terça-feira, 27 de junho de 2017

Nuno Leal Maia volta à TV e afirma que adotou novo estilo de vida Ator está prestes a completar 70 anos 
 Por Thayná Rodrigues
— Para quem estava com saudade, Nuno Leal Maia estará de volta à TV em breve.
 O ator badalado das décadas de 80 e 90 vai trabalhar numa produção infantojuvenil como um professor de surfe no seriado "Juacas".
 A obra marca uma coincidência na vida do artista na relação com esportes: 
antes de entrar para a carreira na interpretação, ele foi técnico de futebol e chegou a jogar profissionalmente pelo Santos.
 — Lá trás, eu ficava dentro do campo mas, para interpretar Juacas, tive que ir para junto dos peixes, no meio da água do mar.
 As gravações foram bem difíceis. A gente acordava às 5h da manhã, ficava até o sol se por — conta o ator, que gravou em Itacaré, no Sul da Bahia, durante cinco meses.
 Prestes a completar 70 anos, Nuno usou um dublê (o surfista profissional Picuruta Salazar) para algumas cenas de corpo da série da Disney Channel, e diz estar mais cuidadoso com a saúde. 
Recentemente, o ator foi diagnosticado com uma inflamação grave no nervo ciático: 
 — Meu problema na coluna é sério e me atrapalha bastante. Só descobri agora, depois de velho. 
É nessa fase que a gente percebe que há coisas que tem que administrar. Se tenho um pouco de estresse, a dor já “apita” forte. 
O que me ajuda é a natação, a ioga... Saio do mar outra pessoa. Quero voltar a treinar devagar, fazer atividades aeróbicas...
 Essa idade é marcante, assim como acho que os 80 vão ser, os 90... A energia abaixa um pouco, tenho que fazer coisas lentas, virar tartaruga.
 Mas é gostoso aprender a viver cada momento da vida. No dia a dia, o ator se divide entre Rio de Janeiro e São Paulo, sempre em contato com a natureza. 
No Rio, Nuno passa alguns dias no Leme, na Zona Sul, ou em sua casa em Mangaratiba, na Costa Verde. 
Em São Paulo, é comum vê-lo em praias de Ubatuba. Mas é na área metropolitana que ele encontra a mulher, a funcionária pública Mônica Camillo. 
 — Vamos completar 16 anos juntos esse ano — diz ele, que vai a São Paulo para ver a esposa, é avesso à vida urbana e volta para perto do verde sempre que pode: 
— Tento manter esse contato com a natureza. Se eu pudesse morar no meio do Mato, seria melhor. 
Cidade grande é complicado. Prefiro virar peixe, ficar dentro d'água, cuidar de mim. Durante o tempo em que rodou “A gata comeu”, grande sucesso de sua carreira, o ator rejeitava o rótulo de galã, apesar de ser considerado bonitão pela audiência. 
Atualmente, ele conta como anda sua vaidade: 
 — Na época, eu queria interpretar personagens caricatos, com grandes caracterizações. 
Não queria o negócio de galã. Entendo que a vaidade não está só na beleza, está em realizar um bom trabalho, em gostar da gente, e tentar fazer o melhor para a gente. 
Em relação à imagem, acho que estou bem. Não posso almejar um galã novamente. Posso pegar um papel de 70 anos.

FONTE/OGLOBO
 Longe da TV, Carla Diaz muda o visual e fala dos 25 anos de carreira 
Por Gabriela Antunes
 Conhecida por papéis como Maria, de "Chiquititas", e Khadija, de "O clone", Carla Diaz está completando 25 anos de carreira em 2017.
 Sem contrato na TV, a atriz fala sobre seus planos.
 - Eu passei por todas as três emissoras mais importantes do país. 
Fiquei cinco anos no SBT, nove na Globo e oito na Record. 
Pela primeira vez, tenho a liberdade para fazer o que quiser.
 Então, estou investindo na faculdade (ela cursa cinema) e lançando uma linha de bijuterias.
 Também estou focada em fazer filmes e leituras de textos de teatro, porque quero comemorar a data nos palcos - diz ela, que promete voltar logo à TV.
 - Terei novidades em breve, vai ser um ano de muito trabalho. 
 Este ano, a novela "Chiquititas" também faz aniversário: 20 anos do seu lançamento.
 A atriz lembra com carinho dos cinco anos em que esteve na trama. 
 - Temos um grupo de 'Chiquititas' no WhatsApp.
 Na estreia da minha peça, 'Estúpido cupido', ano passado, muito atores da novela foram assistir.
 Foi uma fase muito importante para nós.
 Tenho orgulho, pois foi o trabalho que me deu nome e sobrenome - diz ela, que, aos 26 anos, se prepara para lançar seu primeiro longa-metragem, "Jogos clandestinos". 
 Com a folga da televisão, a atriz pôde mudar o visual sem depender de uma personagem. 
Carla, que estava morena e com cabelos longos para "A Terra Prometida", da Record, cortou e clareou os fios. 
Ela garante que não liga de se transformar para um papel: - A gente vive do nosso corpo. 
Se tem que mudar, não me incomodo, aceito as decisões.
 Corpo, cabelo, caracterização: tudo ajuda a entrar no papel. 
 A atriz afirma que não é neurótica com o corpo: 
 - As pessoas devem ser felizes da maneira que são. 
O importante é ser saudável, física e psicologicamente. 
Se alguém se sente bem com uns quilos a mais, ótimo. 
Eu não sou a favor dessa ditadura da magreza, cada pessoa tem um biótipo.
 Eu, por exemplo, sou baixinha e tenho perna, coxa e bumbum. 
Nunca vou ter corpo de Gisele Bündchen. 
 Solteira, Carla diz estar curtindo o momento: - Gosto de ser solteira e estar namorando. 
Curto cada fase que estou vivendo. Procuro viver dessa forma porque fico feliz comigo mesma, independentemente de outras pessoas.

FONTE/OGLOBO

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Johnny Massaro: 
Um ator de 25 anos e 1.001 faces
 Protagonista da próxima novela das 19h está ainda em série, peça e filmes e escreve livro 

