claro que eu tive uma ajuda da família. Demorou mais ou menos um ano. Eu continuo me sustentando. Consigo levar uma vida bacana há um tempo. Claro que tem altos e baixos.

Antes da decisão de ser ator, alguém falou que você estava no caminho errado, que não tinha nascido para as artes?
Eu sabia o que queria desde sempre. Bateu medo e insegurança. Mas de verdade, esse negócio de ator é um chamado o qual você não foge. É de vocação mesmo. Se é por fama, dinheiro, sucesso, é outra coisa que não conheço. No meu caso foi o tesão pela coisa, paixão mesmo. Eu não soube mais viver sem.

Susana Vieira, em uma entrevista, falou sobre a frase emblemática dela: ‘Não tenho muita paciência para iniciantes’. Ela disse que quando ela se refere a isso, está falando de quem quer a fama de início e não de pessoas que estão começando a trabalhar cheios de gás e vontade. Você vê muito ator iniciante querendo ser famoso, antes mesmo de ser ator?
Eu não conheci alguém abertamente que me dissesse que quer fama, embora a gente saiba que existem pessoas assim. No meu caso, foi isso, eu não tenho outra saída na vida. Eu gosto é disso e eu quero trabalhar. Susana tem toda razão. Todos os atores mais experientes têm esse mesmo discurso. Eles sabem que a coisa não se sustenta se não for pelo ofício.

Você está morando em um apart-hotel no Rio. O que você gosta da cidade?
Estou adorando. Já tinha vindo a passeio, férias, Ano Novo e estou relaxando. A cidade está me fazendo respirar. Consigo isso em São Paulo dentro de um certo caos. É diferente. Eu moro na frente da praia aqui. É uma presença que é marcante, assustadora. Você tem uma imensidão de mar e o Rio é um desbunde de paisagens naturais. Estou amando, tenho amigos ótimos e vamos para cada lugar muito legal. Só via prédio em São Paulo e agora vejo o mar. Estou descobrindo o Rio aos poucos. Um ritmo de vida menos corrido e a cidade me acalma bastante.

O que você quer da vida?
Continuar trabalhando no que eu gosto. Quero para o resto da minha vida ter a mesma paixão, o mesmo tesão pelo ofício que eu tinha quando comecei, aos 15 anos. É isso que me move todo dia. Eu vou gravar como quando eu ia para os ensaios do teatro na escola, lá em 1994. Com o mesmo tesão, a mesma paixão e emocionado igual.

FONTE\ODIA
Monica Iozzi: 
"Eu era meio encalhadinha"
Por Raquel Pinheiro
Bem-humorada, ela lembra dos tempos de adolescente, quando não conseguia namorar, fala da vida de estudante sem grana e da época cobrindo política em Brasília para o CQC. 
Aos 33 anos e vivendo a Scarlett de 'Alto Astral', na TV Globo, ela diz que, para casar, falta encontrar o homem certo.
Quem vê a desenvoltura de Monica Iozzi como a divertida Scarlett de Alto Astral, trama das 7 da TV Globo e sua primeira novela, nem imagina que a atriz de 33 anos não pensava em fazer humor até entrar para o CQC. 
Na atração da Band ela cobriu política e ficou conhecida em todo o Brasil. Também aprendeu “a ser grossa”. 
“Brasília me deixou dura”, diz ela, que “não põe a mão no fogo por ninguém” no Congresso Nacional.
O terninho, seu uniforme no programa, atiçava a imaginação masculina, mas na prática nada acontecia. 
“Homem fica famoso e chove mulher, eu sinto o contrário: ninguém chega junto”, garante, contando que sempre foi assim. “Nunca fui muito cantada.”
Paulista de Ribeirão Preto, filha de uma dona de casa e de um eletricista que morreu quando ela tinha 16 anos, Monica dividiu moradia estudantil e foi garçonete. 
Hoje, com a vida mais tranquila e apartamento próprio, gosta de ajudar as pessoas.
 “Nunca pensei que teria uma casa, achava que ia ser atriz pobre de teatro. Hoje até dou um help para quem precisa.”
 É verdade que você é noveleira?
 quis ser atriz por causa de novela. Queria ser a Malu Mader em Top Model (1989), era apaixonada pela Juliete (Cláudia Abreu) de Que Rei Sou Eu? (1989) e, mesmo sendo criancinha, assistia a Roque Santeiro (1985) escondida, porque era louca pela Viúva Porcina da Regina Duarte. A relação que tinha com atores veio das novelas e da Sessão da Tarde. Era pequena e via uma novela atrás da outra.

Como foi sua infância?
 Meu pais eram pessoas simples, mas sempre deram um jeito de me manter, junto com minha irmã, em colégio particular, onde comecei a fazer teatro. Fiz mil oficinas na adolescência, entrei em companhia de teatro amador e, quando tinha peça em Ribeirão, dava um jeito de falar com os atores. Lembro que atormentei o povo do Grupo Galpão! Com 15 anos fiquei desesperada, me sentia presa na cidade, queria viajar para o Rio porque na minha cabecinha de menina do interior mudar era a solução. Aí meu pai falou: “Calma, filha, quando chegar a hora, você passa no vestibular no Rio e a gente vê o que faz”. Mas ele morreu e os planos mudaram.

O que aconteceu?
A gente teve que começar a trabalhar. Eu vendia roupa na Levi’s. No shopping você não vê sol, não tem fim de semana, dobra roupa o tempo inteiro. Fiquei um mês de experiência e fui embora. Ali eu descobri que não queria essa vida de carteira assinada, de horários, de estar no mesmo lugar todo dia. Fiz de tudo um pouco e em seguida entrei para a faculdade de artes cênicas na Universidade de Campinas (Unicamp).

Como você se bancava?
Ganhei uma bolsa de trabalho concedida pela universidade. A cada ano tinha de provar que precisava e fazia diferentes atividades no campus. A grana era curta e não sobrava para a cerveja. Nos finais de semana, trabalhava como garçonete. Vivia na moradia estudantil, numa casa de quarto e sala onde ficavam quatro pessoas. Era perrengue, mas não tinha nada de “coitada”. Minha mãe foi lá e quis morrer, falou: “Volta pra casa, filha”. E eu dizia para mim mesma: “Que mané voltar para casa! Você é jovem, se joga. Vai lá e faz!”.

 Quando isso melhorou?
No último ano não precisei trabalhar de garçonete porque minha irmã começou a me ajudar. Também saí da moradia. Tinha umas amigas que viviam em uma casa ótima, com uma despensa gigantesca. Falei: “Dá para fazer um quarto aqui” e fiquei na despensa pagando um aluguel baratinho. Quando me formei, mudei para São Paulo, que é o lugar onde se consegue viver de teatro. Estava me preparando para fazer mestrado em teatro grego quando apareceu o CQC, em 2009.

Você queria fazer humor?
Nunca foi meu foco. Não era uma escolha. No começo, não queriam que eu fosse para Brasília, achavam que os caras iam me engolir. Mas eu sempre fui ligada em política, fui de Diretório Acadêmico. O que me assustou de verdade em Brasília foi a total e completa falta de respeito comigo.

O que ouvia dos políticos?
Eram piadinhas, já vinham falar com a mão na minha cintura. Eu não sou uma pessoa grossa, trabalho com a gentileza e o sorriso. Mas Brasília me ensinou a ser dura. Lá aprendi a ser grossa.
 Não havia algum político mais bacana?
Uma coisa que aprendi é não colocar a mão no fogo por ninguém. Mas admiro a galera que luta por algo melhor, o que só vai acontecer em duas gerações. Fui chamada de vagabunda e vaca, muitas vezes não pelo parlamentar, mas por assessores. Fomos expulsos do Congresso, presos pela Polícia Federal. Mas, de todos os trabalhos que fiz na minha vida, a cobertura política para o CQC é do que tenho mais orgulho. Infelizmente, neste momento da minha vida eu não voto em ninguém com convicção, mas sei em quem não voto com convicção!

Por que deixou o programa?
Ter que sair de casa para brigar ou para ser engraçada me esgotou. O CQC é um programa legal para quem o assiste e difícil para quem o faz. Eu não conseguia mais, não tem outra explicação... E eu queria trabalhar como atriz. Não sou jornalista, sou atriz.

 Em Alto Astral você já fez cena de roupa de banho. Ficou preocupada em estar bem no vídeo?
Não malhei nem nada, mas é alta definição, né? Fiz um filme (Comédia Divina) em que apareço só de calcinha e fiquei pensando: “Meu Deus do céu, essa bunda desse tamanho no cinema!”. Sou supervaidosa, cuido do cabelo, não durmo de maquiagem. Sempre fui magra e odeio malhar. Não gosto de comer, mas curto torresmo e sobremesa.

Você é uma mulher bonita. É muito cantada?
Não. Meu primeiro beijo foi aos 13 anos, na escola. Na adolescência minhas amigas sempre ficavam com alguém e eu, nada. Um dia falei com meu pai: “Todas as minhas amigas namoram e eu não”. E ele respondeu: “Minha filha, é porque você é muito bonita, muito alta e tem cara de brava. Você assusta os homens”. Aí fiquei me enganando achando que os meninos não chegavam em mim porque eu era muito f... Na verdade eu era meio encalhadinha (risos). Mas também, meu ideal era o Johnny Depp! E onde eu ia conseguir o Johnny Depp em Ribeirão Preto? Era muito exigente! Nunca fui muito cantada.

Mesmo após a fama?
Homem fica famoso e chove mulher, eu sinto exatamente o contrário: ninguém chega junto. Juro para você, depois que comecei a ser reconhecida, se eu não tivesse namorado, a minha vida sexual teria morrido. É uma seca. Pela internet todo homem é macho, parece que sou a Paolla Oliveira (risos). Se os homens que chegam em mim na internet chegassem na vida real, eu teria que andar com seguranças.

 Está namorando?
Estou solteira, mas tem uma pessoa.

Você quer se casar? Pensa em ter filhos?
Estou com 33 anos e minha mãe cobra. Eu não tive essa vontade. Acho que é preciso ter a pessoa certa e ainda não encontrei o cara.
 Você se acha sexy?
Eu me acho. Mas hoje existe uma escola de que mulher tem de estar o tempo inteiro sexy. Você está no mercado e tem de ser assim. Há uma sensualização de tudo. Não gosto disso. Escolho os lugares e as horas de ser sexy.

 E quais são?
Quando quero que um cara me ache sexy, na cama com alguém, num evento em que decido mostrar meu lado feminino. Tem gente que é naturalmente sensual o tempo inteiro; eu não sou.

 Posaria nua?
Não. Já me convidaram e eu não quis. Imagino até como seria a chamada: “O que tem por baixo do terno” e eu só de gravata em Brasília! Ia rolar uma decepção (risos).

FONTE\QUEM

domingo, 22 de março de 2015

Suzana Pires mostra boa forma e explica: 
"É genética"
Atriz respondeu às perguntas dos leitores enviadas ao site de QUEM

Por Carolina Farias
Mais bonita do que nunca, Suzana Pires comemora o sucesso de sua personagem Lúcia, a exuberante dançarina de Loucas pra Casar – longa que já bateu os 3 milhões de espectadores e se tornou o filme do verão –, e assume que é uma mulher sexy. 
“A segurança veio depois dos 30”, diz a atriz à repórter Carolina Farias ao responder às perguntas dos leitores enviadas ao site de QUEM.
 Suzana chegou ao manequim 36 para entrar na personagem, que disputa Samuel (Márcio Garcia) com Malu (Ingrid Guimarães) e Maria (Tatá Werneck). 
Para se soltar, fez aulas de pole dance. “Me deixei ser levada pela personagem”, diz a atriz que também está no filme Casa Grande, estreou em março.
1- Em quem se inspirou para viver Lúcia?
Sandra Costa Carneiro, Rio de Janeiro (RJ)
No texto e nas mulheres muito cariocas. Eu sou carioca, mas não tenho aquele sotaque arrastado. Também fiz aulas de pole dance, que nos leva a um lugar de sensualidade. Me soltei e me deixei ser levada pela Lúcia.

2- Já se casou na igreja vestida de noiva ou foi louca pra casar?
Maria da Graça, Teresina (PI)
Esse desejo nunca norteou minha vida. Eu me preocupava por não ter essa vontade! Um dia, perguntei à minha mãe (Elizete Carneiro, 65): “O que eu tenho de errado?”. Ela disse: “Minha filha, quando você brincava, a sua boneca andava com uma mala (risos)! Você tem coerência”. Mas quando eu tiver vontade, vou fazer e não importa a idade. Com grinalda, véu, bem-casado... Morei junto dois anos (com o empresário Diogo Sacco). Foi bacana, romântico, mas não sei se é para mim. Achei sufocante. Sou muito independente.

3- Você atua e escreve (na TV Globo, foi coautora da novela Flor do Caribe). O que lhe dá mais prazer?
Joana Cunha, Cruzeiro (SP)
É uma soma, consigo conciliar. Tenho que entender em que momento uma coisa está à frente da outra. Durante anos a atriz esteve como protagonista na minha vida. De uns anos para cá, a autora.

4- A maturidade veio com benefícios?
Diego José, Campinas (SP)
A maturidade só me faz bem. Estou gostando mais da vida, de apostar em algo e ver o resultado. A maturidade traz essa calma, saber dizer não e sim, assumir a estética e que você tem outro tipo de beleza. Tenho 38 anos amarradona e o melhor ainda está por vir.

5- Você faz papéis de mulherão. Sente-se mais sexy agora?
Kátia Coimbra, Maringá (PR)
Sim. Quando era mais nova, tinha vergonha. A segurança veio depois dos 30. Antes a gente quer agradar o mundo. Hoje, quero ficar em paz com isso e saber que a sensualidade não está na celulite, mas em outro lugar. Vamos ver o que acontece depois dos 40. Acho que será muito legal, me aguardem!

6- Você sabe usar o poder que toda mulher sensual tem?
Gilceia Correa, Jacareí (SP)
Sinceramente, prefiro nem pensar nisso. Quem começa a se achar sensual fica forçada.

7- O que um homem precisa para te conquistar?
Carlos Dalboni, Ubá (MG)
Gosto de homens que não tenham medo de expor fragilidades. Não se levar a sério e não ter máscara de machão é atraente. O bom humor é sedutor. Se for comediante e mostrar fragilidade, cataploft (risos)!   
8- O que diria para quem está começando na carreira?
Aurora Cristina Bueno, São Bernardo do Campo (SP)
Comecei com 15 anos, emendei peças, depois entrei na TV. Tudo construído. O que tenho desde adolescente é profissionalismo: respeitar horários, saber quem é quem e nunca deixar de estudar. Quem acha que a parada está ganha na carreira de ator fica para trás.

9- Como você mantém esse corpão?
Célia Rios, Petrópolis (RJ)
É genética! Minha mãe e minhas tias vestem o mesmo número há anos. Eu uso 38 desde sempre. Para o filme, fui para o 34/36. Fiz dieta, não comi carboidratos e tomava uma sopa indicada para cardíacos. É porreta mas não caí dura, tenho nutricionista e personal trainer.

10- É sonhadora?
Marília Cabral, São José do Rio Preto (SP)
Sou, mas alio a capacidade de sonhar com a de realizar. Sobreviver de arte no Brasil já é um sucesso e foi o público quem me colocou nesse lugar. Com 15 anos, meu sonho era pagar as contas com a profissão. Com 25, isso começou a acontecer.

FONTE\QUEM

sábado, 21 de março de 2015

Paulo Betti conta sua vida de 
menino no interior paulista
Ator desfia o novelo de memórias para narrar histórias de infância e juventude 
no monólogo ‘Autobiografia autorizada’, que estreia no Rio nesta sexta-feira.

