terça-feira, 16 de setembro de 2014

Leo Jaime: 
"Minha vida foi uma sequência de perrengues"
Por Pedro Moraes
O ator e cantor Leo Jaime, no ar como o Nando, em 'Malhação', completa 30 anos de carreira e relembra sua trajetória de altos e baixos, fala sobre sexo, drogas e rock’n’roll, e afirma que encontrou a felicidade ao construir sua família
Leo Jaime está cansado de dar entrevistas falando sobre os outros. Acha que não precisa mais discorrer sobre as histórias que viveu com amigos famosos e ex-namoradas. 
Aos 54 anos e com 30 de carreira, já não lhe falta maturidade nem personalidade para dirigir sua vida.
 À vontade dele somou-se a determinação de QUEM em revelar o lado mais pessoal da história do cantor, ator, jornalista e escritor: um pedaço de vida que só poucos amigos e familiares conhecem.
Após o sucesso na década de 80 no rock, ele amargou anos difíceis sem gravar e descobriu ter pan-hipopituitarismo, doença na hipófise que causa descontrole hormonal. 
“No Brasil você faz uma coisa, dá certo e acabou. No dia seguinte, volta ao zero ”, lamenta. Leo sentiu o golpe, mas não se entregou.
Voltou a tocar em bares e se reconstruiu. Hoje, trabalha em várias atividades. 
No ar como o roqueiro Nando Rocha, em Malhação, ele produz a próxima temporada de Amor & Sexo, vai lançar o livro Cabeça de Homem, em novembro, e ensaia novo show. 
Sua grande virada foi há dez anos, quando conheceu a psicóloga Daniela Lux, de 35 anos, com quem se casou e teve Davi, de 7. E aí, enfim, descobriu a felicidade: 
“Me motivo pelo amor enorme que tenho por minha família.”
Não foi uma escolha casar mais velho, nem acho que tenha sido positivo. Uma das coisas que eu posso talvez lamentar em minha trajetória é que eu não tinha sorte no amor, não era feliz"
 Você está completando 30 anos de carreira. Fez seu balanço de vida?
Não sou campeão de nada, mas consegui fazer coisas das quais me orgulho. Angariar afetos e talvez aplausos íntimos, o meu mesmo, do meu filho, da minha mulher, dos meus amigos, são para mim hoje mais importantes do que medalhas. Vivo do aplauso. Se não tiver alguém gostando de alguma coisa que faço, estou desempregado, mas não construo a carreira nos moldes tradicionais do sucesso.

 Você é cantor, ator, jornalista, escritor. Agora está no ar em Malhação. Como é voltar a atuar?
 Gosto de tudo o que faço e tenho a sorte de ser convidado para coisas que têm a ver comigo. O complicado é fazer ao mesmo tempo, tudo exige um preparo, não é só chegar e fazer. Estou gravando a novela, escrevendo a trilha sonora da nova temporada de Amor & Sexo, e ensaiando show novo.

Então o balanço é bastante positivo?
Não é tão positivo. Tive bons e maus momentos, erros e acertos. Sou uma invenção de mim mesmo. Sou íntegro, honesto, tenho orgulho de não ter feito besteira, de não ter sido sacana... Passo pelos lugares e as pessoas abrem um sorriso. Isso é uma conquista. Não tenho patrimônio talvez por ter focado em outras coisas, em ser sincero, coerente. Mas muita coisa que fiz foi desvio, perda de tempo.

Como o quê?
Uma época em que trabalhei no (clube de futebol) Flamengo foi um período infeliz. Eu era superintendente social, tinha que organizar eventos. Foi honesto, mas não tinha a ver comigo. Era um momento em que a música não estava legal, parecia que as portas estavam fechadas. Depois, morando em São Paulo, fui gravar disco, mas a gravadora que me contratou faliu. Aí fui voltando para o fim da fila. Minha vida foi uma sequência de perrengues. Não tive um momento fácil, nem hoje nem nunca.

 Entrou em depressão?
Claro. Esse momento em São Paulo, por exemplo, foi complicado. Eu estava lidando com problemas físicos, descobri a doença (pan-hipopituitarismo). Todos os hormônios são relacionados a emoções. Até achar o tratamento certo, eu já tinha engordado, tomado cortisona sem precisar, o que me fez inchar.

Como você está de saúde?
A doença está totalmente controlada, tomo hormônio para tireoide e testosterona. Eu parei de tomar o GH (hormônio do crescimento) um tempo atrás, pois não estava tendo benefício nenhum. E hoje, por exemplo, se eu quisesse engravidar a minha mulher, teria que começar um tratamento. Cheguei a fazer há um tempo, mas aí não rolou a gravidez e então eu parei.

A questão da forma física o incomoda?
 Incomoda, sim. Ganho muito menos em qualquer trabalho que eu faça em função da minha forma física. Isso é óbvio. Você quer saber quem ganha bem? Olha quem é mais bonito, esse é o cara que ganha melhor. Dito isso, o talento é um detalhe que não faz a menor diferença, o que vai definir é o capital sexual.

 Você chegou a viver o lema “sexo, drogas e rock’n’roll”?
Todo mundo do meio conviveu com isso: meteu a cara ou teve amigos envolvidos. Houve quem metesse o pé na jaca, mas o fato é que nunca me identifiquei muito com essa história. Um pessoal até chamou a gente de rock de bermudas, dizendo que era sexo, milk-shake e rock’n’roll.

 Você conseguiu se manter  longe das drogas?
 Tive minhas experiências e por isso posso dizer com propriedade que acho um horror. Fico arrepiado só de pensar em coisas assim: cocaína é um negócio que... Argh! Sinto um mal-estar só de pensar no assunto. E hoje nem birita! Adoro vinho. Mas não gosto de ficar bêbado. O estado alterado de consciência não me seduz nem um pouco.

Você se casou aos 44 anos. Por que acha ter demorado tanto?
 Não foi uma escolha casar mais velho, nem acho que tenha sido positivo. Uma das coisas que eu posso talvez lamentar em minha trajetória é que eu não tinha sorte no amor, não era feliz. Meus amigos, durante o tempo em que fui solteiro, já eram casados. Não sou de boate, nunca fui. Nem sei passar uma cantada! Sempre fui uma negação nessa área.

 Mas namorou bastante...
O que importa não é a quantidade de histórias que se tem, mas a qualidade. E isso faz com que a amiga recomende você para a outra. Acho que não pode existir uma meta tipo “vou comer gente”.

 Como você conheceu sua mulher?
 Foi engraçado. Ela é irmã gêmea da minha fisioterapeuta, mas eu não a conhecia. Um dia, a Daniela apareceu no meu show, bati o olho e confundi as duas: “Tem alguma coisa errada com você”. Ela ficou brincando, me enganando, até que me explicou que era a irmã gêmea. Rolou uma empatia instantânea. E daí eu parti para cima. Seis meses depois, nós começamos a namorar e nos casamos um ano mais tarde. Quando eu me decidi, pensei: “Ufa, achei, agora vamos!”. E já estamos juntos há dez anos...
Minha infância foi uma merda, mas a infância com o meu filho, que é a minha nova infância, é uma maravilha, é muito divertida mesmo"
 Então podemos dizer que foi amor à segunda vista...
 (risos) É curioso isso. Fica essa lição, né? É pela questão física? Claro que sim. Mas também não! Tem alguma coisa que não é por causa daquele olho, daquele nariz, daquela boca. É pela pessoa, algo que aquela pessoa tem e a outra não.

 Você admite ter uma relação conflituosa com seus pais mas não gosta de falar sobre isso. Com esse histórico, como consegue ser um bom pai para o Davi?
Consigo porque aprendo, faço terapia, olho, experimento, erro... Acho que é um percurso longo, queria que não fosse tanto, nem tão difícil. Mas meu filho fala que eu sou o melhor pai do mundo.

