quinta-feira, 30 de junho de 2016

 Gloria Maria:
 "Tenho tanta fé que nem tenho medo de morrer"
 A jornalista do Globo Repórter Gloria Maria celebra 40 anos de carreira e recorda alguns de seus momentos mais marcantes na TV Globo 

Por Patrick Monteiro 
 As nuvens cinza que cobriam o céu do Rio de Janeiro no dia do encontro com QUEM não combinam com o alto astral de Gloria Maria. 
Ela é solar. Isso fica claro no seu sorriso, nas suas palavras. 
“A vida é curta. E como dormimos, não dá para ver tudo”, ressalta, sobre suas viagens em 40 anos de TV Globo.
 Durante a entrevista, no Sofitel Rio de Janeiro, em Copacabana, a jornalista controla a saída da escola das filhas Maria, de 8 anos e Laura, de 7. 
Chama um carro por meio de um aplicativo para buscá-las. 
É mãe em tempo integral. Se recuperando de uma fratura no pé esquerdo, que teve enquanto brincava com as meninas, a apresentadora do Globo Repórter ficará um mês sem usar salto.
 “Não sou ninguém de rasteirinha”, brinca. Mas não lamenta. 
“Criança dá energia, revigora, rejuvenesce”, diz, mantendo o pique. Bem-humorada, Glória relata alguns dos momentos mais marcantes de suas viagens – contabiliza mais de 160 países registrados em 15 passaportes – e revela que continua fiel a suas incontáveis pílulas naturais. 
Será que são elas que a mantêm sempre jovem? 
 Quais os momentos mais marcantes desses seus 40 anos de TV Globo? Comecei como repórter na Globo e cobri de guerra à posse do presidente americano Jimmy Carter. Mas o número 1 é ter como mestres (os escritores) Rubem Braga e Otto Lara Resende, amigos que chegaram a me ajudar com meus textos para a TV. Em segundo, a posse de Carter, que foi o primeiro presidente democrata depois de muito tempo (em 1977). O último grande momento foi ser a única mulher a ficar dez anos apresentando o Fantástico.

 E fora das câmeras? Que momentos você não esquece? 
 Tenho orgulho de ter sido sempre a ovelha negra! Respeitei tudo e todos, mas nunca abri mão de minhas convicções e valores, de não ter feito média. E ter subido o Himalaia três vezes. E visitado a Índia seis. Esses lugares me tornaram a pessoa que sou hoje. A semana que se passa subindo e a semana que se passa descendo o Himalaia mudam o que a pessoa é.

 Qual viagem foi a mais difícil feita até hoje? 
Nigéria... É um lugar anárquico. Na primeira vez que fui, cobri o maior festival de pesca da África, em uma área muçulmana. Era a única mulher no meio de 10 mil homens e me senti um nada! Foi a primeira vez que tive a noção de não existir. Era olhada como se fosse uma barata. A gente não podia sair à rua de noite porque faziam barricadas. Tinha uma sensação de insegurança forte o tempo todo. Foi o único país do mundo no qual não fui feliz. E olha que era um lugar de pretos. Em diversos países da África me senti em casa, mas na Nigéria nem me senti alguém. 

 Você deve ter muitos passaportes... 
Nossa... Conheço cerca de 160 países, se não forem mais. Durante o Fantástico viajava na segunda e voltava na sexta. Agora no Globo Repórter já foram mais de 20 viagens... Tinha 15 passaportes na última vez que contei. É o documento que mais uso. Nem sei onde está minha carteira de identidade... 

 Quando você desembarca e vai para a esteira esperar sua mala, te dá aquela aflição de todo viajante: “Será que ela chega”? 
 Muita (risos)! Fico tensa! E só uma vez fiquei sem mala, na Suécia. Fico tensa com duas coisas viajando: esperar mala na esteira e saber se não estou no voo errado. Só relaxo quando o comandante diz o destino do voo. Quando tem conexão, entro em pânico. Meu sonho era ter um tapete voador em que eu colocasse tudo em cima e pronto (risos). 
 Consegue se divertir nessas viagens a trabalho? 
 O que produzimos é tão legal... Temos um roteiro, mas o divertido é descobrir coisas novas. Na Jamaica, fomos a uma cachoeira que deságua no mar. E da praia você sobe pela cachoeira e chega à nascente. Buscando um outro olhar, me perguntei como as pessoas não caíam subindo ali. Porque todo mundo sabe que essa água constante dá limo nas pedras. Descobrimos que os guias, toda semana, escovam as pedras antes de os turistas chegarem. 

 Quando viaja a lazer, faz programa de turista? 
 Faço mais pelas meninas. Por exemplo, quando fui a Paris tive de subir a Torre Eiffel (diz com certo enfado). Já subi a pé, de escada, na Copa da França (em 1998), para mostrar como era por dentro. Com as meninas tenho que ficar na fila, pegar senha... Com elas faço coisas que sozinha não faria. Tipo ir ao zoológico, Disney...

 Ainda sofre com jet lag? 
 Menino, eu sou um ET (risos)! Por isso amo viajar. E não apenas não tenho jet lag como chego ao país e já entro no fuso. Minha equipe sempre quer me matar. Chego e já quero sair para viver e eles estão mortos de cansaço querendo dormir. A vida é curta. E como dormimos, não dá para ver tudo.

 Em casa, você faz tarefas domésticas?  
Tenho pessoas que trabalham para mim, mas coordeno tudo. Hoje não fui buscar as meninas na escola porque estamos conversando aqui, mas levo e busco sempre que estou no Rio. Vou às reuniões da escola, levo ao balé, à natação. E quando elas estão na aula vou para a TV. Quando viajo elas ficam com a babá. Mas uma coisa que adoro fazer é: lavar louça. 
 O que você quer que suas filhas aprendam com você? 
Fiz uma caminhada feliz até minhas filhas. Torço para que tenham valores reais, que sejam íntegras. Que elas deem valor a sentimento, amor, emoção. Que elas possam crescer espiritualmente, o que faz toda a diferença com uma base cultural. 

 Quais são os exemplos masculinos que elas têm? 
 Pois é... Elas têm os padrinhos. E um grande amigo meu, o Paulo, que é a figura paterna delas. Elas o chamam de pai. E ele é gay, mas elas nunca entraram nesse mérito. Para elas, como tenho meus amigos nessa diversidade do planeta, é a coisa mais normal do mundo. A Laura é mais questionadora. Ela já me perguntou por que não moro com ele, por que não me casei de vestido comprido na igreja. Todo casamento a que ela vai, me pergunta se vou casar com o tio Paulo e explico que não vou. 

 Como comemorou o Dia dos Namorados? 
 Acompanhada, estou namorando (risos). Há pouco tempo, e ele não é brasileiro, é americano. Conheci numa dessas viagens da vida. Estou bem. 

 Do que você tem medo? 
 (Pausa) Do fundo do mar. Mas tenho tanta fé em algo superior que não tenho nem medo de morrer e as minhas filhas ficarem sem mim. Tenho a ideia de que vamos ficar sempre juntas. Sou católica, mas sigo coisas do budismo, do espiritismo, da cabala...

 Você já contou que toma mais de 90 pílulas por dia. Esta entrevista é feita sob efeitos de pílulas? 
 Claro (risos)! Sem pílula não sou nada. Vou viajando e conhecendo pílulas para memória, para bunda ficar dura, para tudo... É natural. De cinco em cinco, dez em dez, durante o dia. É como beber água. Em time que está ganhando não se mexe. Eu só aumento as pílulas, nunca diminuo. Na Jamaica fazem garrafada de erva, trouxe uma mala. Graças a Deus passei na alfândega (risos). Quando fui a Singapura, onde a imigração é rigorosíssima, minha diretora ficou tensa, com medo de confundirem com droga. Disse que sem elas eu não iria! Levei e ninguém falou nada!

