terça-feira, 25 de agosto de 2015

Cininha de Paula conta como conseguiu perder peso fazendo balé
Sapatilha. Atriz, diretora e bailarina Cininha de Paula

 - Quando criança, sempre fui a gordinha da perna grossa, então, minha mãe me colocou no balé aos 6 anos, de tutu bandeja cor-de-rosa. 
A gordinha foi para o balé! Claro que o peso atrapalhava a desenvoltura da futura bailarina, mas tive uma professora bem rígida, 
Dona Julinha, que com o tempo foi me mostrando que poderia emagrecer, sem ser doloroso, na dedicação à dança. 
O tempo passou, e aos 12 eu ja era uma pré-adolescente de peso normal e apaixonada pela dança. Foi quando resolvi fazer prova para o Teatro Municipal. 
Aí, pronto!, a primeira decepção, pois tive um entorce no pé direito que me fez ver que tinha o tornozelo caído e não poderia fazer ponta. 
Mas não larguei de lado o balé. Fui para outras áreas da dança, entendi que não seria uma bailarina profissional, mas seria o que eu sempre quis ser e não entendia: artista.
Mas o balé, mesmo sem ponta, continuou comigo durante 15 anos. Parei de dançar e retomei aos 38 anos, com Jean Marie, na Enid Sauer, que foi minha academia de dança moderna e contemporânea durante muitos anos. 
Desde então, volto sempre para lá, pois o balé deixa a memória muscular presente e é um excelente exercício de alongamento.
 E o melhor de tudo: não tem idade. Eu, que estou nos 50 e muitos, acho importante ter uma forma de exercício que deixe feliz e saudável sem te machucar.
Bem feito, com disciplina e cuidados, o balé oferece segurança. Todos deveriam fazer e acabar com o preconceito que homem não pode fazer balé. Pode, sim! A dança masculina é linda, e carregar uma bailarina é uma musculação e tanto.
O balé tem outro ponto importante: não é um exercício solitário e individualista. Ele agrega, une, nutre nossas relações. 
Lá no Jean, onde sou viciada e fico até alguém me mostrar algo na Barra que me satisfaça, tenho colegas famosas, empresárias, dançarinos de dança de salão, meninos novos que chegam para se preparar para concursos.
 O bom é chegar cedo, tomar aquele café pretinho, ouvir as estórias do Jean. Ou seja, cada dia é um dia.
 Não tem rotina. Somos uma família. Brinco com todos, desde o balé da terceira idade até os meninos e as meninas novos que chegam para iniciar.
A gente chega disposta e sai às vezes dolorida, mas com muita disposição.
Tenho vários colegas diretores e atores que fazem a aula e amam. Recomendo. Como terapia e exercício fisico.

FONTE\EXTRA

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