Por Zean Bravo
 Johnny Massaro já foi nerd desajeitado, engenheiro agrônomo galã, poeta disputado por uma morta-viva e herdeiro romântico e politizado na TV. 
No teatro, interpretou um jovem que incendiava animais por prazer e mantinha uma relação incestuosa com a irmã. 
Viveu ainda, no cinema, um cara rico que promovia festa regada a sexo e drogas na laje de uma comunidade. 
Agora, aos 25 anos, se prepara para aumentar a sua já extensa galeria de personagens. 
 Escalado para ser um dos protagonistas de “Deus salve o rei”, a próxima novela das 19h, da Globo, Massaro começa a gravar em setembro a história passada num reino medieval. 
O ator vai interpretar um príncipe que precisa assumir o trono depois que seu irmão mais velho abdica de ser rei.
 Com estreia prevista para janeiro, a trama, escrita por Daniel Adjafre, trará o ator como par romântico de Tatá Werneck. 
 Antes, ele será visto na série “Filhos da pátria”, que vai ao ar em setembro, na Globo, e chega ao Globo Play (a plataforma de streaming da emissora), no dia 3 de agosto.
 É a mesma data de lançamento de “O filme da minha vida”, longa dirigido por Selton Mello, do qual Massaro é protagonista. 
 Ainda tem mais. O ator também está nos filmes “Todas as razões para esquecer”, de Pedro Coutinho, que deve estrear direto na Netflix até o fim do ano; e “Partiu Paraguai”, dirigido por Daniel Lieff, com roteiro do Matheus Souza, sem previsão de estreia.
 Massaro dedica-se ainda a “10 vezes Quim”, filme com direção de Esmir Filho e Vera Egito, um projeto mais experimental e sem roteiro definido. 
O ator começou o trabalho em janeiro. Vive Quim, jovem que conhece outros homens por meio de um aplicativo de celular.
 Por enquanto, só gravou um desses encontros, com o personagem de Paulo Vilhena.
 — Muitas coisas estão acontecendo, felizmente.
 Hoje eu me vejo no lugar de entender como quero gastar o meu tempo e a minha energia no trabalho — diz o ator, que estreou na TV aos 13, na novela infantil “Floribella” (2005), da Band, passou por “Malhação”, entre 2008 e 2010, e mostrou que poderia viver um galã de novela “Meu pedacinho de chão” (2014), na Globo. 
 Entre goles de café na varanda da casa onde mora, no Humaitá, ele diz que um dos critérios para escolha de personagens é se comunicar “por umas vias mais positivas”. 
 — Fui chamado para um outro trabalho, que envolvia uma energia mais pesada, na mesma época de “Filhos da pátria”, e priorizei o humor. 
Já estamos cercados por tanto medo, raiva e angústias que não me sinto disponível para lidar com essas energias no meu trabalho — explica ele, que também vai lançar neste ano o livro de poemas “Lábios bambos”, feito de forma artesanal. 
 Em cartaz agora com “Estranhos.com”, que fica no Teatro das Artes, no Rio, até o dia 2, Massaro já lidou com energias pesadas de seus personagens em “A frente fria que a chuva traz”, longa de Neville D’Almeida, lançado no ano passado; e em “Cara de fogo”, peça em que vivia um incendiário que matava o pai e se envolvia com a própria irmã, encenada em 2015. 
 Em “Estranhos.com”, o ator interpreta um blogueiro que se envolve com uma professora de literatura (papel de Deborah Evelyn). 
Depois de interpretar a tia de Massaro na novela “A regra do jogo” (2015), Deborah vive a amante do ator no teatro. E diz ter tido um encontro raro com o colega. 
 — Ele é um garoto de 25 anos, como tem que ser.
 Mas tem uma maturidade incrível em cena.
 Outro dia errei o texto de uma maneira brutal, disse uma frase sem sentido. 
Ele contornou a situação, como se tivesse sido um lapso da personagem, e não meu. 
Tive que segurar uma gargalhada — conta Deborah. 

 “NÃO É UM ROSTO VULGAR”
 Fernanda Torres, que interpreta a mãe de Massaro em “Filhos da pátria”, série de Bruno Mazzeo, dirigida por Mauricio Farias, diz que o ator tem “um requinte na atuação”. 
 — Ele tem aquele rosto com algo de caricatura, quase um cartoon, não é um rosto vulgar.
 Johnny é verdadeiro e irônico ao mesmo tempo em cena.
 É muito fora da curva, um cara divertido, inquieto... — lista Fernanda. 
 Massaro vive Geraldinho, jovem que julga ter ideias revolucionárias, mas mal sabe cuidar de si, em “Filhos da pátria”.
 A produção acompanha a origem da identidade brasileira e o enraizamento da corrupção, no Rio do século XIX.
 — Todos diziam que Geraldinho era o mais burro da série. Mas, no fim, ele se dá bem. 
O personagem fala que não é preciso saber ler, escrever ou pensar para ser um homem importante.
 É o triunfo da ignorância, que a gente tem visto por aí desde sempre — diz ele.  
FONTE/OGLOBO
Maria Casadevall diz que já se casou sem festa:
 ‘Não senti necessidade’
 Atriz de 'Os dias eram assim' declara: 'Já passei por um casamento uma vez e passarei quantas vezes reconhecer em mim esse desejo' 

Por Zean Bravo
 Rimena, a personagem de Maria Casadevall em "Os dias eram assim", vive seu pior momento na trama das 23h da Globo. 
Após o reencontro de Renato (Renato Góes) e Alice (Sophie Charlotte), ela teme que seu casamento com o médico chegue ao fim. 
Já Maria, que também está no elenco da série “Vade retro”, como a misteriosa Lilith, experimenta um outro momento (bastante distinto de sua personagem) em sua vida pessoal. 
Perto de completar 30 anos, a paulistana não faz planos de casamento, por exemplo.
Acho o casamento legítimo como expressão da vontade entre duas pessoas em compartilhar o espaço e o cotidiano, considero uma experiência bonita e corajosa.
 Já passei por ela uma vez e passarei quantas vezes reconhecer em mim esse desejo, mas quanto a cerimônia em si nunca planejei ou senti necessidade dela. 

Enquanto exercita a maternidade através de sua personagem em "Os dias eram assim", Maria ainda não pensa sobre o assunto:
 — Não costumo fazer planos na minha vida, acredito que as melhores coisas são fruto do absoluto inesperado. 
 Perguntada sobre o seu suposto relacionamento com Renato Góes também fora da ficção — ao pesquisar o nome da atriz na internet, os primeiros resultados são notícias sobre um provável romance entre os atores — Maria prefere o silêncio.
 Maria faz o tipo reservada e diz prezar sua intimidade: 
 — O mundo ideal seria um mundo onde o respeito e a empatia fossem valores absolutos. 
Qualquer problema que eu tenha passado dentro desse contexto, certamente foi em situações onde esses valores não foram levados em consideração.

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sábado, 24 de junho de 2017

QUIZ: 
Quem é o pequeno caipira?
Consegue identificar os famosos fantasiados em trajes juninos? Brinque e tente adivinhar!
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terça-feira, 20 de junho de 2017

 Gabriel Stauffer, de 'A Força do Querer': 
"Me imagino ganhando um Oscar" 
Por Giovani Lettiere 
 Com os mesmos cabelos encaracolados de hoje como o Cláudio da novela A Força do Querer, Gabriel Stauffer, aos 4 anos, já dava seus primeiros passos na carreira artística. 
“Fazia muitos comerciais de TV lá em Curitiba. 
Era aquela criancinha que sorria para a câmera, mas nem sabia o que estava fazendo”, lembra o ator paranaense, que seguiu como ator mirim local até os 12. 
Hoje ele tem 28 anos. “Mudei a minha feição e não me interessei mais por isso. 
Só queria saber de jogar bola”, desabafa ele, que depois cursou Publicidade e Propaganda e foi trabalhar com os pais, os comunicólogos Sérgio e Junia, que têm uma assessoria de imprensa. 
Sua irmã, a relações públicas Rebeca, também era funcionária da empresa. 
“Uma família da Comunicação Social! 
Mas desgarrei. Vi que não era o que eu queria. 
Agora, virei cliente deles”, diverte-se. Seus pais apoiaram o plano do jovem de largar tudo e recomeçar, do zero, como ator no Rio. 
Ele se hospedou na casa da avó materna, Else Vianna, e, ao contrário da maioria dos atores que tenta um lugar na capital fluminense, não passou dificuldades.
 “Tinha comida, cama e roupa lavada. 
Mas enfrentei muito perrengue profissional.
 Peça que não rolou, companhia que não foi adiante... 
De 2010 a 2013 foram muitas furadas. 
Mas acho que elas construíram o ator que sou hoje”, diz Gabriel, que cursou a CAL (Casa das Artes de Laranjeiras).
 Muitos testes Depois de receber muitos “Não” em testes, Gabriel conquistou sua primeira grande oportunidade em 2014, quando protagonizou o musical O Grande Circo Místico.
 “Tive que cantar ‘Beatriz’ para o Edu Lobo na plateia. 
Foi bizarro, mas tinha muita gente me dando força”, recorda-se o ator, que conheceu, nos bastidores, sua namorada, a atriz Natasha Jascalevich, nascida em Búzios, na Região dos Lagos do Rio.
 “Estamos, até hoje, juntos. É minha parceira”, destaca. 
Os dois ainda não moram na mesma casa e nem pensam em casamento. “Mais para a frente. 
Ainda tenho que amadurecer. Somos muito parecidos e ela me entende muito”, diz o ator, que, um dia, quer ter filhos. 
 No teste para a novela das nove, ano passado, ele quase ficou com o personagem de Fiuk, mas seu perfil funcionou melhor como o par de Ivana, a jovem que descobre sua transexualidade e é vivida por Carol Duarte. 
“Está sendo bom aprender, junto com ela, a fazer a cena. 
Não poderia ter sido melhor a nossa parceria. Rola uma energia”, elogia. 
Carol concorda: “Eu e o Gabriel temos coisas parecidas, fizemos bastante teatro e agora estamos na novela. 
É uma delícia dividir a cena com ele, um ator generoso e parceiro. 
Temos uma afinidade no trabalho, pensamos a cena, dividimos um com o outro as ideias e embarcamos juntos”, disse a atriz. 
 Gabriel faz portagem com a namorada, Natasha Jascalevich, na Chapada dos Veadeiros (GO) e em Cabo Frio (RJ) 

Elogio da novelista A autora da trama, Gloria Perez, está feliz com o desempenho de Gabriel: “É um excelente ator. 
O personagem dele vai crescer, muito em função de eu estar adorando o desempenho dele. Deu certo”. 
Sobre sua rotina de saúde, ele diz: “Eu jogo bola, faço ioga e também aulas de circo. 
Com a Natasha, pratico portagem, que consiste em construir figuras em parceria com outra pessoa. 
Levanto 60 quilos!”, gaba-se ele, que não quer o rótulo de galã. 
“Acho que há pessoas mais bonitas para serem galãs. 
Eu me acho bonito, obviamente. Não falta beleza. 
Sou leonino, me acho lindo e maravilhoso, mas prefiro não estar nesse lugar”. 
O ator não esconde que sonha em trabalhar em Hollywood, nos Estados Unidos: 
“Me imagino ganhando um Oscar. Tem que chutar lá pra cima. Estou me preparando, estudando mesmo. O ator nunca pode parar de estudar.”

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segunda-feira, 19 de junho de 2017

 Ingrid Guimarães sobre crise dos 45 anos: 
“Está sendo difícil pra mim” 
Por Giovani Lettiere
 Ingrid Guimarães tinha 19 anos quando, na estreia do megassucesso Confissões de Adolescente, apareceu no palco da Casa de Cultura Lauro Alvim, em Ipanema, no Rio, interpretando uma garota que acabara de fumar maconha pela primeira vez. 
Quem a viu ali, com aquela toalha amarelo-ovo na cabeça, não teve dúvidas: estava diante de uma das mais talentosas atrizes de comédia do Brasil.
 As gargalhadas da plateia naquela noite – sua primeira no teatro profissional – se multiplicaram. 
A goiana ganhou muito espaço na TV – e no coração dos brasileiros – e brilhou durante onze anos na peça Cócegas (entre 2001 e 2011). 
 No cinema, foram vários filmes de sucesso – entre eles a franquia De Pernas Pro Ar, que volta em 2018 com sua terceira edição. 
No GNT, hoje, ela apresenta o programa Além da Conta, sobre consumismo – mas sempre com muito humor. 
Na conversa franca que ela teve com a QUEM, na suíte do Hotel Sheraton, no Leblon, no Rio, Ingrid conta que vive uma certa crise dos 45 anos.
 “Está sendo difícil pra mim”, confessa.
Casada há 11 anos com o artista plástico Renê Machado, e mãe de Clara, de 7, a atriz, no entanto, está feliz. 
“Tenho a base familiar muito forte”, diz.   “Sempre fui uma criança fora dos padrões. 
Ainda bebê, engatinhei para trás”, conta, aos risos 
 Crise dos 45 anos “Adorei fazer 40, mas chegar aos 45 (que ela completa em 5 de julho) está sendo difícil. 
Me sinto longe dos 40 e perto dos 50. 
Penso na quantidade de coisa que tenho que fazer na vida ainda. Será que vai dar tempo? 
Tenho também que desacelerar para não dar atenção só ao trabalho. 
Fui atropelada por ele e pelos sucessos e a chegada dos 45 me trouxe a certeza de que quero envelhecer bem.” 
 Infância
 “Sempre fui uma criança fora dos padrões. Ainda bebê, engatinhei para trás (risos). Também não era muito boa aluna. Lá em Goiânia, a menina que dançava balé e tocava piano era a menina boa, criada para ter vários dotes. Era ruim no piano, ruim no balé... Lembro de uma cena clássica de infância: a turma dançando no final de ano, todo mundo indo para um lado no sapateado, e eu indo para o outro (risos).”

 Filha única 
“Ainda tenho vontade de ter mais filhos, mas já tive dois abortos espontâneos. Fiquei achando que talvez não era para ser. Comecei a tentar quando a Clara tinha 3 anos (hoje com 7). Fiquei um tempão tentando. Ainda tenho esperança, mas, agora, coloquei nas mãos de Deus. Não pensei em adotar, mas pode ser.”

 Casamento
 “Eu e o Renê (Machado, artista plástico) estamos juntos há 11 anos. Casamos só no civil em 2006. Todo casamento passa por altos e baixos. O segredo é ter paciência, saber que as crises passam. Hoje, ficar junto é muito mais moderno do que estar solteiro. Temos um desejo grande de ser uma família. Tenho base familiar forte. Sou muito ligada à família. A minha é unida demais. Uma irmã se mete na vida da outra.” 

 Sexo
 “É muito importante no meu casamento! Em algum não é? Se você conhecer algum em que o sexo não seja, me conta! (risos) Mas, com o tempo, o que fica muito é o companheirismo, é ser o companheiro de vida.” 

 Sexy 
“Eu me acho sensual, isso é uma coisa que sempre tive em mim, sempre exercitei. Sensualidade é uma coisa muito de dentro para fora. Não tem nada a ver com padrão de beleza, se é considerada bonita, feia, magra, gorda... Conheço várias gordinhas megassensuais e muitas magrelas, altas e lindas que não têm sal.” 
 Plástica 
“Fiz cirurgia de prognatismo quando tinha 18 anos, mas não é uma plástica, é buco-maxilo-facial, feita com dentista. Tenho muito medo de mudar a cara, pânico! Ainda mais nós, atores, que envelhecemos junto com o público. Sou vaidosa. Se em algum momento eu estiver me sentindo mal comigo mesma, talvez eu pense em plástica. Por enquanto, faço laser de prevenção de envelhecimento, acredito mais nisso do que em botox. O que tiver de moderno para pele e cabelo, eu faço.” 

 Cabelo
 “É o meu xodó. Sempre foi. Meu manto sagrado, como dizia uma figurinista para mim. Cuido muito dele. Construí muitos personagens usando os cabelos. Sou de uma família de mulheres muito cabeludas. Faz parte do meu ser.” 

 De Pernas Pro Ar
 “Experimentei todos os brinquedinhos eróticos para fazer o filme (no longa de 2010, a personagem de Ingrid vende produtos de sex shops). Acho supersaudável que as mulheres usem, que descubram o prazer. Fico feliz que o filme tenha influenciado muitas mulheres, inclusive da terceira idade. Soube que o mercado realmente aumentou.” 

 Namoradeira 
“Nunca fui desesperada como minha personagem no Loucas Pra Casar (filme de 2015). Namorei dos 17 anos aos 22, o mesmo cara. Outro, por dois anos. Nunca tive talento para galinhar. Gosto de namoradinho.” 

 Menos consumo
 “Já passei por todas as fases do consumismo. Tive a fase dura: não consumia nada. Depois, ganhei dinheiro com Cócegas e virei quase uma deslumbrada. Aí, passei pela fase de querer comprar tudo para minha filha. Agora, estou pensando no futuro. Hoje, só gasto em peças de roupa muito boas. Com o Além da Conta, do GNT, acabei me conscientizando e consumindo menos.”
 Frustrações 
“São duas: não ter tentado outro filho antes e não ter morado fora do Brasil. Meus pais (o jornalista William, que morreu quando ela tinha 27 anos, e a advogada Sônia) tinham condições, ofereceram para as três filhas. Sigrid e Astrid foram e eu não fui por causa do teatro. Minha filha já está na escola bilíngue e quero que ela ganhe o mundo. Isso abre a nossa cabeça.”

 Novo Mundo
 “A minha personagem, a Elvira, mistura comédia, tragicomédia e drama. Sou apaixonada por ela. E a novela é ótima. Traz a emoção de um folhetim e ainda ensina história para muita gente que nunca teve oportunidade de estudar.”

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 Thiago Pereira sobre aposentadoria: 
"A natação vai ser minha vida pra sempre"
 Por Sonia Vieira 
 “Deixei de competir, mas natação vai ser minha vida pra sempre”.
 É assim que o nadador Thiago Pereira, aos 31 anos e com uma trajetória premiada, fala de sua aposentadoria. 
“Foram 20 anos de carreira e, quando olho para trás, me sinto realizado.
 A vida de atleta é dura, mas não me arrependo de nada. Faria tudo de novo.” 
Maior medalhista brasileiro dos Jogos Pan-Americanos, com 23 medalhas, e sete mundiais, Thiago demonstrou amor pela água quando ainda tinha 1 ano e meio.
 Ele pulou na piscina e quase morreu afogado. 
“Fui salvo por meu primo de 6 anos. Era um domingo e, no outro dia, minha mãe me matriculou na natação”, lembra o atleta, natural de Volta Redonda, no Rio de Janeiro. 
 Casado com a advogada Gabriela Pauletti desde 2013, ele comemora uma nova fase da vida. 
“Tenho vários planos de carreira e todos ligados ao esporte. 
Pretendo levar a mensagem de que nadar salva vidas. 
Nem só pela prática esportiva, mas aprender a nadar é fundamental e questão de sobrevivência.” 
 “Foi uma decisão difícil. Depois dos Jogos Olímpicos Rio 2016, decidi tirar um tempo e ter dois, três meses de férias... 
Fora da água, percebi que sentia falta das coisas boas do esporte, das competições, das viagens, dos meus amigos. 
Parei em março, mas, vire e mexe, dou umas treinadinhas (risos). 
A gente tem que saber a hora de parar. Foram 20 anos de carreira. Me sinto realizado.” 
 APOIO DA FAMÍLIA
 “Foi muito bom, mas, ao mesmo tempo, foi difícil. A gente fica feliz com tudo o que conquistou como atleta. Mas eu sentia muita falta dos eventos de família. Minha mulher e minha mãe sempre me apoiaram nas minhas decisões. Sempre estiveram ao meu lado.” 

 PLANOS PARA O FUTURO 
“Tudo será relacionado com a natação. Algumas coisas já estão acontecendo, como o Thiago Pereira Swim Camp e o Troféu Thiago Pereira. Venho também me preparando para dar palestras. Além disso, pretendo levar a mensagem de que nadar salva vidas.”
 INSPIRAÇÕES
 “Quando pequeno, eu tive oportunidade de ver, nos anos 90, o Gustavo Borges e o Xuxa (Fernando Scherer) ganhando as medalhas e acompanhei o final da carreira deles. Viajamos juntos aos Jogos Pan-Americanos. Aconteceu em uma época que estava tomando uma decisão: nadar ou não. Estar com eles foi fundamental para mim.” 

 VIAGENS
 “O esporte me levou a conhecer todos os continentes. Em 2002, eu tinha 16 anos, comecei a viajar e fui para a Austrália. Já dei uma rodadinha, mas morei por muito tempo em Los Angeles e na Flórida, nos Estados Unidos.”

