quinta-feira, 17 de novembro de 2016

 Bruno Garcia: 
“Estou ficando mais bonito”
 Bruno Garcia, que hoje brilha como o Aristides de Nada Será Como Antes, vive no Rio há 25 anos.
 Aos 45, o pernambucano visita o aterro do flamengo e reflete sobre sua evolução nas últimas décadas 

Por Victor Corrêa 
 A imagem do Pão de Açucar sempre mexeu com o imaginário do pernambucano Bruno Garcia, de 45 anos. 
 Na adolescência, ao visitar a capital fluminense, ele colocou na cabeça que moraria na cidade.
 “Me apaixonei pelo Rio”, conta o ator, que concretizou o desejo em 1991. 
 A convite de QUEM, o intérprete de Aristides, da série Nada Será Como Antes, percorreu o Aterro do Flamengo e a Enseada de Botafogo.
 “Eu ia de ônibus para o Centro da cidade e ficava impressionado com o fato de os passageiros simplesmente ignorarem o Pão de Açúcar pela janela. 
Era como se estivessem acostumados com tanta beleza”, diz o ator, morador da Gávea, na Zona Sul. 
O sotaque pernambucano foi desaparecendo nas últimas décadas. 
Mas a forma de falar arretada volta a aparecer quando o ator reencontra algum familiar. 
“Há quem diga, aliás, que meu sotaque vem com tudo quando começo a contar histórias sobre a família”. 
O ‘carioquês’, no entanto, não foi absorvido por Bruno. 
“Por causa da profissão, tento neutralizar ao máximo”, explica.
 O Rio de Janeiro proporcionou inúmeras alegrias ao ator, como a carreira bem-sucedida na televisão e o nascimento da única filha, Bella, de 16 anos, do casamento com a estilista Marta Macedo. 
 A adolescente se divide entre a casa da mãe e a do pai. 
“É assustador pensar que ontem ela era uma criança e hoje já se prepara para o vestibular”, reflete Bruno. 
E considera ter mais um filho: “Ando com saudade de ter um bebê por perto”. 
 Prestes a fazer 46 anos, no dia 29 de novembro, o ator encara com tranquilidade os efeitos do tempo em seu corpo. 
“Me sinto cada vez melhor comigo mesmo.
 Estou ficando mais bonito. Gosto do que vejo no espelho.
 Às vezes, me dou conta de que já estou chegando aos 50 e reflito:
 ‘Quanto tempo de vida ainda tenho?’ É uma questão normal do ser humano”, analisa. 
 A maturidade faz com que o ator veja certas questões, como a sexualidade humana, com naturalidade. 
Na série, passada nos anos 50, Aristides, seu personagem, é um homossexual assumido que se envolve com Rodolfo (Alejandro Claveaux), um galã de TV que precisa esconder a identidade gay para manter sua imagem.
 “Não sei se no futuro vou me sentir atraído ou me apaixonar por um homem. 
Não existe uma lógica, mas uma preferência. 
A minha é heterossexual, mas tenho muitos amigos bissexuais e homossexuais.
 No dia em que a gente tiver um sociedade que não se preocupa com a sexualidade do outro, vai ser todo mundo muito mais feliz”, acredita.
 Solteiro há cerca de um ano, Bruno sente falta de alguém com quem possa dividir a vida, mas ressalta que compartilhar o mesmo teto pode trazer problemas. 
“O ideal seria que cada um tivesse a sua própria casa, mesmo vivendo junto. 
Não que seja uma regra – já fui feliz morando junto – , mas há um desgaste natural que talvez a gente possa evitar”, conclui. 
 

FONTE/QUEM

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