quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Igor Angelkorte:
“Me considero superfeminino”
Sucesso como o Vitor da série Nada Será Como Antes, Igor Angelkorte fala sobre o namoro com Camila Pitanga

Por Carla Neves
Sucesso como o Vitor da série Nada Será Como Antes, Igor Angelkorte, de 28 anos, fala sobre o namoro de um ano com Camila Pitanga, de 39, diz que cresceu cercado por mulheres e conta como isso influenciou seu jeito de ser. Confira mais sobre o ator de A a Z:

Atuar
“Ser ator nunca foi uma ideia. Estava fazendo direito, com 18 anos, e de repente a possibilidade de atuar me trouxe um outro mundo. Tudo o que está ao meu redor, onde moro, o que faço, o que como tem muito a ver com esse atravessamento da vida, que me surpreendeu com essa possibilidade de atuar.”

Brasil
“Estamos num momento muito específico. E nós, enquanto cidadãos, precisamos estar por dentro do que está acontecendo e ter opinião. Tenho pensado mais do que nunca no nosso país. E gosto de estar aqui. Não gostaria de estar em outro lugar do mundo. Temos boas coisas para resolver juntos.”

Casa
“Acabei de me mudar para um ‘apezinho’ no Jardim Botânico (Zona Sul do Rio). Já tinha morado sozinho, mas arranjei um cantinho só meu. Há dois anos, morava com minha mãe e na casa de amigos. Sempre meio provisoriamente. Estava treinando. Está sendo uma delícia.”
Direção
“É meu segundo amor – o primeiro é atuar –, algo a que quero me dedicar e desejo fazer da minha vida. Tenho prazer em observar os atores, em estar com eles. Todo diretor que também atua sabe o que é estar naquele lugar. Facilita o diálogo com o outro ator.”

Escutar
“Significa muita coisa. Se não escutamos o outro, não rola cena, não rola nada. Ouvir o outro é um exercício tremendo. E às vezes esquecemos ou achamos que estamos escutando. É sempre bom duvidarmos disso e treinarmos nossa escuta. Senão nos tornamos egocêntricos, autocentrados.”

Ferrugem
“Foi uma web série que fiz e gostei muito. Tive um retorno super bacana e que abriu para mim um interesse em dirigir não só teatro, mas também cinema, que é uma coisa inclusive que quero estudar.”

Gato
“Tinha preconceito com gato. Achava um bicho que não tinha a ver comigo e não entendia bem seu humor. Até que aluguei a casa de uma amiga que viajou para Nova York e tinha dois gatos. Pagava bem menos do que o preço de mercado porque me comprometi a cuidar deles. Acabou virando afeto.”

Humor
“Nunca me achei engraçado, mas me deram papéis cômicos (como o Marcelo, de Além do Horizonte, e o Clóvis, de Babilônia). Pensei: ‘O que vou fazer?’. Aí mergulhei nesse universo, estudei. E achei o caminho.”
Irmãos Dardenne
“São dois cineastas belgas (Luc e Jean-Pierre)que me interessam muito. Dois Dias, Uma Noite (2014) é excelente. Eles são referência em linguagem, estética, pesquisa dramatúrgica, cênica e de interpretação.”

Justiça
“Já quis estudar Direito, mas não rolou. Foi especial voltar pela arte para as questões jurídicas e sentir como elas reverberam na sociedade. Posso falar daquilo que quis com 18 anos e não tinha encontrado como dizer.”
Karla
“Minha irmã. Ela é a pessoa que mais me conhece no mundo. Temos uma relação próxima. Dividíamos quarto, eu no beliche de cima, ela no de baixo.”

Leila
“Meus pais se separaram cedo, minha mãe foi plural. Dessas mães incríveis que assumem tudo e trabalham muito para dar conta dos filhos. Se desdobram para dar amor e criar da melhor maneira possível. Foi ela quem me ensinou o que é amor.”
Miguel Pereira
“É uma cidade no interior do Rio, onde temos um refúgio, uma casinha de família, o lugar que mais gosto de estar no mundo. Mesmo! É o lugar onde me sinto melhor, onde tenho várias memórias de infância, onde aprendi a cuidar dos animais, a subir no pé da mangueira... Passava férias lá com a família inteira. Eram 20, 30 pessoas. Todo mundo se apertava.”

Namoro
“Eu e Camila fazíamos Babilônia (2015), mas nunca tínhamos nos paquerado. Um ano atrás, numa festa, os dois solteiros, engatamos um papo e ali começamos a ficar. Nosso amor é de muita intimidade, imenso. É o amor da minha vida.”

Oração
“Gosto de ter minha oração, minha relação com Deus, um pouco como na música do Gilberto Gil ‘Se Eu Quiser Falar com Deus’. Combina com o momento que vivo. Sinto que entrei na vida adulta ontem à tarde. Minha relação com a fé e espiritualidade cresceu pra caramba.”

Probástica
“É o nome da companhia de teatro que tenho com meus amigos Chandelly Braz, Samuel Toledo e Lívia Paiva. É um nome engraçado. Para gente é uma palavra que significa algo bom. É alguma coisa que é probástica (risos). É o que mantém viva a minha relação com o teatro e me faz viajar pelo país.”

Que reste-t-il de nos amours
“É a música de um cara chamado Charles Trenet. Fiz uma peça agora que tinha que cantar essa letra. E gostei da experiência. Cantar virou um lance na minha vida, um target, uma missão. Comecei a fazer aula de canto recentemente e é muito legal. Cantar abre espaços em você, fisicamente, te disponiliza, te abre, te sensibiliza.”

Radiohead
“É a banda que mais tenho ouvido. Descobri tardiamente. Todos os meus amigos escutam Radiohead há anos. Descobri com a Camila. Foi uma banda que permeou nossa relação. Individualmente ouço para caramba. Todos os discos deles. Eles são contemporâneos, têm uma mistura de rock com música eletrônica e jazz. É um som elegante e refinado.”

Saudade
“Fui criado cercado de mulheres: minha mãe, minha irmã e minha avó Marlene, que morreu há três anos. Isso fala muito de quem sou. Me considero um cara superfeminino e adoro isso. Minha avó fazia pinturas, sempre foi sensível. Sinto muita saudade dela.”

Tempo
“É uma das coisas que precisamos entender no mundo de hoje, nossa relação com o tempo. Temos que estar muito atentos para não perdermos tempo com o que não nos importa. Isso tem sido uma reflexão muito grande para mim: de topar fazer menos coisas para poder me dedicar ao que realmente importa.”

Uvas
“Não suporto uva com caroço. Odeio tudo que me dá trabalho para comer. Odeio também quando a comida vem ‘pelando’. Não tem nada que me dê mais mau humor do que comida quente ou aquele peixe que tem um monte de espinha.”

Valter Hugo Mãe
“É um escritor considerado por muitos o sucessor de José Saramago em Portugal. Um cara que tem uma escrita muito linda, que mistura poesia e prosa. Ele queria ter sido poeta, mas não rolou, e acabou virando escritor de prosa. Leio tudo que sai dele.”

Xícara de café
“Estou viciado em café. Ainda mais depois que li que ele inspira e é bom para a criatividade. Virou quase uma bengala. Quando vou entrar para gravar uma cena, falo: ‘ih, não tomei café’. E sou muito relaxado, easy-going, zen-budista e devagar, então o café me dá uma acordada (risos).”

Zoeira
“Minha zoeira tem sido reunir poucos e bons amigos em casa para fazer o jantar. Todo mundo mete a mão na massa, bota uma música e fica dançando. Tem sido prazeroso juntar os amigos em casa.”

FONTE/QUEM

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