Por Nani Rubin
Paulo Betti se preparou a vida inteira para subir ao palco hoje.
 Como um bom colecionador de histórias, guardou na memória e em escritos os episódios vividos ou testemunhados na infância de menino pobre na Vila Leão, quilombo em Sorocaba onde ajudava a mãe Adelaide, empregada doméstica analfabeta, a passar roupas enquanto se encantava com os programas de rádio. 
Também lá, via o pai esquizofrênico, Ernesto, ser internado no hospício a cada véspera de Natal, com surtos amedrontadores. 
Mais tarde, quando se mudou para o Rio, com uns 30 anos, inaugurou um imenso e impressionante caderno, onde reproduzia, a mão, diálogos ao telefone com a família, sonhos lembrados com precisão, fatos acontecidos com vizinhos e conhecidos, numa espécie de Macondo do interior paulista que, não sabia então, ia tomando a forma de um espetáculo. 
São essas histórias recolhidas que compõem “Autobiografia autorizada”, que Betti, aos 62 anos, entrega generosa e despudoradamente ao público no teatro do Centro Cultural Correios.
— Minha filha Juliana (assistente de direção da peça, que Betti codirige com Rafael Ponzi) diz que a razão deste monólogo é rodar o pião em cena, e eu digo que é isso mesmo: quero reencontrar meu menino, seus sonhos, suas mortes, e quero trazê-lo à tona na encenação mais autoral de minha carreira, assinando o texto da peça. 
E o que quero com isso? Que o público pense em suas próprias experiências, nos seus antepassados e em como a memória é um estímulo delicioso, um fluxo que é só começar para não parar mais.
Betti roda o pião em cena, mas não só. Roda arquinho, veste uma saia para representar a avó Celeste, “que mijava na porta de casa que nem uma índia peruana, em pé”. 
Imigrante italiana, veio menina da Itália, assim como o avô, um prometido para o outro. 
Pararam na roça, em Rafard, interior paulista, onde Paulo, 15º filho de Ernesto e Adelaide, nasceu. 
Mas ficou sendo o sétimo, já que oito morreram antes, ou imediatamente após a mãe dar à luz. Sétimo e ainda por cima temporão, teve destino diferente dos irmãos, todos operários:
— Fui o carinha prometido para estudar — conta ele, que tinha 3 anos quando começou a viver as alegrias e as dores da infância em Sorocaba, onde a mãe, que ele descreve como uma feiticeira, fazia rezas que explicam a queda do ator pelo sobrenatural até hoje.
‘Que o público pense em suas próprias experiências, nos seus antepassados e em como a memória é um estímulo delicioso, um fluxo que é só começar para não parar mais’
Na Vila Leão, crianças com lepra, de uma casa vizinha, eram mantidas num chiqueirinho do quintal, e os mortos eram velados na mesma mesa de fórmica onde ele jogava botão. 
Lá, ajudava a avó a matar porcos; ele, menino, segurava as patas, enquanto Celeste tentava acertar o coração do animal, que soltava um guincho interminável, desses que atravessam décadas. 
Betti mostra o punhal da avó, que também está em cena: um objeto ancestral, o cabo de madeira um pouco carcomido, a lâmina já não afiada — “Sou virginiano, chato à beça, guardei sempre tudo”, diz.

