domingo, 19 de junho de 2016

 Marcio Garcia estreia programa e diz:
 ‘Não tenho a intenção de atuar mais’ 
Pai de quatro filhos, ele vai comandar disputa entre famosos e suas famílias 

Por Zean Bravo
Depois de atuar por 22 anos, Marcio Garcia avisa que não será mais visto como ator com frequência.
Aos 46 anos, o carioca tem uma participação acertada no filme “Duas de mim”, de Cininha de Paula, nos próximos dias, mas seu foco agora está nas funções de apresentador e diretor. 
Ele prepara no momento um novo dominical para a Globo, “Tamanho família”, com estreia prevista para 10 de julho, às 13h.
 — Renovei meu contrato apenas como apresentador e não tenho a intenção de atuar mais. 
Só se for uma participação — explica Marcio, sentado no escritório de sua produtora, montada na extensão de sua casa, no Joá.
 Pai de Pedro, que faz 13 anos em julho, Nina, de 11, Felipe, de 7, e João, de 2, ele já teve três contratos diferentes (como ator, apresentador e diretor de criação) quando voltou para a Globo, no final de 2008, após uma temporada na Record, onde apresentou o programa “O melhor do Brasil” (2005/2008):
 — Fazer uma novela de ponta a ponta não cabe hoje na minha agenda de pai, produtor e apresentador.
 Será melhor assim, para ter foco. É como apresentador que faço mais diferença. Ator já existem muitos.
 'PERDI A PRESSA'
 É no escritório onde analisa novos roteiros, recebe produtores para reuniões e dá atenção aos filhos — as crianças têm livre acesso ao lugar — que Marcio mostra o clipe do piloto (programa de teste) de “Tamanho família”.
Com uma hora de duração, a atração é um formato original que vem sendo gestado há um ano.
 É uma espécie de game show disputado por dois famosos, cada um acompanhado de três parentes.
Na há prêmios e as provas servem como pretexto para a discussão de questões familiares. 
 — Pintaram duas propostas de programa desde que voltei para a Globo, mas não eram os formatos ideias. 
Iria cair no lugar-comum — justifica:
 — Hoje sou um pai de uma família grande, estou mais maduro. Perdi a pressa.
 O apresentador lembra que há um ano, quando começou a trabalhar na criação do projeto, o programa era muito mais calcado no game. — Estava superficial.
 Agora vamos ter espaço para conversas sobre questões familiares, comportamentais.
O artista convidado entra desarmado, como mais um parente. 
Não é um programa educativo, mas tem uma utilidade — diz ele, que também já foi visto à frente de programas como o “Gente inocente” (2000/2002), da Globo.
 Marcio diz que o novo programa é, de certa forma, um reflexo da família que formou. 
Ele completa em setembro 16 anos de relação com a nutricionista Andréa Santa Rosa, e conta estar cada vez mais caseiro.
Faz questão de reunir a família ao redor da mesa no jantar — o uso dos celulares é proibido durante as refeições —, e afirma ter diálogo franco e aberto com os filhos, com quem faz as lições de casa da escola.
 ‘Educar não é só pagar conta. Com a paternidade, você vira coadjuvante da própria vida’.
Com a paternidade, você vira coadjuvante da própria vida.
 Gosto de ler sobre o assunto. Tem um livro, “Pais brilhantes, professores fascinantes”, que já dei de presente para várias pessoas.
 O apresentador conta ter se submetido a uma vasectomia após o nascimento do caçula:
 — João foi a raspa do tacho, Andreia engravidou com um DIU, que falhou, imagina!
É muito doido. Na hora a gente se assusta, mas hoje não sabemos como seria a vida sem ele.

 ‘NÃO PEDI A CABEÇA DE NINGUÉM’ 
Apesar de ter participado em março de um ato na Praia de Copacabana em favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff, ao lado de outros artistas como Susana Vieira e Marcelo Serrado, Marcio diz ser apartidário e afirma que sempre foi contra a corrupção:
 — Eu nunca levantei bandeira e não pedi a cabeça de ninguém. Modelo nos anos 1990, Marcio estreou na TV no “MTV Sports” (1993). 
No ano seguinte, atuou em sua primeira novela, “Tropicaliente”.
 Já interpretou personagens de sucesso, como o michê Marcos, de “Celebridade” (2003), e que não deram certo, caso de Bahuan, mocinho de “Caminho das Índias” (2009) que sumiu da trama ao longo da novela. 
 Nos últimos anos, ele seguiu outros rumos.
Depois de rodar o curta “Predileção” (2009), dirigiu dois filmes em Hollywood, a comédia romântica “Amor por acaso” (2010) e o drama “Angie” (2013). 
Diz que uma das razões de ter encontrado espaço fora do país é o fato de filmar rápido.
 — Fiz o primeiro longa em 15 dias. O segundo foi em 20.
 Geralmente, um filme é rodado em 40 dias.
Faço meu dever de casa, visito locações, penso em tudo antes. 
Não posso ir para o set para criar, quando o taxímetro já está rodando.
Chego para filmar sabendo qual será a lente a e luz que quero usar — explica ele, que diz não ter vontade de dirigir novelas. 
 A sua próxima empreitada como cineasta serão duas versões em longa-metragem do curta “Predileção”, uma com elenco brasileiro e outra com atores americanos:
 — Dirigi dois longas com equipes gringas. 
O humor americano é diferente.
 Na comédia romântica, muitas vezes a equipe ria de alguma piada e eu não entendia a razão. 
Estou louco para dirigir em português, chegar no set e falar: “Aí, galera!”.
 Marcio conta que ganhou dinheiro com filmes, mas agora quer outro resultado: 
— Está na hora de fazer um filme de mais relevância, um blockbuster. 

FONTE/OGLOBO

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