sexta-feira, 29 de abril de 2016

Eliana:
 "É um barato ser popular"
 Apresentadora mostra bastidores de um dia de trabalho. Mãe de Arthur, de 4 anos, ela não esconde seu lado coruja. “Desde que ele nasceu, meu olhar e meu foco mudaram. Não passo mais do que dez dias fora de casa. Meu coração não aguenta".

Por Beatriz Bourroul
 Eliana não esconde a felicidade em seu atual momento pessoal e profissional.
Aos 42 anos e com 27 de carreira no meio artístico, a apresentadora recebeu QUEM para acompanhar um domingo de gravações de seu programa e abriu seu camarim para um bate-papo descontraído. 
Representante feminina em meio a vários homens apresentando programas dominicais, ela não esconde o orgulho de ocupar tal posto.
 "Gosto de ser uma inspiração para as mulheres. Seja pela minha história de vida – com as minhas conquistas após todas as dificuldades que passei e onde cheguei –, seja pela roupa, batom, sapato...", afirma
 Eliana, que costuma receber elogios ao postar fotos pelos looks que usa na atração do SBT e também pela boa forma nos momentos de malhação.
 "Às vezes, as pessoas me encontram na rua e falam: ‘Pensei que você fosse um pouco mais gordinha’. Eu quero morrer (risos).O que você quer ouvir?
‘Nossa, como você está bem, como está magra’. De fato, o coelhinho da Páscoa levou o meu abdome definido, mas espero tê-lo de volta logo, logo", diz, sem perder o bom humor. 
 O contato com o público, de fato, é prazeroso para a apresentadora. Após quatro horas de gravações, ela faz questão de posar para selfies individualmente com o público de sua plateia, composta por 100 pessoas.
"É uma forma de retribuir o carinho. Sei que muitos esperam por este registro. É uma aproximação gostosa", diz. 
 Mãe de Arthur, de 4 anos, Eliana não esconde seu lado coruja. “Desde que ele nasceu, meu olhar e meu foco mudaram.
Não passo mais do que dez dias fora de casa. Meu coração não aguenta. Hoje em dia, a tecnologia é uma aliada.
 Quando viajo, uso Facetime. Quando fui gravar na Patagônia, mandava vídeos e falava que estava na casa da Frozen (risos).
 Crio cenários lúdicos”, lembra. Por enquanto, a apresentadora opta por levá-lo apenas em viagens de férias, como a que fez aos Estados Unidos no início do ano, também na companhia do namorado, o diretor de TV Adriano Ricco.
Com mais de 20 anos de profissão e há 10 aos domingos, você se sente satisfeita com o atual momento de sua carreira? 
Sou na única representante feminina dentro do hall de apresentadores masculinos aos domingos. Fico muito feliz em ser essa representante. Falar diretamente com a mulher é muito bacana. Recebo esse carinho e respeito muito esse retorno que recebo das mulheres. Rola uma afinidade mesmo que à distância.

 Quando você compartilha fotos com os looks que usa no programa, sempre surgem comentários, especialmente entre as mulheres querendo saber o que você veste ou a cor do seu batom. 
Gosto de ser uma inspiração para as mulheres. Seja pela minha história de vida – com as minhas conquistas após todas as dificuldades que passei e onde cheguei –, seja pela roupa, batom, sapato... O programa que faço tem um viés de entretenimento, mas também prestamos serviços ao telespectador nos assiste. É muito gostoso poder, de alguma maneira, falar de assuntos que um homem não falaria com tanta propriedade, como maternidade, celulite... Acredito que há uma identificação.

Falando em corpo feminino, o seu é alvo constante de elogios. Depois da Páscoa, por exemplo, você compartilhou uma foto dizendo que tinha ficado com alguns pneuzinhos, mas ainda assim estava com um shape ótimo. 
Não estava óóótimo. A verdade é que o vídeo aumenta. Às vezes, as pessoas me encontram na rua e falam: ‘Pensei que você fosse um pouco mais gordinha’. Eu quero morrer (risos).O que você quer ouvir? ‘Nossa, como você está bem, como está magra’. De fato, o coelhinho da Páscoa levou o meu abdome definido, mas espero tê-lo de volta logo, logo.
Você é muito atenta com o que veste?
O look é um poderoso aliado. Ele pode esconder o que você não quer evidenciar e valorizar o quer mostrar. Procuro vestir o que me favorece. Por exemplo, usar um salto nude me alonga bastante. Tenho vários truques, afinal sou mulher brasileira: tenho cintura fina e bumbum grande.

