quinta-feira, 28 de abril de 2016

 Maíra Charken:
 "Ao vivo ninguém chega em mim"
 Com bom humor imbatível, Maíra Charken acaba de assumir a bancada do Vídeo Show ao lado de Otaviano Costa. Em visita a Outeiro da Glória, no Rio, ela revela que alguns de seus hábitos podem ter prejudicado relacionamentos.

  Por Patrick Monteiro 
 Maíra Charken acaba de assumir o posto deixado por Monica Iozzi no Vídeo Show.
A nova apresentadora do vespertino da TV Globo encara o desafio com tranquilidade.
 “Estou realizando um sonho. Sou apresentadora desde criancinha, nasci para isso”, diz ela, cujo último trabalho na TV foi em Babilônia (2015).
 Durante um passeio pelo Outeiro da Glória, onde fica a Imperial Irmandade de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, uma das igrejas mais tradicionais do Rio, com vista para o Aterro do Flamengo, a apresentadora se impressiona com a arquitetura do começo do século 18.
 “Nunca tinha vindo aqui. A cidade tem igrejas lindas e lugares incríveis para se descobrir!” Aos 36 anos, ela fez apenas um teste para o programa, em novembro passado. E, desde então, já se sentia realizada.
“Imagina! Só por terem lembrado de mim já era uma coisa maravilhosa. Já posso até morrer”, brinca. 
Quase quatro meses depois, ao ser confirmada para a vaga, ela recebeu a ligação avisando que entraria no ar em dois dias.
 “Foi uma correria, mas deu certo. Estou amando fazer o programa. E a troca com o Otaviano Costa é ótima! ”, diz.
 Além de apresentadora, ela também é repórter da atração – cobriu, por exemplo, a 9ª edição do Prêmio QUEM para o programa, no final de março. 

 GRINGA 
Maíra está provando de uma visibilidade que nunca teve antes – e amando. “É um sonho da vida e não há por que eu negar: quero sim ser reconhecida nas ruas!” Com mais de 100 mil seguidores nas redes sociais, a apresentadora se preparou psicologicamente para o interesse do público: “Sabia que ficaria na luz, martelei isso na minha cabeça. Até para não ser pega de surpresa”. Nascida na Holanda, Maíra veio com a família para o Brasil aos 2 anos. Começou a dançar balé aos 3 e, com 16, já ganhava dinheiro com a dança. No teatro começou em peças infantis. Em 2002, chegou às finais do reality show musical Popstars, do SBT. Mais tarde ajudou a fundar o grupo de humor Deznecessários e montou um show solo de stand up comedy. Em 2013, participou de Elis – A Musical, no qual interpretou a apresentadora Marília Gabriela. “Sempre gostei de aparecer. Era uma criança aparecida. Combinava com as amigas para me parar na rua e pedir autógrafo”, lembra. 
 CANTADAS 
Na sua caixa de entrada, ela conta, os admiradores enviam elogios, demonstrações de carinho e comentários dos mais diversos. “Pedidos de namoro e casamento chegam sempre. Mas, ao vivo, nada. Ninguém chega em mim. Ó, vocês que me mandam cantadas na internet, apareçam! Cadê vocês?”, brinca. Mais que um pedido, encontrar alguém é uma vontade. “Até porque não é possível estar sozinha, né? Admito que tenho umas manias chatas que podem justificar a solteirice. Minha cama tem que ser muito arrumada, se alguém desarruma já fico nervosa... Tenho meu lado para dormir, e a pessoa não pode dormir muito. Eu quero que a pessoa acorde comigo para viver, e acordo muito cedo. Sei que é difícil alguém acompanhar isso, mas a gente segue tentando”, lista, bem-humorada.

 BOA FORMA
 Acostumada a praticar diversas atividades físicas, Maíra ainda não ajeitou seus novos horários. “Está tudo corrido. Desde que estreei estou tentando acertar minha rotina com a do Vídeo Show”, diz. Praticante de pilates, balé fitness, kickboxing, spinning, treino funcional e outras modalidades esportivas, ela tem se exercitado como pode. “Me viro. No tempo que tenho, pego meu colchãozinho e desço para o play do prédio. Ou até mesmo no quarto. Só não fico parada!” Para compensar a falta às aulas da academia, ela tem feito massagens e procedimentos estéticos, que a conquistaram nos últimos meses. “Não faço nada invasivo, são tratamentos. Mas se me incomodasse faria plástica. Sempre com parcimônia.”

 FONTE/QUEM
 Quase vegano, Kayky Brito evita exageros na alimentação: 
"Fico de mau humor”
 Na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio, local das competições de remo nos Jogos Olímpicos Rio 2016, Kayky Brito conhece a modalidade e conta como, aos 27 anos, cuida da mente e alimentação e se diz já "quase vegano". 

 Por Raquel Pinheiro 
 Acostumado a acordar cedo, Kayky Brito aceitou de muito bom humor o convite de QUEM para praticar remo às 7h na Lagoa Rodrigo de Freitas, Zona Sul do Rio – no mesmo cenário em que a modalidade, que está presente nos Jogos Olímpicos Rio 2016, será disputada. “Saí da cama às 5h30, o esporte não tem muito essa coisa de noite.
 E eu sou fiel à religião do esporte”, brinca o ator de 27 anos. Ele, que nunca havia feito remo, conseguiu não virar o barco na água – o que já é uma vitória!
Isso sempre acontece com os novatos. “O mais difícil é o equilíbrio. Teve uma hora em que quase eu fui”, conta, rindo bastante. 
 Flamenguista, Kayky faz sua estreia no esporte na Sede Náutica do Club de Regatas do Vasco da Gama.
No prédio fica a garagem de barcos e remos e, no deque na Lagoa, o ator experimenta o gostinho do esporte, treinando o movimento básico da remada no seco antes de passar para a água. 
“A coordenação você acaba pegando: dobra o braço, estica a perna; estica a perna, dobra o braço; sempre com a mão esquerda na frente”, explica. 
QUASE VEGANO
 No remo, as grandes potências são a Inglaterra, os Estados Unidos e a Alemanha.
 O Brasil já tem quatro atletas classificados para as provas, que possuem várias modalidades, dependendo do tipo de embarcação e do número de remadores, que pode chegar a até oito por barco. 
 Kayky gostou tanto da experiência que promete voltar. “Acho que levo um certo jeito”, ri ele, que corre na areia e faz ioga.
“Já peguei pesado na musculação, mas hoje procuro a flexibilidade”, diz o ator, que cuida da alimentação: está caminhando para o veganismo e evita enfiar o pé na jaca.
 “É que no dia seguinte fico de mau humor”, explica. Longe da TV desde a novela Alto Astral (2014), Kayky até hoje é lembrado pela Bernadete, personagem feminino que interpretou em Chocolate com Pimenta (2003).
E há quem não consiga dissociá-lo da imagem da irmã, a atriz Sthefany Brito, de 28 anos. “É muito comum me perguntarem se eu não sou ‘o irmão daquela menina’”, diverte-se ele.
 Em março, o ator viveu Jesus no espetáculo Paixão de Cristo, em Foz do Iguaçu (PR), e Pôncio Pilatos, em Floriano (PI).
Dedicado a dois projetos de teatro, ele namora há um ano a estudante de moda Bianca Grubhofer, de 21, e se considera afortunado. “A família, os amigos, o namoro... tudo isso é o que constrói a nossa vida. Sou feliz.”
FONTE/QUEM
Da ciência para os holofotes:
 Pally Siqueira, a Bárbara de Totamente Demais 
 A atriz deixou a faculdade de Neurociência para atuar, mas ainda se incomoda com a exposição de sua vida pessoal, como o affair com Fabio Assunção.