FONTE/QUEM
 João Baldasserini: 
"Estou com o coração aberto"
 João Baldasserini, o Beto de Haja Coração, hoje é um brincalhão - bem diferente do menino que era tímido até estudar teatro.
 O ator, que já foi empacotador de mercado, está solteiro, mas quer se apaixonar 

Por Ana Paula Bazolli
 A vida de João Baldasserini, de 32 anos, pode ser dividida em antes e depois do teatro. 
Pense em uma pessoa introspectiva e que vai na onda dos amigos.
 Esse era o João do colegial, antes de subir ao palco pela primeira vez, aos 17 anos, em um curso em Indaiatuba, interior de São Paulo.
 Ali ele se apaixonou pela arte. “Era bem tímido na adolescência. 
O teatro me ensinou a sorrir. Posso dizer que eu era muito influenciado pelos outros.
 Falo isso porque o teatro foi a primeira atitude que tomei sem a opinião dos amigos”, afirma.
 O intérprete de Beto de Haja Coração é dono de uma risada contagiante e exímio fazedor de piadas – mesmo quando confrontado com as notícias que o apontaram como o pivô da separação de Paolla Oliveira e Joaquim Lopes. 
“Que pivô? Pivô é meu dente! Quebrei os dois da frente quando criança”, brinca e completa:
 “Eu e ela sempre fomos colegas, contracenamos em Felizes para Sempre (2015)”, diz. 
 ESTRADA
 João tinha 6 anos quando sua mãe, a cantora Kika Baldasserini, se separou do seu pai, Alexandre (falecido em 2010). 
“Na primeira vez que vi o João no palco percebi que estava diante de um artista”, orgulha-se Kika, também mãe de Luiz Arthur, de 35, e Bianca, de 38.
 O ator ia prestar vestibular para Direito, mas decidiu seguir o coração. Entrou em um curso de teatro. 
A partir daí, tudo aconteceu naturalmente.
 Como por exemplo o espetáculo A Vida na Praça Roosevelt, que o levou para o exterior. 
 “Quando eu estava na Alemanha soube que tinha sido selecionado para o longa Linha de Passe (2008).
 Depois vieram Tempos Modernos (2010), O Astro (2010), A Teia (2014)”, lista. 
Em Haja Coração, João faz par com Mariana Ximenes.
 “Ele é engraçado por natureza!”, elogia a atriz. 
O autor da trama, Daniel Ortiz, também dá seu depoimento. 
“O João entra em transe assim que o diretor diz ‘gravando’.
 O processo dele é único”, afirma. 
CANTAROLANDO
 Antes de a carreira engrenar, João trabalhou como empacotador de mercado, aos 16 anos.
 “Eu ouvia ‘We Are The Champions’ e cantarolava com Freddie Mercury”, relembra ele, que aos 10 anos falou para a mãe que havia arrumado um emprego de entregador de jornal.
 “Eu era hiperativo, sempre queria arrumar algo para fazer. 
Mas claro que ela não deixou”, recorda. Solteiro, ele não descarta a possibilidade de se relacionar.
 “Estou com o coração aberto. Adoro ver filminho comendo um chocolate e ficar de boa”, diz.
FONTE/QUEM
Grace Gianoukas:
‘Não sou uma pessoa muito certinha’
Por Leo Dias
 Grace Gianoukas é daquelas pessoas que são ligadas nos 220 volts. 
Com muito bom humor, a atriz, que interpreta a Teodora de ‘Haja Coração’, admite que se mexe muito quando fica nervosa e que fala tanto que as pessoas pensam que ela é louca. 
“Se eu fosse trabalhar num banco, talvez fosse obrigada a tomar calmantes”. 

 Você é conhecida por um público mais elitizado por conta do teatro. Na sua opinião, ‘Haja Coração’ está te popularizando?
 Bastante! Quando fiz ‘Rá Tim Bum’, na TV Cultura, a criançada me reconhecia. No corredor do mercado, as crianças falavam comigo e as mães não entendiam. Na ‘Escolinha’ também foi um sucesso nos anos 1990. Aí, veio o ‘Terças Insanas’, que foi um ‘boom’ para um público mais elitizado. Agora está acontecendo uma coisa que é muito legal: eu vou à padaria e a pessoa me conhece. 

 Como é que você foi parar nesse papel? Foi convidada?
 Olha, foi assim… Eu fui convidada a fazer um teste em setembro do ano passado. Estava com o meu espetáculo, me apresentando aqui, e começamos a negociar a turnê de 2017 pelo Brasil, porque eu sempre viajo. Eles me chamaram, eu fui lá fazer o teste e aí eles me disseram: “Ah, gostamos muito…” Eu falei: “Vocês podem me dizer logo?” Era porque eu tinha a turnê, mas não tinha ainda assinado o contrato. Estava ainda conversando. Acabei passando e tive tempo de renegociar assim na minha, com os meus parceiros que são do Brasil todo. Então, eu vou fazer uns pedacinhos de turnê agora em agosto, depois eu continuo a turnê quando terminar a novela, em novembro. 

 E quando você viu como seria a personagem? 
Aconteceu uma coisa muito legal: eu cheguei lá com uma ideia para a personagem, li a sinopse, fui fazer uma prova do figurino, já fui com a cara da Teodora! Fui tirar medida aqui em São Paulo para fazer as roupas e, quando eu cheguei lá, as referências que elas tinham para a personagem eram referências que eu já tinha pensado, meio Carmem Mayrink, meio chique, meio retrô… Então, já deu tudo certo desde o começo! Quando eu fui fazer o teste de cabelo e maquiagem já no Rio, o profissional tinha imaginado tudo bem como eu tinha imaginado! O cabelo tipo feito no salão ou de quem tem um salão em casa… Foi incrível! Fez a roupa, vestiu, fez o cabelo e vem a Teodora: uma coisa meio fina, meio brega. 

 Ela é fora da realidade?
 Ela é bem over, bem fora da realidade… Quando uma pessoa vai ficando rica, não tem noção da realidade. E ela é bem fora da realidade.  

Como é que foi com a Tatá Werneck? 
Minha relação com a Tatá é maravilhosa! Eu tenho o maior respeito por ela. Acho que ela é uma guerreira, de uma inteligência, de um raciocínio superrápido… Ela é brilhante! Tem o tempo certo da comédia… O estilo é raro e acho que ela está maravilhosa na novela! Aliás, eu acho que o nosso elenco está maravilhoso. 

O que é o Alexandre Borges? Aquele marido? 
Olha… Se não tivesse um ator como ele, a Teodora não conseguiria chegar aonde ela chega, né? Se não tivesse Tatá como minha filha, também não! Eu adoro trabalhar com a Tatá! Eu a respeito profundamente porque ela é uma menina jovem com um sucesso estrondoso, o que é muita responsabilidade. Ela é sempre simpática com todo mundo, sempre muito querida. Tatá é atenciosa, superprofissional… E eu já quero pegar todo mundo para filho! Toda a turminha nova eu digo que são os meus filhos adotivos. 

 Em ‘Sassaricando’, a Teodora morre, né?
 Sim. Até o capítulo que eu recebi, a Teodora desaparece. 

 Desaparece ou morre? 
Eu não sei, Leo! Ninguém me diz nada que vai acontecer. Na primeira versão, ela morria e voltava para assombrar o marido… Sei que ela vai ficar um tempo fora e aproveitei que eu não vou gravar para fazer um pedacinho da minha turnê, que eu parei para fazer novela, que é um trecho de ‘A Louca Recebe’, que eu recebo público, convidados… É muito engraçado. 

 Recebe santo também?
 Ah, recebo também! Eu faço um clássico que eu nunca fiz no teatro, a Xícara da Silva Xavier. Conhece esse personagem, Leo? Não. Ela recebeu esse nome em homenagem ao Chico Xavier. A família dela era espírita e eles gostavam muito de chá inglês. É claro que ela não chega aos pés, mas também é médium.

