segunda-feira, 13 de junho de 2016

Dira Paes fala da arte de educar e de seu novo papel na telinha 
Por Evelyn Cristine
 Dira Paes fala da arte de educar, e de seu novo papel na televisão, alé de se derreter pelo novo herdeiro, Martim. 
Dira Paes fala da arte de educar e de seu novo papel na telinha Dira Paes, (46), está de volta à telinha em Velho Chico, na pele da doce professora Beatriz que, por vezes, deixa a ternura de lado para lutar por seus alunos com toda a garra que guarda dentro de si. 
 Nascida em Abaetetuba, no interior do Pará, a artista se acostumou a fazer personagens populares e fortes – como a Solineuza, de A Diarista, ou a sofrida Lucimar, de Salve Jorge – e, não por acaso, é do tipo de pessoa que não se intimida com os obstáculos, seja na ficção ou na vida real. 
Sou uma operária padrão", diz a morena, que ainda pode ser vista no cinema como uma senadora corrupta, em Mulheres no Poder. 
Confira esse papo delicioso com a atriz, que ainda fala sobre o filho Martim, da arte de educar e de sua grande disposição, afinal, ela voltou ao batente apenas quatro meses após ter o bebê. Haja fôlego, hein?

Vamos falar de seu papel em Velho Chico. Onde buscou inspiração para compor a Beatriz? 
Na minha mãe. Interessante, não é mesmo? Ela criou seis filhos, dizendo assim: ‘vocês vão herdar a melhor educação que eu possa lhes dar’. E ela cumpriu a promessa para valer! Hoje, com 84 anos, continua com a coluna ereta e uma disposição absurda. 

E como foi o laboratório para entrar de vez no papel? Conversou com muita gente? 
 Conheci professores do Brasil inteiro que transformaram as vidas de muitas crianças. Eu acho, sinceramente, que a Beatriz traz uma identidade, não só sobre o assunto da educação e os direitos das crianças, mas, principalmente, sobre a transformação que um bom professor faz em sua vida, aquele que é por vocação, sabe? A Beatriz é uma homenagem, principalmente, às professoras, porque as mulheres são maioria no ensino primário. 

 Idealista como se mostra na telinha, a Beatriz traz também um lado político, né? 
Olha, não é um personagem panfletário, é muito mais do que isso. Ela fala sobre a verdadeira vocação daquele que nasceu para passar conhecimento, da pessoa que é feliz fazendo isso e que, apesar de seu salário pequeno, consegue sorrir e passar amor para os seus alunos. E é isso que move a Beatriz, assim como muitos professores pelo Brasil. Dira Paes fala da arte de educar e de seu novo papel na telinha 

E você, também tem o dom de ensinar alguém? 
 Já tive alunos. Sou formada pela Unirio em Artes Cênicas e uma das atividades era justamente ter a habilidade de transmitir um pouco do seu conhecimento para os outros. Então, quando fiz uma temporada de Capitães de Areia, em Portugal, pude monitorar um curso de duas semanas e foi maravilhoso. Mas ensinar a ler, a dar os primeiros passos, é inesquecível.

 Em sua opinião, uma novela tem a obrigação de educar o telespectador? 
 Acho que provoca as questões, porque a gente fala sobre coisas muito atuais. Mostramos um Brasil com uma cara rural, mas que dialoga com as mesmas questões que temos hoje em cenários urbanos de todo o Brasil. Nesse sentido, a novela não tem obrigação de educar, mas sem querer, falamos de algo que está na boca de todo mundo. É complicado...

 Velho Chico tenta ensinar o público como cuidar da natureza ou até mesmo do nosso País? 
Acho que a principal mensagem que a novela tem nesse sentido é a de que falar não é suficiente. É preciso agir para transformar e isso fica bem claro na trama. Velho Chico fala daquelas pessoas que transformam mesmo suas realidades, que lutam para fazer a diferença através de seus atos e não só nas falácias. Dira Paes leva o pequeno Martim a todos lugares. A cada pausa na gravação, ela corre para perto de seu caçulinha.

