quarta-feira, 14 de setembro de 2016

 Jesuíta Barbosa:
 “Estou em busca da felicidade” 
 Com elogiada atuação em Justiça, em que interpreta o possessivo Vicente, Jesuíta Barbosa espera que a minissérie ajude as mulheres a perceber que não podem aceitar companheiros machistas. 
Sobre a vida pessoal, ele se diz reservado, mas afirma que vive momento pleno.

 Por Raquel Pinheiro
 Jesuíta Barbosa, o Vicente da minissérie Justiça, é taxativo: sete anos de prisão, pena de seu personagem por assassinar enciumado a noiva, Isabela (Marina Ruy Barbosa), é muito pouco. 
“A vida é um milagre sublime, é uma preciosidade”, diz o ator de 25 anos, que torce para a trama de Manuela Dias conscientizar o público sobre o feminicídio. 
“Espero que as mulheres vejam um relato do que pode estar acontecendo na própria vida e percebam que não podem aceitar alguém machista como cônjuge ou namorado”, continua.
 Na minissérie, Vicente busca o perdão da mãe da namorada, Elisa (Débora Bloch). Ela só tem elogios para o ator. 
“Tudo nele me comove: sua sinceridade, profundidade, inteligência cênica e o imenso talento”, enumera a atriz. 
Diretor artístico de Justiça, José Luiz Villamarim trabalhou com Jesuíta em O Rebu (2014), e não esconde o entusiasmo com ele. 
“Desta vez o convidei para protagonizar, já estava na hora! É um ator da ordem do irracional, do transe, da entrega”, diz. 
 Maior fã
 Sua maior fã, no entanto, é a avó materna, Terezinha, de 83 anos, que vive em Parnamirim, sertão pernambucano, onde Jesuíta cresceu – ele é de Salgueiro, município vizinho. 
“Quando volto, é um tal de fazer selfie com as pessoas! Falo: ‘Vem aqui, vamos conversar’. 
O que curto mesmo é ver minha avó, uma pessoa muito amorosa”, afirma.
 No começo da adolescência, os pais do ator, o delegado Jesuíta, de 56, e a dona de casa Elizabeth, de 51, se mudaram para Fortaleza em busca de escolas melhores para o rapaz e a irmã, Rebeca, de 17.
 Jesuíta começou a atuar aos 14 anos no colégio, e trancou a faculdade de teatro. 
“O sistema quer que você faça doutorado, pós-doutorado. É como se a ideia de felicidade não estivesse presente. Uma hora disse: ‘Gosto desse lugar e vou ficar’. Entrei em projetos de cinema, uma coisa puxou outra”, recorda. Jesuíta hoje vive no Rio.
 “Não parece, porque não fico bronzeado, mas gosto de praia”, conta o ator, que fala todo dia com a mãe e é fã de música eletrônica. 
Reconhecido nas ruas, ele não se deslumbra. 
“Sou reservado e prefiro assim”, afirma ele, discreto quanto à vida amorosa. 
“Estou em busca da felicidade. Há uma plenitude acontecendo na minha vida e não preciso dar nomes”, justifica. 
 “Sou fã desse menino”, diz Débora Bloch sobre Jesuíta. 
Em Justiça, Vicente tentará ser perdoado por Elisa, mas ela não esquecerá a dor de perder a filha
 Jesuíta e a mãe, Elizabeth: “Ela passou a ver filmes de arte por minha causa”, diz (à esq.); Com Clemens Schick e Wagner Moura: no elenco do aclamado longa Praia do Futuro (à dir.)

FONTE/QUEM

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