 Você é a caçula de seis irmãos. O que você mais lembra da sua infância?
 A minha família toda reunida em volta da mesa, depois do almoço contando aventuras dos meus avós, vendo as fotos do meu pai… Outra coisa que eu lembro que fazia muito era ouvir no rádio programas de músicas clássicas. Outra coisa marcante era o contato com a natureza. A gente sempre teve muitos bichinhos em casa. Tive uma coruja que caiu do ninho. A gente cuidava do pássaro que quebrava a asinha. Tive filhotinho de lobo do mar que foi resgatado cheio de óleo, já tive de pinguim… Havia esse contato com a natureza na minha cidade, que é Rio Grande, no sul. 

 Uma das suas marcas é o seu nariz. Você já pensou alguma vez em operar?
 Eu não pensei, mas recebi muitas sugestões. Eu já passei da fase da adolescência, em que você abre aquele espelho de lado e fica se vendo de perfil, sabe? Eu até dava uma levantadinha, mas olhava e via que não era eu. Eu não penso em operar. Só se for por algum problema de saúde. 

 Você tem um filho chamado Nicholas. Dizem que filho único é muito mimado. Você mima tanto seu filho quanto a Teodora mima a Fedora (Tatá Werneck)? 
Não! De jeito nenhum! Se eu tivesse a grana da Teodora, talvez eu tivesse caído nesse erro. Penso que limitações são fundamentais porque a vida é cheia de limites. A gente tem que brigar com os nossos filhos e preparar para o mundo que eles vão viver lá fora. Nicholas tem 20 anos e, agora, mora sozinho, mas é claro que eu dei umas mimadas, né? Hoje, ele mora sozinho no Rio Grande do Sul e faz faculdade. 

 A saída dele de casa foi tranquila para você? 
Muito, muito tranquila. O pai dele mora fora do Brasil e todo ano, desde os 7 anos, ele ia para o exterior sozinho, viajando, e ficava um mês, um mês e pouco lá fora. Eu também sempre viajei muito, né? São quase 12 anos viajando muito… Então, os momentos que estamos juntos são muito intensos, né? A saída dele de casa foi tranquila. Ele queria muito e, nesse sentido, eu fiz tudo para que ele pudesse ter uma saída feliz, que aquilo fosse bem bacana. Se isso é mimar, então eu mimo. Mas ele é bem legal. Cada conquista é uma alegria para mim. Enfim… sou mãe coruja. 

 No fim dos anos 90, você foi à Índia e contraiu uma bactéria que se instalou no seu coração, e você passou três meses internada. Como foi essa experiência? Mudou a sua vida? 
Mudou, claro! Eu acho que o que não te mata te fortalece. Eu tive uma endocardite, que é uma doença bem séria. Um dia, eu estava pensando no que estava acontecendo na minha vida, o que eu estava fazendo ali parada e pensei: talvez seja um tempo para mim, para eu repensar, para focar em outras coisas. Da minha cama, eu olhava para a janela e via só um pedacinho de toco de árvore. Um dia, eu vi uma borboletinha na janela. Depois, duas borboletinhas amarelas, três borboletinhas amarelas, um monte de borboletinhas amarelas… Então, eu acho que me foi concedido um tempo para eu também dar uma pensada, cuidar um pouco de mim. Isso foi um exercício de doação, porque o teatro é um exercício de doação. Atuar é um exercício de doação, então, às vezes, a gente não sabe quando a gente não está muito bem. Sou uma pessoa muito guerreira, uma batalhadora. Foi um momento em que eu parei, como um retiro mesmo, para dar uma descansada que eu estava precisando. Saí do hospital 100% e ouvindo muitas músicas.

 O que te tira o humor? E o que te faz rir?
 O que me faz rir? Coisas surpreendentes me fazem rir. Posso citar um artista que me faz rir? Woody Allen me faz rir. Ele não só me faz rir como me encanta, faz a alma sorrir. As músicas do Criollo e do Zeca Baleiro me dão uma alegria… Música me faz sorrir! Adoro rock and roll. Agora, o que me tira o humor? Fundamentalismo me tira o humor. Gente tapada, ignorante, que acha que tem a verdade absoluta. O fundamentalista é burro porque ele é uma pessoa que acha que tem razão. O fundamentalismo me choca. Normalmente, o fundamentalista tem preconceito, então fundamentalismo me tira o humor.

 Grace, por que as pessoas falam tanto daquela entrevista que você deu ao Jô Soares? 
Eu acho que as pessoas estranharam. Eu estava nervosa. Eu já sou tensa e, quando fico nervosa, me mexo muito. Por exemplo, se estou nadando, não nado direito, porque se vier uma onda eu já me afogo. Se a situação mudar, eu me atolo! Não sei por que eu falo tanto e aí acham que eu sou louca! Eu não sou uma pessoa muito comum… Eu tinha combinado tudo, ia fazer duas personagens que todo mundo ama. Aí, no final, acabou ficando um bloco só, então saiu uma coisa mais acelerada. Mas não sei… Quem me conhece fala que eu sou assim mesmo. Sabe o que acho também? As pessoas estão acostumadas com pessoas mais certinhas, e eu não sou uma pessoa muito certinha.

 Como assim? Me explica, Grace? 
Não sou certinha de comportamento, não sou certinha de cabeça, de ideias… E quer saber? Eu acho que isso é bom. E tem uma frase que eu gosto muito que fala assim… Peraí, Leo, que eu vou colocar meus óculos porque a pessoa além de louca é cega, mas eu achei a frase tão bonita… É essa, ó: “Quem come do fruto do conhecimento é sempre expulso de algum paraíso”. Às vezes, eu mexo com a Tatá porque eu sou muito agitada… Eu ando pra lá e pra cá… Tenho uma mania de, quando eu estou raciocinando ou decorando, andar de um lado para o outro. Quando eu me apresento num teatro que é muito grande, como o de Brasília, eu termino o espetáculo morta de cansaço porque eu ando muito! De ponta a ponta. Eu sou assim! Se eu fosse trabalhar num banco, talvez fosse obrigada a tomar calmantes.

FONTE/ODIA
 Vanessa Lóes: 
“Thiago é o provedor da família”
 Atriz disse a QUEM que o marido assumiu as obrigações financeiras da família de forma natural 

Por Beatriz Merched 
Afastada das novelas desde Malhação, onde interpretou a personagem Tizinha, em 2012, Vanessa Lóes tem dedicado seu tempo exclusivamente à maternidade. 
“Thiago é o provedor da família mas isso não foi uma decisão formal lá em casa. 
As coisas aconteceram dessa forma e eu estou muito feliz de poder dar atenção aos nossos filhos em tempo integral”, revelou Vanessa.
 Casada com o ator Thiago Lacerda há nove anos, Vanessa disse ainda que está fazendo aulas particulares de francês para aprender o idioma ao mesmo tempo que os filhos que estudam em escola bilíngue. 
Vanessa e Thiago são pais de Gael, de 8 anos, Cora, de 6 e Pilar, de 2.