Depois do nascimento do seu filho, a relação com seus pais melhorou de alguma maneira?
Melhorou a compreensão sobre a minha história com cada um dos dois. Tem uma frase que é assim: “Os pais fazem o que eles podem”. Na verdade, os pais fazem o que fazem. Por outro lado também há determinadas coisas que me fazem agradecer por não ter sido um pai jovem, pequenos tesouros que, se você não estiver lá, olhando, não existem.

 Como o quê?
As brincadeiras, por exemplo. Vejo a minha infância toda de novo ali, reconstruindo com ele a vida... A minha infância foi uma merda, mas a infância com o meu filho, que é a minha nova infância, é uma maravilha, é muito divertida mesmo. Então é interessante porque eu reconstruo a minha vida ajudando o Davi a construir a dele.

FONTE/QUEM
Cintia Dicker: 
"Não sabia que tinha talento como atriz"
Pora Andressa Zanandrea
Após duas empreitadas de sucesso na televisão, no quadro 'Correio Feminino', do 'Fantástico', e na novela 'Meu Pedacinho de Chão', ela está de volta a Nova York, onde mora, e ao mundo da moda. Por enquanto. 
No ano que vem, a bela ruiva de olhos azuis deve voltar a aparecer na telinha.
Reconhecida como uma das top models brasileiras mais importantes da atualidade, com incontáveis desfiles e campanhas publicitárias no currículo, a gaúcha Cintia Dicker chama atenção pelo corpo escultural e pelos belíssimos cabelos cor de fogo. 
Aos 28 anos, após o sucesso como a doce personagem Milita, de Meu Pedacinho de Chão, ela prova que é muito mais do que um rosto e um corpo belíssimos.
Com o fim da novela, Cintia está de volta com tudo ao mercado de moda internacional. 
Mas, além da saudade do namorado, o dentista carioca Pedro Garcia, de 30 anos, ela levou nas malas para Nova York convites para voltar à televisão em 2015.
 “Precisamos estudar e conciliar com a minha agenda. Meus agentes já começaram a verificar uma forma de ter essa dinâmica sem comprometer meus contratos fora do Brasil”, explica.
Nesta entrevista, ela fala da experiência na TV, diz que está mais madura e revela os planos para o futuro.
Televisão
“O diretor Luiz Fernando Carvalho me chamou para fazer o Correio Feminino, no Fantástico. Não tinha texto e as gravações duraram uma semana. Foi tudo bem rapidinho e voltei para Nova York. Depois ele pensou de novo em mim, para a novela Meu Pedacinho de Chão, e logo me telefonaram. Aceitei e tive dois meses para voltar ao Brasil.”

Novela
“Fiquei supernervosa com o convite. Participei de um workshop de preparação, que começou dois meses antes da estreia. Conheci os atores, tive aulas de canto, dança e interpretação, e passávamos os textos juntos. Apesar de ter feito até cena tomando banho, para mim, o maior desafio de todos é decorar texto. Tem de rolar um improviso. Amei fazer a novela, tudo parecia um sonho. O final foi muito especial: a personagem Milita casou, parecia conto de fadas... Tive muita sorte. Só tenho que agradecer por tudo. O Luiz Fernando Carvalho acreditou no meu talento como atriz, que eu não sabia que tinha.”

Elenco
“Para mim, o Antônio Fagundes é o maior de todos. Fofo, incrível, me ajudou muito e me chamava de filhinha. Aprendi demais. Eu ia cedo para o Projac e ficava até tarde, todos os dias. Todos no elenco sempre me ajudaram. Criamos um grupo no WhatsApp e convivíamos fora da novela. Desde pequena, eu estava apenas no universo da moda. Foi bom sair um pouco, conhecer outro mundo, conviver com pessoas mais velhas e ouvir várias histórias de vida.”

Reconhecimento
“Lá em Campo Bom (RS), minha cidade natal, quando a novela começava, todo mundo parava para me ver. Durante esse tempo, fui lá uma vez. As pessoas que moram na minha rua pediam foto, autógrafo. Isso não acontecia antes.”

Namoro
“Um amigo meu me indicou um dentista e marquei uma consulta num sábado, por causa do trabalho. Levei a minha mãe comigo. O dentista chegou com roupa de surfista e pediu um tempinho para se trocar. Isso chamou minha atenção. Ele me convidou para sair, mas no começo eu não quis. Até que uma hora resolvi ir. Eu e o Pedro (Garcia) estamos juntos há seis meses. O namoro continua na ponte aérea Rio-Nova York. Estou muito feliz!”

Rio
“Antes, eu não gostava do Rio. Só ia à cidade a trabalho. Estava um pouco cansada de Nova York, pois moro lá há nove anos. Queria vir para o Brasil e estava pensando em morar em São Paulo. Agora estou amando o Rio e é onde planejo morar. Gosto de acordar de frente para o mar, estou aprendendo a surfar e, quando posso, corro na praia. Nos fins de semana livres, curto viajar para Búzios com o Pedro, ir à praia e surfar.”

Carreira de top
“Durante a novela, não voltei a Nova York nenhuma vez. Deixei meu apartamento fechado. A agência apoiou essa oportunidade de eu atuar. Aprendi a me movimentar de acordo com a câmera. A televisão ainda não me dá tanto dinheiro, mas ajuda na carreira de modelo para pegar mais trabalhos. O convite para a novela apareceu na hora certa. Agora vou focar em modelar. Tenho vários clientes me esperando.”

Vaidade
“Nunca fui muito psicopata. Uso protetor solar fator 90 todo dia. É  como escovar os dentes. Também costumo usar água termal. Não gosto de creme. Sempre que estou em São Paulo, vou ao Spa Dios (especializado em tratamentos para manter a saúde natural dos cabelos). Muita gente não acredita que a cor dos meus cabelos é natural, mas é.”

Maturidade
“Quando comecei a trabalhar, aos 14 anos, era uma criança. Me achava superadulta, porque viajava e morava sozinha. Mas toda vez levava minhas Barbies comigo. Eu sempre quis trabalhar, ganhar dinheiro e pagar minhas contas. Agora estou velha. Com a maturidade, muita coisa mudou. Sou gastadeira ainda, mas era mais. Antes, se eu tinha vontade, ia a uma loja da Chanel e comprava uma bolsa. Quando tinha 17 anos, assinei um contrato com a L’Oréal e gastei todo o dinheiro viajando. Hoje tenho consciência de que, se não cuidar do meu dinheiro, ele vai acabar. Invisto em imóveis.”

Fraqueza
“Bolsas e sapatos são meu ponto fraco. Mesmo que não use, compro só para enfeitar o armário. Devo ter uns 50 de salto, que só acho bonitos, e ficam lá. Mas, com frequência, vou doando. No começo da minha carreira, levava para minha mãe, mas ela nem sabia o que era Chanel ou Louis Vuitton.”

Personalidade
“Me considero uma pessoa superalegre, alto-astral, divertida e para cima. Não gosto de pessimismo. Tudo o que faço gosto de que seja bem feito. Sempre tive muita sorte. Nunca corri atrás de nada. Ser modelo, fazer novela, tudo isso simplesmente aconteceu para mim. Minha vida é cheia de coincidências. Tenho certeza de que meu pai está lá em cima olhando por mim (o pai de Cintia morreu quando ela tinha 2 anos).”

Futuro
“No fim do ano, vou lançar minha marca, a Dicker Swimwear. Em dezembro, sonhei que estava desenhando biquínis. Tenho muita experiência com eles. De tantos trabalhos que fiz, já sei o que funciona ou não. Achei uma fábrica e pedi para fazer algumas amostras. Mandei para algumas amigas e elas gostaram. A princípio, vai ser um e-commerce. Depois vou estudar se abro loja física. Também tenho planos de abrir uma pousada, talvez na Bahia. Quero que meus projetos deem certo: fazer biquínis, ter uma pousada e ficar tranquila, vivendo com a renda dos meus imóveis.”

FONTE/QUEM
Aguinaldo Silva abre as portas de seu 
luxuoso apartamento para a QUEM
Autor de Império, mostra sua nova casa na Praia de Copacabana, no Rio. Cercado de uma coleção de arte, ele comemora o sucesso da nova trama e, ao fazer um balanço de vida, avisa que está satisfeito com seus 70 anos.
Pernambucano radicado no Rio de Janeiro há 50 anos, Aguinaldo Silva rendeu-se a Copacabana. 
O autor de Império, novela das 9 da TV Globo, jamais havia imaginado viver no bairro, mas encontrou em um dos principais cartões-postais cariocas o apartamento que considera seu endereço definitivo, desde que se mudou, em setembro de 2013.
, Localizado na Avenida Atlântica, o imóvel de 400 metros quadrados tem quatro suítes e uma vista maravilhosa da praia. 
“Quando eu vi esta sala fantástica, pensei: ‘Quero este’. Foi amor à primeira vista. Comprei e fiz sete meses de obras antes de me mudar. Decorei tudo”, afirma o novelista, que coleciona obras de arte.
Apaixonado especialmente por peças do período art déco – estilo de arte e design que nasceu na década de 20 e permaneceu até o fim da década de 30 –, Aguinaldo garimpa novos itens por todo o mundo. “Sou compulsivo. 
Participo de leilões no Brasil, em Lisboa e Londres. Sou cliente de várias casas”, conta ele, que ainda mantém apartamentos na Barra da Tijuca, em Petrópolis (região serrana fluminense) e em Portugal, como forma de fugir da rotina. 
A troca de endereço trouxe mudanças no cotidiano do autor. Ao deixar sua casa na Barra da Tijuca, bairro onde vivia desde 1987, Aguinaldo pôde trocar o carro por caminhadas. 
Acostumado a cozinhar seu próprio jantar, ele gosta de comprar os ingredientes frescos. “Passei a usar o traje de aposentado: camiseta, bermuda e sandálias de dedo”, diz, em tom bem-humorado.
Aos 70 anos, o novelista brinca com a aposentadoria, mas está longe de alcançá-la. 
Com o contrato com a TV Globo renovado até 2020, ele assumiu o compromisso de fazer outras três novelas. 
Fora isso, administra dois restaurantes em Portugal – o Brasileiríssimo e o Avenue –, e recentemente abriu uma marca de sapatos de luxo, a Mikels Shoes.
 “Queria uma ocupação para quando parasse de escrever novelas, e são negócios que me dão prazer.”

Sem Roupa
Aguinaldo diz não ter problemas em envelhecer. Fisicamente bem, só entra em hospitais para fazer exames e garante viver um momento pleno e feliz. 
“Me sinto um privilegiado. Eu tinha todas as desvantagens do mundo: sou de família pobre, vim de Pernambuco numa época difícil, sou gay. 
Cheguei à conclusão de que, apesar de tudo, sou uma pessoa feliz. Deus me deu mais do que eu merecia”, reflete.
Solteiro e sem filhos, o dramaturgo diz que não deseja se casar. Garante que aprendeu a dormir atravessado na cama e que não há chances de dividir seu espaço com ninguém. 
“Escrever novelas exige uma concentração que faz você largar tudo mais. A vida pessoal acaba sendo meio destruída”, explica. 
Mas ele avisa: o desejo sexual não acaba nunca. “Simone de Beauvoir (filósofa francesa) almejava alcançar a paz dos sentidos. 
Parar de desejar! Isso não acontece. O que muda é a qualidade e a urgência do desejo”, diz Aguinaldo, que gosta de sua solidão.
 “Minha casa está cheia de personagens, eles ficam perambulando a noite inteira. 
Meus amigos estão sempre comigo, mas chega a hora em que quero que todos saiam. 
E a primeira coisa que faço quando estou sozinho é tirar a roupa”, conta.
Caçador de Histórias
Além de sua coleção de arte, Aguinaldo também apresentou a QUEM seu novo escritório, onde diariamente trabalha das 7h às 21h. 
As prateleiras são cheias de livros de roteiros, romances e pequenas recordações, como os bonecos de Griselda e Crô – personagens de Lilia Cabral e Marcelo Serrado em Fina Estampa (2011) – com o rosto do novelista.
 “Agora estou trabalhando muito mais, esta novela tem que ser muitíssimo bem escrita, o diálogo tem uma precisão absoluta”, diz.
A vida em Copacabana também tem servido de inspiração. “Sou um caçador de histórias e personagens, e aqui é uma maravilha, você desce e encontra o elenco de uma novela inteira aqui embaixo”, afirma ele, feliz com a repercussão de Império. “Estou nas nuvens.
 A aceitação praticamente unânime da novela, principalmente nas redes sociais, foi tocante. Sinto-me na obrigação de manter o nível até o último capítulo”, diz.

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Revelação em ‘O Rebu’, Elea Mercurio diz: 
"Senti o peso da responsabilidade"
Por Beatriz Bourroul
Aos 31 anos, atriz se destacou ao interpretar a personagem Ludmila.
Em meio a um elenco de tantos nomes consagrados, Elea Mercurio foi uma das revelações do elenco da novela O Rebu, que terá seu fim exibido nesta sexta-feira (12). 
Intérprete da chef Ludmila, a atriz, de 31 anos. conversou com QUEM sobre o trabalho na trama de suspense que terá o mistério de "Quem matou Bruno?" finalmente desvendado, após o penúltimo capítulo sinalizar o que motivou a morte do personagem interpretado por Daniel de Oliveira.
Na trama em que praticamente todos os personagens são suspeitos, já foi visto que Duda (Sophie Charlotte) acertou Bruno com uma estátua de ferro. 
No entanto, embora ela imagine que o namorado estivesse morto, ele resistiu e chegou a mandar um SMS pedindo ajuda para ser resgatado do refrigerador, localizado justamente na cozinha em que Ludmila trabalha.
Enquanto o mistério da história não é desvendado - e Elea não adiante nenhuma pista para o fim da trama - conheça a trajetória da atriz:
Você conquistou destaque em O Rebu, uma trama cheia de atores consagrados. Quando começou a apostar na carreira de atriz?
 A primeira vez que eu fui ao teatro foi para assistir uma montagem de O Avarento. Tinha 16 anos. Meus pais não tinham o hábito de ir ao teatro. Fui assistir à peça com um amigo. Depois, aos 19, fui fazer o Teatro Vocacional. Fiz peças infantis, atuei no espetáculo Sonhos de uma noite de verão e, paralelamente, trabalhava com dança.

E foi difícil para ter estabilidade financeira?
:Desde os 14 anos, dava aulas de dança. Ganhava mais dinheiro com isso. Fiz faculdade de dança, inclusive.

E quando passou a investir na carreira de atriz?
 Me mudei para o Rio no fim de 2008 e voltei ao teatro. Comecei a fazer testes e estudei bastante. Foi nessa época que também iniciei em oficinas para a TV.

Por ter vindo do teatro, tinha preconceito com a TV?
Na época em que formei o grupo de teatro amador, existia esse preconceito, sim. Mas era uma visão limitada. Hoje, faço meu segundo trabalho na TV e valorizo. É outra linguagem e você precisa se adaptar. Fiz muitos testes. Quando você é bem dirigida em um teste, a pessoa te dá vários feedbacks para você estar melhor no próximo. Peguei um pouco de ginga e do jogo de cintura da TV, fazendo publicidade.