Em outubro do ano passado nasceu seu segundo filho e mesmo antes da licença maternidade acabar você voltou ao trabalho. A rotina ficou muito puxada? 
Nós estamos bem, principalmente, porque me preparei para este momento. Ele já está com seis meses e, como toda mulher brasileira, chega uma hora em que a gente tem que voltar e nos dividir entre os afazeres domésticos e o trabalho. Lógico que a prioridade são os meus filhos, mas os quatro primeiros meses com o Martim foram intensos. O que fizemos agora foi reorganizar a alimentação do pequeno e fazer com que ele tenha qualidade de vida na minha ausência. O resto é só saudade. Não é fácil, mas a gente dá um jeito. Tem que dar!

Mas até pela quantidade de novelas que você fez nos últimos tempos, dava para ter dito ‘não’ a Velho Chico. O que te trouxe de volta mais cedo, digamos assim? 
 Confesso que, se fosse para voltar um pouquinho depois, estaria mais feliz. Mas, não quis perder esse bonde. Iniciei o trabalho em 25 de fevereiro, quando terminou a minha licença-maternidade. No entanto, já estava pesquisando a personagem. Na verdade, o que me trouxe de volta foi o diretor Luiz Fernando Carvalho (55). Trabalhamos juntos na segunda versão de Irmãos Coragem, em 1995. Foi uma volta para encontrar esse mestre, uma pessoa a quem admiro muito.

 Fala um pouco do Martim pra gente? Ele é um fofo!
 É um bebezão! Ele é pesadão, mama muito, é sorridente, eu e meu marido dizemos que ele parece um budinha (risos). É uma alegria muito grande, uma sensação de realização. Estou me sentindo uma mulher ainda mais completa. Agradeço aos céus a sorte que tive! A gravidez maravilhosa e, agora, retornar ao trabalho, comemorando essa personagem deliciosa. 

 Inácio, seu filho mais velho, tem ciúmes do caçula? A gente sabe que sempre rola uma tensão entre os filhos... Como você lida com isso? 
Tem o ciúme normal da diferença de idade entre eles, mas é só amor, no final das contas. O Inácio está muito apaixonado pelo irmão, muito mesmo! Acho que é aquela coisa de chegar e ter um bebê que sorri para ele, mesmo sem dentes. Está com sete para oito anos e, neste momento, os dois estão banguelas (risos). Mas é um amor, um presente da vida. De verdade, estou me sentindo muito realizada. É lindo ver a convivência entre os irmãos. E também acho muito importante dar uma companhia a ele, um parceiro para a vida. Onde quer que vá, Dira Paes é sempre acompanhada da família 

Você fez tratamento para engravidar do Martim? 
Antes de decidir pela gravidez assistida, engravidei duas vezes e perdi. Não quero fazer apologia ao método, mas muitas mulheres estão engravidando tardiamente e é muito difícil no nosso corpo produzir uma gestação natural após os 40 anos de idade. 

 Por que decidiu aumentar ainda mais a família? 
 Não me via como mãe de um só e quis muito ter esse moleque! Ele veio e só me trouxe coisa boa. Agora sim me sinto completa. Ter outro filho faz você se reconstruir desde o começo, é como um programa de computador em que precisa baixar tudo de novo. 

 Seis meses após dar à luz, você já está completamente em forma. Como conseguiu isso tão rapidamente? 
O Martim é pesadão e eu o levanto o dia inteiro, digo que é o meu ‘maronbaby’ (risos). Sobre o corpo, procurei me cuidar muito. Mesmo durante a gravidez tentei não exagerar, porém, sou uma pessoa que não abro mão do momento e não fiz dieta. Foi uma gravidez sem restrições, mas tudo com equilíbrioqu, e deu certo. Mas, acho que ainda falta, como toda mulher boba, perder aqueles três quilinhos, para estar bem. 

Você é uma pessoa com muita vitalidade. De onde vem toda essa energia? Você ainda arranja tempo de cuidar do corpo?
 Nossa, é uma loucura! Para aguentar o dia a dia e o ritmo acelerado, você tem que ter disposição física. Tento me equilibrar sempre na alimentação, sempre ficando atenta para não exagerar nos docinhos. Pratico exercícios físicos e capricho nas atividades que gosto de fazer para tentar espantar a preguiça. Mas não sou uma pessoa radical em nada, então, acabo equilibrando tudo isso.

FONTE/CONTAMAIS

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