domingo, 26 de julho de 2015

Justiça obriga sertanejo Sorocaba a pagar indenização milionária a ex-empresário
Na última terça-feira, no Fórum de Curitiba (PR), o empresário Paulo Pissoloto, de 47 anos, venceu uma disputa judicial contra o sertanejo Sorocaba. 
O processo, que corria desde 2010 na 10ª Vara Cível de Londrina, foi julgado a favor de Paulo na 6ª Câmara Cível de Curitiba. 
A sentença foi dada pelo desembargador Cleiton de Albuquerque Maranhão. Em 2007, Paulo descobriu o sertanejo, quando ele tocava em um bar chamado Toca do Cateto, em Londrina, no Paraná, e ganhava apenas R$ 250 de cachê. 
Ele conta que começou a empresariar a carreira de Sorocaba quando o cantor decidiu ir embora para São Paulo sem dar satisfações levando ônibus, van, carretas e até um avião.
 Ele também não se preocupou em pagar a multa contratual. E foi exatamente isso o que Paulo reivindicou judicialmente. 
Hoje, a indenização é superior a R$ 8 milhões. O escritório da dupla fala em números bem inferiores ao citado por Paulo Pissoloto. 
Segundo a assessoria de imprensa, Sorocaba teria que pagar algo entre R$ 800 mil e R$ 1,5 milhão. 
O primeiro valor dez vezes menor do que o ex-empresário afirma ter direito, uma vez que a dupla só ganhou fama — e dinheiro — depois de 2010. 
Mas foi o sucesso ‘Paga Pau’ que levou a dupla ao palco do ‘Domingão do Faustão’, em 2009.
Além de Sorocaba, Paulo também afirma que foi sua mulher, Angela, quem descobriu Luan Santana. 
Assim que Sorocaba decidiu ir para São Paulo, Luan também rompeu o contrato com Paulo.
A diferença é que o sertanejo de Campo Grande pagou a indenização no valor de R$ 2,5 milhões. 
Aliás, ‘Meteoro’, sucesso que fez Luan ficar conhecido nacionalmente, foi composta por Sorocaba em apenas 15 minutos.
 Sorocaba figura, desde 2011, como um dos compositores, intérpretes e músicos que mais recebem dinheiro do ECAD (Escritório Central de Arrecadação de Direitos Autorais), que é responsável pela arrecadação e distribuição dos direitos autorais das músicas aos seus autores. 
Veja a seguir o que Paulo Pissoloto diz sobre Sorocaba, Luan e a decisão judicial.

Por que você moveu uma ação contra o Sorocaba?
Na verdade, ele tinha um contrato comigo como empresário e ele anoiteceu e não amanheceu. Ele acordou e levou todos os equipamentos, carretas, avião, van… Rompeu o contrato, não falou mais comigo e levou o escritório para São Paulo. Essa ação na verdade é contra o Sorocaba. É contra a marca porque eu era sócio do Sorocaba, né? Eu era empresário e sócio do Sorocaba. Nós éramos donos da Bala de Prata Produções Artísticas. A marca era minha e dele. Ganhei a ação em Londrina, ele recorreu em Curitiba e eu ganhei em última instância pelo Poder Judiciário do Paraná.

Você teve algum tipo de contato com ele depois que ele foi embora para São Paulo?
Na verdade, Leo, funciona assim: a dupla Fernando e Sorocaba veio de Londrina, quando o cachê ainda era R$ 250. Descobri Sorocaba num bar chamado Toca do Cateto, em 2007. Se você pegar na Internet, tem um link do Faustão dizendo da onde ele veio e quando a gente começou a trabalhar.

Quanto ele vai ter que pagar?
É um valor alto, mas eu não posso falar valores. São ordens do meu advogado, Carlos Rumiato.

O que é um valor alto para você?
Acima de R$ 8 milhões é alto.

A assessoria do Sorocaba contesta o valor… Diz que a indenização gira em torno de R$ 800 mil a R$ 1,5 milhão…
Só a multa contratual é de R$ 2 milhões e esse valor vai ser corrigido, o que deve chegar a R$ 4,8 milhões. Existe uma entrevista publicada pela ‘Veja’ em que Sorocaba diz que, em 2010, fazia 20 shows por mês recebendo o cachê de R$ 200 mil por apresentação. Deste montante, tenho direito a 35%.

Esse valor que a Justiça tem que calcular e definir é em cima desses 35% até hoje?
Não. Até o ano de 2010.

Você também descobriu o Luan Santana?
Angela, a minha mulher, o descobriu na internet e nos convenceu a trabalhar o Luan Santana. Aí, a gente fez em dez meses o que ele é hoje. Tinha a mesma porcentagem do Luan com o Sorocaba. Aí, o Luan estourou. Quando o Sorocaba rompeu comigo, o Luan me procurou para romper também e me indenizou. Pagou a multa contratual que era o valor de 50% da multa normal. Eu estava com dificuldades financeiras, fizemos um acordo e o Luan me deu R$ 2,5 milhões. Só o Sorocaba não me indenizou. Eu tenho 35% de tudo o que o Sorocaba fez nesse período.

O nome do Fernando e Sorocaba é muito poderoso, não é?
O Sorocaba não é nada mais, nada menos do que a gente conseguiu fazer com que ele fosse. Tudo o que ele tem de conhecimento, de empresariamento, ele aprendeu comigo.

E ele compõe também, não é?
Ele compõe muita coisa, Leo. Mas na época em que eu o peguei, ninguém acreditava no potencial dele. Ele era uma das duplas de menor valor de expressão em Londrina e ninguém acreditava. Quem acreditou nele, a princípio, fui eu e minha mulher, que descobrimos o Sorocaba num boteco. A gente não foi atrás de mídia nem nada durante o processo. A gente esperou que julgasse porque a mídia quase sempre vai para o lado do artista. Agora, ele foi julgado e condenado.

O que você faz hoje?
Estou com um resort em Sertanópolis, no Paraná, e reabri um escritório. Estou com cinco produtos.

FONTE/ODIA

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