 FILHOS
 “Agora não. Eu e Gabriela voltamos dos EUA em dezembro. Estamos reorganizando a nossa vida. Minha base agora é São Paulo. Para a vida que eu levo, a cidade tem todas as facilidades. Ter filho agora não daria muito certo. Vamos deixar mais para frente.”
FONTE/QUEM

segunda-feira, 12 de junho de 2017

 Luciana Gimenez:
 "Acho uma droga envelhecer, uma porcaria" 
 Por Guilherma Samora 
 Escorpiana, linda, 1,81m e... tímida. 
Sim, Luciana Gimenez, com aquele jeitão que chama atenção por onde passa, garante que passa longe da figura de “mulherão-acontecimento”.
 “Sou tímida, sim. As pessoas não entendem... Se eu estou em um local no qual não conheço ninguém, eu fico bem quietinha, no meu canto. 
Algumas vezes, têm quem fale: ‘Ah, ela é metida’. 
Mas eu não sou! Sou tímida mesmo. 
Agora, se coloco uma maquiagem, arrumo o cabelo, se eu estou ‘armada’ para o trabalho... aí, eu me transformo”.
E foi, justamente, o que aconteceu durante essas fotos. 
QUEM convidou Luciana para posar inspirada em uma outra mulher forte da qual somos fãs: Brigitte Bardot. 
As imagens da diva francesa serviram como ponto de partida para essas belas fotos e conversam perfeitamente com essa entrevista. 
Luciana se despe não como um bibelô, mas como uma mulher que tem total controle de sua vida, de seu corpo e que faz o que quer.
 E a apresentadora se desnuda também nessa conversa. 
“Fiz uma tattoo nova. Vou te mostrar quando for fazer as fotos, você vai gostar”, diz ela.
 “Está escrito ‘Lucas e Lorenzo’”, sorri, ao contar a homenagem que fez aos filhos, Lucas, de 18 anos, do namoro com Mick Jagger, e Lorenzo, de 6, do casamento com Marcelo de Carvalho. 
“A única pretensão que eu tenho na vida é essa: eu quero ser uma grande mãe.”
 Você passa uma impressão de mulher forte, indomável. Você é mandona? 
Eu tenho um pouco de dificuldade com a palavra “mandar”... Sou de escorpião, não gosto de ser mandada. Sabe, sou de fácil acesso se você conversar comigo. Se você chegar e me propor algo, com argumentos, conversar a respeito, eu vou refletir e podemos tentar. Mas se falar: ‘Você tem que fazer assim’, aí, eu não faço! Eu nem penso a respeito. E eu tento passar isso para os meus filhos. Claro que tenho que colocar limites, ainda mais no caso do Lorenzo, que é uma criança. Mas, com o Lucas, eu já falo desse modo: mostro opções para ele. E ele decide os caminhos. Nunca chego mandando.

 Você topou fazer esse ensaio mais ousado logo que fiz a proposta... 
O corpo é meu. Faço o que eu quero. Engraçado, eu era um pouco mais pudica quando era mais jovem. Fiz nu artístico como modelo, mas nunca frontal, essas coisas de peladona, sabe? Eu tinha vergonha, nunca quis que as pessoas olhassem minhas partes (risos). Mesmo hoje, que eu não tenho vergonha de mostrar meu corpo, nunca quis mostrar minha “perereca”. Eu nunca tinha mostrado os seios também, até pouco tempo. 
 O que mudou?
 Um dia, eu e o meu marido estávamos de férias na Sardenha e ele pediu para eu fazer topless no barco. E eu dizia: “Não, não vou fazer”. Ele me encheu tanto o saco que eu fiz. Não tinha ninguém por perto, só um barquinho lá longe. Passaram dois, o Paulo (assessor de Luciana) me ligou e disse que um paparazzo tinha feito fotos... Eu desliguei o telefone e falei ao Marcelo: “Você acabou com as minhas férias. Se as fotos ficarem feias, você está ferrado”. Tudo bem, as fotos ficaram lindas. Acontece que, depois disso, falei para o Marcelo: “Agora, os meus peitos ganharam alforria. Você nunca mais vai poder falar nada se eu quiser botar um decote ou colocar os peitos pra fora”. “Tenho dois filhos e quero estar bem para eles e para os meus netos”

 Você se acha mais bonita, hoje? 
Acho que estou em um momento muito bom. Eu tinha o rostinho bem redondinho quando era mais jovem. Fiquei com cara de mulher. É um momento feliz da minha vida. Não sei o que vem depois, né? Então, vou aproveitar para mostrar agora (risos).

 Como lida com o tempo?
 Vou fazer 47 anos em novembro. Eu nem achava que iria chegar a essa idade. E, vou te falar: eu acho uma droga envelhecer, uma porcaria. Eu sei, a gente tem que aceitar e pronto. Mas, com os anos, se perco uma semana de academia, o negócio desanda. E olha que eu tenho a felicidade de ter encontrado uma profissão que não tem a ver com idade. Para ser apresentadora, dependo do meu talento.
 Mas você se acha bonita, certo?
 Claro, eu me acho bonita. Não dá para falar que sou uma mulher feia. Meu corpo está muito bom. Depois do meu segundo filho, eu me conscientizei na questão da comida. Como de maneira muito mais saudável. Quando a gente tem 20 anos, esquecemos que vamos viver mais 60. E quando a gente vai ficando mais velho, temos dois caminhos: ou continua esquecendo disso ou se vive com saúde. Tenho dois filhos e quero estar bem para eles e para meus netos. Eu acho que é essa a transição: a coisa boa que eu consigo imaginar de envelhecer é ter netos. Aí, nem vou me preocupar em ter bundinha dura. Vou viver para os netos. Curtir outro momento. 

 Como lida com o tempo?
 Vou fazer 47 anos em novembro. Eu nem achava que iria chegar a essa idade. E, vou te falar: eu acho uma droga envelhecer, uma porcaria. Eu sei, a gente tem que aceitar e pronto. Mas, com os anos, se perco uma semana de academia, o negócio desanda. E olha que eu tenho a felicidade de ter encontrado uma profissão que não tem a ver com idade. Para ser apresentadora, dependo do meu talento. 

 No camarote da QUEM, na Sapucaí, esse ano, vi como o Lucas cuida de você, tem orgulho da mãe... 
Ele é de touro, eu de escorpião. É perfeito: terra com água. Ele tem uma coisa muito especial. Nem posso falar muito ou vou acabar chorando (os olhos dela se enchem de lágrimas)... O Lucas tem uma cumplicidade comigo que é impressionante. A gente nunca discute. Ele é um adolescente fácil e eu vejo que ele me admira, ele gosta da mãe que tem, sabe? Ele tem orgulho de mim. Eu sempre quis ter meu dinheiro para nunca precisar depender dos meus filhos no fim da vida. Acho que, no Brasil, temos tantos problemas financeiros, o idoso é tão colocado à margem, que é normal precisar dos filhos para sobreviver... mas quero poder ajudá-los sempre, quero ser o pilar deles até morrer. Quando eu morrer, deixarei dois filhos. Então, ensino os meus meninos a serem boas pessoas. Eles são o que eu estou deixando para o mundo. 
 Lucas completou 18 anos. Você já teve algum ciúme? 
Eu sou muito ciumenta... Ainda não tive nenhuma crise de ciúme, mas eu acho que, provavelmente, vou ter. É que o Lucas me deixa muito tranquila. Por exemplo, se eu estiver em casa sozinha e ele vai sair com os amigos, ele fala que vai cancelar para ficar comigo. Eu que tenho que falar para ir, que não tem problema. Mas o Lucas me dá essa prioridade, desde criança. Eu não invado o espaço dele, mas ele sempre deixa claro que gosta da minha companhia. Então, a gente tem uma relação muito saudável. 

