sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Ana Carolina: 
"Sinto liberdade completa para pintar"
A cantora traz a São Paulo telas de sua mais nova vertente artística

Dona de uma voz ímpar, uma trajetória de muito sucesso como compositora e instrumentista e um fã-clube fiel, a cantora Ana Carolina (40) também é uma artista plástica de mão cheia, como ela própria mostra na exposição Outras Cores, em cartaz em São Paulo. 
“A Ana Carolina artista plástica é muito diferente da cantora, até porque eu estou começando, apesar de já pintar desde 2002. 
Agora é uma nova fase, em que não faço uso de pincel porque uso os gestos e o processo de atirar a tinta na tela”, conta a versátil e talentosa artista. À Figa Galeria, na Vila Madalena, ela trouxe 11 telas. 

“Tem uns quadros que demorei muito para fazer, é uma coisa árdua, de muito trabalho e muita entrega. 
A coisa física entre as duas formas de expressão é diferente. Então, assim, sinto uma liberdade completa e total para pintar porque na música já conheço os caminhos, como ela acontece e como é feita. 
Digo isso como compositora. Nas artes plásticas, não conheço nenhum. Estou inventando os meus próprios meios e isso é uma coisa que realmente me dá uma alegria imensa”, explica Ana, que  escolheu o espaço criado por Leo Huber (42) para expor a mais recente produção, que apresenta mix de cores e formas abstratas, além de frases. 
“É impressionante como identifico ali uma Ana Carolina cantora, com o sucesso que tem na profissão, agora expresso nas telas, seja em relação às cores, às técnicas e até a quem ouve as suas músicas de maneira visceral e a sente nas letras. 
As telas têm aquela coisa de ‘O que ela quis dizer aqui?’, cada uma tem uma história. Ela bota para fora quem é ela.

 E são também decorativas”, avalia o galerista. Já consagrada na música e com mais de 100 obras prontas, Ana Carolina queria, no início, apenas experimentar uma nova forma de expressão. 
Mas em 2010, quando lançou o show Ensaio de Cores, ela decidiu expor seus trabalhos no foyer dos lugares onde se apresentava. 
O projeto, que reunia sucessos, canções inéditas e uma banda só de mulheres, nasceu da paixão da artista pela pintura. 
O sucesso foi tanto que ela se viu incentivada a aumentar a produção e a passar a expor profissionalmente.

 Apesar do êxito, Ana ainda hesita em se aventurar por outros tipos de arte.  Mas não fecha as portas. 
“Acho que não, não sei... Nunca diga não, né?”, diverte-se ela. “Já tem muita coisa, acho que por enquanto é só isso mesmo.
 Bom, mas eu faço videoclipes também, né? Essa coisa dos vídeos é superbacana, e estou louca para fazer videoclipes de alguém, que não sejam os meus. Daqui a pouco vou começar. Pode esperar que vem surpresa por aí”, avisa a mineira.


FONTE\CARAS

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