sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Regina Volpato: 
"Só me reconhecem pela minha voz" 
Sete anos depois de liderar o Casos de Família no SBT, a apresentadora conta sobre seu novo canal no YouTube e revela não se incomodar ao não ser reconhecida na rua

 Por Daniel Lopes 
Longe da TV, o figurino é outro e o cabelo também. 
A voz, porém, continua exatamente a mesma.
 Impossível não lembrar das tardes do SBT quando Regina Volpato, 48 anos, comandava o Casos de Família. 
“Faz tempo que eu saí da mídia, as pessoas apenas reconhecem minha voz”, sugere Regina, em entrevista exclusiva à CONTIGO!. 
Estar fora da mídia não é toda a verdade.
 A apresentadora agora se dedica ao seu canal no YouTube, que já acumula mais de 10 mil inscritos, interessados principalmente no quadro Prazer, Eu Sou, no qual Regina entrevista, na sua sala de estar, famosos e anônimos que têm algo importante para compartilhar. 
“Não pensei que ia ter repercussão”, revela Regina. 
“A internet é um território livre para o bem e para o mal.
 O meu canal é 100% autoral e independente. 
Se eu não tiver liberdade ali, onde terei? 
Eu me dou ao luxo de entrevistar pessoas que admiro, muitas delas são militantes, que vão falar coisas que fazem a gente pensar e repensar no que acreditamos”, diz.
 “Minha identificação com o público LGBT vem muito antes de existir a sigla. 
Não me conformo com o fato de essas pessoas terem dificuldade de conseguir direitos tão básicos que os heteros têm.
 Não quero dar espaço para alguém que eu sei que é homofóbico, racista ou preconceituoso, eu não teria admiração nenhuma por eles”, opina a apresentadora, que também vai lançar um livro no próximo ano. 
 LONGE DA TV 
Apesar da insistência de alguns saudosos fãs, Regina garante que voltar para a TV não está dentro de seus planos. 
“Penso que me querem de volta por um tipo de merecimento, como se eu precisasse estar ali. 
Recebo convites, mas nada que me enche os olhos”, conta. 
As memórias dos anos na tela, porém, são as melhores possíveis.
 “Eu acho que o Casos de Família que eu fazia virou cult. 
As pessoas têm uma memória afetiva, eu adorava fazer aquilo. 
Foi uma experiência que marcou famílias”, lembra. 
 Não ser mais tão reconhecida também não é incômodo. 
“Não me preocupo de entrar e sair dos lugares sem ser reconhecida ou parada para fotos”, admite. 
“Não sou uma pessoa de sentir falta de nada. Sou muito intensa no presente, é isso que me consome. 
Não penso muito no futuro e o passado já foi porque eu sei que curti pra valer”, opina. 
 LIBERDADE
 Mãe de Rafaela, 19, Regina está solteira e mora sozinha em um apartamento na zona oeste de São Paulo. 
“Minha filha mudou-se no começo do ano. 
Eu amo estar sozinha, você pode ficar mais tranquila, à vontade”, revela. 
“Nunca abri mão da minha liberdade, da minha opinião. 
Porém, sou fruto de uma geração que tinha um papel da mulher muito bem construído.
 Eu desafio esses papéis, acho que sempre fui feminista sem nem saber”, conclui.

FONTE/CONTIGO

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