FONTE/QUEM

quarta-feira, 29 de junho de 2016

 Lucy Ramos diz que interpretaria um homem para quebrar barreiras
 Após participação em Liberdade, Liberdade, em que deu vida à ambiciosa Malena, Lucy Ramos viaja para a Grécia e fala sobre novos rumos da carreira 

Por Andressa Zanandrea 
 Após fazer uma participação especial na novela Liberdade, Liberdade, em que deu vida à ambiciosa Malena, Lucy Ramos embarcou para a Grécia. 
Além de merecidos dias de descanso, a atriz, de 33 anos, fez uma verdadeira imersão na história, na capital, Atenas, e na ilha de Mykonos. 
 Fascinada por mitologia, que estudou por causa da profissão, Lucy se encantou ao ver de perto monumentos milenares. 
Principalmente a Acrópole de Atenas, onde visitou o Teatro de Dionísio, o mais importante da Grécia antiga, considerado o berço do teatro ocidental e da tragédia. 
“É um lugar lindo demais! Você fica completamente em êxtase com as ruínas, as praias e os museus.
 Foi uma viagem muito intensa”, diz ela, que foi ao país a convite da marca de cosméticos Korres. 
 De Atenas, a atriz seguiu para Mykonos, e ficou extasiada com as belezas naturais. 
“As praias são lindas, com água transparente, cristalina, e muito gelada. 
Coloquei só os pezinhos para dar uma renovada!”, brinca. 
 GRATIDÃO 
Lucy aproveitou a energia especial da terra dos deuses para elevar o pensamento em gratidão. 
“Agradeço pela vida, por todas as coisas boas que estão acontecendo.
 A gente tem de ser grata, não só pedir”, justifica ela, que está vivendo um bom momento profissional. 
 Associada à imagem de delicada e elegante, ela comemorou o reconhecimento por Liberdade, Liberdade, em que interpretou uma personagem atrevida, após ter vivido Patrícia, uma psicóloga boazinha, em I Love Paraisópolis.
 “A novela foi maravilhosa. Tive um ótimo retorno, com vários atores que admiro me ligando e me mandando mensagens. 
Busco o tempo inteiro interpretar personalidades diferentes”, conta ela, que revela ter vontade de atuar como uma viciada e até como um homem para quebrar barreiras. 
 Em breve, Lucy vai estar nos cinemas com Fica Mais Escuro Antes do Amanhecer, em que pela primeira vez atuou com o marido, Thiago Luciano, com quem está há dez anos. 
“Ele escreveu, dirigiu e atuou no filme. É muito talentoso. Temos uma parceria ótima e muito bem resolvida”, elogia.
 Outro projeto que será colocado em prática pelos dois é uma peça de teatro, Escove os Dentes Após o Beijo, em São Paulo, onde moram. 
“Tenho muita vontade de fazer teatro. 
Estamos fazendo a montagem e vamos levantar a peça com o nosso dinheiro.
 É cansativo, uma ralação trabalhar no palco e atrás dele, mas é muito gratificante”, explica a atriz.
FONTE/QUEM
Léo Santana fala sobre gravação do seu novo DVD: 
'Vai ser bem dançante' 
Projeto é o primeiro da carreira solo do cantor e vai acontecer no próximo domingo, 28, em Fortaleza com participação de Marília Mendonça. 

Por Laís Gomes 
Léo Santana vai gravar, no próximo domingo, 3 de julho, o seu primeiro DVD. 
A gravação vai acontecer no Pier 85, em Fortaleza. 
O cantor vai receber Marília Mendonça como convidada e os dois vão gravar junto uma música inédita chamada 'Incendeia'. 
Léo conversou com o EGO e falou sobre esse novo projeto.
 "Há 2 anos dei início a minha carreira solo e venho amadurecendo no palco com a ajuda do meu público, a cada show eu percebo e sinto a necessidade do povo, o que eles querem ouvir, o que eles dançar, o que eles buscam no meu show, o que esperam de mim no palco, e é pensando nisso que busco cada vez melhorar e dar a eles o que eles querem. 
O povo gosta e quer esta perto do artista, quer sentir o calor do artista, quer vivenciar e se sentir parte da vida do artista, com isso resolvi fazer um DVD onde eu esteja mais perto das pessoas, um clima gostoso onde fosse tudo de verdade, onde as pessoas possam ver o DVD e saber que é aquilo que elas vão ver no meu show pelo Brasil". 
O cantor falou ainda sobre a cenografia e repertório do 'Baile da Santinha', nome escolhido para o projeto. 
"Resolvi usar um cenário mais natural, fim de tarde, por do sol, praia, muita dança e coreografias.
 Venho do nordeste e a minha musica e eu somos referência disso para todo o Brasil, quando falo de Bahia por onde vou, as pessoas já imaginam, verão, praia, sol, cervejinha gelada, balada, carnaval, gente bonita, e é exatamente isso que quero retratar no meu primeiro DVD em carreira solo.
 O repertório vai ser totalmente dançante e pra cima com alguns sucessos da minha carreira e algumas músicas inéditas. 
Vai se chamar 'Baile da Santinha' e vai virar um projeto itinerante onde vamos levar as principais capitais do país. 
O nome faz referencia a minha atual música de trabalho 'Santinha'. 
Todo mundo tem uma amiga 'santinha' que quando bebe vai até o chão, sai beijando de boca em boca e por ai vai. 
A galera se identifica de imediato com a música que vem fazendo sucesso nos shows, paredões, academias e nas baladas. 
A previsão é de lançar entre setembro e outubro, estamos em negociação com uma grande gravadora. 
Muita coisa boa vai vir por ai. O DVD 'Baile da Santinha' vai fazer a alegria da galera no verão.

FONTE/EGO
Aos 36, Juliana Silveira fala de nova novela, conta que não se preocupa com gravidez tardia e diz: 
'Começando a gostar da cara de novinha' 
Por Anna Luiza Santiago
Juliana Silveira, que começou a carreira como assistente de palco de Angélica e fez sucesso em "Malhação", voltará à TV bem diferente. 
Loura, ela pintou os cabelos pela primeira vez para interpretar a rainha Kalesi em "A Terra Prometida".
 Será sua estreia nas tramas bíblicas da Record: 
 - No início, estranhei um pouco, mas sempre quis experimentar o ruivo. 
Estava só esperando uma personagem. Eu não tenho problemas de me transformar.
 Ficaria careca, por exemplo. Só me incomodaria ter que engordar por um papel, já que, depois de certa idade, é mais difícil perder peso. 
Seria um sacrifício maior - explica ela, que pretende manter a coloração mesmo após o fim da novela.
 Juliana, contratada da emissora até o final de 2017, terá um papel ousado na trama de Renato Modesto.
 Sua última participação em novelas foi em "Vitória", também na Record, com outra personagem marcante: uma neonazista. 
 - Kalesi é uma mulher libertária, está à frente de seu tempo. 
Tem um casamento aberto e leva vários lutadores para a cama. 
E é uma rainha má. Ela estará envolvida em sacrifícios de crianças, virgens e hebreus - adianta.
 Por conta do trabalho, a atriz vem adiando os planos do segundo filho.

Ela já é mãe de Bento, de 4 anos, do casamento com João Vergara: 
 - Ele me pede irmão e irmã todos os dias. 
Se essa criançar tiver que vir, ela vai encontrar a hora certa.
 As pessoas me falam para tentar engravidar no final da novela, mas não consigo. 
Sinto muito sono e quero mais é ficar em casa. 
Estou procurando um momento em que possa parar por um ano e meio. 
Então, não vou conseguir agradar o Bento por enquanto. 
Agora é hora de trabalhar. Sem previsão para ser mãe novamente, Juliana, de 36 anos, diz não se preocupar com gravidez tardia: 
 - Já vi amigas de 40 tendo uma gravidez tranquila e gerando crianças saudáveis. 
Me cuidaria em dobro, claro, mas não teria problema. Não tenho essa paranoia. 
 A idade da atriz, aliás, costuma chamar a atenção do público, já que ela aparenta ser mais jovem.
 - Quando eu estava em 'Malhação', tinha 21 com carinha de 16. 
Queria outros tipos de personagens, mas não conseguia ser escalada para algo mais interessante e profundo. 
Havia uma limitação de imagem. Mas tive paciência na minha trajetória profissional. 
Hoje, estou começando a gostar da cara de novinha. Agora eu vi vantagem - brinca.

FONTE/OGLOBO
Ex-Chiquitito Jander Veeck volta a atuar após 15 anos afastado da TV 
Ator, que deixou a carreira artística de lado desde sua saída de 'Chiquititas' para montar produtora, participou do videoclipe da banda de rock do irmão. 