Antes de fazer O Rebu, você esteve no elenco de Avenida Brasil. Agora seu papel é maior...
 A principal diferença é que em Avenida Brasil entrei no meio e saí antes do fim. Na novela O Rebu estou no trabalho todo. É uma p... responsa. Tem muita gente fera, atores incríveis, com anos de teledramaturgia. Fiquei muito tensa no começo porque tem muita gente com muitos anos de carreira. Você tem que dialogar de igual para igual. Senti o peso da responsabilidade. Estou engatinhando na profissão. A Ludmila foi um presente. Não imaginava fazer um papel tão bacana.
E qual o papel dos seus sonhos?
 Tenho vontade de fazer uma mulher descompensada, uma pessoa que ande fora dos trilhos (risos).

Pouco se sabe da sua vida pessoal. Conte para nós: é casada, tem filhos, tem vontade de ser mãe?
: Moro com uma pessoa. Sou tia e tenho um sobrinho de 4 anos. Adoro crianças, mas ainda não bateu a vontade de ser mãe.

FONTE/QUEM

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Gloria Perez:
‘É sempre melhor vir depois de um sucesso’
Por Leo Dias
‘Dupla Identidade’ estreia na próxima sexta-feira, na Globo. A série, escrita por Gloria Perez e dirigida por Mauro Mendonça Filho, traz Bruno Gagliasso na pele do serial killer Edu. 
O rapaz, que parece ser acima de qualquer suspeita (apesar da psicopatia), namora Ray (Débora Falabella), uma moça que sofre com a Síndrome de Borderline. 
Luana Piovani interpreta a policial que está na cola do assassino em série. 
Na entrevista a seguir, a autora conta um pouco do que se pode esperar do seriado, que vai ocupar a faixa de horário deixada por ‘O Caçador’, ao qual Gloria é só elogios: 
“É sempre melhor vir depois de um sucesso. ‘O Caçador’ foi uma série excelente, que cativou um público para o horário.”
 Gloria também fala sobre sua próxima série, com temática feminina, e sobre ‘Salve Jorge’.

Como nasceu o seriado ‘Dupla Identidade’?
Nasceu da observação de que faltava esse gênero na nossa TV: o suspense psicológico, que é tão popular no cinema, na literatura policial e nas séries internacionais. Achei que estava na hora de trazer para a telinha as personagens tradicionais do gênero e que, de certa forma, permanecem desconhecidas do público da TV aberta: o serial killer e o caçador de mentes.

O que você usou como base para criar o serial killer? Livros? Séries estrangeiras? 
Observei como as séries e os filmes tratavam do assunto. Assisti a alguns documentários que entrevistavam serial killers famosos, como Gacy, BTK, Ted Bundy e Jeffrey Dahmer. Li o livro do Robert Ressler, um caçador de mentes que criou no FBI um departamento todo voltado para o estudo da mente dos serial killers, para entender como eles trabalhavam. Essa foi a base. O serial killer é um tipo de criminoso específico e que se presta muito à dramaturgia: por isso, está presente em grande quantidade na literatura policial clássica, no cinema e nas séries mais populares da TV a cabo. Ele é um adicto: da mesma forma que alguém se vicia em drogas, em álcool, em jogo, ele se vicia no ato de matar. E, como agride pessoas que não conhece, que não têm a menor ligação, fica fora das motivações tradicionais conhecidas pela polícia. A identificação de um serial killer exige caminhos diferentes de investigação. E aí entram os caçadores de mentes, que vão ter que seguir pistas não materiais para encontrá-lo. Usar o raciocínio.

De alguma forma, a delegada Helô, de ‘Salve Jorge’, deu um ‘start’ para que você escrevesse uma trama policial?
Não, não. A delegada Helô integrava a polícia comum, essa que nós conhecemos do noticiário e do nosso dia a dia. O caçador de mentes é outra categoria. De modo geral, são psicólogos ou psiquiatras especializados em seguir os rastros deixados pela mente. A ideia de fazer um suspense psicológico é antiga, desde o meu fascínio adolescente por Sherlock Holmes, Hercule Poirot, Miss Marple, enfim, os detetives dos clássicos do gênero, que são os pais e avós dos caçadores de mentes de hoje.

‘Dupla Identidade’ também trata da Síndrome de Borderline, através da personagem de Débora Falabella. A ideia também é fazer um alerta sobre esse transtorno?
Não é um tema que possa ser aprofundado, como seria numa novela, mas com certeza vai chamar a atenção para um transtorno que atinge um grande número de pessoas. A doença é muito pouco falada e compreendida. Incrível a quantidade de mensagens que recebo de pessoas borders ou que convivem com borders. Descobri na internet uma garota que fez um blog http://www.borderline-girl.blogspot.com.br e um canal no YouTube para compartilhar a experiência de ter o transtorno. Entrei em contato com ela, e ela tem sido essencial para a composição da Ray.

Muitos autores não escondem que preferem escrever seriados do que novelas. Qual é a sua preferência?
São prazeres muito diferentes, que não dá para comparar.

A trilha sonora é do Sepultura. Foi você quem escolheu?
A escolha foi do (diretor) Maurinho. Mas aplaudi de pé. A trilha do Andreas Kisser é fantástica também.

As cenas dos primeiros capítulos são bem fortes. A intenção era chocar?
Muito pelo contrário! São cenas características do gênero e infinitamente mais brandas do que aquelas que a gente vê em ‘Dexter’, em ‘Hannibal’ e em outras séries que todo mundo acompanha sem se chocar com nada.

Na coletiva de imprensa, quando foi perguntado se a inspiração era em Guilherme de Pádua, você não quis responder. Por quê?
Será que ainda não ficou claro que o assunto da série é um serial killer? Ou ainda não ficou claro o que é um serial killer?

Você já tem em mente o tema de sua próxima novela?
Ainda não, mas estou preparando uma outra série, um retrato de mulher, nada a ver com o gênero policial. Bom, é cedo para falar disso.

O Edu, personagem de Bruno Gagliasso, vai terminar a trama se convertendo a alguma igreja evangélica?
Um serial killer convertido ao que quer que seja? Que imaginação fértil, Leo! Depois quem “avoa” sou eu (risos).

Em quem você vai votar para presidente nas próximas eleições?
O voto é secreto. E você?

Qual é a avaliação que você faz de ‘Salve Jorge’?
Foi uma novela ousada e inovadora. Ousou trazendo como cenário central uma favela real, que foi o Complexo do Alemão, e não qualquer favela. Retratamos um momento de paz e esperança que, infelizmente, não se concretizou. Ousou apresentando uma protagonista favelada e prostituída, e trouxe a conhecimento público um crime que cresce e se expande a cada dia: o tráfico internacional de pessoas. ‘Salve Jorge’ tem feito uma bela carreira lá fora, embora isso não seja divulgado por aqui.

Bruno Gagliasso é o galã mais talentoso do Brasil?
O Bruno é um ator que apaixona qualquer autor. É visceral, veste a pele da personagem que se propõe a fazer, mergulha sem medo nas emoções e nas visões de mundo que não são as suas. Talento puro!

O que você pode falar sobre sua próxima novela?
Por enquanto, nada. Ainda não comecei a pensar nela.

‘Dupla Identidade’ vai ocupar uma faixa que era do seriado ‘O Caçador’, um sucesso no horário. A responsabilidade de vir depois de um sucesso de público é maior?
É sempre melhor vir depois de um sucesso. ‘O Caçador’ foi uma série excelente, que cativou um público para o horário.

O episódio piloto de ‘A Diarista’ foi escrito por você. O que te fascina mais? Escrever uma comédia com personagens que vivem no subúrbio ou uma trama policial com requintes de crueldade?
O que me fascina é escrever sobre a variedade das experiências humanas. É o que tenho buscado nos meus trabalhos.

Para finalizar, dê três motivos para que as pessoas assistam à ‘Dupla Identidade’.
O que nós esperamos é que as pessoas gostem do gênero e se divirtam muito acompanhando o jogo de gato e rato entre o serial killer e seus perseguidores. Queremos cativar aqueles que ainda não conhecem o gênero. Quem é fã da literatura policial clássica, já tem fascínio pela maneira como Sherlock Holmes ou Poirot usam o raciocínio lógico e o método dedutivo para descobrir o criminoso, e vai gostar de ver como esses métodos são usados hoje pelo FBI.

FONTE/ODIA
Danilo Gentili assume novo amor:
 "Sempre gostei dela, mas me auto boicotava"
Apresentador está namorando Bárbara Fleury

Danilo Gentili assumiu seu novo namoro em entrevista ao programa De Frente com Gabi, que será exibido na noite de domingo (14), no SBT, e fez graça ao experimentar o óculos da apresentadora Marília Gabriela. Na entrevista ela também fala sobre o sucesso do The Noite e a série Politicamente Incorreto, que vai ao ar pelo canal pago Fox.

NOVO AMOR
No bate-papo com a apresentadora, Danilo contou que está namorando Barbara Fleury, jovem de Goiânia. “Conheço ela há uns quatro anos e sempre gostei dela, mas me auto boicotava“, disse ele, que falou ainda sobre a intimidade: “Durmo mal e ronco.”

MAIS MAGRO
“Eu emagreci por causa do Otávio Mesquita. Quando fui ao programa dele me vi na TV e pensei “estou parecendo um porco cevado”. Aí passei a prestar atenção no que estou comendo.”

POLITICAMENTE INCORRETO
“Fizemos a série (Politicamente Incorreto) para concorrer com o horário político. É difícil competir com o humor deles, mas vamos tentar. Não queremos levar a série ao padrão sério de um debate político, mas é possível que o debate chegue ao padrão de humor da série.”

FONTE/QUEM
Maria Casadevall sobre a fama: 
'Não entendo esse conceito de celebridade'
A estrela de 'Lili, a Ex', novo e aguardado seriado do GNT, conversou 
com Contigo! Online e abriu um pouco de seu universo todo particular

Por Lucas Castilho
No auge da beleza, a leonina Maria Casadevall, 27, se prepara para voltar à TV como protagonista - e ao lado do seu namorado (não assumido), Caio Castro. 
Em Lili, a Ex, série do GNT que estreia no próximo dia 24, ela interpreta a peculiar garota que dá nome ao projeto, saída diretamente dos quadrinhos de Caco Galhardo. 
"Tudo começa quando ela se muda para o apartamento vizinho do ex-marido e começa uma perseguição maluca atrás dele e das namoradas dele", conta.
De acordo com a atriz, nada na personagem é muito real, para interpretá-la voltou seus olhos ao universo dos quadrinhos para encontrar o tom: 
"Ela é exagerada, tem um corpo e uma voz que não são cem por cento realistas". 
E, para ela, os 13 episódios já gravados têm tudo para agradar o público que poderá se identificar com a "heroína da história". 
"Acho que todo mundo tem um pouco dela, mas em doses pequenas porque ela é uma pessoa extremamente ciumenta, alegre, intensa. Eu mesma tenho sua determinação", reflete.
Universo Particular
Catapultada ao estrelato como a Patrícia, a personagem fashion de Amor à Vida (2013), Maria procura cultivar uma relação bem low profile no que se refere à fama. 
"Não entendo esse conceito de celebridade e vejo essa coisa de exposição como uma consequência do meu trabalho, e meu ofício para mim é da maior simplicidade que existe", contou. 
De acordo com ela, ser famosa e lidar com os fãs não é trabalho e, sim, divertimento. 
"Encaro como uma janela, uma oportunidade de ter contato com o público a respeito do meu trabalho. Levo isso de forma divertida", comenta.
Bonita por natureza e sem muitas frescuras ou vaidades, Maria conta que começou há pouco tempo se ligar mais em questões como as de beleza. 
"Me preocupo pouco e gostaria de me preocupar mais porque acho esse universo interessante. 
Acabo tendo outras prioridades, mas com a exposição e as presenças em eventos e festas eu tenho aprendido cada vez mais sobre maquiagem, meu rosto e a geografia dele...", assume.
E quando o assunto é moda, é categórica: só usa aquilo que a faz sentir-se bem. 
"Às vezes eu coloco uma coisa e, ah, podem pensar que está um arraso, mas não tem nada a ver com o meu mood, então, prefiro apostar num camisetão legal, numa bermuda e aí me sinto melhor", revela. 
Mas assume contar com a ajuda de um personal stylist para sempre aparecer linda nas festas e eventos.
 "O Fabrício Miranda sempre está comigo, mas quero deixar claro que a maioria das coisas não é culpa dele, eu sou muito teimosa e acabou fazendo as coisas do meu jeito", assume com bom humor o fato de, algumas vezes, ser criticada por suas escolhas, hum, nada ortodoxas por assim dizer.

FONTE/;CONTIGO
Fiorella Mattheis não comenta separação: 
'Só vou falar do Vai Que Cola'
Sem aliança e convidada VIP do lançamento da parceria entre C&A, PatBo
 e Barbie, a atriz preferiu não responder perguntas sobre sua vida pessoal

Por Lucas Castilho
A atriz Fiorella Mattheis, 26, há um mês envolvida em boatos de que teria se separado do judoca Flávio Canto e também apontada como affair de Alexandre Pato, preferiu não confirmar ou negar os boatos envolvendo sua vida pessoal.
 "Não vou falar. Só vou falar do 'Vai Que Cola'", respondeu a estrela.
Convidada VIP da pré-venda da coleção PatBo Barbie para C&A, em festa armada no shopping Iguatemi, nesta quinta-feira (11), em São Paulo, a atriz, vestida de rosa como a própria boneca, como ela mesma lembrou: 
"Até hoje escuto isso e é engraçado", ela também chamou atenção por, no lugar da aliança de compromisso, ter escolhido um anel de brilhantes.
Mas, simpática, respondeu com alegria as perguntas sobre a atividade que mais lhe dá prazer neste momento: as gravações do humorístico Vai Que Cola
O programa, exibido diariamente no canal pago Multishow é um sucesso e, de acordo com o IBOPE, é a atração mais assistida da TV a cabo.
 "Acho que essa mistura da espontaneidade do texto e por causa do elenco, que é muito unido, é o que explica o retorno do público", contou a intérprete da golpista Velna.
E ela garante: é muito amiga de todos os atores da produção. "Não tem nem como não ser, são muita horas juntos dentro do estúdio, acabamos virando uma família. 
Sou muito próxima do (Marcus) Majella, do Paulo (Gustavo), da Samantha (Schmütz), da Cacau (Protásio), ah, temos um time muito legal", revelou Fiorella.