Por Bianca Portugal
O caminho que a atriz Pally Siqueira, 23 anos, percorreu até chegar na novela Totalmente Demais (Globo), onde vive a estudante Bárbara, foi bem diferente do que a maioria das atrizes trilha.
A começar pelo fato de ela nunca ter sonhado com essa profissão. Natural de Arcoverde, Pernambuco, a atriz estava no quinto período da faculdade de Neurociência (“para saciar a minha curiosidade com as questões humanas”) quando recebeu uma ligação do diretor Cláudio Assis, 56, para fazer o longa Big Jato (2015). 
“Ele procurava uma pessoa com o meu perfil e uma amiga em comum mandou fotos minhas”, explica ela.
“A partir daí, sim, me apaixonei pela profissão”, completa ela, em sua primeira novela. 
 Outras artes Mas a TV trouxe uma novidade para a vida de Pally: a exposição. Reservada, ela evita falar de sua vida pessoal, mas viu seu nome em todos os sites de celebridades por causa da relação com o ator Fabio Assunção, 44, seu colega de elenco.
 “Estou em um momento feliz. Não entendo essa questão de o ator não poder ter uma vida civil sem ser exposto. O Brasil do jeito que está, todo mundo em crise. 
Não é possível que estejam preocupados com isso”, filosofa ela, sobre o affair com Fabio.
Enquanto isso, Pally “expulsa seus demônios”, como gosta de dizer, pintando quadros. 
Além de atuar, ela é artista plástica e se prepara para uma exposição ainda este ano no Rio, para onde se mudou desde o início das gravações da novela. 
“Estou seguindo a linha da lisergia, que utiliza a ilusão de ótica para mexer com as pessoas”, disse.
Algumas de suas pinturas foram usadas para ilustrar as obras que, na ficção, eram de autoria de Sérgio Guizé, 35, na novela Alto Astral (2015).
 “Foi o Jorge Fernando (diretor da Globo) que viu um desenho meu e me chamou para conversar. Desenho desde criança.
Minha mãe (Sandra Siqueira) é artista plástica e sempre me incentivou, foi me dando dicas, me ensinando”, contou Pally, que em hebraico significa camarada. “A família do meu pai é judia”, explicou.

FONTE/CONTIGO
Mariana Ximenes:
"O mundo pressiona. Quero ter filhos, mas no tempo certo" 
Por Luara Calvi 
Quando Mariana Ximenes encara um novo personagem, sua primeira providência é decidir que calçado usará.
"Procuro escolher logo os sapatos, que é o que define o andar", diz ela, que chegou para as fotos deste ensaio equilibrada sobre uma bota de salto fino - além de óculos escuros de oncinha, roupa toda preta e decotada.
 Desde que começou a gravar Haja Coração, a nova novela das 7 da Globo, porém, seu parceiro de trabalho é um par de tamancos.
Com ele, vai dar vida à sua versão da feirante Tancinha, paulistana como ela, interpretada por Claudia Raia na novela Sassaricando, em 1987. 
"É um sapato de trabalhadora que tem seu charme", explica. Com estreia marcada para 16 de maio, o novo folhetim do paulistano Daniel Ortiz (autor de Alto Astral, que terminou no ano passado) será uma releitura da novela de Silvio de Abreu (de quem Ortiz foi parceiro) e vai trazer de volta às telas os personagens icônicos da trama criada por ele. Incluindo a mãe - agora vivida por Marisa Orth - e as irmãs de Tancinha.
Entretanto, não foi de primeira que Mariana topou o desafio: "Hesitei em aceitar. Falei: 'Será que sou eu mesmo?'
 Mas o criador e a criatura, Silvio de Abreu e Claudia Raia, me estimularam. Então estou aí, no risco. É bom arriscar, né?" Sua apreensão tem motivo: a atriz acumula poucas comédias no currículo - a personagem pede uma dose de humor - e seu biotipo é completamente diferente do de Claudia Raia.
"Mariana é pequena e muito bonita. É a Brigitte Bardot brasileira, uma francesinha. Já eu sou cavalona, morena, uma italianona", compara Claudia, ao rememorar a Tancinha que há 30 anos ficou gravada na memória dos brasileiros.
 "Ela é um clássico da TV", diz a veterana. Com os cabelos mais castanhos e longos, Mariana, 34 anos, está focada em encontrar a própria versão da personagem, uma que seja conectada com os tempos atuais. 
"Conversei com alguns feirantes e percebi que, hoje em dia, com o acesso à internet, as coisas mudaram para eles.
Estive na Mooca, fiz uma pesquisa grande no Brás. Mas ainda não achei uma pessoa de quem eu possa dizer:
 'Nossa, essa é a minha musa inspiradora'." Com sua dedicação característica, a atriz tem tudo para encontrar o próprio caminho.
"Estou começando a vivê-la e resolvi buscar elementos para diferenciá-la da anterior. Gosto de todo o processo criativo e adoro ensaiar. 
Sou quase pentelha com quem contracena comigo. Ofereço carona para irmos passando o texto no caminho, sou exigente.
Na novela A Favorita, eu dormia na casa da Claudia Raia e ficávamos ensaiando até nos sentirmos seguras." 
 Além da novela, Mariana estará em seis filmes que serão lançados no decorrer deste ano (veja o quadro na página ao lado).
Desde 31 de março, está nos cinemas Zoom, coprodução entre Brasil e Canadá dirigida pelo jovem diretor paulistano Pedro Morelli.
 No longa, Mariana interpreta uma modelo que mora no exterior e larga tudo para escrever um livro.
Por isso, parte de suas cenas é em inglês.
No elenco estão nomes como o mexicano Gael García Bernal (Diários de Motocicleta) e o canadense Jason Priestley (o Brendan do seriado Barrados no Baile).
 Em setembro, ela estreia Um Homem Só, filme da amiga e diretora Claudia Jouvin que Mariana produz e protagoniza ao lado de Vladimir Brichta.
Sua interpretação como a coveira de um cemitério de animais rendeu a Mariana o prêmio de melhor atriz no Festival de Gramado do ano passado.
 Sou louca pelo meu ofício, sempre lutei desde garota para fazer o que faço. Entretanto, agora vejo que trabalhar é bom, mas é importante tirar férias.
Hoje, me preocupo com meu sono, com minha alimentação Tanto seus trabalhos (já são 18 anos de carreira) quanto o reconhecimento trouxeram amadurecimento à atriz. 
"Acho que mudei, estou mais calminha. Sou louca pelo meu ofício, sempre lutei desde garota para fazer o que faço.
Entretanto, agora vejo que trabalhar é bom, mas é importante tirar férias. Hoje, me preocupo com meu sono, com minha alimentação, em viver momentos mais prazerosos", revela.
 "Também estou bem focada nos meus afetos: afilhados, amigos, família."
 E no novo namorado. Faz menos de dois anos que ela começou o relacionamento com o empresário italiano Filippo Cattaneo Adorno. 
Ao ouvir o nome dele, Lavoisier, maquiador, nos interrompe: "Vi fotos de vocês juntos. Ele é um gato! Se vocês tiverem filho, ele virá com olhos transparentes de tão claros".
Por enquanto, ela garante, herdeiros não estão nos planos: "O mundo pressiona. É chato. Cada vez mais as mulheres têm filhos depois dos 40 anos. 
Quero ter, mas no tempo certo. Não chegou a hora". E casamento? "Essa é uma pergunta que não faço para ele", responde, rindo.
 Atualmente, Mariana divide-se entre as casas que tem no Rio e em São Paulo, onde Filippo vive. Sou a favor da legalização do aborto, sim. 
Nunca fiz, mas sei que colocar filho no mundo é um assunto muito sério.
 Quando questionada sobre como se vê daqui a dez anos, ela lembra mulheres inspiradoras que já passaram dos 40.
 "Espero envelhecer com lucidez. Não é fácil, já senti mudanças dos 20 para os 30 anos.
 Não sei do futuro, mas sei dos bons exemplos da minha profissão, pessoas que têm uma sabedoria incrível."
 Cita Débora Bloch, Patricia Pillar, Mariana Lima, Fernanda Torres. E se apressa a defender a atriz e escritora, que recentemente escreveu um texto em que dizia que a "vitimização das femininas" a irritava mais que o machismo e acabou rechaçada publicamente - o que a fez voltar atrás.
 "Adoro a Fernanda. Acho que ela escreve maravilhosamente bem, é muito inteligente, perspicaz. Às vezes, as pessoas interpretam mal o que a gente fala mesmo. 
E, hoje em dia, com essa coisa das redes sociais, todo mundo pode opinar. Isso é bom por um lado e complicado por outro", acredita.
Mariana não se esquiva de temas polêmicos, no entanto. "Sou a favor da legalização do aborto, sim. Nunca fiz, mas sei que colocar filho no mundo é um assunto muito sério."
 Séria é também sua relação com as artes plásticas. Ela é frequentadora assídua de exposições, amiga de artistas e até colecionadora
- "Como dá, porque hoje em dia é muito caro". Também já posou de musa para criadores renomados, como Nelson Leirner e o fotógrafo Miguel Rio Branco.
 Quando chegou à Casa de Vidro, onde foram feitas as fotos para CLAUDIA, cumprimentou uma funcionária e relembrou o dia em que visitou uma mostra de arte no local.
Símbolo da arquitetura moderna brasileira, o espaço, no bairro do Morumbi, em São Paulo, foi criado pela ítalo-brasileira Lina Bo Bardi (1914-1992), em 1950, e virou ponto de encontro de artistas do período. 
Hoje, abriga o acervo de Lina e de seu marido, Pietro Maria Bardi. "Frequento a Casa e acho que todo mundo devia conhecê-la", diz.
Como bem define Claudia Raia, Mariana é "uma trabalhadora a serviço da arte". Dramática ou plástica. De salto fino ou tamancos. Agora é esperar para conhecer os passos de sua Tancinha.

