quinta-feira, 9 de junho de 2016

Serginho Groisman:
 "Seria ridículo me comportar como um jovem"
Há quase 16 anos no comando do Altas Horas, o apresentador fala sobre a carreira na TV e revela que tudo mudou após a chegada do filho, Thomas 

 Por Mariana Silva
Sem perder o jeito jovem, mas com toda a responsabilidade, Serginho Groisman recebeu a CONTIGO! nos bastidores do Altas Horas.
 “Daqui a pouco tenho uma reunião, depois preciso acompanhar a passagem de som no estúdio”, dizia o apresentador, que também é o responsável pela produção do programa noturno. 
Aos 65 anos, o eterno “garoto” colhe, hoje, os frutos de uma trajetória que começou em 1980, com o programa 
Matéria Prima (Cultura). 
Sempre gostei desse formato dinâmico, da participação da plateia”, confessa. 
Há quase 16 anos com o Altas Horas no ar, Serginho fala sobre as mudanças em sua trajetória, o perfil do jovem de hoje e as transformações na vida após o casamento com a dentista Fernanda Molina, 41, em março de 2015, e o nascimento de seu primeiro filho, Thomas, hoje com 10 meses. 
 FÓRMULA DE SUCESSO
 “Primeiro de tudo, é não querer me comportar como um jovem, né? Seria ridículo. Segundo, não deixar de ter uma atitude jornalística, de estar antenado com o que está acontecendo e o que interessa. Aqui sou diretor também, cuido de tudo o que se possa imaginar.”

 LONGE DE SER PROTAGONISTA
 “Acho que hoje o programa está em um de seus melhores momentos, mas uma coisa que o Altas Horas nunca vai perder é o espectador que participa. Eu não sou o protagonista. Junto comigo tem a plateia, que fala tanto quanto eu. Isso modifica o rumo do programa. Temos idades entre 16 e 20 poucos anos e o mais legal é que eles perguntam o que querem, não ficam pensando muito na consequência. Talvez se arrependam, ou não. Se fossem mais velhos dificilmente teriam a mesma coragem (risos).” Em outubro, o Altas Horas completa 
16 anos no ar 
 CONFLITO DE GERAÇÕES? 
“As pessoas acham que quanto mais velho se é, mais sábio fica. Não necessariamente. Nem todo velho é sábio. Nem todo velho é bom no que faz. Da mesma forma, nem todo jovem é babaca ou ignorante. Valorizo muito o que minha plateia fala, mesmo que, às vezes, não seja o meu ponto de vista. Já cheguei a chamar atenção, mas é raríssimo. Gosto de deixar rolar. Eles se entendem e eu respeito.” que absurdo! “As perguntas para a Laura são sempre marcantes. Às vezes nem eu acredito. Mas um dos programas mais marcantes que fiz na vida foi no Carandiru, meses antes do massacre, ao vivo. Tinha 3 mil detentos. Fomos recebidos superbem, ganhei até um presente feito nas oficinas deles. Alguns meses depois, quando invadiram, fiquei arrasado.”

 UNIVERSOS PARTICULARES 
“Comecei em uma época sem internet. Hoje, as pessoas estão muito ligadas a seus universos específicos, então eu preciso tomar muito cuidado para não achar que isso representa o meu espectador. As gerações mudaram, mas participação não. De lá para cá, a consciência ecológica mudou, a posição política mudou, mas, em compensação, se lê igual ou cada vez menos, e isso para mim é uma tristeza.” “Nem todo velho é sábio. Nem todo velho é bom no que faz. Da mesma forma, nem todo jovem é babaca ou ignorante” 
THOMAS MUDOU TUDO 
“Apareceram sentimentos na minha vida, coisas que eu não tinha ideia que pudesse sentir. Acho que todo pai sente e sabe disso. Eu ainda tenho a bênção de ele ser um bebê superbacana. Não dá para aguentar. Agora, a única coisa que faço questão, irresistivelmente, é terminar o programa falando o nome dele. ‘Thomas, Thomas! Estou indo para casa!’, já virou outro bordão (risos).”

 MÃE EXCEPCIONAL
 “Já estava junto com a Fernanda há quase dez anos antes de me casar. Eu a conheci durante uma entrevista para um de meus programas. Ela é dentista, estudou muito, sempre teve muito claro que o bebê que amamenta mais tempo é mais saudável. Até hoje, com 10 meses, Thomas não teve nenhuma febre.” SEM 

MAKE, SEM SUSTOS 
“Quando eu me casei, usei terno. Mas, normalmente, eu não me visto assim. Confesso que sou meio preguiçoso, sabe? Essa, por exemplo, é a roupa que venho de casa. Jeans, camiseta e tênis. Costumo trocar uma peça ou outra. Também não faço maquiagem. Teve um tempo em que eu fazia, mas me sentia meio grudado, então não uso. A coisa aqui é movimentada, nunca fica muito focada em mim, então eu aproveito para não passar por isso. Bom que assim ninguém leva susto quando me vê na rua (risos).”

FONTE/CONTIGO

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