segunda-feira, 21 de agosto de 2017

 Vladimir Brichta:
 "Sou um palhaço" 
 O ano de 2017 tem sido generoso com Vladimir Brichta.
 O ator mineiro de coração baiano, que voltou às novelas em Rock Story após um hiato de dez anos dedicando-se a projetos de séries e teatro, estrela uma grande aposta do cinema nacional: Bingo – O Rei das Manhãs. 
Inspirado na história de Arlindo Barreto, um dos intérpretes de Bozo nos anos 1980, o filme mostra os bastidores de um dos maiores sucessos da programação infantil da TV brasileira.
 Só que no lugar de Bozo, entra Bingo. E o SBT e Globo, palcos da “guerra” pela audiência das manhãs infantis da época, dão lugar às emissoras fictícias TVP e Mundial. 
Qualquer semelhança não é mera coincidência. 
 “É um drama de ascensão e queda de um rock star.
 O grande diferencial é que esse rock star é um palhaço”, resume Daniel Rezende sobre o longa, que marca sua estreia como diretor.
 Bingo/Augusto não teria, a princípio, o rosto de Vladimir por trás da tinta branca de palhaço. 
Desde o começo, o papel foi pensado para Wagner Moura, com quem Rezende trabalhou quando foi montador de Tropa de Elite. 
Envolto com as gravações da série Narcos, o ator não quis deixar órfão seu personagem.
 “Nos encontramos, eu, Lazinho (Lázaro Ramos) e Wagner Moura, e ele disse: 
‘Tem um filme que não vou poder fazer. 
É um dos melhores roteiros que já li e um de vocês dois tinha que fazer”, relembra.
 “Lazinho ainda brincou: Mas se é a biografia do cara, estou meio distante (e aponta para a pele).
 O que na verdade é irrelevante. Ele poderia fazer e ia ficar incrível, arrebentaria”. 
Essa referência da conversa entre os amigos, aliás, viralizou na última semana, quando a distribuidora divulgou um making of em que os três disputam o papel.
Wagner Moura disse à QUEM que a escolha de Vladimir foi perfeita. 
"O senso de humor de Vlad é clownesco, físico... 
Ele nunca teve problema em fazer as piadas mais infantis nos lugares mais solenes. 
Mas por de trás desse palhaço está um coração enorme, um grande amigo, um grande ator, uma grande alma.
 Difícil pensar em outra pessoa fazendo esse papel. 
Não consigo pensar na minha história de vida sem Vlad. 
Começamos juntos lá em Salvador e desde então seguimos muito presentes na vida um do outro. 
É uma amizade muito preciosa, de muita troca, humor, apoio, amor. Ele é um irmão. 
Uma pessoa fundamental pra mim", elogia. 
 Confirmado na produção, Vladimir iniciou a preparação para o personagem, que incluiu perder 8kg e fazer laboratório com quem tinha experiência no assunto: 
Domingos Montagner (1962 - 2016) e Fernando Sampaio - atores com origem no picadeiro e criadores do grupo circense LaMínima.
 "A presença dele foi uma forma de ajudar um palhaço mais novo (eu) a se encontrar.
 É um paralelo com a história do filme, totalmente. 
Ver o Domingos atuando é tocante, emocionante", conta Vladimir a QUEM.
 A morte trágica do ator em 2016, afogado nas águas do rio São Francisco, dia 15 de setembro de 2016, não alterou o roteiro do filme, que já estava todo gravado. 
“Eu ia mostrar Bingo pela primeira vez ao Vladimir no final de semana seguinte à morte do Domingos e acabamos adiando.
 Fiquei um mês sem conseguir olhar pro filme e, quando assisti, não conseguia olhar as cenas do Domingos”, comenta Rezende, que relembra ainda o desejo que o ator teve de, ele mesmo, fazer o protagonista:
 “Domingos gostaria muito de ter feito o papel e conversei com ele por que tinha uma questão de idade que não batia. 
Mas eu queria muito que ele estivesse no longa e que tivesse esse registro do Domingos como o palhaço mentor no filme”, diz Rezende. 
O resultado é uma participação muito simbólica que marca o papel derradeiro de Domingos. 
 Vladimir - O Palhaço Apesar do perfil de galã com viés cômico que o popularizou na televisão, assumir-se palhaço para Vladimir aconteceu apenas com o desenrolar do filme:
 "Eu tinha pudor de dizer que eu era um palhaço.
 Venho de um universo acadêmico e respeito as pessoas que estudam muito. 
Eu fazia minhas palhaçadas desde sempre, já me vesti de palhaço e tinha um timing, mas tinha esse pudor, ainda que já pagasse as contas com humor. 
Hoje sou um palhaço”, reflete. Entre os colegas, Brichta é unanimidade: 
“Vladimir é um ator com um timing e uma inteligência únicos.
 Depois, eu passei a gostar mais ainda dele porque ele é casado com uma pessoa que eu amo e qualquer um que faz Adriana (Esteves) feliz me deixa fã absoluta”, derrete-se Ana Lúcia Torre, intérprete da mãe de Augusto, com quem ele tem uma relação quase edipiana no filme. 
 “Foi muito bonito ver a entrega dele, esse comprometimento e profissionalismo.
 Ele pegou esse filme para ele e foi até o fim. 
Ele filmava do primeiro horário até o fim todos os dias. E você nunca o via reclamando.
 Estava sempre ali, disposto e ao mesmo tempo indo a lugares bem punks para construir seu personagem”, relembra a colega de elenco Leandra Leal. Trabalho em família Adriana Esteves, atriz e mulher de Vladimir, acompanhou cada etapa do filme e do marido: 
"Foi linda a entrega de Vladi para este filme. 
Desde o início do convite, ele sabia o quanto a história era ótima, com uma equipe incrível. 
Achei a escalação dele perfeita, um grande gol. 
Achei o filme excelente e o trabalho de Vladi magnífico. Arrepiante", relembra.
 Em casa, a composição de Bingo foi um processo que passou, também, pela troca de experiências entre marido e mulher:
 "Todos os nossos trabalhos são debatidos dentro de casa.
 Esse é um dos grandes prazeres que temos em nossa parceria.
 A ajuda que eu posso ter dado, é a admiração que tenho pela dedicação dele. 
Amo ator incansável. E ele foi lindamente assim neste filme.
 Com mais apoio, todo o nosso talento brasileiro transbordará." 
 Palhaço tem coração Um dos tripés em que se apoia a narrativa é a relação de Vladimir com a família, sobretudo o filho Gabriel (Cauã Martins).
 À medida que Bingo escala o sucesso e se torna o palhaço mais amado do Brasil, Augusto se desconecta do filho.
 Pai de Vicente, de 10 anos, fruto do casamento com Adriana Esteves, e de Agnes, de 20, do relacionamento com a cantora Gena Karla (morta em 1999 em decorrência de porfiria, doença que causa distúrbios no metabolismo), Vladimir relembra que em certa medida, assim como seu personagem, já passou por esse distanciamento, mesmo que involuntariamente.
 "Briguei pela guarda da minha filha por muito tempo, então estive ausente. 
Neste caso, por uma força que não era meu desejo.
 Isso afetou muito minha vida, fui motivado pelo desejo de estar próximo e ser um pai presente”, relembra. 
 “Me lembro quando um diretor de teatro me encontrou. 
A mãe da minha filha tinha falecido há pouco tempo e ele passou por mim e perguntou ‘como é que está a sua filha?'. 
Eu estava fazendo um monte de peças e a Agnes estava passando um tempo com a minha mãe nesse período.
 Falei ‘ah, ela está com minha mãe, num sítio, muito legal..’, comecei a enaltecer. 
Ele me disse: ‘Legal pro filho é do lado do pai’.
 Senti um baque. Nunca esqueci disso, me norteou”, diz. 
 Roteiro O drama do cara triste por trás do nariz de palhaço não é exatamente temática nova no mundo do cinema ou das artes. Pierrot e Chaplin já exploravam muito bem o assunto.
 O grande trunfo da produção é que o ‘palhaço triste’, nesse caso, faz parte do imaginário da cultura pop do brasileiro. 
“Queria muito algo que pudesse conectar com pessoas, ter uma história profunda e que olhasse pra nossa própria cultura pop. 
Fazemos pouco isso. A gente olha bastante pras culturas regionais, mas não explora tanto a nossa”, reflete Rezende. 
 Na trama, Augusto (Vladimir Brichta) é filho de uma famosa vedete e ator de pornochanchada que vê nas audições para o palhaço Bingo um atalho para o sucesso.
 Em uma década de exageros como foram os anos 80, junto com a popularidade avassaladora do personagem, Augusto mergulha em uma onda de sexo e drogas digno de uma estrela do rock.
 “Bingo reverbera esse discurso de que a fama ou poder, quando você realiza alguma coisa grande, mudam drasticamente a forma como o mundo te vê. 
É difícil administrar o fascínio e poder que lhe dão. 
No caso dele, ainda tem a ambiguidade de ser famoso (como Bingo) e ao mesmo tempo desconhecido (como Augusto)", explica Vladimir. 
 "Três elementos que motivaram a fazer o filme: 
A relação do personagem com filho e a mãe, a luta pelo sucesso sob o ponto de vista do ator, e a história do palhaço triste.
 É um pouco se perguntar, por exemplo, por que o Robin Williams se matou.
 É um cara que faz a alegria das pessoas e tem um lado tão sofrido e desajustado.
 O palhaço é uma superprojeção da alegria, mas pode se afundar na tristeza, inquietação e nos dilemas humanos”, reflete Brichta.
 “Fizemos esse recorte do mundo artista, mas acontece com todos nós, não importa se é médico, enfermeiro... a gente quer ser reconhecido pelo que faz, por ser um bom pai, um bom irmão”, complementa Rezende. 
 A década do exagero Apesar de claramente se inspirar na realidade, Bingo não é, nem pretende, ser fiel com os fatos, um dos motivos que norteou a decisão de não usar os nomes reais dos personagens – com uma exceção: Gretchen.
 “Algumas coisas aconteceram, outras não, e esse é o ponto de partida do filme”, diz Rezende. 
"Mas pensei também: A gente precisa ter uma cereja do bolo.
 Como eles namoraram na vida real, tem que ser a Gretchen”, diz o diretor aos risos. 
 Gretchen, no entanto, jurou a QUEM que nunca teve nada com Arlindo: 
Nunca tivemos um relacionamento. Eu sabia que rolariam esses comentários. 
Muito natural em se tratando de um filme polêmico como esse”, garante a cantora.
 Sobre as cenas picantes de Gretchen, personificada por Emanuelle Araújo, ela também é taxativa: “Essa cena não aconteceu. 
Eu entendo que o autor do filme precisava apimentar as coisas.
 É tudo fictício, mas o importante é que o filme é um sucesso”, diz. 
A atual rainha dos memes garante ainda que, na época, estava muito mais para uma bela, recatada e (quase) do lar:
 “Eu era muito jovem e de uma família muito tradicional. 
Nunca participei dessas loucuras. Não fumava, não bebia e nunca usei drogas.” 
 Se não há compromisso com a realidade, pode-se dizer que há, inegavelmente, dedicação para recriar os exageros dos anos 1980 com precisão: 
“A chance de errar para retratar essa época era muito grande.
 Esse filme tinha a obrigação de ter uma direção de arte estupenda, mas que acertasse nos detalhes. 
Figurino, cabelo, tudo era um exagero. 
A televisão era um exagero.”

