terça-feira, 1 de novembro de 2016

Thiago Lacerda:
"Quero fazer novela no Brasil, não quero nada lá fora"
Ator responde perguntas dos leitores de QUEM

O intérprete do vilão Ciro de A Lei do Amor, Thiago Lacerda responde perguntas dos leitores de QUEM na nova edição da revista, nas bancas a partir de quarta-feira (26). Lá, você confere 10 perguntas e aqui mais 10!

11) Acha que a ambição para se dar bem na vida justifica tudo, como acontece com Ciro em A Lei do Amor?
(Márcia Gomes, Mogi das Cruzes/SP)
Os fins não justificam os meios. A ambição do Ciro faz com que ele se torne uma pessoa que ele não é. É a historia de um cara que, em nome do que deseja, faz escolhas das quais não consegue se livrar. Todos nós estamos expostos a isso.

12) Já recusou algum papel e se arrependeu?
(Flaviane Mendonça, por e-mail)
Já recusei e não me arrependo. Costumo dizer “sim” com facilidade porque me coloco no lugar dos que convidam. Isso talvez seja um erro, mas sou muito humano. Se alguém me diz que precisa de mim, eu vou. Tenho essa disponibilidade e, às vezes, penso que era melhor não ter feito. Já cometi erros de avaliação na hora de dizer “sim” e “não”.

13) Você já beijou um homem na peça Calígula (2008) e também numa participação em A Grande Família, em 2013. Toparia fazer um personagem gay? 
(Rita Felipa Werneck, por e-mail)
Não tenho o objetivo de fazer um personagem gay, assim como não tenho de ser vilão ou herói. Se o papel for bom, faço. Fui o Tiradentes de Liberdade, Liberdade (2016), mas se tivessem me chamado para fazer o papel do Caio Blat ou do Ricardo Pereira (os atores viveram um romance na trama), teria feito feliz da vida.

14) Qual personagem da sua carreira mais tem a ver com sua personalidade?
(Leandro Lopes, por e-mail)
Estou contido em todos eles e, quando terminam, todos eles ficam contidos em mim. Tenho, por exemplo,  saudades físicas do Hamlet (o ator interpretou pela primeira vez o papel, escrito por Shakespeare, em 2012), necessidade de levantar, pegar o texto e ouvir aquilo. É lindo como o Shakespeare consegue capturar uma coisa que não termina. O Hamlet contém o infinito dentro dele. Mostra como o ser humano é complexo, solitário e cruel.

15) O rótulo de galã alguma vez o incomodou?
(Vanessa Limão, por e-mail)
Não, porque nunca me preocupei com isso. Meu trabalho é ajudar a contar uma história. Quero saber se estão acompanhando, se estão entendendo o que estou fazendo. Isso é o que me interessa. Jamais me preocupei com nenhum tipo de rótulo. Ah, o Thiago é galã? Posso ser, tudo bem, se precisam suprir essa expectativa coletiva. Cumpro esse papel.

16) Em que momento percebeu que a fama havia mudado sua vida? Deixou de fazer algo no seu dia a dia?
(Gustavo Jorge Rabelo, por e-mail)
Prefiro não ir à praia no fim de semana, mas principalmente porque não gosto dela cheia. Mas faço tudo. Vou à feira e ao supermercado, pego meus filhos na escola, vou ao médico, tenho uma vida normal. Quando tinha 18 anos, pela primeira vez alguém quis me entrevistar. Eu pensei: “Por que agora o que penso é importante?”. Mas isso só aumenta a responsabilidade da gente. Essa é a verdadeira mudança: ter consciência do que significa ser ator. Isso vem com o tempo.

17) