terça-feira, 11 de outubro de 2016

 Letícia Lima:
‘Mau humor aqui é zero’
Por Leo Dias
 Sabe quando você vê uma atriz em plena ascensão. Pois bem, este é o momento de Letícia Lima. 
Revelada no ‘Porta dos Fundos’, um site de humor, ela se mudou para a TV aberta e brilhou em ‘A regra do jogo’, como Alisson, e agora encara o desafio do quadro ‘Dança dos famosos’, sucesso do ‘Domingão do Faustão’. 
Nesta, Letícia fala de tudo, inclusive sobre os boatos de que vive um relacionamento com Ana Carolina. 02-teste Você nasceu em Três Rios (RJ), criada num conjunto habitacional do BNH. 

O que isso ajudou a formar a pessoa que você é hoje?
 Eu posso dizer que a minha infância foi tudo para mim.Vim de origem muito humilde, fui criada no BNH como você citou, e a gente tinha liberdade lá. O conjunto era fechado e mal entrava carro. As crianças podiam brincar no pátio, que era uma extensão de todo o condomínio. Passei a infância com essa liberdade. Por ser filha única, tinha muitos amigos lá. Acho que todos os casais do BNH tinham filhos, eram muitas crianças. Uma festa. E, no colégio, eu era sempre alegre, divertida, estava sempre cercada de muitos colegas, dormíamos um na casa dos outros. Uma época boa de lembrar. Acho que ninguém nunca tinha me perguntado isso numa entrevista. Tenho muito carinho pelo BNH, muito afeto. Quero aproveitar e mandar um beijo para Três Rios, para essas pessoas que contribuíram para a minha infância. Acho que essa época me ajudou a desenvolver esse meu lado de companheirismo. Por ser filha única, sempre fui parceira da minha mãe. Sempre estive com as outras crianças, os vizinhos ficavam de portas abertas. Tive uma relação de muito amor ali. 

 Quais são os pontos prós e os contras de participar do ‘Dança dos Famosos’?
 Leo, por enquanto, eu só vejo pontos a favor. Eu topei fazer o ‘Dança dos Famosos’ porque eu queria desenvolver melhor o meu corpo, minha expressão corporal. Como atriz, eu sentia falta da dança. Não conseguia encaixar na minha agenda esse tipo de atividade. Eu usei o “Dança” para isso e de uma forma bem intensa. Você dança a semana inteira, incluindo sábado, para se apresentar no domingo. Você quer fazer da melhor maneira possível. Topei de cara. Eu sentia que o “Dança” era um desafio comigo mesma. Não gostava da minha expressão corporal. Minha superação é melhorar o corpo, o desenvolvimento dos meus movimentos para o meu ofício de atriz. Qualquer coisa que eu aprendo já é um ganho. Quis participar de cara quando rolou o convite. Acho que é uma oportunidade de crescimento bem legal. Por mais que tenha semanas em que eu fico com o joelho ralado, porque não tenho menor habilidade, tudo bem mesmo. Não está me incomodando. Faz parte da dedicação. Contra eu ainda não vi nada. É uma equipe muito legal. Somos um elenco, não vejo como concorrentes. Estamos seguindo em frente juntos. E é uma delícia encontrar com eles nos bastidores. 

 Qual foi o ritmo mais difícil até agora?
 Até agora o forró foi o mais difícil, mas consegui fazer uma inversão, duas pegadas bem difíceis, pegadas de forró, e executei com perfeição técnica, como o júri falou. Foi uma estrela dupla. Fiquei bem feliz. Tenho muito medo de inversão. Tenho medo de tudo o que me deixa de cabeça para baixo. Foi uma superação mesmo. 

 O seu humor no Porta dos Fundos foi sempre meio “mal-humorado”, ou é impressão minha? Você é assim na vida real?
 Imagina! Eu não sou nada mal-humorada. Acordo já de bom humor. O Porta dos Fundos, os meus trabalhos, talvez você tenha essa sensação, porque a gente faz papéis meio do contra, que estão contra alguma situação. Mas acho que não é a maioria. Mas revendo os vídeos, eu vou prestar atenção (risos). Na minha vida, eu sou leve, para cima, gosto de gente ao meu redor, de trabalhar com o público. Acho que é até por isso que tenho essa profissão. Puxo assunto com os outros, gosto de observar todo mundo para ver os trejeitos. Mau humor aqui é zero. 

 Um de seus vídeos mais populares do Porta dos Fundos foi o vídeo “Rola”? Como foi a reação nas ruas por conta desse vídeo? 
Esse vídeo rende muito até hoje (risos). Recentemente, parece que há uma semana, ele passou a ser o vídeo mais assistido da história do Porta dos Fundos. E eu estou nos vídeos mais assistido do Porta. E isso me deixa feliz, porque eu estava na fundação desse projeto. Eu só saí mesmo porque não dava para conciliar com a “A regra do jogo”. Mas esse retorno do público com o nosso trabalho é maravilhoso. A pessoa está sempre com um sorriso porque você remete a uma coisa alegre, divertida. As pessoas veem rindo na minha direção. Ou é para mim ou é de mim. As duas possibilidades eu acho ótimo (risos). 