FON
TE/QUEM
 Joana Balaguer grava programa de entrevistas e conta que a filha nascerá em Portugal:
 'Já queria engravidar há muito tempo'
Por Gabriela Antunes
Mãe de Martin, de 3 anos, a atriz Joana Balaguer está grávida de uma menina. 
Casada com o empresário português Paulo Miguel (foto abaixo), ela conta que o nascimento será em Lisboa, onde mora:
 - Estou com 14 semanas. Foi uma ótima notícia. 
Eu já queria engravid
ar há muito tempo, mas não imaginei que seria agora porque estou trabalhando bastante. 
Estamos nos preparando para comprar o enxoval em Orlando e ela vai nascer aqui em Portugal. 
Assim, continuo tocando os meus projetos.
 A menina se chamará Gaia. - Significa deusa da terra.
 Gosto muito de nomes curtos. Sempre achei que ficaria rodeada de meninos, mas já estou me vendo nesse mundo cor-de-rosa - conta ela, que ainda não sabe se dará uma pausa na carreira, como fez na primeira gestação. 
- Hoje, eu penso que vou voltar a trabalhar logo, pouco tempo depois do nascimento.
 Mas aí vou ver aquele bebê tão pequeno e dependente e posso mudar de ideia.
 Só vou ter certeza mesmo quando nascer. 
 Por enquanto, Joana se dedica às gravações do piloto do programa "Seja bem-vindo", em que entrevista personalidades brasileiras que visitam Portugal. 
A atração será negociada com canais de TV.
 - A ideia é receber a pessoa, buscar no aeroporto, fazer um tour pela cidade. 
Enquanto isso, o entrevistado vai falando sobre seus projetos.
 Já gravei com Ivete Sangalo e Marcos Pitombo - explica Joana, que está no ar em "Malhação", no Viva, e recentemente participou da novela "Amor maior", da portuguesa SIC.
 Joana Balaguer anuncinou a nova gravidez em suas redes sociais