 Você se sente segura como mãe?
 Eu me gosto muito como mãe. Eu sou uma ótima mãe. Eu falo de boca cheia. Lógico, eu erro, como todo mundo. Mas tento fazer o melhor para eles, jamais coloco o meu bem-estar na frente do meus filhos. E os dois são muito diferentes, sabe? 

 Diferentes como? 
O Lorenzo é uma criança deliciosa, inteligentíssimo, sedutor, mas precisa de um limite bem estruturado. O Lucas sempre foi mais tranquilo. O Lorenzo tem muita energia (risos)! Eu tenho a sorte de ter o Marcelo ao meu lado, que é um grande pai. O Lucas é mais pacato. Taurino, né? Mesmo o Mick (Jagger) fala para mim: “A gente tem muita sorte com o Lucas, ele é muito calmo.” Falando nisso, Mick veio para o aniversário do Lucas. O Mick é um pai muito presente, desde o começo, ele me ajudou com tudo. Eu tenho muita sorte: tenho dois pais maravilhosos para meus filhos. O Lucas e o Marcelo também têm um relacionamento muito legal, eles se gostam de verdade, se admiram. É tudo muito bem resolvido na minha vida. O Mick adora o Marcelo. Temos uma família muito legal. Foi difícil entenderem isso. Hoje, as pessoas que falaram mal sabem que Mick é meu amigo, que eu namorei muito mais tempo com ele do que dizem por aí... Não foi um dia só. Foi bonito, foi uma relação legal. Acho que é porque ele é o Mick Jagger, sei lá, será que pensam que ele é um ET (risos)? Ele fica na minha casa, meus filhos ficam na casa dele. Ele veio para o aniversário do nosso filho e está tudo ótimo. Nunca tivemos qualquer problema de dinheiro, ele sempre pagou o que Lucas precisou, a gente nunca brigou por nada. 
 Você está emocionada. A semana passada foi muito importante.
 É um marco um filho fazer 18 anos. E consegui criar um homem muito educado, humano, humilde e inteligente. Tenho muito orgulho! Na festa, vi minha família inteira reunida. O que mais eu poderia querer? Engoli, quieta, uma monte de coisas que falaram de mim por anos. Mas a paz e o amor sempre vencem. É um momento de paz e de gratidão. Ver o sorriso do meu filho no rosto, não tem nada que pague isso. Ter o Mick lá, como um grande amigo e um grande pai; ter meu marido, um grande pai, feliz e maduro com a situação; ver o Lorenzo, feliz da vida por causa do irmão. O que mais posso querer? 

 Deu algum presente para ele?
 Eu dei um vídeo com imagens da vida dele. O Lucas não liga muito para nada material. E eu filmo a vida dele toda, desde o primeiro banho. Então, editamos, colocamos momentos marcantes... E foi muito forte. Ele amou! Quando olho para tudo isso, vejo que o tempo é muito legal nesse caso. Hoje, sinto uma aceitação. 

 Em que sentido?
 As pessoas me param e falam que eu me tornei um mãezona. Eu fico muito feliz e orgulhosa. É o melhor elogio que escuto, muito mais do que falar que estou com corpão. Eu tenho um baita orgulho por ser uma grande mãe! É uma coisa que tenho que pensar diariamente. Tomar atitudes pensadas.

 E o casamento? Como está? 
Olha, eu e o Marcelo temos personalidades muito fortes: ele é de leão, eu de escorpião. Quando a gente está unido é muito bom, porque a gente vence o mundo juntos. Eu admiro muito o Marcelo. Ele é inteligente, o que ele quer, ele consegue. Ele tem essa segurança. Eu queria ser assim e eu não sou. Claro que existem problemas, convivência é difícil para todo mundo. Mas a gente tem uma família feliz e vamos acertando o que precisa no caminho.

 Hoje, assuntos femininos são cada vez mais debatidos. Você já sofreu assédio? 
Eu lembro de sofrer assédio desde os meus 13 anos de idade. Claro que não estou falando de assédio de bater, de agarrar, isso é crime. Me refiro mais a uma cantada, essas coisas... Às vezes, acontece algo mais pesado, e a gente tem que se defender. Não quero ser coitadinha, tenho que me defender.

 Como você lida com isso?
 Olha, eu sofri bastante, tive momentos difíceis. Até de crimes praticados contra mim. Na Alemanha, quando morava lá, na época de modelo, um cara me agarrou no metrô. Foi horrível. Cheguei em casa chorando, não sabia o que fazer. Eu tinha um namorado na época que me encorajou a denunciar. Dei queixa e acharam o cara. Por mais difícil que seja, a gente tem que se posicionar, se defender. Mas as coisas demoram para mudar, machismo vem de criação, de família... quer ver uma coisa que me irrita? Quando alguém vem perguntar para o meu filho de seis anos se ele tem namoradinha! Não! Criança não namora! Odeio quem fala isso para o meu filho. Cada coisa tem seu tempo. Qual o motivo dessa sexualização precoce. Para quê? Deixa a criança se descobrir. 

 Voce é uma mulher feliz?
 Eu sou. Não todo o tempo, ninguém é feliz o tempo todo. Sou um pouco inquieta. Sempre quero fazer mais alguma coisa que não realizei ainda. Tenho muitos sonhos. Sempre quis fazer cinema e não consegui ainda... Me chamaram para apresentar o The View (programa diário na TV americana) e eu não fui, por estar com filho pequeno, por ter meu programa aqui. E hoje, acho que deveria ter feito, sabe? Quem sabe ainda não consigo? Mas, sou feliz. Eu tenho uma sorte: as pessoas gostam de mim. Eu me sinto amada. 
 Esse ensaio foi inspirado em fotos de Brigitte Bardot nos anos 60. A atriz francesa e ativista pelos direitos dos animais, de 82 anos, é um dos maiores ícones da cultura pop mundial.
 “Como a Brigitte, eu também amo demais os animais. Ajudo santuários, protetores que resgatam bichinhos de rua, sou madrinha de animais. 
Outro dia, uma gatinha preta veio perto de mim, miou e não consegui resistir. Levei para casa, ela estava grávida e com muita fome. Nasceram oito gatinhos. 
Aos poucos, fui arrumando adoção para os filhotes. E ela ficou aqui. Minha mãe a chama de Safira e acabou ficando esse nome. Hoje mesmo, ela estava dentro da minha gaveta de lingerie. E ela me dá muita sorte!”, diz Luciana.