TEXTO ESCRITO EM TRÊS HORAS
O material guardado estava todo lá, mas Betti só descobriu que sua história dava uma peça quando começou a ensaiar outro monólogo, pouco antes de começar a gravar a novela “Império”, encerrada há uma semana. 
A certa altura do texto, ele dizia: “Mamãe teve uma empregada doméstica”.
— Isso me incomodava, porque minha mãe era uma empregada doméstica. Nesse momento me dei conta de que queria falar disso — diz ele, que, ao sentar para escrever, viu o texto de “Autobiografia autorizada” “sair de um jato, em três horas”.
As histórias que ele queria contar perfaziam então quatro horas de monólogo, algo impensável, que Betti enxugou até reduzir a 90 minutos. 
Depois de dois ensaios abertos, esta semana, chegou à forma ideal: 70 minutos, que podem eventualmente crescer (“em Sorocaba, por exemplo, onde as referências são muito fortes”). 
A peça vai do nascimento à sua ida para São Paulo, onde estudou teatro na Escola de Arte Dramática da USP, um período de 18 anos que o isenta de abordar a militância política. 
O roteiro não é linear, vai e volta, com projeções que envolvem o espectador no universo de que fala o ator. 
Algumas referências são textuais, como a foto da fachada da casa (reproduzida em camadas de papel, no cenário de Mana Bernardes), ou dos irmãos. 
Neste ponto, ele comenta sobre um deles: “Nico era um arraso, tenho uma foto dele de barba, mais bonito que o Thiago Lacerda. Duvidam?”.
 A alusão ao colega de profissão, ele garante, é anterior ao mal-entendido virtual entre os dois, quando Betti, petista histórico, comentou um post no Facebook em que Lacerda falava de uma reunião em torno da candidatura de Aécio Neves à presidência:
— É uma das prmeiras falas escritas no monólogo, porque minhas irmãs são fãs do Thiago, ele é considerado lindo por elas.
‘Meu filho mais novo perguntou: 'Por que você está fazendo esta peça? Pra todo mundo saber que você teve uma infância fodida e deu certo?'’
Betti exibe ainda a carta assinada pelo pai (mas escrita por um advogado comunista “que ajudava as pessoas”) pedindo que o filho mais novo, “arrimo de família”, fosse dispensado do serviço militar obrigatório, diante da tragédia a “rondar o lar”. A carta é lida de forma fria no palco.
— As pessoas me perguntam: “Porra, Paulo, você não se emociona?” Não. Eu me emociono quando falo do time do São Bento, quando eu estava alegre, quando via o Pelé jogar.
 É a minha defesa. Porque se eu for entrar nessa história aqui, é um buraco sem fundo. 
Meu filho mais novo (João, 11 anos, do casamento com a atriz Maria Ribeiro) me perguntou:
 “Por que você está fazendo esta peça? Pra todo mundo saber que você teve uma infância fodida e deu certo?”
A resposta é aquela dada no início: Paulo Betti roda o pião, mostra o punhal e tem a esperança, sincera, de estimular experiências similares do público.
Para entrar no palco, Paulo Betti se despiu rapidamente do personagem Téo Pereira, o jornalista gay de “Império”. 
Para a foto da capa, feita antes que ele pudesse mudar o corte, preocupou-se em pôr o cabelo para trás. 
À filha, prometeu que não soltaria nenhum “cu-ru-zes” em cena, uma das marcas do personagem, criticado por alguns pelo exagerado maneirismo, mas que Betti, ancorado no sucesso irrefutável, defende:
— O Téo foi incrível, um prato cheio para o ator, porque o Aguinaldo (Silva, autor da novela) se refletia nele, um personagem bom para cacete. Fazer personagem gay é uma delícia. E eu inventei uma caricatura mesmo, uma história em quadrinhos, baseado na chanchada, no teatro de revista.
O ator se surpreende com a coincidência de sua última cena na novela, na sexta passada, ter sido o lançamento de uma biografia não autorizada (a do comendador José Alfredo, personagem de Alexandre Nero). 
E entra no palco, hoje, para narrar a sua “Autobiografia autorizada” numa produção que envolveu a grande família do ator, um arco grande que engloba parentes e amigos. 
Além de Ponzi, parceiro na Casa da Gávea, na codireção, e da filha Juliana na assistência, também fazem parte da ficha técnica a filha de Rafael, Leticia Ponzi, na criação do figurino, a mulher de Betti, a designer e artista Mana Bernardes, no cenário, o irmão de Mana, Pedro Bernardes, na trilha sonora. Luiz Paulo Neném e Dani Sanchez assinam a luz.

FILME COM A EX-MULHER
Paralelamente ao espetáculo, ele se envolve em outro projeto “familiar”: vai começar a filmar com Eliane Giardini o longa-metragem “A fera na selva”, baseada na obra do escritor Henry James. 
O filme, que ele mesmo vai dirigir, é uma adaptação do espetáculo que encenou com a ex-mulher em 1992, e pelo qual recebeu o Prêmio Shell de melhor ator. 
As filmagens serão realizadas em Sorocaba, onde os dois se conheceram. A cidade é, portanto, ponto de partida e retorno, o lugar que lhe deu a chance de virada. O segredo? “Não tem segredo”, diz:
— Sou fruto do ensino público e do trabalho social dos padres salesianos.
O ator, que ainda tem na cidade dois dos quatro irmãos vivos, devolve: na Vila Leão, a antiga casa da família, acrescida de construções que a ladeavam, é hoje o Centro Cultural Quilombinho, projeto social do qual Betti é padrinho, e que atende a 70 crianças da região.

FONTE/OGLOBO
Bruna Marquezine:
'Minha vida ficou um pouco mais 
exposta, não só pelo namoro'
Atriz gravou em Nova York cenas de 'I love Paraisópilis', nova novela
 das 19h: 'Nenhum brasileiro que passou pela gente ficou acanhado'

Por Isabel de Luca
Para quem viu a vida se transformar em ribalta nos últimos anos, gravar nas ruas de Nova York dá direito a uma certa tranquilidade.
 É o que afirma Bruna Marquezine, que filmou sequências importantes de "I love Paraisópolis" nas últimas semanas, em Manhattan. 
Na história, que estreia no horário das 19h da Globo em maio, ela será a protagonista Marizete, uma menina batalhadora que sai de uma comunidade de São Paulo para tentar a vida na Big Apple.
— Nenhum brasileiro que passou pela gente ficou acanhado, tinha gente que parava no meio da cena — conta Bruna, em entrevista ao site da Revista da TV, achando graça:
 — Minha vida ficou um pouco mais exposta, não só pelo namoro (com o ex, Neymar), mas acho que por causa do trabalho também. 
Fiz duas novelas seguidas com papéis de destaque, então acaba que você fica mais exposta, e aí sofre com as consequências da profissão, né? 
Mas estou fazendo o que amo, então eu tenho que saber lidar — conta ela, que esteve no ar com "Salve Jorge" e "Em família" nos últimos anos.