FONTE/OGLOBO

domingo, 20 de agosto de 2017

 Isis Valverde fala de superação após fofocas com Cauã Reymond: 
‘Fui traída por amigos próximos’
Atualmente, Isis Valverde saboreia o sucesso como a Ritinha da novela “A força do querer” e de uma certa maturidade depois de viver algumas dramas na vida pessoal. 
Um deles foi ser apontada como pivô da separação de Cauã Reymond e Grazi Massafera, ainda antes da estreia da série “Amores roubados”, na qual fazia par com o galã. Isis foi atacada nas redes e viveu um inferno pessoal. 
Outro foi o acidente de carro que sofreu — a atriz estava no carro dirigido por uma prima que capotou, deixando Isis com a primeira vértebra da coluna quebrada.
 “Fui muito traída por amigos próximos, vivi mentiras horrorosas.
 Comecei a varrer todo mundo pra fora. 
‘Sai! Sai daqui!”, diz Isis Valverde ao posar de Eva para a capa da “Rolling stone”: 
“Eu não sou santa, tenho milhões de defeitos. 
Mas eu nunca conspirei contra os outros.
 Eu não fui criada assim, minha família nunca me instigou a alimentar inveja, ódio, raiva, a desejar o mal de ninguém. 
Por isso, quando as pessoas armam pra mim, eu caio. Eu não vejo as armadilhas. É bizarro”.

FONTE/EXTRA

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

 Bial fala da paternidade aos 59 anos: 
"Achava que tinha fechado a fábrica" 
Por Bruno Astuto
O jornalista e apresentador faz balanço de seu programa, Conversa com Bial.
Pedro Bial faz balanço de seu programa e diz que a gravidez da mulher está sendo tranquila.
Pouco mais de três meses após a estreia de seu programa, Conversa com Bial, o jornalista e apresentador Pedro Bial faz um balanço da atração. 
"Foi uma boa decolagem, que exigiu muita energia. 
Perdemos bastante combustível, fiquei sobrecarregado no início, mas estou entrando num voo de cruzeiro, satisfeito com a boa recepção", diz o jornalista, que, aos 59 anos, será pai de Laura, sua primeira filha com a jornalista Maria Prata. 
"Achava que tinha fechado a fábrica e não seria pai novamente",diz ele, que bateu um papo com a coluna.
 Suas entrevistas rendem assunto na internet... 
 Isso é incrível para mim, que comecei há tanto tempo, quando a coisa ia ao ar e ponto. 
Agora fica ali, para sempre. Os compartilhamentos nas redes sociais dão sobrevida impressionante ao programa. 
Estou aprendendo a ver os perfis de entrevistas com maior vocação de repercutir na internet. 
 Recentemente Maria Prata mostrou a gravidez em clique compartilhado no Instagram

Nesta guerra TV versus internet, quem ganha? 
 Não vejo como guerra. A internet veio enriquecer a vida de todos, inclusive de quem faz televisão. Claro que tem de saber usá-la, porque ela empobrece debates daqueles que a usam de maneira pobre. A TV permanece soberana, porque o que temos nas redes é produção de opinião, articulistas. Mas notícia, ir para a rua, apurar, só as corporações jornalísticas fazem. É ativo nas redes sociais? Instagram uso só para divulgar uma ou outra entrevista. No Facebook, tenho um perfil oficial, que também não uso. E, no Twitter, eu nem entro porque não tenho imunidade. O que uso mais é um perfil escondido no Face, onde entro de vez em quando para saber o que as pessoas estão falando. Só para medir a temperatura da água. 
 Maria Prata e Pedro Bial: casal sempre discreto, em breve nasce a primeira filha deles 

 Como está a gravidez de sua mulher?
 Está ótima, Maria enjoou só nos três primeiros meses, como é de praxe. No mais, ela está bem, é muito disciplinada, faz todos os exercícios, está se alimentando com muito rigor e lendo muito. Já leu todos os livros a respeito de tudo, de todas as possibilidades. É a típica grávida jornalista. 

 É otimista sobre o caos político? 
 Vejo com otimismo funcional. Só me interessa ver dessa forma porque, senão, só restava me jogar do Viaduto do Chá. É um processo necessário. Como sociedade, tínhamos de expor nossas entranhas, nossos podres. Espero que dê em algo, mas ainda vamos pastar muito. E é terrível porque, como sempre, quem paga o preço mais amargo da crise são os mais pobres. 

 O que faz quando o entrevistado não rende? 
 Vou ali, corto os pulsos e já volto... (Risos.)

FONTE/EPOCA

terça-feira, 15 de agosto de 2017

 Beto Simas comemora família maior: 
“Amor indescritível” 
 Por Beatriz Bourroul
 Beto Simas, 52 anos, vai comemorar o Dia dos Pais com a família maior. 
Para ele, não há diferenças de amor entre Felipe Simas, 24, Rodrigo Simas, 25, e Bruno Gissoni, 30. 
Embora o mais velho seja seu enteado, a relação é de pai e filho.
 “Estou com o Bruno desde que ele tem 1 ano e meio. 
Troquei mais fraldas do Bruno do que do Rodrigo e do Felipe. 
Para mim, são todos filhos, trato igualmente. 
A Madalena, filha dele, também é minha neta”, diz Beto, sobre a menina de 2 meses. 
Ele também é avô de Joaquim, 3 anos, e Maria, 5 meses, os dois filhos de Felipe Simas. 
 Cuidar de meninas é uma novidade para ele. 
“Sempre soube que não teria meninas. 
Sempre achei eu seria pai de meninos”, conta ele. 
No bate-papo, ele lembra ainda o período que a família viveu nos Estados Unidos e o início da carreira na TV, quando fez oficina de atores ao lado de Murilo Benício. 
Beto Simas com os netos Maria e Joaquim, filhos de Felipe Simas

 Você é pai e também avô. Como é a sua relação com os netos? 
Tenho um grande amor pelos meus filhos, assim como pelos meus netos. É um amor indescritível. Meus filhos geraram outros seres humanos. Às vezes, dá vontade de dar um bronquinha no Joaquim, o mais velho, mas prefiro não me meter na educação. Eu converso. A educação fica com os pais, não gosto de interferir, invadir. 

 O Bruno Gissoni uma vez contou que se considera um privilegiado por ter dois pais – o Marcelo e você. Sua relação com ele é de pai e filho mesmo, né? 
Claro! Estou com o Bruno desde que ele tem 1 ano e meio. Troquei mais fraldas do Bruno do que do Rodrigo e do Felipe. Para mim, são todos filhos, trato igualmente. A Madalena, filha dele, também é minha neta. 