FONTE/MDEMULHER

quarta-feira, 27 de abril de 2016

As conquistas e os anseios de Danielle Winits Na ilha, ela exalta a vida afetiva e a maternidade e comemora os trabalhos 
 A mãe de Noah e Guy e mulher do ex-jogador Amaury Nunes conta que vai entrar em Totalmente Demais e que está em turnê com peça.
Ter três filhos sempre foi o sonho de Danielle Winits (42). Casada com o ex-jogador Amaury Nunes (33) e mãe de Noah (8) e Guy (4), de relações anteriores, a estrela não descarta experimentar novamente a emoção de estar grávida.
 “Sou apaixonada! Ser mãe foi um divisor de águas para mim. Se Deus me permitir ainda ser agraciada com esse maior presente que a vida pode dar a uma mulher, vai ser bem-vindo.
Volta e meia eu e Amaury conversamos sobre isso. Não tem data, deixa o destino agir e, se for a nosso favor, vamos ser muito felizes”, avalia ela, na Ilha de CARAS, aproveitando para tecer elogios ao marido. “Admiro a dedicação dele não só no trabalho, mas com a família. 
Não tem filhos biológicos, mas tem um de coração, o Guy. Isso já o faz muito especial.
E é de uma hombridade e de uma generosidade raras de serem vistas hoje”, conta ela, que despista quando o assunto é oficializar a união de quatro anos.
 “Tem de perguntar para ele. Todo casal tem esse sonho, faz planos. O importante é conciliar as vidas e os momentos para que isso aconteça.
 Acho bacana o ritual, a coisa de celebrar. Tenho esse lado romântico também”, completa. 
 No dia a dia em família, Dani deixa claro que uma das suas preocupações é acertar na educação de seus meninos.
“Tenho buscado ser mais assertiva em certas coisas, porque sou uma mãe muito afetuosa. Quem ama educa, precisa dizer não. 
Mas aprendo todos os dias com eles. Sou muito apaixonada pelos meus filhos”, conta.
 A fase dos 40 anos, segundo Dani, trouxe serenidade e uma liberdade para escolher o que lhe dá qualidade de vida. 
Para ela, isso não tem preço. A atriz aproveita para exaltar o momento. 
“Não trocaria essa idade pelos 20. Quero caminhar para a frente, está muito bom”, garante ela, que cuida da forma com ginástica e dança. 
A carreira também só tem trazido boas novas. Na TV, Dani está entrando para o elenco de Totalmente Demais como a Sueli, mãe de Cassandra, papel de Juliana Paiva, (23) e de Débora, vivida por Olívia Torres (21).
 Nos cinemas, roda Ninguém Entra, Ninguém Sai e, nos palcos, está em turnê pelo Brasil até o fim de abril com Depois do Amor, da qual é co-produtora. 
“A peça fala da Marilyn Monroe mulher, não do mito. É um trabalho muito visceral”, diz. 
A montagem foi o último espetáculo dirigido por Marília Pêra (1943–2015) e tem estreia em São Paulo no fim do ano.
 “Marília deu uma aula de vida mesmo no fim da vida, não se fez de rogada em nenhum momento naqueles dois meses, feliz por estar trabalhando. 
Foi uma lição de profissionalismo, disponibilidade e amor ao ofício. Depois assumiu o Fernando Philbert, que fez também um trabalho brilhante”.

FONTE/QUEM
 Perto dos 50 anos, Matheus Nachtergaele brinca:
 "Continuo sendo jovial, mas com cacoetes ótimos de velho" 
O ator encena peça com poemas de sua falecida mãe e, perto de completar 50 anos, diz que hoje é mais feliz acordando cedo e nadando todos os dias 

 Por Lígia Andrade
Granatieri Matheus Nachtergaele, 48 anos, senta-se para conversar com a CONTIGO! cantarolando o clássico Meu Caro Amigo, de Chico Buarque: 
“Também, sem um cigarro, ninguém segura esse rojão...” Logo ele se preocupa e deixa claro que não quer propagandear o hábito de fumar.
 “Faz mal à saúde, mas também não acho bonito o cerco fechado em relação ao tabagismo. 
As drogas ilícitas são as que fomentam um poder paralelo sem precedentes”, explica. 
E depois emenda: “É um fato: se você usar o ‘baseadinho’ mais inofensivo do mundo, acaba colaborando com o poder paralelo e com a violência.
 Nossa saída tem de ser com os lícitos, que aí cada um paga os seus impostos e vai escolhendo sua liberdade de usar ou não algo sabendo o que te causa”. 
O ator e diretor é assim: franco, direto e prega a liberdade acima de tudo. 
 Egresso do Teatro Vertigem, calçou sua carreira, tanto no teatro quanto no cinema e na TV, com personagens inesquecíveis e viscerais, como o João Grilo de O Auto da Compadecida (1999). 
Atualmente, homenageia a mãe, a poetisa Maria Cecília, falecida em 1968, ao recitar seus textos em Processo de Conscerto do Desejo, em cartaz no Sesc Pompeia, em São Paulo. 
Cecília se suicidou quando ele tinha apenas 3 meses de vida. 
“Nunca me senti tão exposto como agora”, avalia Nachtergaele, que também vai estrear como apresentador na série Grandes Cenas, do canal Curta!. 
Com a proximidade dos 50 anos, o ator deixou para trás antigos hábitos, como a boemia. 
E, apesar de continuar sendo jovial, está com “cacoetes ótimos de velho”. 
Confira... Matheus e a cadela Luna. O ator tem mais de dez cães em sua casa
 ESFORÇO FÍSICO
 “Não sou sedentário, mas não sou esportista. Gosto de fazer exercícios para o teatro. Caminho muito em Minas Gerais (ele tem casa em Tiradentes) com os cachorros e nado na piscina da minha casa uma vez por dia.” 

 MATURAÇÃO TARDIA 
“Fui um adolescente tão fácil... Fiquei danado depois, mais velho, com 20 e poucos anos. Tenho um pouco de medo de quem nunca ‘desbunda’ – eles ficam eternos caretas. Minha maturação foi tardia. Não dei cabelo branco para o meu pai, aliás, a gente faz cabelo branco tarde (risos). Estou com quase 50 e ainda é bem pouquinho. Eu era mais introspectivo, gostava de livro, flor, cachorro, desenho, conversar com adultos... Muito rápido me interessei por filmes na TV, os clássicos. Fui me tornando ator nesse aparente autismo que estava vivendo.” 