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 Felipe Andreoli: 
"Quero ser um pai que passa caráter e ética"
Por Giovani Lettiere 
 A chegada do primeiro filho, Rocco, há quatro meses, mudou a vida de Felipe Andreoli, de 37 anos. 
“Sou muito, muito babão. É um bebezinho ainda. 
A interação dele é no olhar. Estamos nos descobrindo. 
Quero ser um pai amoroso e presente, que passa caráter e ética”, afirma o apresentador do Esporte Espetacular, que quer mais um filho. 
A repórter Rafa Brites, com quem é casado desde 2011, é só elogios para o novo pai:
 “Felipe é íntegro. Perdeu a carteira de motorista e ficou sem dirigir! Não ultrapassa velocidade. 
Não vai precisar se policiar para dar exemplo ao Rocco. Já é um”. 
 Fernanda Gentil e Felipe no cenário do Esporte Espetacular

 Vida no Rio O nascimento de Rocco coincidiu com a mudança da família de São Paulo para o Rio por conta do esportivo da Globo. 
Felipe ainda se adapta à nova rotina. “A recepção foi calorosa, Rafa já está no grupo de moradoras do condomínio, descobrimos que a Tatá Werneck é nossa vizinha e o pessoal do EE me chamou para jogar futebol às terças, que é minha folga. 
Estou tentando convencer minha mulher”, ri. Ele já aponta as diferenças entre as duas cidades. “O Rio é mais saudável. 
Na redação, todo mundo come creme de beterraba com chia e eu querendo coxinha com catupiry. Tomam mate e eu, refrigerante. 
Essa influência saudável é boa”, compara ele, que quer aprender a jogar futevôlei.
 “Não posso decepcionar o Júnior (ex-jogador, comentarista da Globo). Sou muito competitivo. 
Adoro praticar esportes, mas gosto de ganhar!”, desafia. Trajetória na TV Há 18 anos, Felipe ainda cursava Jornalismo em São Paulo, mas já trabalhava na TV. 
Apesar de não ser religioso, ele comandava, na Record, um programa de bate-papo entre jovens evangélicos que discutia temas como “Virgindade, antes ou depois do casamento?”. 
No ano seguinte, ele assumiu uma atração esportiva na Rede Gospel, até ser chamado, em 2001, para apresentar, na Cultura, o telejornal Diário Paulista, ao lado de Maria Júlia Coutinho, a Maju, da previsão do tempo do Jornal Nacional.
 “Essas emissoras não tinham muita audiência, mas me prepararam. Passei sete anos sem muito retorno do meu trabalho, que só veio quando entrei no CQC”, lembra ele. 
Felipe ficou sete anos na Band antes de ir para a Globo, em 2015, para o Encontro com Fátima Bernardes. 
 Desde março, ele comanda o Esporte Espetacular ao lado de Fernanda Gentil. “O Encontro me deu cancha e visibilidade dentro da emissora.
 Mas sempre esteve no fundo da minha cabeça apresentar um programa de esporte na Globo. 
O EE era o que eu queria. Estou feliz! 
Espero honrar essa chance”, desabafa. Em parte, o esporte na vida de Felipe é influência do pai, o repórter e apresentador Luiz Andreoli.
 “Ele sempre trabalhou nessa área”, conta. “Amo futebol. Nas minhas brincadeiras, já era jornalista esportivo. 
Até molhava o tabuleiro do jogo de botão para fingir que estava chovendo e narrava a partida”, recorda ele, que teve paciência para esperar. 
“Acreditei. Sempre tive descontração e aptidão para o vídeo”, diz. Esta informalidade, aliás, alçou Felipe ao posto.
 “Mas é importante as pessoas saberem que não sou humorista. Sou jornalista. 
Tenho conhecimento esportivo. Não cheguei aqui por ser engraçadinho. 
Cheguei, porque sei falar de esporte com descontração. Eu e a Fernanda temos um jeito parecido de apresentar”.
 Fernanda, aliás, é só elogios ao colega. “Felipe é gente como a gente. Humano, sorridente, ótimo profissional. 
E ainda tem um bebê como eu, o que rende assunto com a Rafa!”, comemora a apresentadora, mãe de Gabriel, que completa 2 anos em agosto.

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 Atriz de 'Rock Story' fala dos estudos para ser professora: 
"Sou bem pé no chão"  
Por Raquel Pinheiro 
 Ana Cecília Costa tinha tanta vontade de ser atriz que, aos 14 anos, pediu ao diretor do colégio, em Salvador, para que a escola tivesse um curso de teatro. 
Desejo atendido, a baiana de Jequié cimentou a vocação, nascida brincando de teatrinho em casa. 
“Já sabia que queria aquilo na vida”, diz Ana, 46 anos, que vive Mariane, a mãe de Zac (Nicolas Prattes) e ex de Gui (Vladimir Brichta) em Rock Story. 
“Essa vontade pode ter vindo do meu avô materno, Otavino, que, nos anos 1920, levava artistas para nossa cidade”, lembra ela, caçula de uma família de cinco irmãos.
 Ana tem nos irmãos Paulo, José, Marco e Luciano grandes fãs de seu trabalho. 
Luciano, professor de Filosofia, deu o empurrão que ela precisava quando se apaixonou pela história de Santa Teresa d’Ávila e quis levar a vida da religiosa espanhola aos palcos.
 “Tinha acabado de fazer Joia Rara (2013) quando li sua autobiografia. 
Comprei os direitos do texto do espanhol Juan Mayorga e enfrentei o desafio de produzir A Língua em Pedaços”, lembra a atriz, que se tornou devota da santa. 
 “Sou católica apostólica baiana”, brinca ela, que anda com uma medalhinha de Santa Teresa no pescoço e fez uma apresentação especial para padres a pedido do D. Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo. 
“Eles brincavam me chamando de Teresa”, diz ela, que credita ao mestrado em Comunicação a disciplina para sua estreia na produção. 
“Fiz mestrado porque gosto de estudar, mas também pensando em ser professora.
 Sou bem pé no chão. Dando aula, posso fazer teatro sem depender dele”, explica Ana, que viveu na Alemanha, onde fez assistência de direção no final da década de 90. 
“Falava a língua direitinho”, conta. Solteira (“a gente está na vida”) e sem filhos, Ana vive em São Paulo. 
Escalada para Rock Story meses atrás, só agora entrou na trama. 
“Tive um encontro com Nicolas e Vladimir eu já conhecia. 
Mariane é desequilibrada, mas não é má pessoa”, diz ela, que adora ir ao teatro e receber os amigos em casa. 
“Um lugar que tenho sorte é na amizade”, afirma a atriz, que é fã de corrida e do mar. 
“Sou diurna e, quando estou em Salvador, o programa que mais gosto é acordar cedo, correr e tomar banho de mar no Porto da Barra.
 É o melhor lugar do mundo, quando está limpo”, brinca.