FONTE/CONTIGO
A Fazenda 7
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domingo, 14 de setembro de 2014

Claudia Raia se despede dos palcos 
enquanto se prepara para nova novela: 
“Eu só acordo, nunca durmo”
Por Digo Bargas
Atriz falou para QUEM sobre a rotina intensa ao terminar a temporada do musical 'Crazy For You' enquanto inicia sua participação em 'Alto Astral', nova novela das 7: “Tenho a disciplina de malhar as dez da noite, depois de um dia de gravações".
Ainda este mês, o musical Crazy For You, estrelado por Claudia Raia, sai de cartaz. 
Foi mais uma produção bem sucedida da atriz, que precisa agora se dedicar a novela Alto Astral, trama das 7 que substituirá Geração Brasil, na qual ela viverá Samanta, uma paranormal charlatã.
Multitalentosa, em Crazy For You Claudia canta, dança e sapateaia, e é a principal responsável por tirar o projeto do papel,  mostrando competência na só na hora de atuar, mas também de produzir.
 Ela recebeu a QUEM no camarim do espetáculo pouco antes de uma das últimas apresentações, em São Paulo – todas com ingressos esgotados. 
“O teatro é fundamental na minha vida, é de onde eu vim, é a minha casa, mas só consigo fazer entre uma novela e outra, porque com o volume de gravações é impossível conciliar”, e brinca:
 “Eu sempre intercalei uma novela, um musical e um filho, mas de uns tempos pra cá parei de ter filhos”.
Cláudia se despede dos palcos, mas deixa muita coisa em andamento. O retorno está marcado para ser em Raia 30 anos, um espetáculo que vai homenagear seus 30 anos de carreira. 
“É emocionante olhar para trás, mas apenas uma parte do espetáculo será de memórias. Há muito do que está por vir, porque hoje sou uma atriz diferente do que eu fui”.
O novo musical será escrito por Silvio de Abreu e dirigido por José Possi Neto, Jorge Fernando e Miguel Falabella. “São os homens que me trouxeram para onde estou, e são grandes amigos também”.

“tenho a disciplina de malhar as dez da noite, depois de um dia de gravações
Encerrando Crazy For You e começando Alto Astral, a rotina da atriz se intensificou bastante: 
“Eu só acordo, nunca durmo”. São muitas funções: Como atriz de musicais, Cláudia precisa estar em dia com as aulas de canto, ballet e sapateado, 
“tenho a disciplina de malhar as dez da noite, depois de um dia de gravações. E as vezes chego no Projac as dez da manhã e já fiz uma aula de dança pesada”. 
Como também produz seus trabalhos no teatro, isso exige sua presença em intermináveis reuniões – Cláudia cuida de cada detalhe de seus espetáculos, da captação de recursos a hospedagem da equipe.
 Fora do trabalho, ela se define como dona de casa: “Cuido da casa e organizo a vida dos meus filhos de onde eu estiver”, diz, sobre Enzo, 17 anos, e Sophia, de 11.
Assim como em Cabaret, seu musical anterior, em Crazy For You Cláudia desfrutou de um grande prazer: Dividir o palco com o namorado, Jarbas Homem de Mello: 
“A gente adora o que faz, gosta das mesmas coisas e ama estar junto. Não tem uma saturação da relação porque nunca enjoamos um do outro”. 
Ela vai produzir o próximo musical protagonizado pelo amado, que será sobre Charlie Chaplin.
 
FONTE/QUE
Ricardo Pereira fala da vida em Lisboa e dos filhos
Por Florença Mazza
Ricardo Pereira está de volta às novelas portuguesas depois de onze  anos morando no Brasil: com o fim de "Joia rara", em que interpretou o comunista Fabricio, ele aceitou o convite para protagonizar "Mar salgado", coprodução da SIC com a Globo internacional que estreou no seu país no dia 10. 
Instalado em Lisboa com a mulher, Francisca, e os dois filhos, o ator comemora  o retorno à terra natal. 
E diverte-se com o fato de ser traído frequentemente pelas diferenças entre o português de Portugal e o falado aqui.
- Sempre erro os pronomes. Em vez de "te", uso o "se". Digo "você" no lugar de "tu" - conta Ricardo, que fez um trabalho intenso com fonoaudiólogos para perder o sotaque luso e falar como um brasileiro nas novelas da Globo.
Desde junho morando em Portugal, Ricardo viaja ao Brasil pelo menos uma vez por mês para fazer campanhas publicitárias. 
Ele diz que sua afinidade com o país é alvo de piadas entre os amigos portuguieses.
- Além das expressões eu peguei um jeito carioca mesmo, fiquei mais despachado. Meus amigos aqui dizem que eu já fui português um dia, mas acabei exportado.
O ator diz que está curtindo passar uma temporada no seu país de origem, principalmente pela oportunidade de seus filhos, Vicente, de 2 anos e meio, e Francisca, de 9 meses, ficarem perto dos avós.
- É muito bom ter a família reunida e todos acompanharem o crescimento dos meninos de perto - comemora o ator.
Ricardo diz ainda que tem vontade de ter outros filhos, mas não por ora.
- Estou aqui decorando 30 cenas, com as páginas espalhadas pelo chão, e a Francisca engatinhando no meio delas. É uma zona, mas muito gostoso.
Na história de Inês Gomes, com supervisão de Fausto Galvão, Ricardo interpreta André. 
O personagem desenvolve jogos e aplicativos para celular, mas tem como hobbies os esportes náuticos. 
Para o papel, o ator precisou aprender a mergulhar e a velejar.
- Estamos gravando desde julho, com externas em Berlengas (arquipélago próximo a Peniche) e Sesimbra - diz Ricardo, que, aos poucos, está se habituando ao ritmo de trabalho da TV portuguesa. 
- Aqui recebemos muitos capítulos antes. Já tenho mais de cem em mãos. Os roteiros são organizados de acordo com as locações, não têm como base os blocos enviados pelo autor.
"Mar salgado" ficará no ar até março e, então, Ricardo voltará ao Brasil. No segundo semestre de 2015, o ator deve voltar às novelas da Globo

FONTE/OGLOBO
Fernanda Pontes volta ao trabalho dois meses após dar à luz e fala do casamento com Diogo Boni: 
'Concilio tudo'
Rafaela Santos
Pouco mais de dois meses depois do nascimento de seu segundo filho, Fernanda Pontes já retornou ao trabalho. 
Ela é uma das repórteres do "Planeta Brasil" - programa da Globo nos Estados Unidos - em Orlando, onde mora com a família.
- Fui muito feliz fazendo novela, mas meu grande sonho sempre foi ser apresentadora, poder contar diferentes histórias e viajar o mundo inteiro fazendo o meu trabalho. 
Estou realizada e agradeço a todos que estão acreditando em mim.
Agora, ela concilia a rotina das gravações com os cuidados com Matheus e Maria Luiza, de 3 anos.
- Estou dormindo muito pouco e não paro um segundo para dar conta de tudo, mas nunca estive tão feliz. 
Concilio tudo: quando tenho que viajar, levo todo mundo comigo.
Entre uma matéria e outra, Fernanda também precisa se preocupar com a amamentação do bebê.
- É uma loucura, tiro leite, deixo estocado e, às vezes, volto em casa. O importante é  que está todo mundo bem e feliz. 
Quero um dia olhar pra trás e falar para os meus filhos: sou uma mãe e uma profissional realizada.
Casada há quatro anos com o empresário Diogo Boni, ela diz que o marido é "seu melhor amigo e parceiro".
- Depois do Matheus estamos ainda mais unidos. É essencial para o casal ter o seu momento. Ele me dá muita força no meu trabalho.

