sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Maria Fernanda Cândido celebra volta aos palcos:
 “Um privilégio” 
 Em cartaz com ‘Tróilo e Créssida’, atriz exalta oportunidade de ser dirigida por Jô Soares: “Artista multitalentoso” 

Por Beatriz Bourroul 
 Maria Fernanda Cândido está em cartaz com a peça Tróilo e Créssida, no Teatro Sesi, em São Paulo, e conversou com QUEM sobre o espetáculo. 
Dirigida por Jô Soares, a montagem conta com 23 atores em cena interpretando a obra do dramaturgo inglês William Shakespeare (1564-1616).
 Aos 42 anos, a atriz afirma que já tinha participado de leituras de textos do escritor, mas esta é a primeira vez que sobe aos palcos em uma peça dele e enxerga a oportunidade com sabor especial. 
“Uma das muitas qualidades de Shakespeare é justamente escrever de forma atemporal”, diz ela, enaltecendo a chance de estar em cartaz com peça com entrada gratuita ao público.
 O espetáculo marca o retorno de Maria Fernanda ao teatro após atuar em A Toca do Coelho, em 2014. 
 Como foi o processo de ensaios para o espetáculo? 
 Tivemos um processo de ensaio impecável conduzido pelo nosso diretor, Jô Soares. Esse trabalho está sendo especial para mim. É uma honra ser dirigida pelo Jô e é meu primeiro Shakespeare. 

 Você já havia participado de leituras de obras de Shakespeare, mas nunca montado uma peça dele. Isso tem um sabor especial? 
Sim, já tinha feito muitas leituras, claro. A gente está sempre estudando e sempre estive envolvida com as obras dele, mas nunca tinha feito uma peça. Essa é a primeira peça que faço com texto dele e isso me deixa muito feliz. E mais: com a sorte de ser dirigida pelo Jô. Além de ser uma pessoa que eu conheço bastante e com quem tenho uma relação de amizade, ele é um ícone da cultura brasileira. Ele é um artista multitalentoso e que representa a nossa cultura. 

 E é um elenco numeroso. Como é trabalhar com tanta gente em cena? 
Esse elenco é composto por grandes atores, são pessoas que admiro já há muito tempo. Somos 23 atores em cena. Tem Marco Antonio Pâmio, Gustavo Santana, Otávio Martins, Fernando Pavão, Luiz Damasceno, Ataíde Arcoverde, Tuna Dwek... É muito bom estar ao lado deles. Aliás, não é só muito bom. É um privilégio! 
 Entre tantos textos famosos de Shakespeare, este não é um dos mais encenados. Já vimos montagens de vários textos que se tornaram clássicos. Como surgiu a oportunidade de encená-lo? 
Eu tive contato com esse texto não faz muito tempo. Apareceu na minha vida ao mesmo tempo em que apareceu para o Jô. Existiu um convite há uns dois anos, fomos conhecer a história e fizemos uma leitura juntos na Casa do Saber. Foi aí que começamos o processo de Tróilo e Créssida e ele se concretiza agora, com a montagem da peça. 

 Como é viver Créssida? Encontra semelhanças? 
 Ela não é uma personagem simples. Pelo contrário, é muito complexa, dessas que não se apresentam de primeira, em uma só leitura. Por isso, considero desafiador. A história mostra a Guerra de Troia e é uma obra acessível ao público – com risadas até – porque, de certa forma, tem alguma relação com a realidade atual. Uma das muitas qualidades de Shakespeare é justamente essa: escrever de forma atemporal. Conflitos escritos por ele há mais de 400 anos são válidos até hoje, em qualquer tempo e lugar. 
 EM CARTAZ:
 Tróilo e Créssida 
Onde: Teatro Sesi - Avenida Paulista, 1313 - São Paulo
 Quando: De quarta a domingo, às 20h30

FONTE/QUEM

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