quarta-feira, 13 de abril de 2016

 Marina Nery, estreante em 'Velho Chico':
 “Fiz muito dinheiro, sim" 
 A modelo internacional Marina Nery, que aos 21 anos já é bem-sucedida financeiramente, estreou na TV como a doce Leonor de 'Velho Chico' e diz que suas cenas de sexo com Rodrigo Santoro foram "difíceis e técnicas" 

Por Elizabeth Nunes 
Rosto novo na TV, a modelo internacional Marina Nery, no ar como a doce Leonor de Velho Chico, já chegou com a responsabilidade de contar uma história dirigida pelo cultuado Luiz Fernando Carvalho. 
À tarefa nada fácil juntou-se o fato de ela ter como par romântico o hoje ator internacional Rodrigo Santoro, que, após 13 anos, voltou aos folhetins. 
Na primeira fase da novela das 9, com duração de 24 capítulos, Marina e o galã, no papel de Afrânio, mostraram como as temperaturas no sertão nordestino – onde se passa a trama – podem ficar ainda mais altas.
 Falar sobre as cenas de sexo, porém, deixa a jovem de 21 anos, que tem uma carreira de sucesso lá fora, ainda mais tímida, fazendo com que mexa nos seus fartos cabelos cacheados a todo momento.
 “Foi difícil, mas tudo muito técnico. O Rodrigo foi muito generoso comigo. Ele me deu dicas de como atuar e, em momento algum, quis aparecer mais do que eu.
 A gente sabe que ele é uma estrela. Mas não leva uma vida glamourizada, fantasiosa, nem tenta vender essa imagem”, elogia a novata, que é baiana de Salvador, durante um passeio pelos canais da Lagoa de Marapendi, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.
 Nova York Uma das apostas do diretor da novela (sua personagem morreu ao dar à luz, no capítulo de sexta-feira, dia 25), Marina não sabe, porém, se seguirá a carreira de atriz. 
Ela voltará às passarelas no segundo semestre deste ano, quando retorna a Nova York, onde mora há cinco anos. 
“Eu me dediquei para fazer Velho Chico. 
Não quis ser apenas mais um rostinho bonito na TV”, diz a jovem, que está aberta a possíveis críticas.
 “Nunca me imaginei como atriz, mas espero surpreender o público.” 
 Com 1,81 metro e atuais 55 quilos, Marina também nunca havia sonhado em desfilar para grifes como Dolce & Gabbana, Armani, Fendi, Prada, Marc Jacobs... 
Tudo aconteceu por acaso, quando ela tinha 14 anos. 
“Fui a uma agência de modelos, em São Paulo, por causa de uma amiga. 
Só que, quando os agentes me viram, já queriam que eu ficasse por lá.
 Eu não sabia nada sobre o mundo da moda”, admite. 
Quando fez 16 anos, mesmo com medo do desconhecido, agarrou a oportunidade e embarcou para Paris, sem saber falar uma palavra de francês ou inglês. 
“E tudo o que eu tinha cabia em uma mala”, relembra. 
“Mas nunca assumi uma postura de vítima. 
Não tive grandes luxos, mas a minha mãe (a enfermeira Cristiane, de 50 anos) trabalhou duro para eu estudar em bons colégios.” 
 Pés no Chão No exterior, mesmo paparicada como modelo, nunca se deslumbrou. 
“E olha que é difícil porque te colocam em um pedestal. 
Mas, desde muito cedo, sei que a gente só consegue as coisas por mérito próprio. 
Tenho os pés no chão”, diz Marina, que, no Fashion Rio de 2012, foi recordista de desfiles no Brasil. 
“Fiz 30 desfiles em cinco dias! Foi puxado, mas um reconhecimento ao meu trabalho e também ao meu padrão de beleza, que é diferente da maioria”, recorda. 
 Nova Atualmente, com a situação financeira estabilizada, a filha única de Cristiane consegue ajudar sua família. 
E orgulha-se do que já conquistou. “Fiz muito dinheiro, sim. 
Além de ajudar minha mãe, posso comprar o que eu quiser, viajar para onde quiser... 
Conheço todos os continentes!”, diz a jovem, que se apaixonou pelo sertão nordestino, onde gravou cenas da novela.
 “Não conhecia e fiquei bastante impressionada.
 Achei que só ia ver pobreza, mas percebi um sentimento de esperança que é muito maior do que qualquer tristeza. 
Há um desejo de que as coisas melhorem.”
 Com um discurso firme de quem é dona do seu nariz, a modelo – e agora atriz – aproveita também para criticar a forma como alguns analisam o mundo das passarelas. 
“Acham que temos uma vida de sonhos porque, de certa forma, vendemos sonhos, beleza.
 Mas não é por isso que deixamos de ser humanos, pessoas normais, com problemas, sentimentos...
 Não é todo mundo que é interesseiro, vendido e vazio. 
Infelizmente, ainda pintam as modelos assim na TV”, lamenta.

FONTE/QUEM

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