FONTE/OGLOBO
De volta ao 'Amor & sexo', Xico 
Sá prepara livro e fala de TV: 
'Não sabia lidar'
Por Anna Luiza Santiago
Xico Sá chega para a entrevista com “Três novelas femininas” em mãos. No livro, o austríaco Stefan Zweig destrincha a alma da mulher e trata de amor. 
Aficionado pelo tema, o jornalista está sempre em busca de inspiração para suas crônicas e participações na TV. 
E é com esse repertório renovado que ele voltará à bancada do “Amor & sexo”, em outubro:
- Vamos abordar os mesmos assuntos, mas de formas diferentes. A cada ano, o programa radicaliza mais, no bom sentido. 
Discute o que é tabu na sociedade. Ao contrário da campanha eleitoral, tem um debate sem hipocrisia. 
Nunca fomos podados, pelo contrário. Ricardo (Waddington, diretor) sempre quer esquentar - afirma o escritor, que se define como a voz do “macho de boteco”.
Na TV paga, Xico acaba de estrear a segunda temporada de “Extra Ordinários”, no SporTV. 
Nesse caso, acredita que a mistura de pensamentos seja o ponto alto:
- As pessoas estão acostumadas a comentários comedidos. Tudo o que não somos ali é regrados.
 Trata-se de um programa-surto - opina ele, que, diz, procura controlar a língua. 
- Sou mais cuidadoso por causa das paixões extremadas das torcidas no futebol.
O jornalista, que participa ainda do “Redação SporTV”, voltará ao “Saia justa”, do GNT, no fim do mês.
 Com seis anos dedicados à televisão - a estreia foi em 2008, no “Cartão verde”, da TV Cultura -, admite que só agora se acostumou.
- Pensava: ‘Passei a vida escrevendo livros e no jornal para ser reconhecido como o cara que dá pitaco na TV?’. 
Não sabia lidar com essa popularidade da televisão. Mas hoje acho bacana. Há uma adesão imensa de telespectadores aos textos que escrevo - conta ele, que usa o que fala no ar em suas crônicas e vice-versa.
Antes de pôr os pés num estúdio, Xico era "extremamente tímido". Ele conta que a mãe estranhava suas reações na tela nas primeiras aparições.
- Na televisão, você comenta com o rosto, sem dizer nada. Minha mãe, que é minha ombudsman, dizia que eu parecia triste - diverte-se ele.
Hoje mais à vontade, confessa que ainda fica na retranca certas vezes.
- Tenho medo das minhas besteiras, de soltar um absurdo, mais do que da patrulha. Se tenho autocensura, é muito por causa da minha mãe também. 
Passei a vida inteira escondido, pois ela é uma pessoa simples de Juazeiro, não acompanhava o jornal. 
Quando boto a cara na televisão, ela vê o filho que tem - brinca.
Xico destaca ainda que, apesar do estranhamento inicial, a televisão é importante por lhe dar “fôlego financeiro” e tempo para se dedicar à carreira de escritor. 
Graças à flexibilidade do regime de temporadas, conseguiu iniciar o próximo romance, sobre um goleiro que, depois de jogar fora, volta ao Brasil em fim de carreira e desiludido.
- É um livro sobre solidão e amor. Estou gastando minha melancolia nele. Quem se casou comigo vai me ver muito ali. Quem me vê rindo na TV vai achar estranho - adianta.
O jornalista, aliás, diz que é difícil parecer sempre bem-humorado nos programas. Mais complicado é falar de amor depois de uma decepção.
- Sempre deixo claro quando me pedem conselho que não sou um terapeuta, mas um cara vivido, que teve cinco 'ajuntamentos'/casamentos e leva uma vida boêmia - explica Xico, que virou uma espécie de guru dos relacionamentos e garante ser essa uma vocação antiga. ,
- Com meus 20 e poucos anos, quando nem sabia o que era mulher direito (e continuo sem saber), já aconselhava as amigas. Sempre fui bom de ouvir.
Como se não bastasse, ele ainda se prepara para ver no cinema “Big jato”, filme inspirado num livro seu que Matheus Nachtergaele protagonizará.
- É autobiográfico, mas delirante. Quero que cada um faça sua viagem - encerra.

FONTE/OGLOBO

sábado, 13 de setembro de 2014

Eriberto Leão: 
“Sou um pai apaixonado”

Por Carolina Farias
Ator respondeu às perguntas dos leitores enviadas ao site de QUEM.
Com a cabeça nas nuvens e os pés no chão. Assim Eriberto Leão, aos 42 anos – e 18 de carreira –, diz ter encontrado o equilíbrio na vida e na profissão.
 “Consegui isso porque sempre sonhei muito”, afirma o intérprete de Gael em Malhação.
 É a primeira vez que o pai de João, de 3, dá vida a um homem mais maduro, com duas filhas adolescentes.
1- Como é fazer Malhação, uma novela leve?
Mirna Medeiros, Campinas (SP)
Meu personagem é viúvo e cuida das duas filhas. É um desafio e estou feliz por poder fazer um personagem mais velho do que todos que já fiz.

2- Você é assediado por fãs? Como sai de uma situação dessas?
Maria da Conceição Flores, Belo Horizonte (MG)
Tenho 18 de anos de carreira na TV, estou na maturidade e em um campo magnético em que ninguém me aborda ou incomoda em lugares públicos.

3- Você já fez papel de lutador e agora, dono de academia. Gosta de lutas?
Pablo Sousa, Duque de Caxias (RJ)
Todo homem gosta. Sou apaixonado por Muhammad Ali e o Bruce Lee. Artes marciais me atraem pela filosofia. O que falta no Brasil é disciplina. O cantor Renato Russo dizia que disciplina é liberdade.
4- Entre o peão Zeca, de Paraíso, e o E.T. João, de O Amor Está no Ar, quem é mais parecido com você? Tem o pé na terra ou a cabeça no espaço?
Juliana Correa,  Niterói (RJ)
Sou geminiano, tenho os dois: é importante manter os pés no chão e a cabeça nas nuvens. Preciso do equilíbrio entre o profano e o sagrado, o positivo e o negativo, o chão e o céu.

5- Qual a maior aprendizagem em seus 18 anos de carreira?
Antônio dos Milagres, via e-mail
Saber que tudo passa. Uma parábola do Paulo Coelho fala de um rei que junta todos os magos do reino para criar algo que o faça feliz. Um cara chega com um anel e diz ao rei para usá-lo. Ele explica que em qualquer momento da vida, de felicidade ou tristeza, é preciso olhar o anel. O rei olha e vê escrito: “Isso também passará”. Ou seja, não deixe que a felicidade o embriague.

6- Sente saudades do tempo em que era roqueiro? Extravasou na peça Jim (que esteve em cartaz em 2013)?
Lucca Santiago, Recife (PE)
Interpretando Jim Morrison vivi tudo o que não passei quando tinha banda. Ganhei vários prêmios, inclusive o da QUEM (melhor ator de teatro de 2013)! Ser rock’n’roll é uma atitude de vida.
7- Você é sonhador? Já realizou algum sonho na vida?
Dirceu Oliveira, Vitória (ES)
Só cheguei aos 18 anos de carreira porque sempre sonhei muito e me esforcei para realizar meus sonhos. Fazer o Morrison era um deles de 20 anos atrás, quando eu estava na banda Hip Monsters. Sempre fui sonhador, mas tenho o pé no chão para realizar.

8- Que tipo de pai você é? E como gostaria de ser no futuro, quando João estiver crescido?
Maria Gonçalves, São Carlos (SP)
Sou um pai amoroso, brincalhão e apaixonado. Quero ser no futuro exatamente como sou hoje. Estou aqui para preparar o caminho do meu filho para o que ele amar fazer.

9- Acompanho sua carreira e percebo que você sempre faz papéis apaixonados nas tramas. É romântico?
Karina Lima, São Paulo (SP)
Sou um cara romântico 24 horas por dia. Estarmos aqui é um milagre. Sou grato e isso me leva a um universo romântico. Minha companheira que me aguenta, me deu um filho lindo e cuida de mim merece tudo de bom que eu possa fazer. Vivo em gratidão por ter encontrado o amor da minha vida. Nascemos um para o outro.

10- Sua mulher sente ciúmes?
Giselle Frigi, Piracicaba (SP)
Ela não tem ciúmes porque sabe que sou louco por ela. Estamos juntos há oito anos. Sempre foi assim, por isso demos certo. Ela sempre soube entender o meu espaço, a minha profissão. E agora sou um cara mais maduro.

