sábado, 8 de agosto de 2015

Hit ‘Suíte 14’ muda a vida de sertanejo:
 ‘Foi como sair da favela e ir para uma cobertura’ 
Estamos em agosto, mas já pode-se dizer que ‘Suíte 14’, da dupla Henrique e Diego, é uma das músicas do ano.
 Os números são impressionantes. Nos primeiros seis meses, ela foi a canção mais tocada nas rádios do Brasil, com quase 47 mil execuções. 
No YouTube, é o clipe de música brasileira mais acessado do ano com mais de 70 milhões de visualizações.
 Na internet mundial, é a sexta música mais baixada no planeta. 
A ideia de entrevistar Henrique, da dupla com Diego, surgiu por causa do sucesso da canção. 
 Talvez estejamos atrasados em relação ao Brasil, mas o Rio era essa ilha que sertanejo não entrava muito. Agora, mais do que nunca, eles ganharam o mundo. 
 “A gente há 13 anos vive da música sertaneja e existe essa lenda que o Rio fica de frente pro mar e de costas pro Brasil”, diz Henrique, que cantará no Rio no próximo dia 3, no Barra Music.
 Quem escreveu ‘Suíte 14’ e como ela surgiu na vida de vocês? O compositor é o melhor amigo nosso! 
Maurício Mello é um cara de 42 anos, pai de família... 
 Quando migramos de Curitiba pra Campo Grande, nosso empresário nos apresentou e ele foi o primeiro amigo que tivemos.
 Quando recebeu a música ‘Suíte 14’, percebeu na hora que ia bombar? Na hora. 
Estávamos em São Paulo, última semana de estúdio. 
Na segunda, tomamos uma cachaçada e na quarta ele mostrou a música que fez em uma manhã. 
Contava um papo engraçado de uma suíte (de um motel) muito famosa em Campo Grande. 
Porque assim, né Leo, homem quando quer agradar uma mulher leva na melhor suíte.
Moramos em um estado bem calorento, toda vez que vai na suíte o bacana é abrir o teto e ter “a lua como testemunha”. 
 Você já foi nessa suíte? Claro! Lá em Campo Grande, se quiser agradar uma mulher, tem que levar nessa suíte aí.
Estou falando sério. Ela tem três andares e, lá em cima, teto que abre. 
Tem uma banheira enorme e dá para fazer uma festa com 20 pessoas dentro (risos). 
Aquela garagem que cabem oito carros, sabe? 
 Essa suíte é cara, né? É cara! Você está solteiro? Sou noivo. 
 Noivo nem vai ao motel, né? Fica só em casa? Tem que levar pra agradar por causa da música. 
Se não levar, ela puxa a orelha. Senão, reclama. Vocês brigam muito? 
Não. É muito tranquilo. Não tem “briga, separa, quebra cara e volta”, como diz a música? 
Esse motel é tipo buquê de flor. Mas isso é muito clichê de mandar flor.
 Ao invés de brigar, você leva na suíte 14 que está tudo certo. É mais sem vergonha, mas é mais moderno. 
 Antes dessa música, qual era o cachê de vocês? 
Não sei o quanto, mas era aquele valor que pagava o combustível do ônibus, a equipe e sobrava um pouquinho pra ter uma vida bacana. 
 E hoje? ‘Suíte 14’ foi um divisor de águas. 
Quando consegue andar o Brasil inteiro, o seu valor fica disputado. 
Nessa hora, o seu empresário pode negociar o preço. 
 Você não vai me falar o valor? É isso mesmo? Uns três dígitos (cerca de R$ 100 mil). 
Um sonho de menino realizado. Até poder dar entrevista pra você é um sonho. 
Acompanho muito as redes sociais, internet e procuro saber o que está na moda e acabei descobrindo você há uns dois anos. 
Estou bem feliz de dar entrevista pra você. Se mudou o cachê, mudou também o assédio? 
Muda tudo. Mudou a nossa vida. Foi como sair da favela e mudar para um apartamento de cobertura. 
 De novembro, quando a música foi lançada, para cá, você já está rico? 
Não, mas estou realizando vários sonhos. 
Por exemplo, entrar em um restaurante e não ver o preço da comida. 
 E carro, continua o mesmo de antes? Troquei umas duas, três vezes, mas nada muito luxuoso. 
 FONTE/ODIA

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