FONTE/OGLOBO

sexta-feira, 20 de março de 2015

Bruno Gagliasso confessa que não visitou casas
 de prostituição pra fazer seu personagem
Ele fará um agenciador de garotas de programa de luxo em Babilônia.

Bruno Gagliasso confessa que não visitou casas de prostituição pra fazer seu personagem.
Bruno Gagliasso passou cerca de 8 a 10 horas diárias estudando junto com os preparadores de elenco Kátia Achcar e Sérgio Penn para compôr seu novo personagem em Babilônia, um agenciador de garotas de programa de luxo.
Em entrevista ao site F5, ele passou todo esse tempo pesquisando como funciona esse mundo, mas não chegou a visitar nenhuma casa de prostituição. 
"Não precisa nada disso. Não preciso cheirar cocaína para fazer um drogado, não preciso me internar num manicômio para fazer um maluco. Basta estudar".
Na trama, escrita por Gilberto Braga, Murilo, o personagem de Bruno vai se apaixonar por Alice, interpretada por Sophie Charlotte, uma jovem sonhadora que troca sua vida em Dubai pela prostituição no Rio de Janeiro.
"Ele vai à procura da Alice por que um dos clientes dele quer uma garota top. Ele a encontra na praia, a conquista e a transforma em garota de programa. O conflito dele é que ele precisa dela para ganhar dinheiro, mas se apaixona por ela", contou o ator.
Ele ainda disse que preferiu não dar sua opinião sobre esse tema deliciado. "A prostituição tá aí, tá viva, é real. 
Eu não tenho que concordar ou discordar, julgar ou não julgar. Não sou moralista, cada um faz de sua vida e de seu corpo o que bem entender. Sou radical contra a exploração sexual, isso sim é crime", finalizou.

FONTE\OFUXICO
Maria Ribeiro fala à Contigo! 
sobre o casamento com Caio Blat
E mais: a atriz abriu o jogo e contou tudo sobre o 
marido, o ex, a análise e a chegada aos quarenta

Por  Priscila Doneda 
Prestes a completar 40 anos, Maria Ribeiro conversou com a Contigo! e mostrou que é mesmo uma mulher sábia. 
Casada com Caio Blat desde 2007, a atriz colocou um ponto final sobre os boatos de separação e contou como concilia a vida de atriz e esposa. 
"Acho que, para o trabalho ter mais credibilidade, quanto menos eu aparecer com o Caio na vida real, ou falar dele, melhor", explicou a bela.
Quando foi prestigiar a amada no lançamento de seu livro, Trinta e oito e meio, no último dia 9 de março, Caio fez questão de deixar bem claro que mais que concorda com a companheira. 
Na ocasião, ele afirmou que eles estão, sim, juntos - e bem felizes. 
De acordo com ele, o mais importante é manter a parceria na rotina do casal e, ao mesmo tempo, respeitar a individualidade de cada um.
Maria ainda comentou que se sente super à vontade quando trabalha ao lado do maridão e que eles possuem uma ótima relação com o seu ex, Paulo Betti, com quem ela tem um filho, João, 11. 
Maria tomou como exemplo a convivência entre eles nos bastidores de Império, onde deram vida a José Pedro, Daniele e Téo Pereira. 
Segundo ela, o trio até aproveitava o tempinho livre no estúdio e fazia reunião de pais por ali mesmo!