 Você está curtindo ser avô de meninas? 
Elas são pequenas ainda. Por enquanto, só fico babando. O Joaquim, meu neto mais velho, é muito esperto, rápido, pede para tocar um atabaque... Nunca tive filha menina e imagino que seja outro tipo de interação, outro jeito... É diferente, né? O engraçado é que sempre soube que não teria meninas. Sempre achei eu seria pai de meninos.
 Beto Simas e a pequena Madalena, filha de Bruno Gissoni

Você morou bastante nos Estados Unidos. Atualmente, sua residência oficial é aqui? Quis ficar mais perto dos filhos?
Estou baseado no Rio de Janeiro, mas ainda tenho academia em Los Angeles, nos Estados Unidos. Vou duas ou três vezes por ano para lá por conta dos negócios. Quando me mudei para lá em 1999, levei meus filhos. Eles voltaram para o Brasil e trilharam suas carreiras na TV. Eu ainda fico lá e cá.

 Ainda mantém cuidados com o corpo? 
Acho que é um caminho natural. Meu metabolismo não tem a velocidade que tinha antes. Nunca fiz dieta na minha vida, nunca me preocupei com isso, mas tenho hábitos saudáveis. Evito frituras, como muitos legumes. Entre as atividades físicas, preciso de exercício. Eles fazem parte da minha rotina, fazem bem para minha cabeça.

 Na capoeira, você é chamado de Mestre Boneco. Como veio esse apelido? Tem alguma relação com os meninos?
Não. O apelido veio antes de ser pai. É uma tradição que sejam dados apelidos aos capoeiristas. Eu, quando comecei na capoeira, era um garoto magrelo, com cabelo liso e ganhei o apelido de Boneco. Pratico capoeira antes de ser pai. Fundei o Grupo Capoeira Brasil em 1989, mas já treinava antes disso. Minha primeira temporada morando fora foi entre 1983 e 1984.

 Você já viajou bastante como capoeirista. Passou perrengues? 
 Fui para muitos lugares. Estive nos Estados Unidos, China, Canadá, rodei pela Europa... Quando eu tive ideia de ir para Nova York, vendi meu Fusquinha e minha bicicleta. Comprei a passagem e fui para nova York com 100 dólares. Meu amigo morava em um bairro barra pesada. Comecei a dar aula e fazer show de capoeira para ganhar dinheiro. Além disso, trabalhei em lava-carros e como segurança de casa noturna. Virava três noites praticamente sem dormir. Era jovem nesta época. Quando voltei a morar nos Estados Unidos, no fim da década de 1990, já era uma outra situação.

 Entre uma temporada e outra, você voltou ao Brasil e ficou famoso. Imaginava que seus filhos também pudessem ter uma carreira artística? 
Na década de 1990, já estava modelando. Tive oportunidades na TV e no teatro. Acho que a grande visibilidade veio quando desfilei como Adão no Carnaval. A escola era a Mocidade Independente de Padre Miguel. Cheguei a fazer Oficina de Atores da Globo junto com o Toni Garrido e o Murilo Benício. Daí, veio uma participação em Malhação. Engraçado que os três – Bruno, Rodrigo e Felipe – também passaram por Malhação. É a família toda presente em Malhação, cada um em um momento. Eu até queria me aprimorar como ator na época. Era contratado da Globo, mas surgiu a chance de ir para Los Angeles e decidi ir para lá.
 Beto com Rodrigo, Bruno e Felipe ainda meninos

Nesta época, você já era pai. Acredita que esta temporada internacional foi boa para a família? 
 Foi enriquecedor. Moramos nos Estados Unidos entre 1999 e 2012. Os meninos aprenderam inglês, ganharam uma vivência internacional e não deixaram a capoeira. Eles treinavam todos os dias. O Bruno já estava mais velho e preferia jogar bola. Os três jogam capoeira bem. Eles têm consciência corporal e são garotos que têm o pé no chão. Talvez, no começo, tenha sido difícil ficar fora do país para eles, mas criamos uma comunidade muito bacana nos Estados Unidos.

 E hoje? Seus planos continuam na área da capoeira? 
 Estou com um projeto chamadp PGB - Projeto Projeto Ginga Brasil (PGB), é uma iniciativa voltada para jovens e adultos de comunidades carentes, que atua na área privada e na área social, em que vou dar aulas de capoeira.
FONTE/QUEM
 Aos 18 anos, Clara Tiezzi faz testes para voltar à TV
Por Anna Luiza Santiago
 Longe da TV desde 2014, quando esteve em "Malhação", Clara Tiezzi faz testes para voltar à TV e também mira no cinema. 
Além disso, a atriz - conhecida pelas personagens Teca, em "Teca na TV", do Futura, e Mabi, da novela "Ti-ti-ti", da Globo - se dedica ao segundo período da faculdade de Cinema: 
 - Pensei que logo iria mudar para o curso de Publicidade, por ser mais abrangente. 
No primeiro dia, gostei. No segundo, mais ainda. 
No terceiro, já estava achando maravilhoso. 
Pretendo produzir, dirigir e escrever no futuro. 
Acho que é bom para o ator entender todo o processo. 
 A atriz, que completou 18 anos há um mês, se diz ansiosa por novas oportunidades na carreira:
 - Menor de idade não pode fazer certos tipos de cena. 
Depois dos 18, é outra vida, bem melhor profissionalmente. Estava na contagem regressiva. 
 Ela garante que não se incomodaria de fazer sequências mais pesadas.
 - Desde pequena, sempre fui muito tranquila. 
Sei que existe a Clara pessoa física e a Clara atriz. 
Fazer uma cena mais sensual, por exemplo, não seria um problema. 
Eu ficaria feliz de ter sequências assim, pois gosto de desafios. 
O ator tem que se doar - opina ela, que sonha com papéis de vilã e de dependente química.
 - Tenho essa carinha de princesa, bonequinha. Mas quero explorar outros tipos. 
 A atriz, que chama a atenção pela mudança na aparência, conta que a transformação foi natural. 
 - Meu cabelo é castanho. Pintei de louro para a novela e acabei deixando. 
Por uma questão de saúde dos fios, voltei à cor original - explica ela, acrescentando que ainda é bastante reconhecida nas ruas por causa das personagens marcantes. 
- Mudei absurdamente, mas a galera reconhece e pergunta se sou a Teca.
 Solteira, Clara conta que prefere ficar longe de festas.
 - Estou solteira, linda, bela e maravilhosa - brinca.
 - Nunca fui muito festeira. Meus amigos brincam que vão apostar para ver quem consegue me embebedar primeiro. 
Sou da turma pipoca e da Netflix.