Por Rafael Godinho 
Depois de ficar fora da televisão desde 2001, quando se despediu do seu personagem Zeca, na novela “Chiquititas”, Jander Veeck, voltou a atuar no videoclipe “Palavra Exata”, da banda gaúcha NEC, lançado nesta segunda-feira, 27. 
O convite para participar do projeto surgiu por meio do irmão do ator, o baterista Alysson Veeck. 
“Foi uma experiência incrível e fantástica. 
Não só pelo fato de poder voltar a atuar depois de 15 anos, mas também por estar cercado de pessoas que são do meu convívio”, revelou o ator, que além do irmão, tem Claudio Oderich, seu sócio em uma produtora, como baixista do grupo. 
Atualmente com 29 anos de idade, Jander lembra com saudade dos bastidores das gravações da trama infantil vividos ao lado da irmã, Elisa Veeck, que interpretava Fran no folhetim.
 “Sinto orgulho, honra e alegria ao ser lembrado pelos fãs de ‘Chiquititas’. 
Afinal, faço parte do subconsciente de milhões de pessoas”, acredita o rapaz.
 Sobre os colegas de elenco que se destacaram na carreira artística, como Fernanda Souza, Bruno Gagliasso e Débora Falabella, Jander diz ter pouco contato. 
“Sempre que rola um tempo, nós estamos nos vendo. Mas essa galera que segue em evidência é mais difícil. 
Porém, sempre rola de alguém cruzar por eles e mandar aquele abraço”, contou o ex-Chiquitito.

FONTE/EGO

terça-feira, 28 de junho de 2016

 Maria Eugênia Suconic:
 “Tenho vontade de fazer inseminação artificial” 
 À frente do programa ‘Adotada’, na MTV, apresentadora fala sobre estilo extravagante, vontade de ser mãe, comparações com Fernanda Lima e a superação da síndrome do pânico:
 “Me travou por um tempo, mas me trouxe mudanças significativas” 

Por Beatriz Bourroul
 Maria Eugênia Suconic, de 29 anos, fez um ensaio de moda para QUEM mostrando peças divertidas de seu guarda-roupas.
 Após vestir os modelos chamativos, ela, que conta com Nilo Caprioli como stylist, conversou com franqueza e espontaneidade sobre diferentes assuntos – do estilo à vontade de ser mãe, passando por temas mais delicados como a síndrome do pânico, que, segundo ela, “durou bons anos”. 
 Chamada de Mareu pelos amigos, a apresentadora diz que já tentaram podar seu estilo.
“Namorado é uma coisa complicada. O cara me conhece extravagante e, depois, vem falar de comprimento da saia (risos)”, diverte-se, afirmando estar solteira. 
 Morando sozinha desde dezembro, ela conta que – quando não está envolvida com as gravações do Adotada, em que se instala nas casas de outras famílias – tem se virado para cozinhar e não abandona o espírito festeiro.
 “Na adolescência, ia para a balada de segunda a segunda. Hoje, vou bem menos, mas não dispenso uma boa farra. Adoro sair para dançar e ando numa fase de ir a karaokês.”
Você gosta de look mais extravagantes e os segura com sua postura e atitude. Como é sua relação com a moda? 
Tenho afinidade mesmo. Quando você gosta realmente é natural. Eu gosto de brilhos, paetês, tudo um pouco mais exagerado. Quer dizer, para mim, não é exagerado, mas aos olhos dos outros costuma ser. Nem sempre visto uma tendência. São peças que acredito. Adoro usar brilho em tudo – inclusive durante o dia. Adoro usar coisas que são meio tabu.

 Como o quê? 
 Às vezes, por exemplo, acordo e decido passar um batom preto para ir à padaria. Qual é o problema? O importante é ser livre e usar o que realmente gosta. Sem se preocupar em impressionar alguém. É importante ter personalidade. Mesmo que seja uma camiseta branca e uma calça jeans. Se você está completamente confortável e confiante com essa roupa, por que não? É preciso respeitar o que as pessoas gostam de usar.

 Em algum momento, alguém já tentou te “podar” com as roupas? Mãe, namorado...
Minha mãe, não. No programa, sim. Já fui expulsa de uma casa por usar um batom vermelho. E namorado também. Namorado é uma coisa complicada. O cara te conhece toda extravagante. E aí, depois, começa: “ah, essa roupa é muito chamativa”, “ah, essa saia é muito curta”, “ah, essa roupa não”. Veio “ah, não” já vejo que não dá mais. É só um look, por que não posso usar? Por que as pessoas não podem sair do jeito que querem? Realmente me incomodo quando as pessoas tentam podar.

 Tem algo que nunca se imaginou vestindo e hoje curte?
Tudo! É impressionante. Tudo o que eu cismo, de repente, me pego usando. Antes, eu implicava com a cor marrom. Não usava de jeito nenhum, achava horrível. Hoje, estou numa onda que adoro marrom. É muito louco isso. Não gostava tanto de saia mídi – não me acho muito alta para usar – mas hoje já as visto. Sou aberta. Não sou radical com nada.

 Seu cabelo é uma de suas marcas registradas. Mudaria? 
Tive o cabelo preto-azulado por muito tempo. Aí, saí do preto e decidi voltar pra minha cor natural, que é um tom de castanho claro. Só que no processo ficou ruivo. Decidi parar no ruivo para não ficar careca (risos). Adorei ficar ruiva. Às vezes, olho umas fotos em que estou morena e penso que gostaria de voltar a ser morena. Em outros dias, penso em ser loira... Eu também adoro peruca e, agora, estou feliz ruiva. Acho que combina comigo. Sempre mudo o tom. Nunca estou com a mesma cor de ruivo. Às vezes, está mais claro, mais escuro... 

Seu estilo é marcante. Também é preocupada com sua boa forma? 
Eu diria que sou da junk food. É terrível falar isso, espero mudar. Quero conhecer alguém que consiga me levar para academia. Já fui, mas não tenho ido. Quero voltar a ter uma rotina um pouco mais saudável. Sou vegetariana – não totalmente –, mas cortei carne e frango. Ainda tenho peixe na alimentação porque é muito difícil cortar a comida japonesa, por enquanto. Tento ter cuidados com o físico e faço acupuntura com a minha mãe, que é acupunturista.
 Que tipo de junk food te faz pirar? 
Frituras. Meu mal era coxinha. Sorte que agora sou vegetariana. Também amava hambúrguer. Agora descobri o hambúrguer vegetariano e continuo viciada (risos). Gosto de refrigerante e curto doces, mas prefiro porcarias salgadas.

E sabe se virar na cozinha? 
Eu cozinho agora que comecei a morar sozinha. Sei fazer um pesto, invento um bolo... Tá rolando. Estou quase virando uma vovozinha. Sei até fazer lasanha (risos).

 Desde quando começou a morar sozinha? 
 Desde dezembro do ano passado. Com 18 anos, fui viver sozinha e morei só por um tempo. Tive pânico e voltei a morar com a minha mãe. Amo a minha mãe, mas hoje penso: “por que eu tinha voltado a morar com ela?”.

 Ela é muito presente na sua vida, não? 
Sim, tanto que todas as famílias do programa, ela continua em contato. Outro dia liguei para ela, e ela me disse que estava tomando café com a mãe de uma família. Tem até mais contato que eu. Adoraria conseguir manter contato, mas a rotina acelerada acaba impedindo isso.

 Você gravou a terceira temporada do Adotada. Ainda é desafiador chegar a casas de famílias tão diferentes? 
Sempre é. Tocar a campainha da casa já é desafiador. Afinal, é sempre uma família diferente, mas é gostoso. Gravei um, recentemente, no circo. Foi transformador. Uma das maiores transformações que eu tive durante o programa. Foi muito louco, mas como ainda não foi para o ar, eu não posso adiantar o que rolou.