 TABU NA FAMÍLIA
 “Tinha 16 anos quando soube a exata maneira como minha mãe morreu. Foi quando conheci os poemas. Ela se suicidou e isso é um tabu nas famílias, infelizmente. Apesar de tudo, é uma das formas de morrer. Antes, achava que ela tinha morrido no parto. Quem a representou foi Carmem. Meu pai, Jean Pierre, se casou com ela quando eu tinha 1 ano e meio.” 
 VÁRIAS MÃES 
“A Carmem me deu três irmãos — somos uma escadinha. Não tive uma interrupção brutal da vida familiar. Ela sempre fez questão de que eu soubesse que tinha uma mãe que estava no céu e se chamava Cecília. Antes, meu pai viveu o luto e eu vivi com minha avó, Denise. Tive bastante mães.” 

 COMPREENSÃO 
“Em alguns momentos, aceito, de maneira plena, calma; em outros, acho tudo muito triste. Mas sempre aprendo a cada dia, em todos os meus trabalhos, por isso sou ator: aprendo a liberdade de cada um. E meu ofício é mostrar a liberdade para as pessoas, através dos meus personagens.” 

 EM CENA 
“Fico conhecendo a minha mãe a cada dia, um pouco mais e, principalmente, me conhecendo mais ao fazer isso. É mais pessoal do que se eu tivesse escrito de próprio punho. Nunca me senti tão exposto como agora, mas de uma maneira saudável, gostosa. Às vezes, me perguntam como aguento... É a minha vida, são as falas da minha mãe. É revelador, uma cerimônia sem deuses, como é o bom teatro.” O ator tem uma intensa preparação no teatro antes de entrar em cena em Processo de Conscerto do Desejo 

BICHO SOLTO
 “Minha vida é composta por amigos; os amores eventuais, às vezes mais longos, às vezes não; e a família. Não sou um bicho totalmente solto no mundo, apesar de gostar de uma certa maneira da liberdade da solteirice. Não por causa da boemia, não estou mais boêmio, e não é a idade que bateu — estou menos resistente às farras —, fiz uma vida em que o trabalho é o protagonista. São 12 cachorros e duas casas (risos).”

 SAUDADES DA BOEMIA 
“Farreei bastante, não tenho nostalgia. Demorei para farrear, mas farreei. Nem sinto saudade. Eu me sinto mais feliz acordando cedo, voltando a fazer teatro, com projetos de cinema. Estou levando uma vida mais saudável.” 

 TIPO FÍSICO 
“Tenho um tipo físico interessante para ator, posso passar por 35 anos. Herdei o corpo miúdo da mamãe.” 

 CASAMENTO 
“Já fiz e desfiz. Quando penso em filhos, desisto, porque chega algum filme, um projeto na Amazônia... Minha vida é mais essa: nômade mesmo.” 

 SOLTEIRO PRENDADO 
“Sei cozinhar, mas não muito, vario na simplicidade da condição de homem solteiro. Sempre tem uma salada, salada de frutas e o resto, invento. Tenho tido desejo por sorvete e até abusado. Tudo bem, vou lá na peça e queimo.”

 CRISE 
“Os 40 foram tão duros que a chegada dos 50 é um alívio. Foi uma loucura! Mudou muita coisa, reavaliei tudo, cometi erros graves, como se fosse um moço, o que não era mais. Senti no meu corpo a idade e não gostei. Ninguém gosta, é o prenúncio de que aquilo realmente vai acontecer (risos). A aceitação de chegar perto dos 50 é uma delícia. Continuo sendo jovial, mas com cacoetes ótimos de velho.” 

 TRAJETÓRIA
 “Tenho muito orgulho de quase todos os trabalhos que fiz. Sempre escolhi projetos em que alguma coisa nova pudesse ser explorada. As pessoas perguntam: ‘Cadê você?’ Não dá para fazer tudo, não é a minha. Tive duas sondagens bacanas na TV, mas já estava comprometido com cinema (recentemente ele fez Big Jato, de Cláudio Assis, Mãe Só Há Uma, de Anna Muylaert, e Zama, de Lucrecia Martel). Admiro demais esses cineastas, me deram muita alegria.”

FONTE/CONTIGO
Wanessa Camargo brinca em carrinho dos filhos: 
"Tudo pelos meus pequenos"
 Cantora é mãe de José Marcus e João Francisco 
 Wanessa Camargo compartilhou uma foto em que aparece brincando e um carrinho dos filhos. "Não basta ser mãe, tem que participar.
Tudo pelos meus pequenos", disse a cantora, que é mãe de José Marcus, de 4 anos, e João Francisco, de 1 ano e 10 meses. 
 Em entrevista para QUEM, ela contou que o pedido partiu do avô paterno, Francisco, e ajuda a colocar fim aos rumores que as relações familiares estavam desgastadas. "Tenho um orgulho enorme da minha família.
Nunca tirei o Camargo do meu nome. Naquele momento musical, em uma transição para o mercado mais pop, foi necessário.
 Achei melhor. Estamos em um momento muito unido de família e meu avô deu a ideia. Na verdade, foi quase uma intimação (risos)."

FONTE/QUEM
Cachês de cantores brasileiros caem até 75% por causa da crise 
 Anitta recebe Ludmilla em programa e dispara: “A gente não se fala” Wesley Safadão quer disputar a guarda do filho com a ex-mulher Anitta e Ivete Sangalo também estão sendo afetadas pela crise.
 Anitta e Ivete Sangalo também estão sendo afetadas pela crise Se antes eram conhecidos por figurarem no ranking dos cantores mais bem pagos do país, vários famosos viram seus cachês caírem drasticamente por causa da crise. 
 De acordo com o colunista Ricardo Feltrin, como a maior parte dos shows são contratados por órgãos públicos, como eventos de secretarias de Cultura, prefeituras, a recessão fez com que a verba fosse encurtada, o que resultou na redução do que era oferecido. Um dos maiores exemplos é o cantor Wesley Safadão.
Considerado o cantor mais bem pago do ano passado, com apresentação avaliada entre R$ 500 mil a R$ 800 mil, o famoso viu seu faturamento cair para R$ 200 mil, menos 75%. 
 Outros nomes da música nacional que também tiveram reduções foram Jorge &Mateus (de R$ 400 mil para R$ 320 mil), Ivete Sangalo (de R$350 mil para R$250 mil), Gusttavo Lima (de R$ 320 mil para R$ 220 mil), Anitta (de R$ 80 mil para R$ 40 mil), entre outros.

FONTE/BOL

terça-feira, 26 de abril de 2016

Mari Alexandre sobre beleza aos 43:
 "Aceito o que tem pra hoje" 
 Em entrevista à QUEM, atriz fala ainda de maternidade, coração e comenta declaração de Fábio Jr., pai de seu filho, sobre vontade de se casar de novo.