FONTE/OGLOBO

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

 Kleber Toledo afirma ter pedido a mão de Camila à mãe dela
 Camila Queiroz e Klebber Toledo estão planejando casamento para o ano que vem. 
Namorados há um ano, os dois pombinhos passam o tempo conversando sobre o que esperam do grande dia. 
"A gente conversa muito sobre isso, sobre o que vamos querer, sobre o que não pode faltar", diz Camila, que é protagonista de "Pega pega".
Ainda morando em casas separadas, Camila e Klebber querem uma cerimônia tradicional e esperam uma folga no trabalho para marcarem a data. 
"A gente acha que daqui um ano é uma boa. Eu sempre quis casar nova, ter filho nova. É o sonho da minha vida. 
Quero casar de véu, grinalda, tudo que tenho direito. Sou muito romântica", fala a bela, de 24 anos.

FONTE/EXTRAONLINE
Barbara França:
 "Beleza não mede a competência de ninguém"
Destaque na nova novela das seis, atriz fala sobre a carreira e relembra a vez que teve o celular vazado entre os fãs 

Por Rafael Monteiro 
 De vilã em Malhação (Pro Dia Nascer Feliz) para mocinha na nova novela das sei da TV Globo, Tempo de Amar. 
Como anunciávamos em um ensaio sensual produzido em 2014, Barbara França é uma grande estrela em potencial.
 A nossa aposta parece cada vez mais acertada a cada novo projeto dela na televisão. 
Entusiasmada com o novo personagem, a atriz voltou a falar com a GQ Brasil. 
Dessa vez, o papo foi sobre o seu novo estágio na carreira, que envolve novo visual retrô ("pareço uma bonequinha", disse) e a relação bastante próxima com os fãs, fruto da sua exposição. 
O sucesso é tão grande que até a mãe dela ganhou o seu próprio fã-clube. 
Em Tempo de Amar, você viverá o seu primeiro personagem de época. Como tem sido a sua preparação? Você buscou inspiração em outras obras?
 Desde que eu soube que faria a novela, eu comprei um caderninho e documentava nele tudo o que tinha acontecido em cada ano desse período. Ou seja, tudo de 1927, tudo de 1928, até chegar aos anos 30. Comecei, também, a pesquisar atrizes da época dos anos 20/30, como Greta Garbo. Para mim, ela é a maior de todas elas. Na própria Globo, eles têm um acervo de filmes, imagens, livros e séries ótimo para estudo dos atores. Outra referência, que eu peguei lá, foi a minissérie Um Só Coração, coincidentemente também escrita pelo Alcides Nogueira. Tem sido uma experiência muito enriquecedora para mim. 

 Nas primeiras imagens das gravações da novela, você aparece com cabelo curtinho e "jeitinho fofo". Além da mudança no seu visual, o que mais você pode adiantar sobre a sua personagem?
 O que eu posso adiantar é que a Celina é o oposto da "Barbara Carvalho", que era uma vilã em Malhação (Pro Dia Nascer Feliz), minha última personagem. A Celina usa um cabelinho Chanel bem curto da época, usa umas roupas que são "foférrimas", com um ar mais romântico. A mudança de personalidade é absurda! Ela é uma menina muito doce, muito meiga, parece uma bonequinha! Vem de uma família tradicional e, apesar desse lado lado meigo, fofo, romântico e sonhador, tem uma força interna muito grande. Então ela carrega essa dualidade, que é algo muito interessante para o personagem. 

 Como costuma acontecer com os atores que passam por Malhação, você ganhou um grande público nas redes sociais. Como é a sua relação com a internet?
 Graças a Deus, eu fui e sou muito feliz nesse aspecto. Desde Malhação, eu ganhei um público muito fiel. Eu converso com eles diariamente no Twitter, no Instagram, faço live nas redes sociais. Eu adoro essa parte! Inclusive, é muito engraçado que até minha mãe ganhou fãs, vários fãs-clubes. Sou muito grudada nela (risos). Ela me ajuda nessa parte. Quando as pessoas não conseguem falar comigo, falam com ela. A minha mãe é muito caxias: lê tudo, responde tudo. Virginiana! Não tem um alfinete que não passe por ela. 

 Esse assédio já te causou algum problema? 
 O máximo que me aconteceu foi que o número do meu celular ter vazado. As pessoas me ligavam o dia inteiro, de madrugada, até a cobrar! Foi uma loucura. Meu WhatsApp não parava. Isso foi um pouco esquisito. De vez em quando, isso ainda acontece. Mas, nós, atores, estamos sujeitos a esse tipo de coisa... 

 No Instagram, você recebe muitos elogios em fotos de biquíni. Qual é o segredo para se manter em forma? 
 Na verdade, para mim, não tem muito segredo (risos). Eu conto com uma genética maravilhosa dos meus pais. Eles sempre foram magrinhos, então eu realmente não tenho tendência a engordar. Desde pequena, eles me incentivaram a fazer esporte. Já fiz tudo o que você pode imaginar: boxe, muay thai, ginástica olímpica, natação, futebol de praia, 10 anos de vôlei de praia (Barbara foi atleta federada na modalidade), capoeira, além de balé. Mas o que eu faço pra manter é academia mesmo. Malho, faço spinning, faço local, dou uma corridinha na praia. Dieta, eu nunca fiz e não tenho disciplina pra fazer (risos). Sou mineira e gosto de comer! Nos dias de semana, eu tento manter uma alimentação balanceada, com arroz, feijão, salada, carne, mas não deixo de comer macarrão, se eu quiser, por exemplo. E, no fim de semana, eu chuto o balde! 

Para você, o quão importante é a beleza física na sua profissão?
 Na minha opinião, beleza não põe mesa. Beleza não mede a competência de ninguém. Não adianta ter um rostinho bonito se não tiver algo mais para oferecer. Esse algo mais tem que ser muita, muita coisa. Então, na minha opinião, a beleza é uma questão totalmente secundária, totalmente coadjuvante. O que mais tem, principalmente no meio da televisão, são pessoas muito bonitas, muito mesmo. Se você não tiver um diferencial, isso não vai fazer você chegar a lugar nenhum, entende? Se você for bonito, ok, claro que é um ponto positivo, mas se você não tiver estudo, não tiver foco, não for uma pessoa esforçada, não mostrar a que veio, não é a beleza que vai fazer você conquistar seu espaço, fazer o seu nome. Meu foco é continuar atuando cada vez mais e mostrar meu potencial para papeis cada vez mais desafiadores.  

Para finalizar: qual é o seu maior sonho como atriz? 
 Meu maior sonho como atriz é conquistar meu espaço nas novelas que eu tanto adoro, no cinema, nas séries, nos palcos... Tenho muita vontade de fazer cursos fora do Brasil. Quem sabe algum dia vou fazer filmes internacionais, também... Tudo tem o seu tempo. E viver da minha profissão. Quero fazer isso até quando eu estiver velhinha.