 Quais os motivos que acredita para o sucesso do programa?
Nunca quis trabalhar na TV. Tinha caído meio de gato no problema do Supla e, aí, a MTV resolveu pensar em algo que fosse legal para mim. É um programa meu, com ideia minha. Não sei atuar. Sou super sensível. Não consigo mentir na atração. É um programa que faço com amor e tem a minha cara. Sempre gostei de ir para a casa de amigos com malas. Também acho legal que eu pude ousar mais com a questão do figurino. Sempre gostei de sair assim e ninguém entendia nada. Agora tenho uma licença poética (risos). Quando me veem, associam com o programa e minha roupa deixa de ser uma questão. Gosto da convivência com as pessoas. Sou eu no programa.
 Li uma crítica dizendo que você, ao lado da Fernanda Lima, é uma das apresentadoras mais autênticas da nova geração.
 Eu e Fernanda Lima comparadas? Sonho da minha vida! Amo!!!

 Você tem referências na profissão?  Ainda não caiu uma ficha de tudo o que está acontecendo na minha vida. Brinco dizendo que quero ser a Hebe e depois virar a Xuxa (risos). Ou ser a Xuxa e depois virar a Hebe. Mas é mais na questão de brilhos e tal. Não tenho uma referência no sentido de “quero ser como a...”. Mas ser comparada, orra! Fernanda Lima é sonho, é musa!

 Com o programa, você diz ter se tornado mais livre. É relacionado às crises de pânico que já enfrentou? 
O pânico veio bem antes do programa. Lidei com ele duraram bons anos, mas foi bom para me descobrir. Comecei a me conhecer e a me respeitar mais. Me travou por um tempo, mas me trouxe mudanças significativas. Antes, não conseguia fazer nada que não fosse muito planejado. Desde uma ida ao restaurante a uma viagem. Tudo tinha que ser muito planejado. Hoje, me jogo na casa de pessoas que não conheço, nem sei absolutamente nada sobre elas. Não sei quem são, onde moram. Se eu quisesse saber, até teria como. Mas prefiro não fazer isso. Perderia a graça. A surpresa, para mim, é muito gostosa. Vivendo a minha vida normal não teria passado por experiências como as que passei na casa dos outros. Tem situações na vida mais difíceis e, com elas, você amadurece. Tudo pode ser mais leve. Carrego as coisas boas. O ser humano prefere julgar. Eu prefiro pegar o que as pessoas têm de bom, assim é possível evoluir. Adotada mudou a minha vida e muito.

Você já foi alvo de haters na internet por conta do visual ou de alguma atitude que teve durante o programa? 
Tanta gente sem ter o que fazer, né? No começo, eu respondia. Hoje não. Acho coisa de não tem o que fazer essas mensagens de desrespeito. Quero que as pessoas se ajudem. Pra que xingar o outro? Vai arrumar o que fazer! É tão destrutivo perder tempo criando fakes. Vai fazer agachamento na academia, vai lavar louça...

 É verdade que deixou de ser baladeira? 
Tenho o sangue da balada correndo nas minhas veias. Na minha adolescência, ia de segunda a segunda. Cheguei a trabalhar como hostess aos 18 anos. Tinha pânico e comecei a trabalhar como hostess. Trabalhando eu tinha um foco e, ao mesmo tempo, estava perto dos meus amigos. Nos últimos meses, não estava indo porque estava gravando o programa, mas com o término das gravações, voltei a ser baladeira, mas estou controlada. Adoro sair para jantar, mas também reúno amigos em casa. Tenho o sangue da balada correndo nas minhas veias"
Então, não abandonou o hábito de sair para dançar?
Danço sempre e de tudo. Fiz até aula de axé quando era novinha. Tenho uma certa resistência ao sertanejo – mas depois de um tempo eu me pego cantando Evidências no karaokê. Estou na onda do karaokê. Além de cantar, a gente tem que arrasar na coreô.

 Como fica a sua vida amorosa com tantas mudanças. Dá pra namorar ou já atrapalhou relacionamentos? 
Não namoro. Já atrapalhou. Não rola. Quer namorar? Tempo a gente arranja quando estamos apaixonada, mas agora estou focada no trabalho. Com o programa, passo por um período de quatro meses muito intensos. Não dá nem para pensar. Sempre namorei. Hoje estou feliz, realmente, em estar sozinha. Pela primeira vez, vejo que consigo me completar e estou achando sensacional. É uma descoberta para mim. Se aparecer, legal. Mas tem que ser uma pessoa que venha para somar. Do contrário, não.

 Consegue imaginar como gostaria de estar daqui 10 anos? Casada , com filhos?
Casada eu não sei, mas filhos, sim. Quero ter e tenho vontade de fazer inseminação artificial. Quero ser mãe sozinha mesmo. Marido é uma encrenca. Tenho vontade de ter três filhos. Tenho medo de falar as coisas e amanhã mudar de opinião. Quis casar por muito tempo, não sei se quero mais, não. Passei por tantas famílias fazendo o Adotada que eu não sei. Posso até em adotar, mas primeiro quero viver a experiência de gestação e ter o meu. Depois, eu adoto. Afinal, sou a adotada, né?

 Tem novos planos para a TV? Já se imaginou como atriz ou pretende continuar como apresentadora. 
Tenho contrato com a MTV e devo fazer um novo formato do programa no segundo semestre. Sobre o Adotada, quem sabe uma temporada internacional, com brasileiros que moram fora? Acho que poderia ser bacana. Trabalhar como atriz não rola. Acho que seria um fiasco, mas sei lá, né? Nunca tentei. Quero fazer algo que acredite muito e tenha amor em trabalhar. É preciso sair de casa com vontade e amar o que faz.

FONTE/QUEM
Ana Maria Braga relembra situação de assédio: 
"Quebrei o braço"
 Em depoimento inédito, uma das mais respeitadas apresentadoras da TV brasileira faz um desabafo que serve como alerta às mulheres que sofrem em silêncio e não denunciam assédio 

Por Valmir Moratelli 
 No momento em que se discutem leis mais rigorosas para quem comete qualquer tipo de violência sexual contra mulheres, uma das apresentadoras de maior credibilidade no país revela que já foi vítima de assédio moral e sexual.
 Ana Maria Braga conta com exclusividade a QUEM de que forma lidou com as investidas de um homem com quem trabalhava na extinta TV Tupi, de 1977 a 1980. 
“Quando comecei lá (aos 28 anos), sofri preconceito. Naquela época, a maioria das mulheres que trabalhava em TV era considerada presa fácil”, relata.
 Em um dos episódios, ao fugir do agressor, caiu da escada e quebrou um braço. 
 Ana Maria Braga abre sua cobertura no Rio e admite ser mandona nos relacionamentos.
 O assunto ganha contornos ainda mais fortes desde que, nas últimas semanas, ruas e redes sociais foram tomadas por campanhas que exigem medidas para coibir a violência contra a mulher.
 Os manifestos foram motivados pelo estupro coletivo sofrido por uma adolescente de 16 anos no final de maio, no Rio de Janeiro.
“Sempre acham que a culpa é da agredida. É difícil quebrar a cadeia do machismo burro e absoluto”, analisa Ana, em sua sala atrás dos estúdios do Mais Você, programa que apresenta há 17 anos, nos Estúdios Globo, no Rio.
 Com a mesma sinceridade com a qual, em dezembro, revelou que se recuperara de um câncer no pulmão direito, a apresentadora agora faz esse desabafo como alerta a tantas mulheres que se calam diante da violência masculina.
“Aprendi com a vida que o meu passado é composto da escolha que faço todo dia na hora em que acordo”, diz.
 EMPODERAMENTO
 “A sensação que tenho é que a palavra ‘empoderamento’ assusta muito aquela mulher lá do interior do país que não sabe o que é isso. Há uma exclusão. Em muitos lugares, as mulheres ainda são submissas, nunca trabalharam fora e, por incrível que pareça, são em grande número. Esse sistema paternalista que existia na época do meu pai, por exemplo, ainda não foi rompido.”

