quinta-feira, 19 de maio de 2016

Paula Toller diz que palco é lugar para se exibir 
Aos 53 anos, cantora conserva um jeito e um corpo de menina

 Por Jacqueline Costa
Sabe quando você vai a um show, dança à beça e canta junto o tempo todo?
 Pois promete ser assim a apresentação que a cantora Paula Toller vai fazer amanhã, a partir das 20h, no terceiro dia do Veste Rio, evento de moda realizado pelo ELA e pela “Vogue” Brasil, que tem movimentado a cidade nos últimos dias.
 Paula vai cantar hits. — Será um show acústico. 
Eu e Caio Fonseca, que toca piano e violão. 
A gente vai alternar, e acho que o lance é o astral da noite, do lugar, do Rio e do momento, que tá agridoce. 
Tem coisa legal para acontecer, mas, ao mesmo tempo, tem esse gostinho amargo. 
As minhas músicas são um pouquinho assim já.
 Vou cantar sucessos e algumas composições que a gente, às vezes, canta em camarim, em sarau.
 Como o público é variado, a ideia é levar um repertório com o qual as pessoas se identifiquem.
 Discreta no dia a dia, Paula, que posou meio rocker para este ensaio fotográfico, promete também um show de estilo diante da plateia. 
É sob os holofotes que ela se solta e ousa: 
 — Porque no palco eu me sinto superexibida, supercriança também. 
Gosto de brincar, gosto de figurino, gosto de ser grande.
 Ao me vestir para os shows, gosto bastante de coisas “tchan”. 
 COMPRAS CERTEIRAS
 Para Paula, a moda é super importante (ela curte o visual dos anos 60 e 70), mas consumir loucamente, definitivamente, não é a sua praia.
 Eu gosto de coisas boas e que durem. 
Não compro muita roupa, mas, quando compro, escolho peças que vão durar séculos.
Quando as coisas são boas, em geral, elas são caras. 
Um casaco de couro, peças de tecidos nobres, bacanas, vão durar a vida toda.
Sou do tipo que o tamanho do armário define a quantidade de coisas. 
Eu sou assim com tudo. Não troco celular todo ano.
Quando eu vejo, meu telefone já está muito, muito defasado e alguém diz: 
“Isso aí é do século passado”. Uma vez, um fã me falou na rua:
 “Nossa, o celular dela ainda tem antena” — conta, rindo.
 Enfim, ela curte ter peças no armário que a façam se sentir segura.
Gosta muito de jeans, usa direto. Não é à toa que a sua peça favorita no armário é a calça. 
No quesito acessórios, prefere peças menores.
 Aos 53 anos, Paula ainda conserva um jeito e um corpo de menina.
 — Com a música, a gente fica meio moleque, né?
Tenho essa vibe — brinca a cantora.
 Mas ela também deixa claro que se cuida bastante.
Malha todos os dias: corre, pula corda, faz pilates, musculação, joga tênis (“Para me divertir e para estragar um pouquinho o corpo. 
Tênis é uma delícia, mas dá problema no ombro, nas costas...”
 Só descansa em dias de show, porque a apresentação em si já é um exercício e tanto. 
A alimentação, para Paula, não é brincadeira.
Gosta de escolher e comprar quase tudo o que come.
 — Não é difícil me ver no supermercado.
Como em casa quase sempre — afirma ela, que é casada há 28 anos com o cineasta Lui Farias e que é mãe de Gabriel, de 26.
 PÉ NA ESTRADA
  Desde o início do ano, Paula não tira o pé da estrada por conta do projeto Nivea Viva Rock Brasil, turnê que celebra os 60 anos do rock brasileiro com a reunião inédita de Paula, Nando Reis, Paralamas e uma super banda comandada por Liminha, que assina a direção musical do espetáculo.
 No domingo, ela estará em Fortaleza e, em seguida, vai para Salvador, Brasília e São Paulo. 
 — Já tenho mais de 30 anos de palco, mas continuo achando que tenho 20 anos de idade.
É onde me sinto muito bem, me sinto muito jovem.
 O projeto é muito legal porque canto ao lado de lendas do rock — diz Paula.
 Além de hits do Kid Abelha, ela interpreta (sozinha ou ao lado de outros artistas) canções marcantes da música brasileira, que ajudam a contar a história do rock nacional. 
Vai de Banho de Lua (imortalizada por Celly Campello), passando por clássicos de Roberto e Erasmo, Rita Lee (Ovelha Negra) Cazuza (Pro dia nascer feliz), Lulu Santos (O último romântico), Skank (Vou deixar), entre outras.
A turnê de “Transbordada”, o seu último CD, ainda está rolando também. 
O álbum é mais dançante e roqueiro que os outros três da carreira solo da artista.
O último trabalho foi bem diferente do que ela vinha fazendo antes. 
 E disco novo pode estar vindo por aí?
 — Não estou pensando nisso agora, não. 
Estou escrevendo músicas e sou sócia do Lui, meu marido, na produtora.
 O Veste Rio tem apresentação do Sistema Fecomércio RJ, patrocínio da joalheria Sara e do Senai/Sistema Firjan, apoios da Prefeitura do Rio e do Sebrae, parceria da Associação Brasileira de Estilistas (ABEST) e conta com o Shopping Leblon como shopping oficial e a Azul como companhia aérea oficial.

FONTE/OGLOBO

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