quarta-feira, 22 de junho de 2016

Letícia Isnard:
 "Maternidade é empoderamento" 
Mãe da fofa Teresa, Letícia Isnard, de 'Liberdade, Liberdade', revela como a experiência de ser mãe mudou sua vida 

Por Raquel Pinheiro
 Sorridente, brincalhona e supersimpática: a pequena Teresa, de 1 ano e 5 meses, é daquelas crianças fofas e curiosas, que a cada passo se encantam com o mundo ao redor.
 Filha da atriz Letícia Isnard, de 41, e do diretor e ator Isaac Bernart, de 54, a menina é a alegria da mãe, que não esconde a corujice e o tamanho da transformação pela qual passou com a chegada de Tetê, como ela chama a pequena. 
“É incrível, é um amor que é uma loucura. Entendo hoje que a maternidade é um empoderamento da mulher. 
É uma promessa de futuro e de vida, e uma experiência potente”, diz a atriz, durante um passeio pela Lagoa, na Zona Sul do Rio.
 Letícia, que vive a judia convertida Simoa na novela Liberdade, Liberdade, afirma que se tornou mais tolerante depois de ter a filha: 
“A gente amadurece. O que mais mudou em mim foi ter um olhar menos julgador sobre as pessoas”.
Em 2012, quando começava a gravar Avenida Brasil, a atriz perdeu um bebê. Ela nunca tinha pensado muito em ser mãe, mas confessa que o relógio biológico bateu. “Naquele momento pensei: ‘Quero viver isso’.
 A gente vai ficando mais velha e também vai chegando a um limite. Comecei a ter certeza de que não queria não ter, não queria sofrer esse arrependimento”, explica, assumindo também o medo da experiência.
 “A vida da gente é instável e trata-se de responsabilidade. Outro dia, Tetê estava jogando comida pela sala e falei: ‘Não pode fazer isso’.
 Depois disse ‘desculpa, filha’, estou aprendendo a educar’”, lembra. Aos risos, ela conta que, assim que Teresa nasceu, mandou uma foto da menina para Murilo Benício, seu colega em Avenida Brasil, e ele brincou, respondendo: “Bem-vinda à selva”. 
 Formada em ciências sociais com mestrado em sociologia pela UFRJ, Letícia optou pelo teatro, que já fazia na faculdade, em 2001.
 “É muito interessante fazer um trabalho como Liberdade, Liberdade porque a gente começa a repensar todo nosso cotidiano”, avalia, enquanto brinca com Teresa. 
Para viver Simoa, ela teve a ajuda de Isaac, que é judeu e indicou-lhe três livros: Vínculos do Fogo, do jornalista Alberto Dines; Os Judeus no Brasil Colonial, de Arnold Wiznitzer; e Cristãos-Novos na Bahia, de Anita Novinsky. Letícia também fez aulas de prosódia, já que Simoa é portuguesa, e estudou o período da trama.
 Em comum com sua personagem, praticamente nada. “É o papel mais distante de mim que já fiz. Ela é uma coisa meio sem paciência e eu não sou assim”, garante, aos risos.

FONTE/QUEM

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