FONTE/QG

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

 Ivete Sangalo congela óvulos para ser mãe de novo: 
‘Furunfando a gente está’ 
 Ivete Sangalo congelou óvulos para ser mãe outra vez, mas quer forma mais natural possível .
 Quem olha para esse mulherão aí ao lado nem imagina que ela já levou alguns tocos.
 “Até os 17 anos era puxado para mim”, conta Ivete Sangalo, que, ao lançar o clipe de “À vontade”, revisitou o passado de bailinhos em que se dançava coladinho: 
“Eu não tive festa de 15 anos porque queria ganhar uma prancha de surfe.
 Então, nada de valsa, essas coisas. Mas lembro que em Petrolina ia a um lugar chamado Trevo e passava a noite dançando tudo junto”. 
 Se no vídeo ela faz um dois pra lá dois pra cá com Wesley Safadão, em casa é com o marido Daniel Cady que o corpo a corpo acontece.
 “A gente dança uns forrós danados, viu? 
Adoro”, diz ela que acaba de voltar de uma viagem pela Europa, onde diz, namorou muito e treinou bastante para dar a Marcelo, o filho de 7 anos, um irmão ou irmã: “A gente ‘berimbô’ legal!”. 
 Ivete Sangalo contou ao filho como são feitos os bebês: namorinho do papai e da mamãe.

Ivete e Daniel estão juntos há quase dez anos e uma nova gravidez está nos planos do casal há algum tempo. 
“Furunfando a gente está. Quero engravidar da forma mais natural possível. 
Mas é claro que, aos 45 anos, as coisas ficam mais difíceis, já não produzo mais óvulos como antes. 
Por isso, congelei os meus”, observa a cantora, que já explicou ao filho como nascem os bebês: 
“Ele sabe que existe o namorinho do papai e da mamãe”. 
 Cantora diz que não quer ficar aprisonada a ritmos da moda Cantora diz que não quer ficar aprisonada a ritmos da moda 
 Livre para criar a própria música
 Muita gente acreditou que a nova pegada de Ivete Sangalo teria os elementos latinos do reggaeton que estourou nas paradas do mundo inteiro. 
Só que a cantora mexica: 
Muito antes de Maluma, Fonzxi e J. Balvin ela já se utilizava do ritmo. 
“Quem conhece minha carreira sabe que já trago isso há muito tempo nos meus discos. 
Essa mistura latina e africana que acertou o mundo em cheio. 
Eu amo ‘Despacito’, mas não queria ficar tolhida na minha criatividade”, explica ela, que decidiu levar para “À vontade” a lembrança de um bolero.
 No momento em que mulheres como Anitta e Ludmilla cantam pelo empoderamento, Ivete lembra que também foi pioneira na questão.
 “A mulher já é empoderada. Não precisa pedir permissão para isso. 
Sempre fui uma mulher independente e uma figura que desperta essa reflexão. 
Quanto mais mostramos isso, melhor”, avalia.

FONTE/EXTRAONLINE
 Giullia Buscacio sobre nudez: 
"Não me dei ao luxo de ficar preocupada" 
 Filha do ex-jogador de futebol Júlio Vieira, o Julinho - que começou a carreira no Botafogo do Rio -, Giullia Buscacio, de 20 anos, correu o mundo por causa da profissão do pai.
 A atriz, que tem uma irmã caçula, Giovanna, de 17, nasceu na Ilha da Madeira, em Portugal, e viveu ainda na Hungria e na Coreia do Sul. 
Giullia ficou conhecida do público como a Olívia, em Velho Chico e está no ar como a índia Jacira, que vive um romance com Piatã (Rodrigo Simas) em Novo Mundo. 
Ela fez preparação para o papel em uma aldeia no Pará.
 “Não tinha noção do quão grande é a cultura deles”, contou Giullia ao repórter Giovani Lettiere, ao responder às perguntas dos leitores enviadas à QUEM. 
 1. Como foi morar na Coreia do Sul? 
Eliana Silva, Belo Horizonte (BH) 
Morei quatro anos perto de Seul. Eu falava coreano, mas já esqueci. Lembro das novelas deles, das algas apimentadas. Gostaria de voltar e rever os amigos. 

 2. Hoje, você vê os índios com outro olhar?
 Vanessa Fonhaimporg, Fortaleza (CE)
 Para a novela, fui a uma aldeia em Marabá (PA). Já tinha um respeito pelos índios, mas não tinha noção do quão grande é a cultura deles, a questão espiritual... Admiro muito os povos indígenas. 

 3. Fica nervosa com as cenas de nudez? 
Ângela Monteiro, por e-mail
 Não me dei ao luxo de ficar preocupada com isso. No universo da Jacira, isso é comum. Naquela época, as índias ficavam assim. Hoje, depende da tribo. 

 4. Quando você descobriu sua vocação? 
Jacqueline Sá, Atibaia (SP)
 Via muita novela coreana na Coreia do Sul. Ficava hipnotizada. Em cena de casal, chorava! Isso me deu vontade de atuar. Na volta ao Brasil, fiz curso de teatro. 

 5. Como é atuar com Chay Suede? 
Scarlet Monteiro, Pelotas (RS)
 Ele é generoso, assim como o Rodrigo Simas. Mas com o Joaquim (personagem de Chay Suede) a Jacira teve um flerte. É diferente do que ela sente pelo Piatã. 

 6. As pessoas reconhecem você nas ruas? 
Helena Torres, por e-mail 
Demoram para me reconhecer. As pessoas me olham e dizem que me conhecem de algum lugar. Mas muitos ficam com vergonha e acabam não vindo falar comigo. 

 7. Quando você não está gravando, o que faz? 
Pedro Silva, Xanxerê (SC)
 Sinto muita falta dos meus amigos, porque, às vezes, gravo até no fim de semana. Adoro ir a barzinho com eles. Também chamo a turma para ver filmes lá em casa. 

 8. O que a índia Jacira tem em comum com a Olívia, de Velho Chico?
 Leila Couto, por e-mail 
A determinação, com certeza, é o ponto parecido entre elas. Eu dou muita sorte de pegar personagens femininas que são muito fortes e decididas. 

 9. Sua irmã, Giovanna, também quer ser atriz? 
Ana Ramalho, por e-mail
 Ela já fez alguns anos de teatro e vem retomando os estudos. Temos uma relação de amigas. Saímos juntas com frequência e trocamos roupas desde sempre. 

 10. Qual a importância de sua mãe na sua carreira? 
Renata Araújo, por e-mail 
A minha mãe, Adriana, foi fundamental nessa caminhada. Ela soube do meu amor pela atuação e me acompanhou sempre. Nada teria sido assim sem ela.