FONTE\CONTIGO

quinta-feira, 19 de março de 2015

Laura Cardoso fala sobre 
beijo lésbico em 'Babilônia':
 "Deixa a pessoa amar quem ela quiser"
Por Renan Botelho
Em entrevista exclusiva, Laura Cardoso fala sobre a profissão de atriz e comemora casal gay de Fernanda Montenegro e Nathália Timberg em 'Babilônia'.
Aos 87 anos, Laura Cardoso chega animada para mais um dia de ensaio da peça A Última Sessão, onde contracena com oito atores na faixa dos 75 anos.
 "Ela é quem tem mais idade no grupo, mas é a primeira a estar pronta. 
A equipe ficou impressionada com a disciplina dela", elogia o diretor Odilon Wagner, que também assina o texto do espetáculo que estreará a segunda temporada no final do mês. 
Com 72 anos de carreira, mais de 50 trabalhos na televisão, dezenas de filmes e peças de teatro, a atriz explica para CARAS Digital de onde vem tanta empolgação: 
"Vivi muita coisa especial, mas aqui eu me sinto em casa. É uma das coisas mais agradáveis que já fiz".
Ícone da dramaturgia brasileira, Laura é uma das poucas de sua geração que continuam se revezando nos palcos e no vídeo. 
"É vida! É prazer! Eu amo representar, pode ser na rua, no palco, no circo, na televisão...
 O representar é o que eu gosto, o que não saberia viver sem. Eu tive sorte, os deuses do teatro me apoiaram", diz ela, que acabou de encerrar sua participação na novela Império, de Aguinaldo Silva, na Globo:
 "Foi um convite legal. Para mim não importa se vai ser rica, pobre, bonita, feia... eu quero é representar".

- Voltando um pouco no tempo, quando a senhora percebeu que tinha nascido para ser atriz?
Foi essa chama que o ator verdadeiro tem. O ator de verdade tem uma chama que faz com que ele não pare, que ele continue, que ele vá em frente, pesquise, estude. Eu tenho 70 anos de carreira, eu acho... acho não, eu tenho certeza que ainda estou aprendendo a ser atriz. Eu presto atenção nos jovens, nos jovens que vêm com vontade de atuar, de seguir uma carreira. Fico prestando atenção porque sempre trazem uma ideia nova, um desejo.

- Quando a senhora começou, a profissão não tinha o glamour de hoje...
...tinha muito preconceito, ficou um pouco melhor. Ainda existe preconceito, mas não como quando eu comecei em 1940 e pouco. O preconceito era bem feio. Era uma coisa pesada.

- A senhora sofreu com isso?
Olha, nunca dei uma atenção a isso. Prestei muita atenção a minha carreira, ao meu desejo de fazer teatro, de fazer cinema e, tempos depois, de fazer televisão.

- Atualmente, a senhora é uma das poucas atrizes de sua geração que continuam na mídia e são recebidas tão bem pelo público. Por que a senhora acha que existem tão poucas atrizes da 'melhor idade', na televisão?
É porque são boas, são atrizes de verdade. Tem uma Nathália [Timberg], tem uma Fernanda [Montenegro], tem uma Beatriz [Segall], uma Nicette [Bruno], uma Arlete [Salles]... Gente que é séria, que levou essa profissão muito a sério a vida inteira.

- A senhora citou a Nathália e a Fernanda que vão ter papeis de destaque na próxima novela das nove, Babilônia. Elas vão ser um casal...
... gay, gente! É o que a Fernanda falou, espero que as pessoas entendam, que as pessoas deixem os outros viverem a sua vida seja ela qual for, qual for sua vontade, seu desejo. Deixa a pessoa amar quem ela quiser amar, não é verdade? A vida é uma só, é uma para cada um, então faça dela o melhor.

- Os atores de sua geração costumavam se envolver mais em questões sociais, especialmente no teatro.  
É verdade, mas hoje ainda tem. Talvez seja um pouco de receio, não sei, mas acho que a gente ainda participa, fala e luta.

- Para a senhora, qual a importância do artista se envolver em questões sociais ou políticas?
Muita. O artista é o povo. Teu país é tua casa, você tem que lutar para que essa casa esteja limpa, esteja bem, que esta casa vá para frente. Não é verdade? O país é uma casa com seus filhos. Ainda tem [atores envolvidos com questões sociais], apesar da gente regular um pouquinho.

- Algum conselho para os artistas mais novos?
Acho que é necessário muito estudo, muita honestidade no trabalho, persistência, desejo de luta, de querer vencer. Não querer participar, querer ganhar.

Serviço - A Última Sessão
Em Minas Gerais: 19 e 20/03 às 20h30, no Grande Teatro do SESC Palladium, e dia 22/03 às 19h00, no Palácio das Artes.
Em São Paulo: a partir do dia 28/03, no Teatro Raulo Cortez, sextas, sábados e domingos.

FONTE\CARAS