  Por Marina Bonini
 Musa nos anos 90 com seu rosto de menina e suas curvas de mulherão, Mari Alexandre, aos 43 anos, ainda mantém os traços e o físico similares aos que tinha na época que estampou capas de revistas masculinas, mas interiormente admite ser uma nova mulher.
 Em entrevista à QUEM, a modelo e atriz falou sobre como o casamento de três anos com o cantor Fábio Jr., com quem teve Záion, de 7 anos, transformou o seu modo de ver a vida e até mesmo de encarar a preocupação com a beleza. 
"Antigamente (a beleza) estava em primeiro lugar para mim. Queria sempre ser a mais bonita e perfeita em todos os lugares que eu ia.
 Hoje a minha preocupação é ter saúde para cuidar do meu filho. Sei que não vou ter o corpo de 20 anos atrás e aceito o que tem pra minha vida hoje", afirma ela, que continua solteira, desde o fim do casamento em 2010. 
 Afastada das telinhas desde o fim de Escolinha do Gugu, em 2013, a loira, que encaixa presenças em eventos na rotina de cuidados com o filho, falou ainda sobre envelhecimento, plásticas, vida amorosa e emitiu sua opinião sobre o anúncio que o ex-marido fez recentemente no Mais Você, de que poderia se casar pela sétima vez, agora com a namorada de quatro anos Maria Fernanda Pascucci.
"Não estou sabendo disso! Toda vez que ele está com alguém, ele dá entrevista e fala a mesma coisa. 
Não sei o que dizer…”, conta ela, que diz não ter conhecido ainda Maria Fernanda. "Nunca vi mais gorda." 
Você completou agora em março 43 anos. Qual é o segredo para se manter em forma e com rosto de menina? 
 Eu tenho sorte de ter um rosto mais de menina, mas o corpo é complicado manter. Antes não era assim. Eu nem tinha barriga depois de ter tido meu filho. Fiz 40 anos ainda bonita. Depois do 41 anos tudo ficou mais difícil que antigamente. Não sei se foi o implante para parar de menstruar que ajudou a dar uma aumentada no peso, mas perder 3kg hoje em dia é uma luta. Tem horas que eu tenho vontade de desencanar total. Gosto muito de comer e de sair para jantar e, geralmente, não consigo me segurar ou evitar uma massa, que eu amo. Agora estou tentando me conter e ter mais disciplina. Não sigo uma dieta especifica, apenas corto uma semana carboidratos, na outra como só peixe ou grelhado…Vou variando para não enjoar e faço musculação quando dá. Tenho bumbum e coxa grossa e é impossível mantê-los durinhos se não tiver treino mais forte.

 Tem medo de envelhecer?
Tem uma hora que a gente pensa um pouco nisso, mas atualmente sou grata por ter saúde e estar bem. Me preocupa mais com a minha saúde, que com o corpo perfeito. Sei que não vou ter o corpo de 20 anos atrás e aceito o que tem pra minha vida hoje. Estou feliz por chegar nessa idade com um filho lindo e quero e estar bem para cuidar dele. Claro que também quero estar bem na parte externa, mas esse objetivo não está mais em primeiro lugar na minha vida. 
A preocupação com beleza já esteve como o foco principal da sua vida? 
Antigamente estava em primeiro lugar para mim. Queria sempre ser a mais bonita e perfeita em todos os lugares que eu ia. Isso não me preenche mais. Hoje, admiro outras mulheres bonitas, que são como eu já fui.
 Costuma fazer alguma intervenção estética? 
Faço coisas pequenas. Sempre tive muita sorte e nunca fui de fazer loucuras. Já fiz lipo e sempre faço botox, mas não faço para ficar esticada. Não existe mulher com a minha idade que não tenha um pingo de ruga. É normal. Esse também é um dos motivos de eu nunca ter feito preenchimento, por ter medo de mudar meu rosto. Tem gente que fala que meu rosto está mudado, mas a verdade é que engordei um pouco e isso faz parecer que eu fiz algo maior, mas não fiz.

 Você foi capa da Playboy em 1992 e fez sete capas para a revista Sexy. Ver a Luana Piovani, aos 39 anos, na capa da Playboy te deu vontade de posar mais uma vez? 
Estava falando sobre a revista da Luana Piovani com o meu irmão. As fotos ficaram lindas e a revista está um escândalo. Sempre achei a Luana bonita, mas agora, depois dos ter os três filhos, ela está ainda mais bonita. Achei o ensaio de muito bom gosto também. Mas não é uma coisa que eu pense em fazer hoje em dia. Na verdade, nem passou pela minha cabeça. Mesmo assim, não digo que desta água não beberei jamais. 

Pelo seu Instagram, a gente vê a importância que o seu filho tem na sua vida. A maior parte dos posts são ao lado dele ou fazendo alguma atividade com ele. Como a maternidade te modificou? 
 A maternidade me ensinou a ser menos egoísta e a pensar mais não só no meu filho, como nas outras pessoas. Fiquei mais mole também (risos). Sempre fui bem sentimental, mas com a maternidade nos emocionamos mais com a histórias dos outros. Tenho uma relação muito boa com o meu filho. Ele sempre me fala: ‘Deus em primeiro lugar e depois você, mamãe’. E eu digo o mesmo para ele.

 O que você abdica da sua vida para poder cuidar do seu filho?
Tudo! Até trabalho, se tenho que ficar o fim de semana longe, recuso para estar com ele. Tenho que abrir mão porque somos só nós dois aqui em São Paulo. Minha família mora no sul e não tenho com quem deixá-lo, mesmo contando com a ajuda de profissionais maravilhosas. Nunca viajei e o deixei aos cuidados do funcionário. Se vou fazer alguma coisa, tenho que chamar algum parente do sul para ficar com ele. Mas isso é raro. Estou cada vez mais grudada nele. Gosto de levar e buscar na escola, sair para jantar, fazer atividades com ele… Temos uma vida muito simples, mas gostosa.

Pela agenda de shows do Fábio Jr, imagino que ele não tenha como estar tão presente na criação do Záion. Como é pra você, que sempre foi vista na TV como mais sensível e meiga, assumir o papel de mãe e de pai nas tomadas de decisões, ordens e broncas? 
Como diz uma amiga minha, que também é divorciada, nós somos as “paes”, uma mistura de mãe e pai. Tanto é que recebemos parabéns até no Dia dos Pais. Mas é muito complicado criar um filho sozinha. Antes isso me incomodava, mas agora aceito melhor e entendo que a vida do Fábio é desse jeito e que ele vê o filho quando quer. Não tem dia estipulado. Ele que decidi. Lido melhor com isso, mas meu filho sente falta dele. Antes eu insistia muito, mas agora se ele não quer vê-lo, deixo quieto. Acredito que quem quer algo realmente, dá um jeito mesmo com em uma agenda lotada para ver o filho. Mesmo que seja por cinco minutinhos, em uma passagem por São Paulo. Acho que é necessário um pouco mais de esforço porque o filho não tem culpa pelo que acontece com os pais.

 É uma mãe mais mole ou pulso firme?
Meu filho é maravilhoso, mas tenho que ser firme para que ele cresça um homem do bem. Fico brava quando tenho que ser, mas fico me sentindo muito mal quando brigo com ele. Na frente dele estou brava, mas por trás estou acabada, mesmo sabendo que é para o bem dele. Mas não tem outro jeito, tenho que ser firme ainda mais porque não tenho um companheiro ou parceiro para me dar mais tranquilidade na criação. Educar é muito complicado. Nunca sabemos se estamos errando ou acertando, mas as pessoas estão sempre te julgando…

 Você está preparando o seu filho para ser que tipo de homem? 
 Quero que ele não passe por cima de ninguém quando crescer, que seja trabalhador, educado com uma mulher. Sempre falo que ele vai ter que estudar bastante e depois trabalhar porque vai ter que pagar a conta quando sair com a namorada. Ele fica me ouvindo quando eu falo essas coisas. Tem até uma menina que ele gosta muito dela na escola. Ele já tem um jeitinho educado com as meninas. Sempre falo para ele não falar alto com elas e não tratá-las como ele trataria os seus amigos homens.

 Sonha em ter mais filhos? 
O Záion já me pediu, mas hoje não pede mais. Ele queria um irmão com a sua idade para brincar, mas os anos foram passando e não penso mais em ter filhos. Para ter filhos é preciso ter cabeça e um respaldo muito bom, não só financeiro, mas de um homem te ajudando a educar o seu filho. Ter só por ter, não tem motivo. Quem tem filho, tem que cuidar e destinar a sua vida para ele. A criança precisa disso.

 Você acredita no casamento ainda? 
Não acredito mais tanto como já acreditei. Depois que me separei, queria muito me casar novamente, mas hoje acredito que se fosse me casar, eu moraria na minha casa e ele na dele.

