terça-feira, 31 de maio de 2016

 Ator de 'Totalmente Demais' fala de depressão:
 "Consegui sair da escuridão"
Por Patrick Monteiro
 O mineiro Pablo Sanábio, de 33 anos, mostra que sabe tirar lições de vida do humor.
 O ator que faz Max em Totalmente Demais revela como superou a depressão em sua vida.
No ar como o Max de Totalmente Demais, Pablo Sanábio festeja o reconhecimento do público. 
Com o personagem assumidamente gay – e bastante divertido –, ele quer mais que entreter: quer dar voz às vítimas de preconceito. 
“O que puder fazer para combater a homofobia, vou fazer. 
A repercussão foi muito importante. 
Recebi vários relatos nas redes sociais. 
As pessoas contam sua história de dor e como ajudei a família a respeitar a orientação sexual de cada um”, relata. 
 O tom cômico de Max só perdeu a graça na trama quando seu personagem sofreu um ataque homofóbico na rua. 
Foi um alerta levantado pelo autores Rosane Svartman e Paulo Halm. 
“Isso acontece direto no mundo e precisamos fazer alguma coisa para parar. 
O preconceito e a discriminação são atrasos. 
Quando terminou a cena, ele estava lá no chão. 
E eu não conseguia parar de chorar”, lembra. 

 PERCURSO
 Morando no Rio há 14 anos, Pablo começou a fazer teatro na escola, em Juiz de Fora (MG), onde nasceu. 
Após se formar, foi apoiado pela mãe, Stela Sanábio, a se mudar para o Rio. 
“Nunca iria tolher meu filho. Ele precisava procurar o caminho dele”, diz Stela, orgulhosa. 
O ator começou na TV vivendo Casca e Cascudo, os besouros do Sítio do Picapau Amarelo (2007).
 Depois participou da série S.O.S. Emergência (2010) e das novelas O Astro (2011) e O Rebu (2014). 
“Sempre fui muito inquieto”, conta ele.
 Dono de uma produtora de teatro, Pablo conquistou a confiança de parceiros importantes, entre eles o diretor João Fonseca. 
Juntos montaram Edukators, A Ratoeira e R&J, de Shakespeare, entre outros. “Pablo tem um grande faro para bons projetos. 
Ele é independente, criativo. 
Agora está colhendo o reconhecimento na TV”, destaca o diretor. 
 DEPRESSÃO 
Após o fim da trama, o ator já tem trabalho certo: vai atuar na peça O Demônio do Meio-Dia, baseada no livro do norte-americano Andrew Solomon. 
O espetáculo, que é produzido por Pablo, conta como o autor superou a depressão e buscou extirpar o preconceito que existe contra a doença. 
“Quero viajar o Brasil contando essa história. 
É um assunto que aflige a muitos. A gente mostra que a depressão tem controle”, diz ele, que também passou pelo drama. 
Há dois anos foi diagnosticado com depressão.
 “Foi intenso. Depois de um tempo achando que não teria mais solução, comecei a entender que é possível ficar bem.” 
 Após se tratar com uma junta médica, Pablo conta que conseguiu “sair da escuridão”.
 “Me sinto na obrigação, como artista, de auxiliar no esclarecimento desse assunto, que é sério.
 É uma doença, tem que se cuidar. É possível lidar com a depressão”, conclui, sem esquecer o sorriso.

FONTE/QUEM

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