 PRECONCEITO
“Quando comecei lá na TV Tupi (em 1977, aos 28 anos), sofri preconceito, sim. Era uma TV totalmente diferente desta com os executivos de hoje. Naquela época, a maioria das mulheres que trabalhava em TV era considerada presa fácil. Era um meio mais liberto do que a sociedade normal, por haver artistas, cantores... Para você galgar algumas posições dentro da hierarquia do lugar onde se trabalhava... Eu recebi muitas propostas, tipo: ‘Te dou tal coisa se você me der tal coisa’. Não foi diferente à regra.”

 ASSÉDIOS
 “Sofri assédio moral e sexual em várias situações. Aconteceram situações de partir para o pessoal mesmo, para o físico, e outras só de sugestão. Tipo, no fim de uma reunião: ‘Vamos jantar?’. E você tem a proposta de ser uma estrela, a Hebe Camargo da vida! Isso já existia. E não foi só meio de TV. Porque já trabalhei em grandes empresas também.”
 CHORO
 “Tenho uma desilusão muito grande que tem relação com um trabalho. Nessa ocasião pedi para apresentar um projeto de um produto que eu queria. Aí falaram: ‘Escreve o projeto e tal...’. Escrevi toda a ideia, explicando que programa era aquele. Tive um trabalho danado para descrever as ideias que queria colocar em prática e aí, quando fui entregar, ele não olhou o que eu tinha escrito e fez a proposta (pausa)... ‘Isso aqui está aprovado’. Sem ler! Enfim... Me pediu algo em troca. Aí você chora bastante sozinha, e tem duas opções: ou atende a isso e vira amante do infeliz, o que não vai ter um caminhar muito bom, porque aquilo acaba; ou realmente briga para achar um caminho de verdade.”

 FUGA
 “Para você ter uma ideia, eu saí correndo, porque o cara tentou me agarrar... Eu saí correndo! Estava no 12º andar e havia duas entradas. Ele tinha trancado a porta de entrada da secretária e eu não tinha percebido... Quando bati lá e não consegui, não tinha chave, fui para uma outra sala – que eu não sabia, mas era uma copa que dava em outra porta e, desabalada, rolei escada abaixo do 12º, do 8º para o 7º... Caí de pernada, quebrei o braço e fui bater na porta do Severino, que já morreu e era diretor comercial da TV Tupi. Quebrei o braço.” 
CONSEQUÊNCIAS
 “Eu corri e continuei empregada. Obviamente não com o projeto que eu tinha levado... O sujeito era dono da casa, não tinha o que fazer. A criatura nunca mais falou comigo. Sabe que encontrei esse infeliz tempos depois num rodeio em São Paulo? Depois de muitos anos, eu tinha saído da televisão, era executiva em uma editora, e dei de frente com ele. E quem não deve não teme. Eu fui para cumprimentá-lo e ele saiu... O que se ganha na vida? O poder de se olhar o outro (ela faz o gesto dos pés à cabeça). Ele não mudou nada. Era um cafajeste e não mudou coisa nenhuma.” 

 TRAUMA
 “Você tem que saber quem você quer ser quando crescer. É preciso saber para onde quer ir e ter força para dizer ‘não’ ao fácil. A gente vê um monte de meninas jovens que vêm do interior, que fazem USP e de repente chegam a São Paulo... A vida é muito difícil para as pessoas que não têm família abastada e acabam morando em pensionato para estudar. Às vezes, as facilidades são apresentadas por colegas. ‘Em vez de você ficar aí que nem doida que não consegue comprar sapato ou comer direito, por que não faz faculdade de manhã e sai comigo de noite?’ Isso existe!”

 MACHISMO
 “Sempre acham que a culpa é da agredida, um monte de gente pensa assim. Tive uma discussão nesse final de semana com uma pessoa, um típico macho alfa, por causa desse caso (do estupro coletivo de uma jovem no Rio). Ele falou: ‘Mas também, né, ela vive lá na favela...’. Eu falei: ‘Aqui, não! Você não vai falar um negócio desses. Ela pode ser mulher da vida, puta, pode ser o que for! Mas nada permite que alguém faça sexo sem o consentimento dela. Isso é estupro!’. Aí a figura engoliu seco, mas não pense que concordou com o que eu disse. Ele continua pensando do jeito dele... É por isso que há esse comportamento desses moleques aí fora, deviam ter pais assim. É reflexo de uma educação errada. O filho dessa pessoa que mencionei agora vai ser igual. O pai transfere a energia. Quando está com o moleque e sai na rua, fala: ‘Olha aquela gostosa lá!’. É difícil quebrar a cadeia do machismo burro e absoluto.”

IGUALDADE
“Há também aquela mulher que foi conseguindo mais consciência, ao lado da família e do marido. Porque a vida está cada vez mais difícil para os homens também. A mulher percebeu que o homem não é tão poderoso assim quando, por exemplo, não admite suas fraquezas com relação às adversidades que a economia brasileira atravessa.”

 SALÁRIO
“Por muitos anos as mulheres precisaram provar três vezes mais que eram capazes para poder ganhar um salário 20% menor. Hoje, ainda brigamos em algumas áreas para conseguir um salário igual.”

 APRENDIZADO COM A VIDA
 “Aprendi que se vive um dia de cada vez e que eu é quem escolho como vai ser meu dia, todo dia! E o meu passado é composto da escolha que faço todo dia na hora em que acordo.” 

APRENDIZADO COM OS FILHOS
“Aprendi que não sou mãe (de Mariana e Pedro, do casamento com o economista Eduardo de Carvalho), que nunca fui mãe na vida depois que vi minha filha ser mãe. A maior lição de mãe que recebi da vida foi da minha filha. E digo para o meu filho que ele tem pelo menos 80 anos a mais que eu. Sou uma criança ao lado dele. Aprendo com ele todo dia: ele é de uma placidez, uma calma diante da vida, uma pessoa que só tem bem. Ele tem uma aura diferente.” 

 APRENDIZADO COM OS NETOS 
“Hoje em dia me exercito com meus netos (Joana, de 4 anos; Bento, de 3; e Maria, de 10 meses), fazendo ginástica correndo atrás deles (risos)! É o milagre da renovação da vida. Percebo que tenho de estar bem de saúde para poder ter neto! Esse negócio de ter neto não é fácil (risos), tenho que estar bem! Não pode não pegar três sacos de arroz de 5 quilos... Tenho que estar ativa.”

 AMOR
“O meu namorado americano (o piloto Bill) falou: ‘Olha, você precisa fazer um exame porque fuma demais.’ E aí fiz check-up. Ele queria ter certeza de que podia investir em mim, que eu não ia morrer tão cedo (risos)! ‘Vai que estou perdendo tempo com essa moça?’ (Foi quando ela descobriu um câncer em estágio inicial no pulmão direito e logo operou, em 2015). Ele mora em Seattle, nos Estados Unidos. Ah! Tem skype todo dia. A gente compensa. De vez em quando, fujo para Nova York, aí fica na metade do caminho. Ele vem para cá sempre. É namoro virtual.”

 TELEVISÃO
 “O grande segredo de se fazer televisão hoje é falar a verdade. O Brasil é muito carente de informação. E falo de coisas do dia a dia. É um país com alto índice de analfabetismo. O que faço é prestação de serviço, de informação e curiosidade. Acho que, graças à alegria de fazer o que gosto, o programa se mantém atual.”