 Desde a sua separação, em 2010, é difícil ver você namorando. Ficou mais fechada ou mais exigente? 
Estou solteira, mas às vezes vou para balada. Não sei o que acontece comigo. Não tenho vontade de ter uma pessoa e de apresentar essa pessoa para o meu filho. Não sei falar o motivo de não ter encontrado outra pessoa. Não aconteceu… Acho que se eu tiver que namorar uma pessoa, tenho que ter muita certeza. Não dá para namorar, terminar e começar outro namoro e terminá-lo novamente porque me preocupo com os sentimentos do Záion. Ele é ciumento e nunca me viu com ninguém. Nunca apresentei um cara como meu namorado para ele. Por isso, nem imagino a sua reação.

 O que um homem precisa ter para te levar para o altar? 
Tenho que gostar muito dele e ele tem que conquistar muito para mudar meu pensamento sobe o casamento. Enfim, tem que ser um cara muito especial para mudar conseguir mudar isso que estou sentindo de não querer mais me casar.

 Nas entrevistas você sempre fala do carinho que você sempre vai ter pelo Fábio Jr. Como você recebeu a notícia de que ele está planejando se casar novamente?
 Não estou sabendo disso! Toda vez que ele está com alguém, ele dá entrevista e fala a mesma coisa. Não sei o que dizer… Eu mesma era a mulher da vida dele dias antes dele se separar de mim. Ele costuma dizer que nunca mais iria se casar ou querer saber de outra mulher… Tivemos uma paixão muito louca e grande. As coisas que ele fez comigo talvez não tenha feito com essa moça. Foi um sentimento muito forte importante para ambas as partes. Não tinha sentido isso por ninguém.

 E como é a sua relação com a atual dele, Maria Fernanda Pascucci? 
 Nunca vi mais gorda. Meu filho também não tem nenhum relacionamento com ela.

 O que tem feito hoje em dia? Você tem algum projeto de voltar a atuar nas telinhas? 
 Tenho muita vontade de voltar para a TV, mas tem que ser algo bacana e que eu consiga conciliar com a minha vida de mãe para trabalhar feliz. Atualmente, faço minhas presenças em eventos por São Paulo e pelo interior. Quero fazer mais trabalhos assim.

FONTE/QUEM
Mariana Ximenes fala de Tancinha e maternidade: 
'Quero filhos, mas não estou com pressa'
Por Florença Mazza
Prestes a voltar às novelas em "Haja coração", Mariana Ximenes diz que tem aprendido muito com sua nova personagem, Tancinha, vivida por Claudia Raia em (1987) quando foi ao ar "Sassaricando", novela de SIlvio de Abreu na qual é inspirada a história de Daniel Ortiz.
 - Sou muito racional e ela é instinto puro. Sinto que estou me deixando levar mais pela intuição - contou a atriz à revista "Estilo", da qual estará na capa da próxima edição. 
 O autor da novela tem gostado do resultado. - Quando começamos a idealizar o projeto, pensei nela.
Ma­riana é estudiosa, carismática, téc­nica, se joga intensamente em cada trabalho e o público a ama. 
Nas cenas que vi, fiquei encantado com a capaci­dade dela de ser doce e também forte quando necessário - declarou Ortiz à publicação.
 Mariana também poderá ser vista na TV na série "SupeMax", prevista para ser lançada no segundo semestre pela Globo. 
Além disso, aparecerá em sete filmes que serão lançados ao longo do ano:
 - A minha vida profis­sional está em primeiro plano agora - revelou a atriz, que namora o empresário italiano Filippo Adorno desde 2014. - Quero ter filhos, mas não estou com pressa.

FONTE/OGLOBO
Patrícia Poeta sobre ter perdido 10 quilos: 
"Nem estão me reconhecendo na rua"
 Aos 53 quilos, apresentadora do 'É de Casa' conta que recebe comentários elogiosos devido à nova forma física: "Ouço muito que rejuvenesci" 

 Por Elizabete Antunes
Patrícia Poeta estrela a capa desta semana de QUEM. A atual apresentadora do É de Casa, que vai ao ar nas manhãs de sábado, resolveu que faria as pazes com seu guarda-roupa.
 Por conta disso, perdeu 10 quilos com muita musculação - três vezes por semana - e auxílio de um personal trainer. 
 Seus atuais 53 quilos e sua cintura fininha vêm lhe rendendo comentários que t-o-d-a mulher sonha em ouvir: “Como você está magra!”.
A apresetadora conta que passou por uma reeducação alimentar.
 “Não fiz nada radical”, garante Patrícia, mãe de Felipe, de 13 anos, de seu casamento com Amauri Soares, de 49, diretor de Programação e Controle de Qualidade da TV Globo.
 “Como eu emagreci, algumas pessoas nem estão me reconhecendo na rua. 
Outro dia, estava comprando ingresso para o cinema quando uma senhora me perguntou: ‘Já te falaram que você se parece muito com a Patrícia Poeta? (risos)’.
 Também ouço muito que rejuvenesci. Claro que essa sensação é boa, né! Mas o objetivo, quando comecei a reeducação alimentar, não era esse. Jamais...”

FONTE/QUEM
Sarah Oliveira posa com filho de 4 meses, conta que não está preocupada com peso e fala do relacionamento de 15 anos 
Por Anna Luiza Santiago
Sarah Oliveira, que prepara um novo projeto para o GNT, curte os quatro primeiros meses de Martin, seu segundo filho.
A apresentadora, que também é mãe de Chloe, de 3 anos, posa com o caçula em Campos do Jordão, para onde a família viajou recentemente.
 - Me sinto mais segura como mãe. E, geralmente, o segundo filho vem mais sossegado porque os pais estão mais tranquilos.
 Martin dorme com frequência por cinco horas seguidas, por exemplo. Chloe jamais dormia mais do que três horas.
 Por outro lado, agora tenho que me dividir para dar atenção e amor para os dois de forma igual. Então, estou com menos tempo, completamente focada neles.
 Sarah, que amamentou a filha por mais de um ano, pretende fazer o mesmo com Martin: - É uma entrega intensa, física e emocional. 
Costumo dizer que é uma coreografia. No começo, é difícil, muitas vezes dói demais, mas, depois que engrena, é uma delícia.
 A apresentadora conta que Chloe chorou ao ver o irmão na maternidade: - Foi uma mistura de emoção, medo, felicidade. 
No primeiro mês, ela deu uma regredida, falava errado, travava no meio da frase. Depois, foi pegando confiança e hoje é minha melhor ajudante.
Eles dormem no mesmo quarto. Quando Martin está chorando, por exemplo, Chloe corre para ligar a vitrola e coloca meu vinil do Wilson Simonal. 
Ela diz: 'Mamãe, já sei! Ele vai parar de chorar assim que começar a música do limão ('Meu limão, meu limoeiro')'.
 E ele realmente para. Criança é uma coisa maravilhosa. Sarah engordou 12kg durante a gestação e diz que não está preocupada com o peso: 
 - Isso é a última coisa em que eu penso, pois quero amamentar e, com a Chloe, emagreci muito apenas amamentando, sem fazer exercícios.
Gosto de pilates, mas não estou pensando em voltar agora. Já fico muito na correria com eles. 
 Casada com o administrador de empresas Thiago Lopes, ela diz que evita postar muitas fotos dos filhos nas redes sociais, já que o marido é muito discreto:
 - Começamos a namorar na época em que eu estava virando VJ da MTV e ele acompanhou tudo. Depois casamos, viajamos muito, tivemos filhos. 
Ele é tímido. Não vai comigo a festas, só a shows. Foge das minhas fotos e não tem perfil em rede social. Thiago é meio grunge.
Temos os mesmos princípios e nos admiramos demais, mas somos de mundos diferentes. Sou da comunicação e ele, dos bastidores. E está dando certo há 15 anos.