FONTE/QUEM

terça-feira, 8 de agosto de 2017

 Carol Duarte sobre a personagem Ivana:
 “Muita gente vem conversar comigo nas ruas” 
Carol Duarte fala da repercussão de seu personagem na novela de Gloria Perez 

Por Lu Angelo 
Em sua estreia em novelas, a atriz, de 25 anos, conta a Marie Claire sobre a repercussão de seu trabalho, o tema transexualidade, também fala sobre estilo, e como quer o final para sua personagem. 

 Como é ter o personagem mais comentado da novela das 9? 
Nosso trabalho é em conjunto, o mérito é da Gloria Perez e de toda a equipe que trabalha na novela! Não é só a Ivana que está sendo comentada mas toda a novela, todas as tramas estão sendo desenvolvidas paralelamente e sendo muito faladas, e eu fico muito feliz de estar fazendo a Ivana, é uma honra. 

Achou que seu primeiro papel em novela seria assim tão grande? 
É uma responsabilidade muito grande, sem dúvida. A Ivana é um personagem muito difícil, muito encantador, está sendo uma experiência única mesmo. Eu já sabia que a construção desse personagem teria que ser muito bem feita, muito estudada, na medida que o Brasil é o país que mais mata transexuais. É absolutamente importante falarmos sobre isso. Fico muito feliz desse tema estar sendo tratado em uma novela das 9h, muito honrada de poder fazer a Ivana e dividir com o público essa história que a Gloria Perez está escrevendo. 
 Você tinha consciência do universo trans antes de interpretar Ivana? Fale um pouco sobre. 
Sim, antes da novela eu já conviva com esse universo, a partir do momento que soube que ia fazer a Ivana eu mergulhei muito, claro! 

 As pessoas estão te parando na rua? Se param, falam o que pra você?
 As pessoas são muito carinhosas comigo, receberam muito bem a Ivana, e eu fico muito feliz com isso. Muita gente vem conversar comigo para entender melhor o que se passa com a personagem, ou dividir alguma experiência, ou dizer que estão muito felizes pelo tema estar sendo tratado numa novela das 21h. De maneira geral estão torcendo pela felicidade genuína da Ivana. 

 Você tem uma boa experiência em teatro. Como veio o convite para novela? 
Em abril de 2016 comecei a fazer os testes para a personagem. Fiz um teste em São Paulo com a produtora de elenco da novela, Rosane Quintaes, e depois os outros foram todos no Rio de Janeiro com a Gloria Perez e o Rogério Gomes. Foram muitos testes, durou cerca de um mês o processo todo. 

 Como é o seu estilo na vida real? Se parece com o de Ivana ou nao? 
Tem coisas no guarda roupa da Ivana que eu usaria sim, mas gosto de usar saia, por exemplo, não sei dizer exatamente qual meu estilo, me sinto uma mulher mais livre para usar o que me deixa confortável, o que me faz bem sem pensar antes em estar ou não na moda. Não me considero uma mulher vaidosa, gosto de me cuidar, de me sentir bem, mas não tenho essa obsessão por me enquadrar em algum padrão. A beleza tem infinitas formas.

 Como você quer que seja o final para sua personagem? 
Eu desejo que a Ivana se sinta bem consigo mesma, que não precise se enquadrar em padrões impostos pela sociedade do que é um homem, e do que é uma mulher, e que a personagem acabe a trama bem com a família e com quem ela ama, afinal é possível nós nos respeitarmos, é possível conviver com as diferenças e é isso que faz os encontros da vida mais ricos.

FONTE/MARIECLAIRE
 Lembra-se dele?
 Mateus Carrieri volta aos palcos e fala de filmes pornôs: 
"Me arrependo" 
Por Bruno Astuto
Galã nos anos 1980 e 1990, atualmente o ator, de 50 anos, dá aulas de ginástica.
Sucesso na TV nos anos 1980 e 1990, Mateus Carrieri volta aos palcos como um delegado na peça Lili Carabina, que estreará na sexta-feira (11), em São Paulo. 
O espetáculo, que terá Viviane Araújo no papel-título, é uma adaptação da obra escrita por Aguinaldo Silva na década de 1970, quando o autor trabalhava como repórter policial. 
"Aguinaldo poderia ter chamado o Tony Ramos, qualquer outro ator. 
Mas me escolheu", celebra Mateus, hoje com 50 anos. 
 Mateus Carrieri em cena da novela Salomé, exibida na Globo em 1991 
Longe das novelas há 17, ele dá aulas de ginástica e trabalha como locutor para sobreviver.
 "Sou ator desde os 7 anos de idade. 
Comecei na TV Tupi e fui acostumado aos altos e baixos da carreira." 
Ele atribui a falta de oportunidades na TV ao fato de ter feito filmes pornôs. 
"Isso já faz mais de dez anos. Não é algo de que me orgulho, é claro que me arrependo. 
Mas também não vou chorar pitangas."


 Como será sua volta aos palcos? 
 Recebi o convite para participar de uma leitura na casa do autor Aguinaldo Silva, ele gostou do que fiz e me escolheu para o papel. 
Fiquei muito feliz, porque Aguinaldo poderia ter chamado o Tony Ramos, qualquer outro ator... 

Quem não ia querer fazer uma peça dele? 
Mas me escolheu. Faço o delegado Renato, que captura e prende a Lili Carabina, papel da Viviane Araújo.
 Mateus chegou a posar nu com o filho, Kaíke, para uma revista.

E contracenar com a Viviane Araújo?
 Está sendo maravilhoso, não a conhecia. Acompanhei a trajetória dela. Assim como eu, Viviane sofreu preconceito por ser do mundo do samba e ter feito um reality show. As pessoas têm mania de rotular, mas ela já mostrou seu potencial, será uma das protagonistas da nova novela do Aguinaldo e tem dado um banho no teatro. Ela se entrega, é companheira, não se coloca em posição de estrela, nada disso. 

 Sente saudade de fazer novelas?
 Sim, claro. Minha última novela foi há 17 anos. Sou ator desde os 7, comecei na extinta TV Tupi, mas fui acostumado a ver os altos e baixos da carreira. Olhando para trás, me sinto realizado, continuo sobrevivendo da minha profissão. Mesmo sem fazer televisão, nunca deixei de atuar no teatro. Não estou buscando a volta por cima, estou sempre trabalhando. E tenho o respeito da classe artística. 
 Mateus posa para o cartaz de um dos filmes pornô que protagonizou 

Gostaria de fazer a nova novela do Aguinaldo Silva? 
 Seria louco se dissesse que não quero. Ele poderia chamar qualquer pessoa para a peça, um grande ator da Globo, mas me escolheu. Quero dar no palco o retorno da confiança que ele depositou em mim. Quanto a fazer a novela dele ou de qualquer outro autor, essa expectativa é inevitável, todo mundo me pergunta se quero voltar a fazer novela. Mas não posso criar essa expectativa, não é uma ciência exata, não depende de mim. Não é fácil ser escalado para uma novela. 

