terça-feira, 1 de novembro de 2016

Edney Silvestre: 
 “Minha vida se divide entre antes e depois do 11/9"
Edney Silvestre já cobriu guerras e presenciou a queda do World Trade Center, em Nova York. 
Aos 66 anos, o jornalista do Globo Repórter e apresentador do GloboNews Literatura conta suas histórias durante passeio pelo bairro carioca, que ambienta seu novo livro, Welcome to Copacabana


Por Valmir Moratelli 
Praia de Copacabana: “Gosto de ver a praia, de saber que o mar está ali. Mas não de mergulhar. Talvez o ângulo mais bonito da orla seja a partir do Forte de Copa. E pouca gente conhece.”
“Gosto de ver a praia, de saber que o mar está ali. Mas não de mergulhar. Talvez o ângulo mais bonito da orla seja a partir do Forte de Copa. E pouca gente conhece.”)
Praia de Copacabana: “Gosto de ver a praia, de saber que o mar está ali. Mas não de mergulhar. Talvez o ângulo mais bonito da orla seja a partir do Forte de Copa. E pouca gente conhece.”
Copacabana é um bairro emblemático no imaginário do Rio. Para os íntimos, é apenas Copa. Por ser um importante roteiro turístico, sua memória é construída como um território múltiplo que congrega praia, calçadão, edifícios e heterogêneos moradores. Inspirou músicas, foi cenário de filmes e novelas e abriga tradicionais estabelecimentos. 
É ali que Edney Silvestre, jornalista da TV Globo há décadas – atualmente no Globo Repórter –, ambienta seu livro de crônicas Welcome to Copacabana.
  “Quando eu era criança em Valença (interior Fluminense), Copacabana era ‘o’ bairro do Rio. 
Depois,  quando vivi em Nova York, todo mundo via o bairro como sendo o Brasil. Copacabana é o Brasil! 
Acham até que a ‘Garota de Ipanema’ é de Copacabana. Olha só!”, diverte-se.
A convite de QUEM, Edney fez um tour para listar os lugares mais emblemáticos do bairro da Zona Sul carioca. “Apesar de morar em Ipanema, adoro Copa”, diz ele, adepto de caminhadas na orla.
Selfie com o poeta: Edney e a estátua de Carlos Drummond de Andrade

Jeitinho carioca
Ganhador do Prêmio Jabuti de Melhor Romance em 2010 com Se Eu Fechar Os Olhos Agora, Edney cita as estátuas do poeta Carlos Drummond de Andrade e do compositor Dorival Caymmi, no final da orla, como marcos do bairro. “Toda hora tem alguém ali tirando selfie com eles”, constata.
Cinema Roxy: “É o último cinema grande de rua do bairro. É uma experiência ir ao Roxy... Lembra os anos 50, 60, época em que ir ao cinema era um grande programa.”
Como correspondente da TV Globo nos Estados Unidos, o jornalista cobriu os ataques terroristas ao World Trade Center, em 11 de setembro de 2001, e a devastação no Iraque em 2003. “Minha vida se divide entre antes e depois da cobertura dos ataques terroristas.” 
Após a temporada nos EUA, ele se diverte ao contar como foi o reencontro com o “jeitinho” carioca. 
“Precisei me readaptar às maneiras de ser do Rio. Por exemplo: ‘Que tal uma pizza às oito da noite?’. Eu chego e ninguém está lá. 
Quando reclamava, falavam: ‘Você ficou muito rígido com essa temporada nos Estados Unidos... Está achando que é o quê? Americano?’”, ri.
Galeria Menescal: “Esse lugar é maravilhoso. Tem um jeito imutável dos anos 50. Venho para comer esfirra ou quibe. 
Tem um árabe chamado Baalbek, tipo botequinho. Se você não conhece, vale muito a pena, é delicioso!” 
Galeria Menescal: “Esse lugar é maravilhoso. Tem um jeito imutável dos anos 50. Venho para comer esfirra ou quibe. Tem um árabe chamado Baalbek, tipo botequinho. Se você não conhece, vale muito a pena, é delicioso!” 
Edney caminha pelo Forte de Copacabana, área militar aberta à visitação 

Copacabana Palace: “Ah, já vim a muita festa de gala, a comemorações de aniversário na Pérgula, já jantei nos seus restaurantes. 
Mesmo que você não venha a um programão, vale entrar e tomar um café, apreciar o ambiente. É um marco histórico da cidade.” 
Loja Bossa Nova & Companhia: “É cada vez mais raro achar uma loja de discos, de LP, CD, livros... Tudo junto. 
Mas em Copa tem! Encontro cada raridade nestas minhas andanças pelo bairro... Aqui achei, por exemplo, um livro do Dorival Caymmi (1914-2008), que morou em Copacabana praticamente a vida toda. Ele foi inovador. 
Tenho uma admiração muito grande por ele.” (Foto: Loja Bossa Nova & Companhia: “É cada vez mais raro achar uma loja de discos, de LP, CD, livros... Tudo junto. 
Mas em Copa tem! Encontro cada raridade nestas minhas andanças pelo bairro... Aqui achei, por exemplo, um livro do Dorival Caymmi (1914-2008), que morou em Copacabana praticamente a vida toda. Ele foi inovador. Tenho uma admiração muito grande por ele.”)
Loja Bossa Nova & Companhia: “É cada vez mais raro achar uma loja de discos, de LP, CD, livros...
 Tudo junto. Mas em Copa tem! Encontro cada raridade nestas minhas andanças pelo bairro... 
Aqui achei, por exemplo, um livro do Dorival Caymmi (1914-2008), que morou em Copacabana praticamente a vida toda. Ele foi inovador. Tenho uma admiração muito grande por ele.” 
FONTE/QUEM

Nenhum comentário:

Postar um comentário