sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Guilhermina Guinle sobre maternidade e aborto: 
"O politicamente correto é muito chato"
Guilhermina Guinle, que interpreta Pia em Verdades Secretas, apoia o debate sobre o aborto – situação pela qual passou sua personagem

Por Anita Porfiro
No ar como a bem nascida Pia, de Verdades Secretas, Guilhermina Guinle não poupa elogios à trama que tem esquentado as discussões da família brasileira.
 "Eu estou superfeliz, é diferente de tudo que eu já fiz", conta Guilhermina, "eles estão fazendo cinema na TV: enquanto uma novela normal a gente grava 30, 35 cenas por dia, nessa são no máximo 10 e com uma câmera só". 
E não é só na produção que o folhetim se destaca: a história envolve temas que costumam ser considerados tabus como prostituição e aborto – sendo este último o mais próximo a Guilhermina, já que sua personagem enfrenta o dilema.
"O politicamente correto é muito chato. Nós temos que falar sobre esses assuntos sim. Eu sempre soube que a Pia ia fazer um aborto, era algo que o Walcyr [Carrasco, diretor da novela] queria porque nunca havia sido tratado nas novelas desse jeito tão explícito", conta a atriz,
 "queríamos o debate do público, que as pessoas julgassem se achavam certo ou errado, que discutissem. Não foi 'abortou e pronto', teve um desenvolvimento: depois de a Pia ir na clínica clandestina, ela descobre que uma mulher de 20 anos morreu lá fazendo o aborto, e isso a sensibiliza muito".
No entanto, embora seja a favor do debate sobre o aborto, Guilhermina tem críticas pontuais a sua personagem por ela ter optado pela interrupção da gestação: "a Pia é uma mulher de 40 anos e sabe muito bem como evitar ter um filho, em várias cenas ela pergunta para o Igor se ele esqueceu a camisinha, mas não faz nada, e ele – por esquecimento mesmo ou por vontade de levar a essa situação – continua com esse comportamento. Nós, mulheres, temos que nos impor, porque nós que sofremos as consequências. Foi irresponsabilidade da Pia".
Já na vida real, Guilhermina aproveita os primeiros momentos de sua pequena Minna, que ainda não completou dois anos. "Eu acho que hoje as mulheres são mais independentes, podem querer não ter filhos e isso não as faz menores do que as mães", comenta a atriz, "eu mesma passei quarenta anos tentando ter filhos e tenho várias amigas que não têm. Mas, tenho que falar, a experiência é tão maravilhosa que desejo que todas passem por isso. Mas há quem encontre outras formas de expressar seu amor maternal e não tem nada errado com isso".

FONTE\VOGUE

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