quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Maria Flor:
 “Minha mãe acha que eu tenho TOC"
Saiba mais sobre a atriz Maria Flor de A a Z

Por Filipe Isensee
A atriz Maria Flor, de 33 anos, recorda histórias curiosas da infância e adolescência. Intérprete da Flávia de A Lei do Amor, ela também fala sobre vaidade e sua mania de organização - que gera discussões em família. Saiba mais sobre a atriz de A a Z:

Amor
“Lembro até hoje do meu primeiro amor, o Eduardo. Era um menino que morava no condomínio da minha avó, em quem dei meu primeiro beijo, num campo de futebol! Ele me deu rosas, nunca vou esquecer! Hoje namoro Emanuel Aragão (diretor e roteirista, de 34 anos). Estamos juntos há dois anos. Amor é a coisa mais importante da vida.”
Balé
“Adoro desde menina. Comecei a dançar com 4 anos e cheguei a pensar que seria bailarina. Cogitei fazer faculdade de dança. Faço aula até hoje, sempre que sobra tempo na agenda. Não danço mais nas pontas dos pés, opto por aulas mais básicas. Mas é algo que me faz bem.”

Casa
“Sou carioca, moro num apartamento no Horto (na Zona Sul da cidade) há dois anos e meio e minha casa é meu lugar. Sempre que chego em casa me dá alívio de saber que tenho um cantinho só meu. Tenho carinho por esse espaço, sou uma ótima dona de casa. Sempre tem comida na geladeira, tenho todos os produtos de limpeza, toalhas, minhas roupas são organizadas”.
Doce
“Se eu pudesse, comeria sempre. Amo doce caseiro, goiabada! Minha mãe não gostava que eu comesse muito açúcar, mas meu avô fazia leite com goiabada escondido e me dava na mamadeira (risos).”

Escola
“Repeti a sexta série no São Vicente de Paula e fui estudar na Escola Rio de Janeiro. E foi lá onde conheci as minhas melhores amigas. Foi uma mudança difícil, mas foi um lugar que me deu uma base de educação, de ética, de vivência no bairro mesmo (na Gávea, Zona Sul do Rio). Era uma aluna muito ruim, especialmente em matemática, mas depois fiquei boa.”

Flor
“Adoro flores. No fim de semana, gosto de acordar cedo e ir na Cadeg (Centro de Abastecimento do Estado da Guanabara) comprar flores e espalhar pela casa. Sempre tento ter flores, embeleza a casa. E também adoro dar flores de presente. As minhas favoritas são orquídeas e gérberas. Também adoro as plantas suculentas (plantas que têm muito líquido).”

Gatos
“Amo gatos, minha avó tinha. Mas descobri, aos 13 anos, que estava com toxoplasmose, uma doença que é transmitida também através das fezes de gato.  Isso me causou 30% a menos da visão central do olho esquerdo. E hoje tenho alergia a gatos.
Horto
“É o melhor bairro do Rio. O Horto continuou com essência de subúrbio, apesar de a cidade ter se desenvolvido. Compro fiado na padaria da esquina da minha casa (risos). A moça passa vendendo sacolé (geladinho), o moço vende pão na rua, tem ainda o cara vendendo geladeira velha. É residencial, mas tem pequenos cafés, restaurantes. Tenho muitos amigos ali. É uma cidade pequena dentro do Rio.”

Itália
“É o pais que pretendo ir quando acabar a novela. Quero muito ir no Osteria Francescana,  restaurante do Massimo Bottura que acaba de ser eleito o número um do mundo. Não sei se vou conseguir, porque a reserva é muito difícil. Já fui ao país outras vezes, mas desta vez o objetivo maior é ir lá. Eu e meu namorado estamos encantados por ele.”
João
“É engraçado ter um irmão tão mais novo (ele tem 16 anos). Dou conselhos, sou meio tia dele, a irmã chata (risos). Mas temos um vínculo que independe da idade. Ele é filho do meu pai (o técnico de som Renato Calaça). No início, estranhei ganhar um irmão após ser filha única por tanto tempo e senti ciúme, mas depois me apaixonei.”
Londres
“Foi minha primeira viagem internacional, na véspera do meu aniversário de 14 anos. Cheguei lá e dormi. Acordei com a notícia da morte da Lady Di (a princesa Diana morreu no dia 31 de agosto de 1997). A viagem virou Lady Di: procurei saber tudo sobre a vida dela. Eu e minha mãe levamos flores ao Palácio de Buckingham (residência da família real).” 