Você passa quatro horas em cima de um saltão – com pelo menos 10 centímetros –, mas você já chegou a ficar descalça no ar porque estava aparentemente incomodada. Consegue tirar de letra esses imprevistos? 
Se um sapato está me incomodando e me atrapalhando para trabalhar, o jeito é tirar. Penso que é melhor me livrar e deixar a vaidade de lado. A roupa e o sapato são bacanas até que não atrapalhem o meu potencial profissional. Por isso, se aperta o salto, eu tiro mesmo. O programa ao vivo tem imprevistos. Os de figurino são o de menos. Recentemente, uma moça esqueceu de colocar a lingerie. Demos um close e a imagem vazou. Acontece, às vezes, um convidado soltar um palavrão no ar. Temos que lidar com essa imprevisibilidade. Sou mulher brasileira: tenho cintura fina e bumbum grande"

Muitas vezes, as pessoas pensam que para a apresentadora é só chegar, se arrumar toda linda, entrar no palco e gravar, mas não é assim que funciona. Como é a sua rotina de trabalho? 
Definitivamente, não trabalho apenas aos domingos. Tenho reuniões de pauta e reportagens externas ao longo da semana. É muito trabalho para poder colocar um programa de quatro horas no ar. O formato ao vivo oferece a possibilidade de estabelecer uma relação muito quente com o público. Se há erros, esses erros vão para o ar. Acho que é muito mais real. A gente vive em um tempo em que tudo é para hoje e em que as pessoas se falam direto pelas redes sociais.
 
Consegue estabelecer uma preferência entre o ao vivo e o gravado? 
O ao vivo tem um aspecto bacana: a interatividade com o público. É um papo imediato. Quando pedimos para o público falar com a gente por meio de uma hashtag, temos resposta e vamos para os trending topics. Por outro lado, o gravado é um programa mais bem acabado do ponto de vista artístico. Fiz ao vivo durante nove anos como apresentadora de infantil e estou há quase um ano ao vivo no programa familiar. Confesso que fico muito feliz com o resultado dos gravados, como fazemos nos feriados. Primeiro por causa do meu fim de semana (risos), e também pelo resultado do ponto de vista artístico. Eliana em seu camarim

Fora da TV, você tem outras atuações, como uma editora de livros de arte. Muitas vezes, não se imagina que uma apresentadora de programa popular tenha um gosto assim sofisticado. 
Acho um barato ser popular. Há duas semanas, contei com Pablo e Joelma como atrações do meu programa. O popular é alegre, feliz. Eu me jogo. Mas, claro, também gosto de outros estilos. Participo ativamente de todas as coisas que me envolvo. Lançamos recentemente a biografia da Elis Regina. Tenho gosto por artes, MPB, viagens... Com a internet, todo mundo tem acesso a tudo. Minha obrigação, como comunicadora, é mostrar variedades ao público.

Você falou do seu gosto por viagens e, realmente, que te acompanha sabe o quanto gosta de viajar. Como faz com seu lado mãe nessas horas? O Arthur vai junto ou fica aqui? 
Sou privilegiada. Agradeço a Deus, por conseguir organizar a minha agenda. Desde que o Arthur nasceu, meu olhar e meu foco mudaram. Não passo mais do que dez dias fora de casa. Meu coração não aguenta. Hoje em dia, a tecnologia é uma aliada e ajuda bastante. Quando viajo, uso o Facetime [aplicativo de conversas em vídeo pelo Facebook]. Acordo e vou dormir falando com ele. Quando estive no deserto do Atacama, mandava vídeos e mensagens para o meu filho durante o tempo inteiro. Quando fui para Patagônia, mandava vídeos e falava que estava na casa da Frozen (risos). Crio cenários lúdicos para o Arthur. No futuro, ele será muito bem vindo quando quiser me acompanhar. Como ele ainda é pequenininho, ainda acho que o melhor lugar é o conforto do lar.

Agora, quando está em férias ele vai junto? 
Quando são férias, eu não desgrudo. Gosto de fazer tudo com o Arthur. Ele é uma criança muito bacana, educada. É um menino com bom humor e interessado pela vida.

 Nessas suas férias mais recentes, além do Arthur, seu namorado, Adriano, também foi junto... 
Foi, foi sim! Normal, né? Nos divertimos.

FONTE/QUEM

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