 Você se arrepende de ter feito filmes pornôs? 
 Claro que sim. Mas isso não é o carro-chefe da minha vida, da minha carreira. Já tem dez anos, passou. Não é uma coisa de que me orgulho. Eu me arrependo, mas também não vou chorar pitangas. Coloca isso no rodapé da entrevista por favor, porque isso é um rodapé da minha vida, da minha carreira.

FONTE/EPOCA

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

 Fiuk:
 "Tenho vontade demais de ser pai" 
Ator e cantor responde perguntas dos leitores de QUEM. 
 Nem adianta chamar Fiuk de Filipe, seu nome de batismo. “Acho que é com outro”, brinca o ator e cantor de 26 anos. 
No ar como o empresário Ruy de A Força do Querer, na qual faz par com Isis Valverde, ele diz que tinha 12 anos quando recebeu o melhor conselho do pai, o cantor Fábio Jr.: “Se vira!” 
“Ficamos uns dois anos sem nos falar, me senti completamente abandonado”, lembra ele, contando que, hoje, são melhores amigos. 
Romântico, Fiuk já deixou até a carreira de lado por causa de uma namorada. 
De família grande, com quatro irmãos (Cleo Pires, 34, Tainá, 31, Krizia, 30, e Záion, 8), ele sonha com a paternidade.
 “Quero três ou quatro filhos”, confessou à repórter Raquel Pinheiro, ao responder às perguntas dos leitores de QUEM. 
 1. Dizem que você usa sempre as mesmas roupas. É verdade?
 Daniel Matias, Natal (RN)
 Eu tenho dez camisetas pretas, dez brancas, cinco calças pretas, cinco jeans. Odeio ter que parar para pensar no que vestir, odeio ter que ir comprar roupa. Não gosto de perder esse tempo. Uso minhas roupas até não dar mais.

 2. Há anos, você passa seu aniversário com os fãs. Como é isso?
 Janaína Ferreira, Santos (SP) 
Sorteio cem fãs e, na data (25/10), vamos à minha casa. Há um staff ajudando e passamos o dia juntos: tem abraço coletivo, toco violão, eles leem cartas, ganho presentes, tem quase uma baladinha. Teve ano em que cozinhei, em outro, todo mundo caiu na piscina. Ninguém usa celular. 

 3. Do que tem medo? 
@beatriz_severiano4 
De não construir uma família. Achava que, aos 25, estaria maduro para casar, ter filhos. Mas ainda não estou pronto. Tenho vontade demais de ser pai. Quero três ou quatro filhos.

 4. Ruy não sabe que seu filho é de outro. E se fosse com você?
 Catarina Bella, São Paulo (SP) 
Deus me livre, não sei! Deve ser um choque tão grande! Acho que depende muito da sua parceira. Mas, sério, é uma incógnita.

 5. Quem mais te apoiou na vida? 
Fernanda Almeida, por e-mail 
Minha mãe (a artista plástica Cristina Karthalian). Ela tem um coração incrível. Eu tinha sonhos, e ela era a única que acreditava. Todo mundo falava: “Para com isso, nunca vai acontecer”. Mas ela sempre foi muito parceira. Sou romântico: já mandei flores de hora em hora" 

 6. Ser filho de Fábio Jr. ajudou ou atrapalhou?
 João Flores, Rio de Janeiro (RJ)
 Foi muito complicado. Não me levavam a sério. Decidi que não iria a programas onde, supostamente, teria uma porta aberta porque quem tinha, na verdade, era meu pai e ia ser chamado de filho do Fábio Jr. Com 16 anos, fui emancipado para tocar na noite e entrei no circuito de bandas de rock. Ali, ninguém sabia quem eu era. 

 7. Alguém ainda te chama de Filipe?
 Beatriz Teixeira, por e-mail 
Só quando a pessoa quer se fazer de íntima. Se me chamam de Filipe, acho que é com outro. Criança, eu falava “Xeípe”. Aí, na família, sou “Xe”. Menos para meu pai: é ‘filho’ ou ‘moleque’.

 8. Teve uma infância feliz? 
@Zeliasemg
 Muito! Foi um pouco conturbada, sou sensível demais. Sempre fui carente, ficou uma lacuna, porque meu pai foi muito ausente na minha infância, trabalhava muito. Cleo também era um pouco distante. Dava vontade de ter todo mundo junto à mesa. Mas tive uma infância feliz, sim.

 9. O que curte fazer nas horas vagas? 
Suellen Valle, Curitiba (PR)
 Dar uma namoradinha, fazer um drift (tipo de corrida), compor. Às vezes, estou no corredor entrando em cena e baixa um negócio, uma inspiração. Aí, vou no banheiro e gravo no celular, senão aquilo vai embora. 

 10. Como é o assédio? 
Tamyres Lobo, por e-mail 
Tem dia que é uma fotinha. Mas, uma vez, em um shopping em BH, ouvi um zum-zum-zum, e o segurança: “Corre, Fiuk!” Eram umas 40 pessoas. Corri! Entrei numa loja, quebraram o vidro... 

11. Como chegou a esse estilo de cabelo despenteado? 
Daniela Castro, por e-mail
 Tomo banho, passo uma toalha, e é isso. No começo, meu pai não curtiu, e minha mãe queria arrumar de qualquer forma: “Deixa eu passar a mão e dar um jeito, filho”.

 12. Fez loucura por amor? 
@fraann_batista
 Sou romântico. Já bolei viagem surpresa, já mandei flores de hora em hora, um dia inteiro. E já parei tudo por causa de uma menina. Ela tinha um problema familiar e, como sou todo família, fui ajudar. Esqueci dos amigos, até a carreira ficou de lado. 

 13. Você é comparado à Cleo? 
@moniquita21 
Não. Cleo foi essencial na minha carreira. No primeiro teste, liguei para ela para saber como era. Cleo disse: “Irmão, vai de coração aberto, faz com amor”. E eu: ‘Mas como funciona?”. Fiz como ela disse. Deu certo. 

 14. Quando você volta aos palcos? 
@BeecaSilvA
 Final de setembro, começo de outubro. Vou fazer uma turnê de uns oito meses, depois, vou me dedicar ao meu CD. Quero gravar um DVD daqui a uns dois anos.

 15. Qual o melhor conselho de seu pai? 
Amanda Carrilho, por e-mail
 Foi esse: “Se vira!”. Ele nunca me deixou na mão, mas, com 12 anos, fui pedir ajuda. Queria cantar e precisava saber como começar. Aí tomei esse choque. Ficamos uns dois anos sem nos falar, me senti completamente abandonado. Queria o pai corujão ao meu lado. Ele me ajudou me jogando no mundo. Hoje, somos melhores amigos.

FONTE/QUEM