terça-feira, 4 de agosto de 2015

Seu Jorge canta, toca, encena, atua e é empreendedor. Está bom ou quer mais?
Seu Jorge veio das ruas e se tornou um artista completo. Em fase madura na carreira, ele estrela a capa da edição de aniversário GQ Brasil
   
"Quando disse que queria ser músico, me falaram: ‘Você está louco? Você é negro,  pobre. É um completo sem juízo", diz. 
Para ele, de fato, nada parece ter limite. Aos 44 anos, Seu Jorge está prestes a lançar seu novo disco, Músicas para Churrasco Vol. II, o cantor carioca está em plena consolidação da conquista da América. 
Há dois anos, como parte da estratégia de firmar-se como um artista global, mudou-se com a família para Los Angeles, nos Estados Unidos. 
A troca tem se mostrado oportuna. No próximo dia 22 de julho, Seu Jorge será o convidado especial de um espetáculo em comemoração ao 1000 aniversário de Frank Sinatra no Hollywood Bowl, ocasião em que interpretará canções de Tom Jobim.
A decisão de se mudar para os Estados Unidos envolve não apenas sua carreira musical, mas especialmente seu trabalho como ator.
 Em breve, ele poderá ser visto no cinema na produção norte-americana Pelé – The Birth of a Legend, com direção dos irmãos Jeff e Michael Zimbalist, em que interpreta o pai do jogador. 
Há, ainda, um fator de ordem pessoal na saída do Brasil. Na Califórnia, a despeito da fama que se torna crescente, ainda consegue ter uma vida comum. 
A rotina de Seu Jorge gira em torno do núcleo familiar composto pela mulher, Mariana, e pelas filhas, Flor e Luz, de 12 e 9 anos, além de Aimée, de 11, de um relacionamento extraconjugal, que vive em São Francisco com a mãe.
No dia a dia, ele estuda música e acompanha a rotina das meninas. Está orgulhoso com a adaptação das três, que tocam instrumentos musicais e se mostram integradas à rotina escolar americana. 
 Adora contar as gracinhas das filhas, como uma de Luz – no aniversário de 9 anos, ela pediu de presente 1 quilo de caviar Beluga (cujo preço gira em torno de US$ 10 mil). “Ela quer também uma champanhe daquelas de criança, para comer e beber com as amigas”, diverte-se.
Mas o artista recusa com veemência o rótulo de show-off. “Não tenho vício de celebridade. Não sou um cara que se exibe, que se mostra”, diz.
“Não estou em festas ou jantares. Não conheço as pessoas, não tenho tempo. Agora estou em São Paulo, daqui a pouco vou para Angola, depois vem a Austrália.” Os amigos mais próximos de Seu Jorge estão no Brasil. Há dois núcleos deles. 
O primeiro é composto pelos artistas, com quem se encontra frequentemente. 
“De vez em quando nos juntamos eu, Marisa Monte, Adriana Calcanhotto, Marcelo Yuka e Arnaldo Antunes para fazer uma música, saborear uma comidinha. Reunimos as crianças todas, é uma alegria. Tenho tempo para isso, não para bobagem”, conta.

FONTE/QG

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