Mãe
“A relação com os pais é  aquela que a gente passa a vida tentando entender e o contato com minha mãe (a roteirista e diretora Márcia Leite) é essencial para ser quem eu sou. Tem uma coisa dela que sempre foi muito legal: sempre que ia fazer algum teste, ela dizia: ‘divirta-se’. É algo que ela me ensinou: a vida é curta, então temos que fazer dela o melhor que a gente pode.”

Nômades
“Estou acabando de montar esse documentário que acompanha o processo de criação da peça de mesmo nome com Mariana Lima, Andrea Beltrão e Malu Galli no elenco. A proposta é mostrar esse entrelaçamento da vida dos atores e do trabalho, como isso se mistura. Sou a diretora. Foi uma ideia que surgiu da minha identificação com as atrizes que admiro. Entrego o filme em dezembro e deve estrear em 2017.”

Organização
“As coisas moram em lugares na minha casa e não podem sair dali. Um dia, uma amiga quis lavar a louça. Senti uma angústia... não sabia  se ela lavaria do jeito certo. Tenho discussões por causa desse meu jeito. Meu namorado sabe que deve tirar o sapato na porta de entrada. Mas minha mãe respeita menos, acha que tenho TOC.”
Profissão
“Sempre soube, de alguma maneira, que queria fazer isso. É a única que poderia fazer nessa vida. É algo que me dá felicidade. Essa coisa de escolher uma profissão é tão difícil, acho que, de algum jeito, a profissão me escolheu. Fiz seis meses de faculdade na Unirio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro), mas depois larguei para começar a fazer novela.”

Queijo
“Amo! Um dia, com essa coisa de dieta, a nutricionista me disse que tinha que parar de comer queijo. Concordei, mas me atraquei com o primeiro brie que encontrei numa festa. Consigo parar de comer qualquer coisa, mas não parar de comer queijo.”

Radiohead
“É minha banda favorita. Conheci a banda com 26 anos e me apaixonei, fiquei ouvindo todos os discos. Aí fui no show que eles fizeram no Rio (em 2009). Foi catártico, uma comoção! O show tinha o maior telão de led que eu já vi, aquela estrutura de grandes shows. Fiquei tão louca que comprei os ingressos para o show que fariam em São Paulo depois. E lá estava eu de novo, feliz da vida.”

Salete
“É um prazer ser filha adotiva  da Salete em A Lei do Amor. A Claudia Raia é inspiradora. A gente fala da vida, das relações... Minha mãe de verdade (a roteirista e diretora Márcia Leite) também é uma grande parceira, amiga mesmo. Temos uma produtora juntas, a Fina Flor Filmes.”

Tupperware
“Sou louca por  tupperware, coleciono e compro de todos os tamanhos, em todos os lugares. Posso ir a São Paulo só para comprar. Se me pedem emprestado, vira uma situação, sou muito apegada. Acho que tenho uns 50 e não sei de onde vem essa fixação. Já sou conhecida por isso, me dão de presente, trazem de viagem para mim (risos). Uso sempre para a minha organização alimentar.”

Unha
“Acho chata essa coisa de beleza, de a mulher precisar estar sempre depilada e com a unha feita. Quem inventou isso? Essa ditadura da unha linda é muito chata. Se não estou trabalhando, não faço.”

Vivências
“Tento muito estar presente nas coisas, saber viver as experiências de verdade. Isso significa estar com as pessoas, não chegar com uma crítica ou juízo de valor estabelecido, tentar olhar para todo mundo com generosidade, viver as experiências por mais que seja difícil nessa correria do dia a dia.”

Xingu
“Eu fui muito cortada do filme (2012), meu personagem era maior, mas não tem problema porque o filme é muito legal. Ir para o Xingu foi incrível. Passei uma semana lá, convivi com os índios, tomei banho de rio com eles, dormi na oca. Voltei apaixonada de lá.”

Zodíaco
“Faço mapa astral todo ano, sou ligada à astrologia. Quando nasci, minha mãe fez meu mapa e, desde que me entendo por gente, sempre faço meu trânsito astral antes do meu aniversário para saber sobre o ano que virá, como estarão os planetas. Gosto de pensar que aqueles astros que estão no universo podem, de algum jeito, interferir na energia”.

FONTE/QUEM

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