sábado, 26 de novembro de 2016

 Vera Holtz:
 “É um orgulho poder trabalhar com meu galãzão!”
 Irreverente, a estrela fala da alegria de contracenar com Tarcísio Meira e de sua Mág de A Lei do Amor 

Por Daniel Vilela 
  Entre uma gravação e outra de A Lei do Amor, Vera Holtz faz festa para os companheiros de cena.
 Inclusive para Tarcísio Meira, o Fausto da novela, com quem sua Mág é casada. 
Sempre divertida, Vera vive cantando para o ator. 
E, vira e mexe, brinca apontando para o colega:
 “A culpa do Pedro (Reynaldo Gianecchini) e da Helô (Claudia Abreu) não estarem mais juntos é toda dele!”, dispara aos risos. 
 Na hora de falar sério, a estrela de tantos trabalhos importantes e inesquecíveis na televisão, no cinema e no teatro, defende a personagem, negando o rótulo de megera:
 “O único erro da Magnólia foi ficar ao lado do Fausto na hora de separar o casal na primeira fase.
 E, uai, como assim vilã? Ela está apenas defendendo a família!”, justifica a artista, que fez Mág cair na boca do povo. 
Roubar a cena, aliás, é algo a que Vera está mais do que acostumada.
 Aos 63 anos, ela faz estrondoso sucesso com sua irreverência também nas redes sociais.
 Em uma postagem, por exemplo, aparece se lambuzando com um ovo de Páscoa.
 Em outra, bebendo um enorme copo de chá de boldo.
 Ao todo, a mestra da web (kkk) já conquistou quase meio milhão de curtidas no Facebook e outras 700 mil no Instagram.
 “A Vera Viral é outra identidade minha e não faço a menor ideia de por onde ela anda”, diz, às gargalhadas, ela que está meio ausente das redes por conta do seu alto volume de cenas na história de Maria Adelaide Amaral e Vicent Villari. 
 Após quase 40 anos de uma trajetória consagrada e irretocável, com direito a vários prêmios, a atriz ganha pela primeira vez a honra de ser antagonista no horário nobre. Vamos ver o que ela acha disso?

  Fala sério... Não acha que a Mág entrará para a coleção das grandes vilãs da teledramaturgia? 
 Eu não a vejo como uma vilã mesmo. O mantra dela é “tudo o que faço e tudo o que fiz foi para preservar a minha família”. Então a vejo como uma dona de casa cuja motivação não é fazer maldade, mas sim lutar, preservar a instituição familiar. É a referência com que estou trabalhando.

 Então vai defendê-la com unhas e dentes? 
Olha, em nenhum momento julguei a Magnólia, apenas a recebo (risos). Sempre é bom lembrar que se trata de ficção, apesar de fazer esse paralelo com a realidade. Então, cabe a mim apenas vivê-la com a maior disponibilidade possível.

 Como é a parceria com o Tarcísio Meira?
 É um orgulho trabalhar com Tarcísio, meu galãzão. Canto várias músicas para ele nos bastidores (risos). 

 Acredita que o público se identifica com a Mág apesar das controvérsias?
 Se eu for capaz de mostrar todas as facetas dessa mulher, se eu for das regiões mais graves até as mais agudas, mais interesse no público vou despertar. E, para a minha sorte, a Magnólia é muito humana e, em algum momento, as pessoas vão se identificar com ela, sim. Por exemplo, ela é muito católica e tem uma relação forte com os valores de sua religião. 

 E para qual santinho você reza antes de entrar em cena? 
Kevin Spacey é o santinho que está na cabeceira do lado da minha cama (risos). Em House of Cards (série americana que retrata os bastidores da presidência da República), ele tem um distanciamento na forma que interpreta. Ele não reforça nada. Às vezes, está fazendo uma maldade absurda no seriado, mas totalmente neutro (Kevin é um premiadíssimo ator, produtor, diretor, roteirista e comediante norte-americano).

 Mág é sua primeira grande antagonista no horário das 9. Acha que faltava um papel assim para coroar sua carreira? 
Não crio expectativas com o futuro, até porque nem lembro bem das coisas do passado (risos). Não tenho disso, não. Mas fiquei muito grata pela confiança dos autores e da direção em me darem a personagem. Então, não procurei pela Mág, ela me encontrou e eu a encontrei (risos). Assim que a vida tem que ser pra mim. Um pouco de acaso me agrada bastante. 

 Como foi se ver 20 anos mais jovem na primeira fase da novela?
 A caracterização leva a gente para outro lugar. Dá um estranhamento, mas é gostoso (risos). A primeira fase se passa em 1995, e fui para aquele lugar, uma época em que estava no teatro fazendo a peça Pérola (que lhe deu os principais prêmios pela brilhante atuação). É bom esse exercício de relembrar, de viajar a outro tempo. 

 E como foi esse processo de rejuvenescimento? 
Eu já havia trabalhado com o Mark Coulier (maquiador inglês responsável pela caracterização da Mág e tantos outros tipos também da Globo) em Saramandaia (2013), quando fiz a Dona Redonda. Trabalhamos agora com extensores, um adesivo que se coloca em certas partes do rosto para dar uma puxada na musculatura, né? Afinal, com o tempo e a lei da gravidade... tudo cai (risos). A maquiagem também foi especial, para dar volume às sobrancelhas, esconder olheiras, rugas, neutralizar tudo. E, claro, tivemos aquelas perucas maravilhosas! Magnólia caiu, de verdade, nas graças da turminha da internet.

 Está pronta para virar meme? 
Talvez seja a minha novela em que a internet esteja mais presente, mesmo. Porém já virei meme há muito tempo com a Santana de Mulheres Apaixonadas (2003). Recebo vários deles e gosto, adoro estudar esse mundo em que você pode ler desde o comentário de mais profundo mau gosto até a coisa mais delirante de pura poesia. 

 Como lida com críticas nas redes sociais?
 Para mim, é apenas uma opinião, não sinto que estou ali. O mundo é um reflexo da gente, se não sou uma pessoa maldosa, não vou me ver refletida em quem é. Não tenho essa mania de ficar julgando o outro. Apenas fico observando (risos).

 Sente que seu público se renovou por causa de suas divertidas tiradas na web?
 Esse trabalho tem sido muito renovador, sim, tem alcançado um público distinto do que acompanha novela. Estive em São Paulo por um período e, às vezes, andava pela Rua Augusta e as pessoas gritavam meu nome, começaram a me aplaudir. Encontrei uma nova turma (risos). Quando publico, fico ali sentadinha acompanhando a discussão, mas eu mesma não respondo (risos). Coloco uma estrelinha ou outra. Só (risos).

FONTE/TITITI

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