FONTE/QUEM
Angélica:
"Sempre sonhei com uma família grande"
 Apresentadora fala do amor por Luciano Huck e pelos filhos, Joaquim, Benício e Eva, e revela viver momento especial de realização e segurança 

Por Roberta Escansette 
  Angélica, 42 anos, recebe a equipe de Contigo! sorridente, de cara lavada e atenta ao celular. 
Educada, ela justifica: aguarda o telefonema do primogênito, Joaquim, 11, para saber se ele e a caçula, Eva, 3, já saíram da escola.
 A apresentadora diz que deseja dar um beijinho nas crianças antes de começar a sessão de fotos. 
O filho do meio, Benício, 8, naquele dia, seguira para outra atividade, sem os irmãos. 
“Tenho de aproveitá-los muito quando ainda são pequenos, enquanto der para mantê-los debaixo das minhas asas”, diz a apresentadora. 
Apesar dos últimos 12 anos de muitas mudanças – o casamento com o Luciano Huck, 44, a maternidade, seu bem-sucedido programa Estrelas (Globo), entre outros acontecimentos, como o acidente de avião há um ano com a família no Mato Grosso do Sul –, Angélica continua a mesma. 
Além da beleza, mantém a simplicidade de sempre, o jeito extrovertido e, principalmente, a maneira verdadeira de encarar a vida e falar sobre ela. 
“Comecei a trabalhar criança, então, para mim, todo esse universo é normal. Isso não me deslumbra, é meio chato até”, dispara. 
 FAMÍLIA MARGARINA
 “Óbvio que a gente não é uma família margarina. Óbvio que temos nossos problemas, nossas questões. Mas, se passamos uma imagem boa para as pessoas, então, tudo bem. Melhor do que imaginarem algo contrário. No mundo de hoje, onde as coisas estão tão perdidas, sem referências, se temos oportunidade de passar algo de bom, uma esperança, que bom, me sinto gratificada. É claro que as pessoas fantasiam um pouco. Mas somos uma família bonitinha, legal. Nós curtimos ser essa família.” 
 AMOR DE OUTRAS VIDAS
 “Quantas vezes eu casaria com o Luciano? Ah, umas dez, sei lá. Em outras vidas? Casava com ele várias vezes. Há alguns dias, a gente pensava nisso. Estamos juntos há tanto tempo, é tão intenso, que nem lembramos como era antes, como é que era namorar outras pessoas. Não lembramos. Acho que a nossa história é realmente cármica e que tinha de ser mesmo... Antes de nos encontrarmos, estávamos procurando um ao outro, sabe? Sempre estivemos por perto, mesmo sem percebermos. Então, era carma. É capaz de, se eu morrer e nascer de novo, nós voltarmos a nos encontrar (risos). Estamos superacreditando nisso ultimamente. E somos muito diferentes! Mas sei lá, dá certo.”

 CIÚME DE MÃE
 “Ciumenta? Imagine! Acho que vou ser assim quando os meninos começarem a namorar. Já até comecei a trabalhar isso na minha cabeça. Estou com um mantra, vivo repetindo, que desejo ser amiga das noras. Caso contrário, vou acabar afastando-os. Vou dar meus conselhos, mas tudo muito sutil.” 

QUARTO FILHO
“Se eu tivesse começado antes, teria mais um. Com 42 anos, já não tenho mais fôlego para ter filho. É cansativo, educar não é fácil. Gosto de criança, de casa cheia, sempre sonhei com uma família grande. Daqui a uns anos, vou adotar. Eu e Luciano já conversamos sobre isso. Vamos curtir os pequenos e depois, quando crescerem, adotamos. Adoramos a rotina de filho, do dever de casa.”
 NINHO VAZIO
“Brinco que quero os meus filhos debaixo da minha asa, que a minha semana não fica completa se não fizer coisas para eles, mas, ao mesmo tempo, tenho a minha vida, o meu trabalho, os meus amigos, a minha rotina de esportes... Coisas paralelas que me dão prazer também. Quando chegar a esse momento do ninho vazio, vou poder migrar para outras coisas. Não abri mão da minha vida. Na verdade, me dividi e estou louca (risos). Não precisei abrir mão de nada.” 

 MÃE HEROÍNA
 “Trabalhar cansa muito menos do que passar o dia cuidando de filho. Gravo o dia inteiro e não fico cansada. Às vezes, fico o dia inteiro com as crianças e estou morta à noite.”

 VOVÓ ANGÉLICA
“Ah, ser avó será bem mais para a frente! Serei tão abusada... Vou pegar para mim a criança (risos). Essa nora que está chegando aí, ela nem sabe ainda, mas ela que se cuide... (risos).” 

VAIDADE NA MEDIDA
 “Quando vejo foto minha aos 22 anos e agora, aos 42, ou seja, 20 anos depois, prefiro mais as atuais. Não só pela parte visual, mas pela segurança que tenho, antes existia a ansiedade. E claro que isso se reflete no visual. Esse papo de ‘de dentro para fora’ é bastante verdadeiro. Não adianta estar toda retocada e não estar feliz. Espero ter sabedoria para envelhecer, saber me cuidar, mas sem neuras. Tudo com calma. Comecei muito cedo a trabalhar com a imagem, para cair nas armadilhas da vaidade é um minuto. A gente trabalha com o quê? Com o ego. O tempo todo é o cabelo, a maquiagem... Procuro ser bem normal. Mas, ao mesmo tempo, acho que, para mim, é muito mais fácil ser normal do que para outras pessoas, que começaram já mais velhas.”
 CARA LAVADA 
“Quando não estou trabalhando, fico largada. Porque, para mim, é um relax ficar assim. Tanto que, quando me arrumo um pouco em casa, até as crianças reparam. Me perguntam se eu vou sair.”

 PASSAGEM DO TEMPO
 “Eu tinha mais bochecha. O cabelo também mudou muito. Você vê o tempo de televisão de uma pessoa pela quantidade de cabelos que ela perdeu ao longo dos anos (risos). Manipulo esses fios desde os meus 5 anos de idade. A pessoa passa chapa. Aí, coitado, ele sofre.”

 ANIVERSÁRIO DO ESTRELAS
 “Só o fato de o programa estar há dez anos no ar já me motiva. É raro e é bacana. A própria matéria-prima, que são os convidados, gostam ainda de fazer. Durante este ano, vamos juntar pessoas que participaram bastante e reviver com elas o que já foi ao ar. Os entrevistados acabam fazendo parte do Estrelas. Como é uma atração que não tem um cenário físico, tudo pode mudar. Pode ser na rua, em casa, uma entrevista séria, culinária, esporte, viagem... Acho que o fôlego que o programa mantém nesses anos todos é muito por isso. Estrelas não é engessado, é mutável.” 

 ANGÉLICA E O REI 
“Agora, a minha campanha é para ter o Roberto Carlos no Estrelas. Sou fã dele, já fui a tudo quanto é show do Rei, a gente já conversou, mas ele ainda não foi ao programa. Eu me coloco no lugar de fã, sim. Há pessoas com quem quero conversar, conhecer... E aí, quando entrevisto, fico mais apaixonada ou penso que esperava mais dela (risos). Imagino que com todo mundo deve ser assim.”
 FASE DE REALIZAÇÕES
 “É sempre a melhor fase a que estamos vivendo. Mas no caso, agora, se eu for pensar, é o melhor momento. De realização e segurança pessoal e profissional. Sei o que sou capaz de fazer e o que não sou capaz. Tenho consciência da história que construí. Fazer parte da trajetória das pessoas, para mim, já é tudo. Ainda tem o Luciano e os meus filhos. O melhor da minha vida foi ter formado essa família que eu sempre quis, sem nem saber que sempre quis. Descobri isso quando vi todo mundo ali, junto, percebi que isso me deixava completa.”

FONTE/CONTIGO
Márcio Kieling entra para o elenco da novela Sol Nascente
Márcio Kieling volta a atuar na Rede Globo após 13 anos desde seu último trabalho na emissora.
O ator Márcio Kieling estará de volta à Rede Globo na próxima novela das 6 da Globo, Sol Nascente, que deverá estrear no segundo semestre deste ano.
 O artista dará vida para Bernardo, que é um marchand – empresário do ramo das artes – e terá a chance de revelar a artista plástica Yumi (Jacqueline Sato). 
Esta novela acontecerá 13 anos após o último trabalho dele na emissora na novela Agora É Que São Elas, de 2003. 
Desde então, Márcio estava na Record e participou de projetos como Poder Paralelo (2009) e Dona Xepa (2013).

FONTE/CARAS