terça-feira, 15 de novembro de 2016

Aos 63 anos, Vera Holtz brilha como a malvada Magnólia, de 'A Lei do Amor'
A atriz comenta como é virar ídolo das redes sociais, graças à sua série de fotografias performáticas

Por Thomaz Rocha
Malvada sim. Mas, acima de tudo, uma mulher de família. Assim Vera Holtz traduz a Magnólia de A Lei do Amor. 
Apesar de não ser a primeira vez que ela interpreta uma antagonista, a paulista é só alegria com a vilã. 
“Embarco totalmente e vivo a história da personagem com a maior disponibilidade que eu possa ter”, afirma a atriz, de 63 anos que, enquanto esperava para começar a gravar a trama das 9, fez sucesso na internet com suas fotos performáticas.

Quais são as motivação da Mág? 
A instituição familiar é a mola de ação da personagem. Ela é uma dona de casa. Preserva todos os valores familiares e o mantra dela é “tudo o que faço é para a minha família”. Mág tem uma personalidade forte, mas tento humanizá-la ao máximo. Quanto mais multifacetada a gente abrir a personagem mais atingimos o interesse do público. 

Que tipo de reação você acha que a Mág vai despertar no púbico? 
Não costumo ter expectativas com o futuro. Sou muito grata com a confiança que depositaram em mim para fazer essa personagem. Como Picasso falava: “Eu não procuro, eu encontro!” Foi assim com a Magnólia. E é assim que a vida é pra mim. Um pouco de acaso me agrada bastante. 

Como é contracenar com um mito como o Tarcísio Meira?
É o maior orgulho pra mim trabalhar com o Tarcísio. E ele sabe disso. Chego até a cantar várias músicas para ele durante os bastidores da novela. Ele é nosso eterno galã. 

Como você criou a Mág? 
Apesar de ser um homem, o papel de Kevin Spacey, em House of Cards, é o santinho que está ao lado da minha cama (risos). Kevin tem um distanciamento enorme, pela forma que interpreta. É uma atuação contemporânea. Faz uma maldade absurda e fica completamente neutro em suas ações. Busco essa imparcialidade nas cenas pesadas. 

Suas fotos performáticas fazem o maior sucesso na internet...
Fiz um trabalho autoral, no período de dois anos entre O Rebu (2014) e A Lei do Amor, e encontrei uma identidade performática que eu não sabia onde estava escondida em mim. Consegui trabalhar no Facebook e no Instagram de uma forma diferenciada. As imagens falam, tem muito conceito dentro de uma foto. 

Acredita que internet facilita a renovação do seu público? 
Sim. Essas fotos fizeram tanto sucesso que teve um dia em que passei em frente aos bares na rua Frei Caneca (em São Paulo), e algumas pessoas gritaram meu nome e começaram a me aplaudir. Eu percebi que era um público jovem e que acompanham as minhas redes sociais. Achei um máximo e muito renovador. 

Chegou a ser ofendida na rede?
 Não me sinto refletida nessas postagens. Tento perceber o motivo de a pessoa fazer as críticas. Se você acompanha o perfil dessas pessoas na rede social, vê que ela é tão distinta daquela ideia que ela concebeu. Então não julgo.

FONTE/MINHANOVELA

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