segunda-feira, 3 de outubro de 2016

 Sidney Sampaio: 
"Se você acredita, atinge seus objetivos" 
Saiba o que o intérprete do Josué de A Terra Prometida tem em comum com o líder dos hebreus.
  Fé, mensagens positivas e clima de união: os temas principais de A Terra Prometida se mantêm presentes na equipe da novela mesmo quando os atores estão longe das câmeras.
 Que o diga Sidney Sampaio, o Josué, o novo guia dos hebreus na conquista da tão sonhada “terra que emana leite e mel”. 
Com serenidade e humildade, ele fala sobre o maior papel de sua carreira e conta como a determinação foi um fator essencial para chegar até aqui. 
 Quais são os seus exemplos de vida?Vim de uma família muito batalhadora. As coisas nunca foram fáceis ou simples. Minha mãe é uma grande guerreira, meu pai também. Eu tenho vários exemplos na família, pessoas com as quais eu tive o privilégio de cruzar ao longo da vida. Estar aqui hoje é uma grande vitória. Josué tem um paralelo com a minha vida, porque eu caí de paraquedas no universo artístico e fui aprendendo mais sobre ele por amor e dedicação. O público vai captar essa entrega.

 Em quem você buscou inspiração para os gestos do Josué? 
Na verdade, eu procurei internalizar o personagem. O ator sempre faz esse laboratório de buscar fora, mas o Josué eu busquei entender por completo: o peso, o cansaço de estar ali, 40 anos no deserto e vendo as pessoas fraquejarem, perecerem, errarem. 

Como é que fica a energia de uma pessoa que tá vivendo tudo isso? 
Só de pensar nisso, a coisa vai pesando, pesando. E vem a responsabilidade de ter a vida de uma nação toda nas minhas costas! Quando você percebe, já está com uma densidade completamente diferente e conduz isso de outra forma. Foi assim. 

 Ele é o personagem mais importante da sua carreira? 
Sem sombra de dúvida. Primeiro pela extensão da obra, pelo tempo de trabalho. Isso exige que o ator puxe cartas da manga, mostre mais de si. Depois, pela passagem de tempo, pelo amadurecimento: começar com 20 anos, terminar com 100! Essa mudança de posição, de escravo para líder. Passar por fatos grandiosos, como a abertura do Mar Vermelho... Seguir pra guerra, pra disputa de um território... Tudo torna esse o trabalho mais elaborado que eu já fiz até hoje. 
 Vai ser difícil se desvencilhar? 
Eu acho que vai levar um tempo, mas a gente se organiza. O mais legal da profissão é justamente a herança que cada personagem deixa, o acréscimo a cada personagem realizado. 

 O que é essencial para vencer batalhas?
 É o pensamento positivo e a fé, independente da religião de cada um. Se você acredita, emana uma força positiva e atinge seu objetivo. Todos os seres humanos que realizaram grandes feitos tinham as mesmas inseguranças que nós. A história narra isso! Mas eles continuaram acreditando. Insistiram e conseguiram, chegaram lá. Os valores às vezes ficam perdidos. 

Você acha necessário resgatá-los?
 É sempre bom a gente resgatar valores e entender o que podemos melhorar, aperfeiçoar. Assim podemos repensar a nossa maneira de agir, de conduzir as coisas... Essa autoavaliação é sempre muito bem-vinda. Independentemente da religião, o importante é como a gente supera os obstáculos e evolui.

Para você, como foi o processo de envelhecer? 
Revelador! [risos]. Até brinco com o pessoal da maquiagem: “Bota mais branco, bota mais branco!” Meu avô sempre foi grisalho e estou ansioso para chegar a esse momento, mas ainda estamos no início do envelhecimento. É muito gostoso! O ator precisa se permitir. A gente tem que brincar de ter várias faces. Eu, pelo menos, adoro mudar, ficar diferente. E acho que está agradando ao público, então tudo bem. O Josué coroa tá mandando bem! [risos]. 

 No meio disso tudo, há espaço para romance? 
Essa é outra parte muito legal da história. Até então ele está com um objetivo, mas começa a se questionar se é possível (ou melhor) passar por isso sozinho. Tudo isso depois de ter praticamente perdido as esperanças de ter uma nova parceira e viver um amor tão bonito quanto o anterior. 

 Como foi deixar a barba e o cabelo crescerem? 
A barba está crescendo desde dezembro. Quando acabou a temporada de Os Dez Mandamentos, eu dei umas férias para o rosto. Mas confesso que já está meio traumático tirar a barba. Eu tiro e penso: “Quem é você?” A gente acostuma! Mas deixar crescer é infinitamente melhor do que botar uma prótese sintética todos os dias. A minha barbinha eu cuido, limpo, passo perfume, escovo, seco e aí fica tudo bem. E o cabelo é megahair, não deu tempo de crescer. 

 Como é gravar as cenas de batalha? 
Muito legal! É a parte mais legal. Todos os homens do elenco viram criança novamente. Nós brincávamos de espada na infância, e agora estamos vivendo isso em proporções reais. É muito divertido!

FONTE/REVISTAANAMARIA

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