segunda-feira, 20 de junho de 2016

Ex-Globo e Record, Adriano Garib fala sobre nova série na Fox e projetos 
Ator estará na nova série nacional da Fox, "1 Contra Todos" Comentários Reportar erro

 Por João Gabriel Batista 
 Com mais de 20 anos de carreira e passagens marcantes pela televisão, como o Russo de “Salve Jorge”, pelo teatro e cinema, 
Adriano Garib emplacará mais um projeto nas telinhas. Garib tem um dos papéis principais de “1 Contra Todos”, superprodução da Fox em parceria com a Conspiração, que estreia marcada para o dia 17 de junho no Fox Action (canal premium Fox+) e no dia 20 na Fox. 
A direção é assinada por Breno Silveira. Na nova trama, ele dá vida ao diretor Demóstenes, que comanda uma penitenciária em Taubaté do Sul, interior de São Paulo, onde a história se desenrola. 
Ambicioso e corrupto, Demóstenes estará à frente da direção da carceragem que recebe o protagonista Cadu (Julio Andrade), advogado honesto que foi preso injustamente e que terá que assumir uma identidade que não é a sua para poder continuar vivo.
O NaTelinha conversou com Adriano Garib na última semana, quando a série foi apresentada à imprensa em um evento exclusivo no JK Iguatemi, em São Paulo. 


Como é a experiência de gravar uma série com uma temática diferenciada e em um campo distante da TV aberta, que possui outra linguagem e abordagem? 
 O conteúdo dramatúrgica da série, diferentemente da TV aberta, que é mais familiar, está mais ligada ao cinema. O tipo de abordagem agora é mostrar o Brasil para o Brasil. Você tem um drama arrojado, baseado em um evento real... São oito episódios de meia hora, é curtinho, são muitos acontecimentos em pouco tempo. 

 E como você avalia a dinâmica, já que “1 Contra Todos” é uma história repleta de acontecimentos e ocorre em tão pouco tempo - oito episódios nesta primeira temporada? 
 A direção foi feita com muita propriedade, com muita humanidade. A direção conduz para priorizar a narrativa sem firula, priorizar o trabalho do ator, só o que precisa. É algo que na TV aberta é difícil de se ver. Breno Silveira, diretor da série (à esquerda), Julio Andrade (Cadu), Thogum Teixeira (China) e Adriano Garib (Demóstenes) 

Como foi essa mescla entre abordar uma série baseada em fatos reais mas ao mesmo tempo com toques que uma produção de TV precisa para atrair interesse do público? 
 A série é uma ficção, com drama, com acontecimentos, com viradas, com violência, mas é colada com uma realidade terrível do sistema penal e da justiça desse país. Você tem a oportunidade de mostrar que esse foi um dos maiores erros da justiça brasileira, que aconteceu com esse cara lá no interior remoto de São Paulo, em Taubaté do Sul. E mostrar como opera todo o sistema penitenciário e jurídico, como tudo isso é precário. Ver como a realidade é precária. 

 Como é a relação entre o Demóstenes e o protagonista Cadu ao longo da série?
 O Demóstenes é fundamental mas faz um antagonista, que vai brigar até o final da temporada. O Cadu tem que ter um inimigo mortal e esse cara é o Demóstenes. É uma questão de jogo do poder. 

 Além de “1 Contra Todos”, ao que tem focado na sua carreira nos últimos tempos? 
 Eu tenho muito orgulho de estar fazendo três séries, sendo as três documentais, baseadas em ocorrências reais. As três mostram o Brasil para o Brasil. “Magnífica 70” na HBO vai ter uma nova temporada em setembro. E a outra série é “A Lei”, que estou gravando em São Paulo e vamos filmar em Belém, junto com o Guilherme Fontes. 

 Como é seu personagem em “A Lei”? 
 É uma série baseada na história de dois irmãos amazonenses com o mesmo viés político e social: o Guilherme Fontes é um apresentador de programa de TV e eu sou um ex-policial corrupto que leva informações quentes do jogo do tráfico. E ambos ganham um poder absurdo, já que ele mostra o que ninguém mostra. Isso também aconteceu. É produção da Intro Pictures com parceria da Turner. Vai pro canal Space, com previsão de estreia pro começo do ano que vem. 
 Você teve uma atuação muito forte em “Salve Jorge”, como o vilão Russo. Sente saudades das novelas, pela visibilidade que proporcionam, ainda que exijam tanto tempo de dedicação? 
 Por enquanto, fazendo três séries, eu confesso que não. Três série de luxo, com personagens muito bons, e com temas assim, eu não sinto falta. Não que eu não possa, não que eu não tenha vontade. Eu tenho vontade. Mas nesse momento eu me sinto muito satisfeito. Todas as séries que faço vão ter continuidade, todas eu tenho um bom papel, então a tendência é deixar a televisão aberta, onde sou muito bem-vindo e onde tenho amigos, independente de Globo e Record, de lado um pouco. Veja vídeo exclusivo com cenas da série e comentários do elenco: 

 E como foi dar vida ao Russo? 
 Nosso núcleo também chamou muita atenção, que é o tráfico internacional, com uma repercussão extraordinária, também aproveitando o sucesso de “Avenida Brasil”. Muita gente não acredita no tráfico internacional. A Glória Perez teve o peito e a coragem de mostrar. E eu tive a sorte de fazer. Eu tava morrendo de medo de fazer, mas ele virou uma espécie de ídolo. Ele estuprava, batia, mas o tipo de humor que ele imprimia ao horror... Ele tinha um gato, que foi uma proposta da Glória. Ele brutalizava as pessoas e tratava bem o animal.

 Outra participação recente sua foi em “Vidas em Jogo”, com mais de 240 capítulos. 
 A gente ficou um ano filmando..Um ano... E era um papel cordato, um marido calmo, com a Luciana Braga, com a nossa filha, que eu tinha uma relação amistosa. Quem viu e depois viu o Russo tomou um susto. Quem não me conhecia de outros carnavais achou curiosa essa passagem. E “Salve Jorge” até hoje falam. Nosso núcleo também chamou muita atenção, que é o tráfico internacional 

 Por fim, fazendo um paralelo entre as produções brasileiras e norte-americanas, como você avalia esse atual momento?
A TV ganhou um novo status com essa obrigatoriedade de conteúdo nacional inédito. Isso salvou a nossa vida em termos de mercado. E alavancou a dramaturgia na TV também. Quem tá na vanguarda não é mais o teatro e nem o cinema. A TV disparou na frente. A audiência está com um padrão mais elevado. A cobrança está mais alta. A disponibilidade dos telespectadores daqui para séries daqui é mínima, diferente de lá. O padrão daqui é diferente do de lá, mas os telespectadores não perdem por esperar!

FONTE/NATELINHA

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