quarta-feira, 18 de maio de 2016

Atriz do Porta dos Fundos revela que começou a atuar após morte da mãe
 Thati Lopes faz parte da trupe de humor e está no elenco de “Contrato Vitalício”, primeiro longa do grupo que estreia mês que vem

Por Gabriela Navalon, com supervisão de Tereza Novaes 
 Apesar de ser conhecida como humorista, Thati Lopes, de 26 anos, começou a atuar depois de um fato bastante triste.
 “Me colocaram no teatro porque minha mãe tinha falecido. 
A intenção era fazer com que eu me distraísse.”
Da tristeza, surgiu o amor pela profissão, que desde os dez anos de idade faz com que ela se desdobre para conquistar mais experiência e trabalho.
A fluminense de São Gonçado está desde o início no elenco do Porta dos Fundos, primeiro fazendo participações e, depois da saída de Letícia Lima, tornou-se fixa.
 Thati também fez a novela “Boogie Oogie”, que foi ao ar entre 2014 e 2015, e acaba de gravar seu primeiro longa, o “Contrato Vitalício”, que chega aos cinemas em junho deste ano.
 A seguir, ela conta como tudo começou em sua carreira, como encara as polêmicas no YouTube e como foi gravar com a apresentadora Xuxa. 
Como foi quando começou a atuar? Comecei minha carreira com 10 anos e me colocaram no teatro porque minha mãe tinha falecido. A intenção era fazer com que eu me distraísse, descontraísse. A partir dali eu comecei a falar de ser atriz. Fiz um curso para crianças que englobava teatro, cinema, TV.

 Que tipo de dificuldade passou para ser atriz? 
No começo, a dificuldade era minha família e amigos acharem que era fase. A gente ouve muito isso: “Ah tá, faz teatro, mas pensa em fazer o que da vida?”. E às vezes você faz uma peça e gasta mais do que você ganha. Fui trabalhar em outros lugares quando fiz 18 anos: já fui vendedora, locutora de loja, monitora infantil… Depois, fui migrando para o lado do teatro musical, porque eu sempre cantei.

 E no Porta, como começou? 
Eu faço parte do Porta desde o seu início, porque quando tudo começou eu fazia participações. Me avisaram que estava rolando teste. Fiz para uma personagem mais velha que não rolou. Umas semanas depois eles precisaram de uma adolescente e falaram que seria bem no improviso. No fim foi o maior sucesso e a partir daí começaram a me chamar constantemente para participações. Mas, depois de “Boogie Oogie”, rolou a oportunidade de ser fixa no canal e então entrei definitivamente.
 Sente diferença em atuar para televisão e para o YouTube?
 Sim, por exemplo, no Porta eu tenho mais liberdade de interpretar e improvisar. Posso colocar minhas ideias, tudo ali é muito aberto e conversado. Acabo trocando e aprendendo demais, mesmo de fora, observo muito. Já na TV não dá para improvisar, tudo é cronometrado.

 O vídeo sobre trans em que você atuou no Porta virou polêmica na internet. Como enxergou o caso? 
Para mim o assunto é muito tranquilo, todo vídeo mais polêmico tem isso. As pessoas discutem, falam. Para mim, é humor. Acho que tem que haver leveza. A galera pesa muito em questões que deveriam ser mais leves.

 O Porta mostra, com frequência, engajamento em questões políticas. Sente-se na obrigação de opinar sobre? 
Não, eu sou zero ligada a política e não gosto de me colocar, me posicionar. Não sei como fazer isso e opto por ficar de fora. Prefiro sempre não dar minha opinião.

 Você também está no longa do canal, como foi essa experiência? 
Foi a primeira vez que fiz um longa. Fiquei encantada com fazer cinema. O cuidado que se tem com cada plano e fotografia... Vi há pouco o trailer e achei incrível. Eu faço a Fernanda, uma blogueira fitness. Me colocaram para fazer academia, tive um personal por dois meses e fiquei mergulhada em dietas. Ela vive no Snapchat, vive para a internet. Pesquisei todas essas meninas que são engajadas nesse assunto e isso me deu muito material. Foi minha preparação ver tudo isso.

 E atuar com a Xuxa? 
Ela fez dois vídeos para o YouTube e fez uma participação no longa. Eu fiquei bem nervosa, nem consegui decorar o texto antes porque fiquei pensando o que falar para ela. Foi bom vê-la atuando comigo. Eu até contei que ia de caravana para o programa dela quando era pequena.
 A internet tem ganhado muito mais força entre os jovens do que a TV. Como enxerga essa mudança? 
Vejo que o jovem hoje em dia não assiste mais tanta TV. Os adolescentes chegam em casa e veem vídeos no canais que eles gostam. Eu mesma hoje ligo o Netflix para ver minhas séries. A tendência é essa, não tem mais essa história de ficar atento ao horário porque se não perde o programa, por exemplo.

 Na peça “Era Pra Ser Um Stand Up” você contracena com o seu namorado, Victor Lamoglia, é difícil trabalhar com o parceiro? 
Namoramos há um ano e meio e falaram muito sobre isso, sobre as horas juntos e que não dá certo. Mas, somos tranquilos e eu adorei, nos damos muito bem. Nos admiramos, rimos juntos, trocamos muita coisa. Queremos seguir com esse projeto, ir para mais cidades. Fizemos no Rio uma temporada e agora faremos Juazeiro, Nova Hamburgo, e pretendemos ver outras cidades.
Rola competitividade por serem concorrentes no YouTube, já que ele é do canal Parafernalha? 
Não tem competitividade. Essa competição é da cabeça da galera. Para a gente, não existe isso. Na internet não existe mais essa história de ser concorrente.

 FONTE/MARIECLAIRE

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