segunda-feira, 16 de maio de 2016

Mariana Santos revela porque nunca desistiu de lutar pelos seus planos
 Aos 39 anos, a atriz que não perde a espontaneidade (e nem quer!) 

Por Fabricio Pellegrino 

  Sem plano B
 “Desde criança tinha certeza de que faria teatro à noite e daria aula em meio expediente. 
Comecei a estudar artes na escola em que frequentava e aos 14 anos já me apresentava.” 

 Professora e atriz
 “Fiz magistério e pedagogia, mas já era atriz profissional de teatro.
 Enquanto consegui conciliar, dei aula. 
Pegava o conteúdo pedagógico e transformava em música, teatro... 
Foi uma fase muito criativa. Eu dava dez aulas por dia, em três escolas diferentes. 
Pegava o ônibus com o violão, escrevia música, criava fantoches... 
Mesmo contratada pelo Zorra Total continuei lecionando. 
Só parei quando não dava mais. Aí, preferi sair da escola a dar uma aula ruim.”

 Sucesso real
 “Demorei para ganhar dinheiro como atriz. 
No início paguei para trabalhar. Essa fase durou até os 30 anos. 
Mas tinha certeza de que daria certo. 
Quando está apaixonada por alguém ou algo, tudo dá certo.
 O sucesso é viver do que gosta de fazer e não ser famosa e ter dinheiro.” 

Animadora de festa
 “A minha família nunca me cobrou uma profissão formal. 
Eu me virava, trabalhava até com animação de festa.
 Sempre fui decidida. Muita gente deixa o teatro para ganhar dinheiro.
 Para mim, sempre foi paixão.”

 Peça no AP
 “A peça No Conjugado foi uma virada na minha carreira. 
Estava ferrada de grana e o Afra Gomes e Leandro Goulart (autores e diretores) me falaram da peça. 
Porém, não tínhamos teatro, custava caro. 
Aí, fizemos dentro de um apartamento que cabiam 17 pessoas.
 A peça era sobre a vida de duas atrizes desempregadas.
 Foi incrível! Mas como não era um ponto comercial, não podia ter barulho. 
Enfim, fi zeram boca a boca, saímos no jornal e viramos cult. 
Aí, fomos para um teatro.” 

 Estreia na TV
 “O Maurício Sherman (diretor da Globo) me viu no teatro e gostou do trabalho. 
Ao saber disso, liguei para ele e perguntei se podia fazer um teste. 
Aí, ele me levou para o Zorra Total.” 

Preconceito 
 “O antigo Zorra sempre fez sucesso, lançou comediantes... 
O preconceito contra o programa era ridículo e nunca me incomodou!
 Era um humor popular, de caricaturas... Isso é ótimo para o ator. 
Mas, como tudo na vida, precisou se renovar.”

 Hora do drama
 “Em janeiro, fi lmei o meu primeiro longa e ele é mais dramático. 
Agora, estou fi lmando É Fada, sou uma mulher tímida.
 Sempre quis muito fazer cinema... 
É uma delícia!” 

 Boa de Amor & Sexo 
“Quando comecei a fazer a peça do Jô Soares, Atreva-se, dei uma entrevista para ele na TV e falei sobre um clube de fetiche de pé. 
A Fernanda Lima viu e me chamou para o Amor & Sexo. 
Achei que seria uma participação. Mas foi definitivo. 
Ao sentar na bancada, vi que era um lugar bom de ficar.”

 Recém-casada
 “Foi emocionante e engraçado quando o meu marido, Rodrigo Velloni, apareceu de surpresa no Amor & Sexo.
 A gente casou no último Carnaval. Ele pediu a minha mão em Cartagena (Colômbia).
 Fizemos as alianças lá, que é o lugar das esmeraldas. Eu chorei...”

 Maternidade 
 “Ser mãe nunca foi uma preocupação.
 Comecei a pensar nisso agora. 
Se decidirmos ter fi lhos terá que ser logo, pois vou fazer 40 anos.” 

 Deduções de Mariana
 “Aos seis anos, estava resfriada e pinguei um remédio de nariz, mas não melhorei.
 Como sentia o gosto do medicamento, achei que se bebesse tudo sararia. 
Quase morri!”

 Medo de avião 
“Fiz terapia para relaxar ao subir no avião. 
Quando entrava na aeronave, colocava a mão no gelo, segurava a mão de quem estava do lado... 
Agora, voo tanto que estou ambientada. 
Mas não é um momento do qual eu goste.”

 Sempre criança
 “Não imaginam que seja caseira, calma. 
As pessoas me acham acelerada. Talvez porque tenha espontaneidade infantil. 
Eu não quero perder a capacidade de me surpreender com as novidades.”

FONTE/ANAMARIA

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