 No vídeo ‘Na lata’, você procura uma lata com seu nome, Kellen. Muita gente te chamou de Kellen naquela época? 
Sim, muita gente. E ainda me chamam assim. E me chamam de Macedo também, um vídeo que eu fiz com o Kibe (risos). Macedo era um jogador de futebol. E eu cantava umas músicas na torcida para ele. Foi um dos primeiros vídeos, foi a primeira vez que fui ao Maracanã. Tinha muita gente assistindo. Eu pensei: “Ferrou, vou ter que fazer com essa plateia” (risos). Mas foi muito legal.

 Foi difícil decidir sair do “Porta dos Fundos”? 
Foi muito difícil. Tinha um apego muito grande, como um filho. Participei da fundação. Achava que eu iria conciliar, mas logo eu percebi que não dava, porque a personagem tinha um tamanho na novela e eu teria que gravar todos os dias. Fiquei com dó de sair. Foi um lugar muito importante para mim, tenho um carinho grande demais. Mas foi maravilhoso fazer a novela, uma experiência enriquecedora. A Alisson foi muito importante. João Emanuel Carneiro me considerou uma das melhores atrizes da novela dele e isso não tem preço. Ele me convidou e disse que queria eu fazendo do meu jeito aquele personagem. Sou muito fã dele. E a Amora me recebeu muito bem. Foi incrível ter participado daquele trabalho. 

 A Alisson de ‘A Regra do Jogo’ era gostosona. Você se acha assim? 
(Risos) Não me acho não! Eu sei que tenho um perfil físico que não vai mais para o lado da magrinha. Sou mais voluptuosa, digamos assim (risos). Gostosona é a passista da escola de samba. É outra coisa. Para a Alisson, eu malhei muito, queria ficar com o corpo mais parecido com o das mulheres do funk. Gostei de ter aquele corpo dela. Hoje eu estou menos malhada. Estou mais magrinha hoje. Posso te falar que o Dança tem dado uma secada, sabe? É incrível. 

 Você é extremamente sexy, mas faz poucos ensaios fotográficos. Por que? Acha vulgar?
 Não acho vulgar. Depende da equipe, do fotógrafo, do look, mas eu acho lindo esses ensaios que vão mais para o sexy. Fiz uma capa da revista Trip que ficou bem legal. Tenho um ensaio da revista Mensch que vai sair e ficou lindo. Quem sabe mais para frente não faço outro? Não tenho nada contra. 

 O que você acha dos paparazzi? 
Eu não tenho nada contra. É o trabalho deles. É claro que se eu estou num restaurante e o cara me pega comendo um macarrão e tudo escorrendo é chato (risos). Mas eu tento ser sempre simpática, dar tchau. Mas eu tento me manter reservada, tem momentos que quero isso. Mas nunca vou impedir ninguém de trabalhar. 

 Como você se define? Atriz? Comediante? Humorista? 
Eu sou atriz. Uma atriz que faz humor. E também faço os outros gêneros. Mas fico feliz quando me colocam como humorista, porque é dificílimo. Mas eu sou uma atriz e faço humor. É como eu me vejo, apesar de saber que muita gente me vê como humorista. E é um elogio para mim. Mas, em breve, o público poderá ver um outro lado meu. Ainda é surpresa. 

 Qual papel você não faria de jeito nenhum?
 Pensando assim agora, acho que não tem. Com quem do Porta você gostaria de contracenar numa novela das 9? Sem parecer puxa-saco, eu contracenaria com qualquer um deles. O ‘Porta’ tem um elenco de ouro, reúne pessoas de estilos tão diferentes. Seria uma honra contracenar com qualquer um. Em ‘A regra do jogo’, eu acho que fiz uma cena com a Julia (Rabello). E a gente se divertiu um pouquinho.

 Defina Leticia Lima? 
Difícil hein! Eu sou geminiana. Vou mandar uma definição agora e depois terei mais 400 (gargalhadas). Mas uma coisa que não muda em mim é que sou guerreira e batalhadora. Isso desse sempre. Comecei a trabalhar cedo porque precisava ganhar um troco e aí fazia animação de festa infantil. Tinha 14 anos. Fazia no final de semana. E era uma forma de estar relacionado à minha arte. Eu me caracterizava para fazer aquilo. Comecei a fazer teatro com 9 anos. E eu adorava criança. E eu estou sempre trabalhando, nunca estou parada. Sou também muito companheira dos meus amigos, de todas as minhas relações. Ao longo do dia, posso mandar outras? (risos) 

 O que você tem a dizer sobre os boatos de seu relacionamento com Ana Carolina? 
Quanto maior a exposição de um artista, maior o interesse das pessoas sobre a vida privada dele, é um movimento natural. Aprendo a cada dia a administrar esse interesse, tento não ligar para boatos e especulações. O grande lance é equilibrar a hora de mostrar o que mais interessa, que é o meu trabalho e me preservar no que acho necessário. É um exercício diário e que faz parte da profissão que escolhi.

FONTE/ODIA

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