quinta-feira, 23 de junho de 2016

Cadu Libonati, neto de Irene Ravache, diz: 
"Quero meu espaço por mérito" 
Cadu Libonati, o Murilo de Haja Coração, explica por que não usa o sobrenome da avó, Irene Ravache e ressalta o orgulho que sente do pai, ex-dependente químico 

Por Patrick Monteiro
 Neto de Irene Ravache e afilhado de Marco Nanini, Cadu Libonati vai para a terceira novela sem medo de se mostrar ao público.
 “Quero ir a todos os lugares que a minha carreira tiver que me levar”, diz. Trilhando o caminho natural das artes desde adolescente, o carioca de 23 anos começou a estudar teatro aos 16.
 “Cadu sempre foi inquieto. Sugeri que fizesse a CAL (Casa das Artes de Laranjeiras)”, lembra o tio, o empresário Fernando Libonati. 
“Antes de começar no teatro estava meio perdido, não pensava em ser ator! Mas me encontrei lá”, recorda. 
O jovem chegou a ensaiar algumas peças da escola no metrô e ônibus. “Levava o teatro ao povo e era legal porque as pessoas gostavam.”
 Aliás, até hoje ele gasta duas horas em transporte público para chegar aos Estúdios Globo. 
“Ando de ônibus todo dia”, conta ele, que vive o Murilo de Haja Coração. 
MÉRITO
 O primeiro papel na TV, em Malhação, conquistado através de diversos testes, é motivo de orgulho. Foi há dois anos.
 “Só me perguntaram se eu era parente da minha avó no último teste e pedi para esquecerem que sim. 
Quero meu espaço por mérito.” A escolha do Libonati – e não Ravache –, segundo ele, tem motivo “óbvio”.
 “Amo a minha avó, mas Libonati, meu outro sobrenome, é mais sonoro que Ravache”, explica, rindo. Logo veio o reconhecimento.
 Os seguidores nas redes sociais se multiplicaram. “Nunca trabalhei para ser famoso. 
O assédio não é mais importante que meu trabalho. Mas é legal.” Solteiro, ele afirma ainda não ter ficado com fãs. 
“Já chegaram em mim por ser ator, mas não curto essa vibe”, despista. 
 FAMÍLIA
 Filho da produtora de eventos Regina, de 53, e do assistente terapêutico Hiram, de 51, Cadu tem dois irmãos. 
Há cerca de 20 anos seu pai foi dependente químico e hoje trabalha como palestrante em uma clínica para reabilitação no interior de São Paulo.
 “Ele é um exemplo para mim. Não vivi essa fase, mas tiro o chapéu. Ele saiu do problema e sempre foi aberto comigo”, afirma. 
 Em 2015 o ator participou de Além do Tempo ao lado da avó famosa. “Foram muitas dicas! É sempre bom ouvir e absorver o que ela tem a falar”, diz com carinho. 
“Sinto que o Carlos Eduardo tem talento, vocação, obstinação, disciplina e a paciência que a profissão exige. 
Ele sabe que não pode abrir mão de aprendizado”, elogia Irene. Marco Nanini vê potencial no afilhado. “Ele é um ator muito rígido, interessado. O sucesso vai abraçá-lo”, aposta.

FONTE/QUEM

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