segunda-feira, 16 de maio de 2016

 Armando Babaioff:
 "Ser ator no Brasil é a maior prova de coragem diária"
 Ator estrela o filme 'Prova de Coragem' ao lado de Mariana Ximenes 

Por Marina Bonini
 Armando Babaioff está em cartaz com o filme Prova de Coragem, do diretor e roteirista Roberto Gervitz. 
No longa-metragem, o ator interpreta Hermano, um médico que resolve escalar uma montanha, deixando tudo de lado, inclusive sua mulher Adri, vivida por Mariana Ximenes, que está grávida do primeiro filho.
 Em conversa com QUEM, ele elogiou a parceira de cena:
 "A Mariana é uma das atrizes mais disponíveis com quem tive o prazer de contracenar.
 Uma atriz que se joga e que não critica em nenhum momento o que está fazendo. 
Não estou dizendo que ela não é uma atriz crítica, digo que durante seu processo criativo ela não se boicota, ela experimenta todas as possibilidades para depois conversar e saber o que funciona ou não para a cena. 
Impossível não embarcar com ela nessa processo", disse. 
 Durante o processo de filmagens, eles moraram por dois meses na cidade de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul:
 "Ali, naquele momento, éramos uma família. 
Estávamos juntos, dando suporte ao outro, nos ajudando, tanto em cena quanto fora dela". 
 Como foi a construção de seu personagem? Se acha parecido com ele em algum aspecto? 
 Sem dúvida, esse personagem foi um dos mais complexos, um dos mais exigentes, em todos os aspectos. Disciplina foi a palavra que regeu todo o meu processo. Tivemos ensaios antes das filmagens começarem, já havia lido o livro, relia sempre que achava necessário. A construção desse personagem foi um processo coletivo, como toda criação deve ser. Trocamos muito durante os ensaios. Eu emprestei muita coisa para esse personagem. Por ser um personagem que não se expõe muito, que não fala muito de si, os silêncios dele foram preenchidos com o entendimento que eu tenho dele, ou seja, a forma como eu penso e encaro a vida estão ali. 

 Qual foi a maior prova de coragem que já deu na vida? 
Ser ator no Brasil é a maior prova de coragem diária a que uma pessoa pode se submeter. 

 É chegado em esportes radicais? Como foi pra você escalar montanha? Já tinha feito isso ou foi a primeira vez? 
Eu nunca havia escalado, sempre fui um entusiasta de trilhas e esportes ao ar livre. Já fiz coisas radicais como saltar de bungee jump, paraquedas. Já andei por cinco dias pela Trilha Inca com uma amiga para chegar em Machu Picchu e sonho fazer o Caminho de Santiago de Compostela. Sempre simpatizei com escalada, mas nunca havia praticado. Para as filmagens, fiz uma preparação de dois meses com um instrutor no Rio. Acabei me apaixonando durante a preparação para o filme e assim descobri outros pontos de vista da cidade do Rio de Janeiro. Um dia antes de viajar para Porto Alegre para filmar eu escalei o Pão de Açucar. A escalada exige uma preparação muito grande, mas mais do que isso, exige muita disciplina. Uma agarra de cada vez, uma passada de cada vez e lembrar que mais importante que chegar no topo é o caminho, a via. Continuo praticando escalada até hoje no Rio. Sonho em escalar o K2 pela vista que deve ser incrível. 

 Como foi trabalhar com a Mariana Ximenes? 
A Mariana é uma das atrizes mais disponíveis com quem tive o prazer de contracenar. Uma atriz que se joga e que não critica em nenhum momento o que está fazendo, não estou dizendo que ela não é uma atriz crítica, digo que durante seu processo criativo ela não se boicota, ela experimenta todas as possibilidades para depois conversar e saber o que funciona ou não para a cena. Impossível não embarcar com ela nessa processo. Moramos dois meses em Porto Alegre para as filmagens, no mesmo hotel. Ali, naquele momento, éramos uma família. Estávamos juntos, dando suporte ao outro, nos ajudando, tanto em cena quanto fora dela. Foi e sempre será um prazer trabalhar com a Mariana. 
 O que mais vem por aí de projetos que você possa adiantar? Pensa em voltar para a TV? 
Eu volto a TV esse ano a convite da Maria Adelaide Amaral para a sua nova novela que ela assina junto com o Vincent Villari. A próxima novela do horário das 21h. Ainda este ano, tem a estréia nos cinemas de um outro filme que fiz chamado Introdução a Musica do Sangue com direção do Luiz Carlos Lacerda e do primeiro longa do Álvaro Furloni com o título provisório de O homem livre no qual sou protagonista. E assim que acabar a novela em março do ano que vem, estreio a peça Tom na Fazenda ou aquele que não está mais aqui. Um texto inédito no Brasil de um autor canadense chamado Michel Marc Bouchard. Meu terceiro projeto de teatro como produtor, mas também estarei em cena como ator.

FONTE/QUEM

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