domingo, 15 de maio de 2016

O bom humor de Fabi Bang, a Glinda de Wicked 
A atriz é pura energia, assim como a protagonista da versão brasileira do musical, papel que conquistou depois de muita persistência 

 Por Tainá Goulart 
 Fabi Bang é pura energia e bom humor, assim como a protagonista Glinda, do musical Wicked.
Rogério Pallatta eu sempre fui uma pessoa muito bem ­humorada (risos)”, diz Fabi Bang, fazendo um não com a cabeça.
 As piadas são constantes e o sorriso também, o que torna seu alto-astral mais do que perceptível. 
E é esta energia que a atriz leva para o palco, ao interpretar Glinda, a Bruxa Boa do Norte, na versão brasileira do musical Wicked, em cartaz no Teatro Renault, em São Paulo. 
A história gira em torno de duas bruxas que viveram antes de Dorothy, personagem do icônico filme O Mágico de Oz, de 1939.
 “Eu decidi focar na Glinda, pois tenho muitas semelhanças com ela, principalmente nas nuances de humor. 
Eu até cogitei me preparar para fazer o teste da Elphaba (a outra bruxa, que no musical é interpretada pela atriz Myra Ruiz), mas vi que, se eu fizesse isso, estaria dando a certeza de que eu seria uma ótima substituta”, revela a atriz, que faz sua primeira protagonista em dez anos de carreira. 
“Eu realmente passei por todos os departamentos do teatro musical, desde a bailarina sem microfone até assistente de direção. 
Então, eu era uma reserva de luxo perfeita que os diretores chamavam, pois sabiam que eu daria conta do recado e faria de tudo.
 Fico feliz de ver que hoje eu tenho dois microfones (risos). Batalhei muito para ter essa chance que estou tendo agora e vou fazer valer a confiança que tiveram em mim”, completa. 
O Fantasma da Ópera, Miss Saigon, A Bela e a Fera e A Família Addams são só alguns dos musicais que Fabi possui no currículo. 
E ela tem como madrinha a atriz Claudia Raia, com quem trabalhou no espetáculo Cabaret, em 2013. 
“Quando era criança, vi Não Fuja da Raia e falei para Claudia que seria como ela no futuro. 
Anos depois, aos 21, repeti a mesma audácia da infância, desta vez falando que eu já era como ela, pois atuava em musicais. 
Aos 27, fui fazer o teste para Cabaret e não iria cometer a imbecilidade de falar de novo. Porém, ela me reconheceu e disse que eu já era melhor que ela. Gente, como vou reagir nessas horas? Quase caí para trás. 
O bom que sou pequena e o impacto não seria tão grande”, brinca. Casal persistente Fabi contou muito com a ajuda do marido, o produtor musical Rique Azevedo, com quem está há sete anos, para superar os momentos difíceis.
 “Meu marido foi um grande motivador e incentivador da minha carreira. Eu me sentia injustiçada por ser sempre a substituta, cheguei até a entrar em depressão depois de um teste que não passei. 
O Rique me fazia ver que estava reclamando muito de uma oportunidade que muitas pessoas gostariam de ter. 
Passei a ver o lado positivo por causa dele”, conta. E o produtor foi a pessoa certa para motivar a mulher a persistir em seu sonho, uma vez que ele precisou de muita paciência para conquistá-la.
“Estava saindo de uma relação muito desgastante e o Rique apareceu. Ele me chamou para um show dele e eu disse que não, mas acabei indo.
 Na hora de me cumprimentar, já me deu um beijo e, logo depois, pediu para namorar comigo. Oi? Como assim?”, relembra, rindo. 
“Óbvio que eu disse não e me afastei. Porém, ele começou a aparecer na porta do teatro todos os dias de peça. 
Basicamente, alguém penou para me conquistar! Mas, hoje, sei que ele é o homem da minha vida”, diz. Rique, aliás, está produzindo o trabalho autoral da atriz.
 “O single se chamará Ironias e deve sair em várias plataformas digitais. Quero, um dia, entrar em uma loja e ouvir minha música.
 Em breve, também quero fazer TV e, quem sabe, ter nossos filhos. Mas tudo no seu devido tempo.”

FONTE/CONTIGO

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