FONTE/OGLOBO

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Tatá Werneck diz ter autoestima elevada:
 ‘Sei muito bem o meu valor’ 
De volta às novelas, atriz, de 1,52m, está pesando 42Kg: ‘Vou ter muita cena de lingerie’ 

Por Zean Bravo
 Tatá Werneck volta às novelas em maio, em 'Haja coração' .
Tatá Werneck já faltou à própria festa de aniversário porque estava no ensaio geral de uma peça e queria se poupar para a estreia, no dia seguinte. 
Foi na época em que fazia um espetáculo atrás do outro — ela começou a estudar teatro aos 9 anos —, vendia cosméticos e ainda animava comemorações infantis para complementar a renda.
 — Já fiz peça para três pessoas, e uma delas era o meu pai; fiz apresentações para empresas; usei fantasia de mosquito em cena; distribuí filipeta na rua...
 — lista ela, ao falar sobre a batalha no início da carreira. 
 A atriz, de 32 anos, sempre esteve envolvida em várias atividades antes mesmo de se tornar um nome conhecido. 
Depois de experimentar um sucesso avassalador em 2013, em um papel cômico na novela “Amor à vida”, Tatá conta não ter tido mais do que cinco dias seguidos de folga.
 Comprometida agora com as gravações da nova novela das 19h da Globo, “Haja coração”, com estreia prevista para o fim de maio, ela já rodou um filme neste ano e será vista em três programas do Multishow ainda em 2016. 
 Revelada nos programas de humor da antiga MTV Brasil — onde trabalhou entre 2010 e 2012 —, Tatá passou os últimos anos longe dos palcos para dar conta dos compromissos da TV e do cinema.
 — Tenho trabalho marcado até o final de 2017. 
Faço mais três filmes e um musical no teatro, com a Ingrid Guimarães, no ano que vem. 
Vai ser uma sátira sobre duas comediantes que estrelam um musical em busca de reconhecimento. 
Nós somos até afinadas, mas não cantamos ou dançamos — admite.
 DOZE GATOS EM CASA 
 Na casa onde vive há dois anos, cercada por 12 gatos que resgatou das ruas, Tatá conta que muita coisa mudou em sua vida.
 Mas não necessariamente por conta do sucesso na televisão. 
 — Fui assumindo muitas responsabilidades. 
 Cena de “Haja coração”, releitura de “Sassaricando”, sucesso de Silvio de Abreu, de 1987. 
Na trama, escrita por Daniel Ortiz, Tatá interpreta a mimada Fedora Abdala. 
Na foto, ela está com Tancinha (Mariana Ximenes)Cena de “Haja coração”, releitura de “Sassaricando”, sucesso de Silvio de Abreu, de 1987. 
Na trama, escrita por Daniel Ortiz, Tatá interpreta a mimada Fedora Abdala. 
Depois de “I love Paraisópolis”, sua segunda novela, encerrada em novembro, a atriz gravou uma leva de episódios de “Vai que cola”, já exibidos pelo Multishow. 
Na sequência, rodou, em São Paulo, o filme “TOC”, de Paulinho Caruso e Teodoro Poppovic, no qual interpreta a protagonista, vítima de transtorno obsessivo-compulsivo. 
 As filmagens do longa terminaram no fim de janeiro, antes de ela iniciar os trabalhos de “Haja coração”, releitura de “Sassaricando”, sucesso de Silvio de Abreu, de 1987. 
Na trama, escrita por Daniel Ortiz, a atriz interpreta a mimada Fedora Abdala, vivida por Cristina Pereira na história original. 
 — A Fedora agora é uma blogueira que vive nessa loucura por likes. 
Quis entender a dor dessa mulher que sofre por falta de curtidas nas redes. 
A internet foi criada para solucionar questões, mas criou problemas do tipo:
 “Meu Deus, perdi seguidores!”. 
Foi difícil para mim entender como isso afeta alguém. 
 Com mais de 10 milhões de seguidores no Instagram e 8 milhões no Twitter, Tatá jura não pensar nessas pessoas todas ao postar qualquer coisa. 
 — A internet aproxima as pessoas, mas também dá voz a alguém que pode dizer qualquer coisa, escondido atrás de uma arroba. 
E as pessoas são muito agressivas, fico chocada.
 ‘Emagreci muito e começaram a falar: 
‘Tatá está cabeçuda’. Respondi: ‘Ainda não consegui marcar a minha redução de cabeça’"’ 
 Tatá Werneck sobre críticas que recebe na internet Tatá não se considera um alvo dos haters, as pessoas que amam odiar tudo e todos na web, mas diz saber como funcionam as críticas virtuais: 
 — Emagreci muito para fazer o filme e começaram a falar: “Tatá está cabeçuda”. 
Eu respondi: “Desculpa amigos, ainda não consegui marcar a minha redução de cabeça”. 
Daí, as mesmas pessoas que estavam me xingando começaram a escrever “linda”, “diva”. 
 Atriz que na infância fazia parte da turma do fundão e já foi expulsa do colégio, ela diz não ter tido problemas de autoestima: 
 — Eu sei muito bem o meu valor — afirma a atriz. 
 Com 42 quilos atualmente (ela mede 1,52m), Tatá está magra, muito magra. 
 — Põe que estou com 45 quilos senão minha mãe vai aparecer aqui com um pão francês para eu comer — brinca, antes de falar sério: 
— Vou ter muita cena de lingerie na novela e não quero que minha vaidade me impeça de nada. 
 Até a semana passada, Tatá conciliou as gravações de “Haja coração” e da nova temporada do “Tudo pela audiência”. 
Apresentado por ela e Fábio Porchat, o programa estreia no dia 9 de maio, no Multishow. 
Tem mais. Quando a novela estiver no ar, ela vai gravar a quarta temporada do “Vai que cola”, prevista para o segundo semestre, e um terceiro e inédito programa, com os integrantes da sua banda, a Renatinho, na qual é vocalista.
FONTE/OGLOBO
Projota:
 ‘Eu sou a mistura de Djavan com Mano Brown’
 ‘Ela é um filme de ação com vários finais / Ela é política aplicada em conversas banais / Se ela tiver muito a fim, seja perspicaz / Ela nunca vai deixar claro, então entenda sinais’. 
Estes versos caíram nas graças do grande público. 
‘Ela Só Quer Paz’ é o mais novo hit de José Thiago, ou melhor: Projota. 
Sem exagero, a coluna afirma com todas as letras que ele é o melhor compositor jovem na atualidade. 
Por isso, a entrevista deste domingo é com ele. 

 Essa entrevista surgiu por causa da sua obra e do seu talento. Eu acho que a música jovem no Brasil sofre um momento de deficiência de grandes autores e grandes compositores. Venho de uma geração com Cazuza, Legião Urbana… Acho que você veio ocupar esse lugar. O que você acha da música brasileira atualmente? 
 Primeiro, quero agradecer os elogios. Penso que a mídia, as rádios e a televisão hoje em dia não têm dado espaço para esse tipo de linguagem. Quando eu era criança, ouvia Legião Urbana, Titãs e Paralamas do Sucesso! Todas as músicas com letras muito complexas e cheias de ideologias. Agora estão botando isso à margem, né? 

 Então existe o produto, mas não é veiculado? 
 Tanto existe que no rap eu não sou sozinho. Veja o Emicida, que é um gigante! Criolo também quase não toca nas rádios. Não sei se não vende tanto quanto o Sorriso Maroto ou Ivete Sangalo. Eu tenho mais de cem músicas feitas por mim, com uma identidade muito própria. Quando o artista depende de outros compositores, essa identidade não fica tão clara e, às vezes, a fonte seca. Acredito que, quando você é muito grande como Ivete Sangalo ou Luan Santana, tem muita gente mandando músicas. Então, eles conseguem manter o nível. A gente acaba perdendo muitos artistas por causa disso. O rap é mais autoral. Minha linguagem é muito popular. Não é tão complexa quanto os Racionais, por exemplo.

 Agora eu estava ouvindo uma entrevista sua em que você falava que sofreu um certo preconceito entre os rappers por começar a falar de amor e por muitas vezes cantar com a Anitta, né?
 Sim, também. 