FONTE\QUEM
Lupita Nyong’o:
 “Aproveitar bem o tempo é o que me motiva”
Dona do Oscar de melhor atriz coadjuvante e do título de mulher mais bonita do ano, Lupita, de 31 anos, fez sua estreia, em setembro, como o rosto de uma marca francesa de cosméticos.
 Nesta entrevista, ela revela seus gostos, convicções e hábitos.
Eleita pela revista People como a mulher mais bonita do mundo em 2014, Lupita Nyong’o conquistou destaque internacional após ganhar o Oscar de atriz coadjuvante pelo filme 12 Anos de Escravidão, no qual interpretou a escrava Patsey. 
Filha de pais quenianos, a atriz nasceu no México, quando a família visitava o país. 
Ela cresceu na África e estudou na Universidade de Yale, nos Estados Unidos, onde se formou em artes dramáticas.
Com beleza cativante, conquistou a simpatia de nomes importantes do mundo fashion, como a estilista Miuccia Prada, e passou a ser considerada um ícone de estilo de Hollywood.
 Já estrelou a campanha de verão da Miu Miu e agora foi escolhida como a primeira atriz negra a representar a luxuosa marca de cosméticos francesa Lancôme – cuja campanha de estreia será divulgada em setembro, com fotos de Mert Alas e Marcus Piggott. 
Nesta entrevista, a atriz conta que gosta de experimentar roupas, maquiagens e comidas novas, diz que chocolate é seu maior pecado e que, quando está de folga, viaja para lugares onde possa ter contato com a natureza ou passeia pelas ruas do Brooklyn, em Nova York, onde mora.
Você é reconhecida como o novo ícone de estilo de Hollywood. Como descreveria seu jeito de se vestir?
 Clássico com toque moderno. Gosto de me vestir com senso de humor e de não me levar muito a sério. Uso roupas que me façam sorrir e adoro tecidos com bom caimento. Também curto experimentar coisas novas.

Você foi nomeada a mulher mais bonita de 2014 pela revista People. Como se sentiu quando ouviu a notícia? Isso a ajuda a se sentir mais confiante?
Fiquei totalmente surpresa, lisonjeada e animada. Não podia esperar para contar para o meu irmãozinho (Peter, de 20 anos), cujas reações são sempre exageradas e exatamente aquilo que preciso expressar quando não consigo encontrar minhas próprias palavras. Gritamos muito e fizemos um “toca aqui” virtual. Apesar do título de pessoa mais bonita de 2014 ter me feito sentir mais esteticamente apreciada, não baseio a minha autoconfiança no que o público acha de mim. Eu a baseio nos elos construídos entre mim e as pessoas que conheço e amo. Essa é uma fonte mais sustentável de autoconfiança.

 Quem é seu ícone de beleza?
 (A modelo) Alek Wek é um grande ícone. Ao vê-la nas revistas quando eu era pequena, me reconhecia de uma forma que não tinha conseguido antes. Ela é do Sudão do Sul e tem características físicas como as minhas. E até ela surgir eu nunca havia visto alguém que se parecia comigo e era considerada tão bela pela mídia internacional. Mais: ela era afirmativa e segura de si, como eu sonhava ser. Elizabeth Taylor é outro ícone. Eu amava o fato de o poder e a feminilidade dela não contrastarem entre si. Ela era curvilínea e majestosa, e também confiante, todas qualidades muito bonitas.

Quem são seus estilistas preferidos?
Miu Miu e Prada me caem bem e adoro as cores. As roupas da Prada são ousadas, com esquema de cores profundo e rico, enquanto as da Miu Miu são mais divertidas e vivas. Também gosto da marca Suno e de Jonathan Cohen, com suas estampas tão excêntricas e surpreendentes. Osman (Yousefzada, estilista inglês) faz as melhores calças para o meu corpo. Vesti uma na época das premiações e foi a primeira vez em que não precisei fazer acertos.

 Você geralmente escolhe tons específicos na maquiagem?
Meu relacionamento com maquiagem é semelhante ao que tenho com comida: gosto de experimentar e depende do meu humor. Geralmente, para todos os dias, opto por gloss rosa claro ou ameixa. Em termos de batom, gosto dos tons de terra e vinho. Também curto brincar com cores vivas, como o vermelho, especialmente para o tapete vermelho.

 Alguma dica para alguém que está tentando descobrir o próprio estilo?
 Encontre o que faz você feliz e use. Conheço pessoas que esbanjam estilo e só usam preto, e fazem isso muito bem.

 O que você faz para relaxar?
 Eu me deito, medito, danço.

Quando você quer se esconder, para onde vai?
Para o meu apartamento. Moro no Brooklyn e gosto de me distanciar do lugar de trabalho. Adoro os parques, as quitandas, os museus... Os restaurantes são muito atraentes e práticos. Não gosto de ter escolhas demais, como em Manhattan.

Como você gosta de passar as férias?
Amo viajar, estar perto de praias, montanhas e florestas porque isso me lembra de quão delicada é a vida. Quando você se dá conta de que ela é algo finito, você a aproveita mais. Tento encontrar a minha família (que mora no Quênia) em algum lugar pelo menos uma vez por ano.

Você tem algum bicho?
 Não. Adoro animais, mas não tenho o desejo de cuidar de um. Elefantes são os meus favoritos. Acho-os fascinantes porque parecem ser de uma época totalmente diferente, e têm memória muito longa. São gigantes gentis. Também adoro girafas. Há um centro de girafas no Quênia, onde pode-se dar comida a elas. Eu até beijei uma. São animais interessantes, nunca conseguem se deitar completamente. A pressão arterial do coração até a cabeça é tão alta que, se elas se deitarem, morrerão.

 Que características acha mais atraentes em um homem?  E em uma mulher?
Honestidade, humor e camisas bem passadas. Numa mulher, honestidade, humor e unhas limpas.

Em sua opinião, qual é sua maior qualidade?
Gosto da minha empatia. O que me move é conseguir sentir empatia por pessoas, animais, qualquer coisa.

 Você tem algum pecado?
Chocolate. É o meu pecado favorito neste momento. Ele se chama Meiji. É um chocolate amargo japonês. É simplesmente divino: macio, leve... Ai, meu Deus!

 Qual é seu filme favorito?
Eve’s Bayou (Amores Divididos), dirigido por Kasi Lemmons. Adoro o realismo mágico do filme. Também acabei de assistir a The Lunchbox, dirigido por Ritesh Batra, e não consigo tirá-lo da cabeça. É uma história de amor indiana sóbria e romântica, uma das poucas que dão esperança no amor.

  Qual é seu livro de cabeceira?
 O Profeta, de Khalil Gibran. É um livro de poesia com ótimas lições de vida.

  Quem são seus artistas favoritos?
Gosto muito de Salvador Dalí. E de Wangechi Mutu, um artista e escultor queniano contemporâneo.

 E músicos?
 Posso ouvir sem parar tanto Asa quanto Adele. Também adoro Bruno Mars e Lorde. Ah, e Snoop Dogg.

 Tem um esporte favorito?
Diria que o futebol é meu esporte favorito. Mas eu só assisto durante a Copa do Mundo!

 O que a cativa?
 A natureza. Posso passar horas observando cupins trabalhando. Você vê sistemas e mundos que correm paralelamente ao seu. Quando você está em uma praia olhando um caranguejo se mover... É fascinante. É isso que amo na natureza: não há nada duplicado, tudo é único.

 O que a mantém motivada?
 Uma forte e insistente convicção de aproveitar bem o meu tempo, usá-lo sempre da melhor forma possível.

 O que você jamais deixaria de lado?
 O aplicativo WhatsApp no meu telefone. Ele me ajuda a ficar em contato com minha família.

FONTE\QUEM