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quinta-feira, 8 de junho de 2017

 Mônica Martelli:
 "Entre um homem e outro tem que se fazer um detox" 
 Por Bete Antunes 
Entre uma prova e outra do figurino da peça Minha Vida em Marte, Mônica Martelli conta a QUEM que está curada da dor da separação de seu primeiro marido, pai de sua filha Júlia, de 7 anos, e agora consegue tratar do tema até mesmo no palco.
 A comédia, que estreia na sexta-feira (19), no Rio, é a sequência do sucesso Os Homens São de Marte... E é Pra Lá Que Eu Vou. 
A atriz e apresentadora do Saia Justa, do GNT, que acaba de completar 49 anos, fala do momento feliz com seu novo namorado, o empresário Marcelo Augusto dos Santos, de 42. 
 Como a personagem Fernanda, de Os Homens São de Marte..., reaparece em sua nova peça? 
Agora, ela está casada, tem uma filha de 5 anos e passa por uma crise no casamento. Ela volta para a terapia de grupo porque não quer se separar. Fui casada durante dez anos (com o produtor musical Jerry Marques) e percebi esse movimento, esse ciclo de fases boas e ruins. Todo mundo passa por isso. Ninguém quer que a relação termine. 

 Por que demorou 12 anos para fazer outro espetáculo?
 Precisava do distanciamento da dor para escrever sobre separação com humor, sem rancor. Depois que a gente se separa ainda fica aquela mágoa. O divórcio, o rompimento, eu considero uma das maiores dores da vida adulta. A separação é a morte. Muitos laços unem um casal, não é apenas dormir junto. Só em 2015, depois de três anos separada, comecei a escrever a peça. Me senti curada. 

 Você namora o empresário Marcelo Augusto dos Santos há quatro meses. Já faz planos? 
Faço planos com uma semana de namoro. Ninguém pode se guiar por mim (risos). Mas, quando estou vivendo o amor, acho que é o mais forte, que vai ser para sempre... E acho isso natural; esse desejo, essa fé, são reais. 

 Ele mora em São Paulo. Como lida com a distância? 
Está sendo maravilhoso. A gente só se vê na paixão, na saudade... Morar em cidades diferentes é ótimo, no início. Depois, pode ser que não seja mais tão bom. Mas quero viver o agora. Mônica Martelli começa a filmar Os Homens São de Marte...II em outubro. O primeiro longa é de 2014
 A paquera, hoje em dia, está diferente, não acha? 
O sentimento de se apaixonar é o mesmo, o que muda é a forma como você conhece a pessoa. Depois dos 45, não rola mais de ir para a balada e conhecer alguém na noite.

 Você também fica mais exigente. Senti que a gente só conhece outra pessoa quando alguém te apresenta. Com o Marcelo, foi assim. E os aplicativos de paquera? 
Acho que, para mim, não dá. Mas não tenho nada contra. Conheço várias pessoas que estão se encontrando e se casando em redes sociais. Comigo, não rolou ainda. Depois do meu último namoro, que durou três anos, fiquei com vontade de ficar sozinha também, de me desintoxicar. Acho que, entre um homem e outro, tem que se fazer um detox (risos). 

 Você já foi assediada?
 Já! Imagina, com 12 anos, eu saía para a escola e botava um moletom amarrado na cintura porque sabia que iam mexer comigo, de casa até o ponto de ônibus. Naturalmente, a gente tampa a bunda. Fui assediada a vida inteira. Dentro de ônibus, no Carnaval... Infelizmente, não tem mulher que não tenha sido assediada em um país machista como o Brasil. 
 Como é a relação com a sua filha? 
De muita transparência. Tento ser verdadeira dentro do que ela pode ouvir para a sua idade. Digo que não vou poder ir à escola dela, tal dia, porque estou ensaiando, vou estrear uma peça. Tudo é conversado. E ponho limite em casa. A Júlia não pode ver TV durante a semana, só sexta, sábado e domingo. Para poder ler, fazer outras coisas. A criança é mais feliz e se sente mais amada com limites. 

 Com 49, o que mudou fisicamente? 
É claro que o corpo muda, mas sou favorecida. Sou magra, não tenho tendência para engordar e sou vaidosa, eu me cuido. Faço musculação, vou à dermatologista e aplico botox, com moderação. 

 Faz dieta? 
Não. Tem gente que se irrita com pessoas que são magras e dizem que comem tudo. Mas eu como de tudo! Todos os namorados que tive ficavam chocados. Falavam que eu era a mulher que mais comia na vida deles (risos). Tento me alimentar de maneira saudável, de três em três horas. Nunca fico morta de fome. 

 A Fernanda faz terapia. E você? 
Faço há 20 anos e jamais vou parar. Minha terapeuta é proibida de me dar alta (risos). A terapia não vai resolver os problemas, mas é uma lanterna que ilumina todos os buracos. O mundo, para mim, se divide entre quem faz e quem não faz terapia.

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 Tiago Leifert:
 "O BBB é um grande RPG e eu estava lá, jogando com eles" 
Por Bete Antunes e Raquel Pinheiro
 Depois de comandar pela primeira vez – e com sucesso – o Big Brother Brasil 17, no início deste ano, Tiago Leifert está de novo à frente do Zero1. 
A segunda temporada do programa sobre games, animações, RPGs, universo pop, filmes e e-Sports, entre outros, tood sábado, depois do Altas Horas. 
“Nosso desafio, agora, é ampliar a comunidade: converter mais pessoas ao mundo nerd”, diz a apresentador.
 Quais as novidades desta edição?
 A principal será a duração da temporada. Teremos mais episódios e ficaremos no ar até o final do ano. Outra coisa, será o conceito de rede, que aprendemos no BBB e funcionou muito bem. Queremos ter nosso conteúdo em várias plataformas. Você vai encontrar a gente em todo lugar, com conteúdos adaptados para cada espaço, como redes sociais, por exemplo. Vamos fazer bastante coisa temática, cobrir mais e-Sports e feiras até dezembro. 

 A interação com o público vai aumentar?
 A interação com o público é a alma do Zero1. Depois da estreia da primeira temporada, recebemos muitas mensagens com sugestões e dicas. A necessidade de um gameplay mais longo, que fica disponível exclusivamente online, nasceu através do pedido do público. Esse “patch” é necessário e vamos sempre testar algumas sugestões que chegam. O que é muito bacana, faz a gente evoluir. O Zero1 continuará com 15 minutos de duração: “Mas demora bem mais para ser feito! Quando vamos testar um game, a gente testa até ficar bom, até ter conteúdo” 
Queremos mostrar que há jogos para todos os gostos.

Você pretende abrir mais espaço para outros conteúdos, como a pop culture, séries, filmes? 
Tudo que for interessante na cultura geek e pop estará no Zero1. O programa sempre teve vídeos, séries, filmes para todos os gostos. Na estreia, vamos falar da celebração dos 40 anos do primeiro filme Star Wars, e do universo criado por George Lucas. Sempre tivemos esse conteúdo. E queremos mostrar que há jogos para todos os gostos. 

 Nas férias, continuou jogando? 
Joguei bem menos, por causa do Big Brother, mas consegui brincar um pouco. E o BBB não deixa de ser um game, é um grande RPG (role-playing game), e eu estava lá, jogando com eles. Eu era o Dungeon Master (mestre do tabuleiro), que organizava a parada entre os jogadores, mas era um jogo. Amei fazer o BBB daquele jeito e vou continuar com os games no Zero1. Portanto, passo o ano todo jogando.

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