 Como foi essa passagem de um rapper mais social para um rapper que fala mais de amor? 
 É que, na real, não existiu essa passagem. Eu sempre fiz músicas falando de amor, desde antes de eu aparecer, de ter Orkut, eu já fazia raps de amor. Só que eu sempre fazia os outros também! No meu CD tem 16 faixas: quatro falam de amor e o resto, não. Mas as de amor vão para as novelas, viram clipes, vão para as rádios…

 E por que o preconceito no meio?
 Porque é um estilo musical que é muito conservador. Foram décadas praticamente batendo na mesma tecla, falando do social… No início, só se falava de periferia, de favela. Já fiz rap assim também. Eu comecei tentando imitar os Racionais, mas, conforme o tempo vai passando, você vai encontrando a sua identidade musical. 

Onde eles acham que você se corrompeu, Projota?
 Tem pessoas que falam que eu fugi da minha essência. Eu digo que elas não conhecem a minha essência! Eu cresci ouvindo Só pra Contrariar, Alexandre Pires, Raça Negra e até Julio Iglesias, que a minha mãe ouvia o dia todo. 

 E isso é você, né cara? Isso que formou você, né?
 Exatamente, Leo! Sou a mistura do Djavan com o Mano Brown, Eminen, Renato Russo e Chorão. 

 Você tinha preconceito contra a Anitta?
 Não vou dizer preconceito, mas esse tipo de música não fazia parte do meu círculo. A música dela não fazia parte da minha vida, não era algo que eu ouvia. Quando ela lançou o ‘Show das Poderosas’ eu falei: ‘Essa menina é boa mesmo!’. Ali, eu já comecei a ver com outros olhos. Ela foi me convencendo. E acho que ela fez isso com muita gente. O álbum ‘Bang’ veio para consolidar o trabalho dela. 

 Você se chama José Thiago Sabrino Pereira. De onde veio Projota? 
 Do José. Quando eu comecei a cantar, era JT, de José Thiago. Aí comecei a acessar a internet e vi que tinha muito JT. Aí eu virei o Jota profissional. Então virou Projota. Eu falo que eu sou tão popular que eu virei um José profissional. 

Ser popular é ruim? 
 Acredito que não! Sempre vi isso como uma qualidade do meu trabalho, como uma vantagem que eu tinha sobre os outros artistas. 

 Você fez faculdade de Educação Física?
 Comecei, mas larguei três anos depois. Eu sabia que a música era o meu caminho, mas estava buscando um porto seguro. Fiz a faculdade porque eu ganhei bolsa. Eu não tinha grana e acho que, se eu tivesse, investiria na música. 

Você foi balconista, secretário de uma escola e funcionário de uma estamparia. É isso? 
 Sim. 

 Com quantos anos você começou a trabalhar? 
 Comecei a trabalhar com 14 anos num depósito de material de construção. Eu era balconista. Estudava de manhã e trabalhava à tarde. Depois, eu comecei a estagiar e fiz um curso de administração. Estagiei numa secretaria de escola e trabalhei alguns anos lá também. Quando fiz 21 anos, larguei o trabalho numa estamparia e comecei a fazer a faculdade e a música. A faculdade era de graça, então não tinha muito gasto em casa. Eu fazia bico. Já entreguei folheto… Ganhava pouco, mas era só para ajudar em casa. Meu pai segurou muito a barra para mim. 

 Sua vida foi simples, mas não foi dramática, né? 
 Quando eu era bem novinho era tranquilo… Aí eu perdi a minha mãe quando fiz 7 anos. Ela sofreu um derrame e eu vim morar com a minha avó. Isso que complicou a família. Meu pai perdeu o emprego e um monte de coisas aconteceram depois disso. Foram anos difíceis mesmo, mas graças a Deus nunca passei fome. Não tenho do que reclamar. Hoje, eu ganhei dinheiro, consegui muita coisa… Sou supertranquilo de saber que eu sobrevivi com muito menos do que isso, então, eu não almejo dinheiro.

 Você foi contratado pela Disney, né? 
A Disney faz uma varredura na vida de qualquer pessoa para contratar. Tem que ser uma pessoa com uma vida reta. 

De certa forma, isso é um orgulho para você? 
 O mundo do certinho foi algo natural na minha vida. Acho que essa retidão é mais no sentido de honestidade, de não perder a simplicidade, de ser sempre um cara honesto. Eu nunca fumei cigarro, nunca usei maconha. Nunca tive nem curiosidade de experimentar. É uma surpresa porque você imagina um rapper como um cara mais liberado, né? Um músico que não tenha usado droga é muito doido. Mas eu já falo esperando a reação de surpresa da pessoa. Realmente é surpreendente e eu sei que, para um jovem na sociedade de hoje, independentemente do que ele faça, já é uma surpresa. Eu nunca tive curiosidade nem vontade de usar. 

 Mas teve oportunidade? 
 Está aí o tempo todo. Eu tive oportunidade tanto para usar quanto para vender no lugar onde eu vivi. Não entrei para o crime por Deus e também por uma boa educação que eu tinha dentro de casa. 

 Te incomoda se alguém estiver ensaiando no estúdio com você e acender um cigarro de maconha?
 Não, mas eu me incomodo com o cigarro. O cheiro me incomoda muito. A maconha já não me incomoda tanto. Mas se eu estou no meu estúdio, se é a minha gravação, isso não rola. Se eu for convidado a participar de algum trabalho de alguém eu não posso mandar apagar… Mas no meu trabalho isso não acontece. Na minha banda os meninos são todos da igreja . 

 Você é contra a redução da maioridade penal? 
 Acho que ela tem que ser discutida. Agora simplesmente reduzir a maioridade penal eu sou totalmente contra. Nossa sociedade se coloca muito em regras fixas para aquele determinado caso que é muito amplo. Acho que cada caso é um caso. Mas há alguns reincidentes bravos… Aí acho que não dá! Não pode também ficar só passando a mão na cabeça. A fama traz muita coisa para a vida do artista. Entre elas… mulher. 

Como você lida com isso? 
 Sempre lidei tranquilo. Não sai nenhuma polêmica minha na rua e não tem nenhum motivo de polêmica envolvendo mulher também.

 Mas você pega? 
 Eu namorei durante um bom tempo na minha carreira. Quando terminei, há alguns anos, minha carreira estourou. Eu sempre fui muito cuidadoso com isso. Não fico me envolvendo com qualquer tipo de pessoa. Hoje em dia é loucura. Você vê gente se aproximar por causa da fama. Está tão doido que você vê meninas querendo pegar artistas só para ganhar mais seguidores no Instagram. Mas não é só mulher! Tem homem assim também.

 E é ridículo também as pessoas se considerarem mais importantes do que as outras por terem mais ou menos seguidores no Instagram , não acha?
 É! A gente está vivendo isso! Vivendo esse momento muito doido… É difícil de acreditar realmente que existam pessoas que se liguem nisso. 

 O que a gente não sabe sobre você, Projota?
 Deixa eu pensar… Gosto muito de videogame, sou viciado em séries… 

Você sabe disso? 
Já assisti a umas quarenta séries ou mais. 

 Como assim? 
 Agora eu estou assistindo ‘Demolidor’, mas já assisti ‘Prison Break’, ‘Lost’, ‘Walking Dead’, ‘Game of Trones’, ‘Dexter’ e por aí vai. 

 Você já pensou em atuar ou não?
 Ah, se vier algum convite, dependendo do que for, se for algo simples, eu topo, sim! Mas eu respeito muito as pessoas, as profissões… Acho que tem que ser muito delicado. Se aproveitar da fama e cair de paraquedas em algo que você não tem o dom, não é legal. Eu acho que tudo tem que ser feito com muita cautela. Um convite para fazer uma participação, quase como uma brincadeira, eu faria tranquilamente. Mas acho que tem que respeitar a profissão do outro.

FONTE/ODIA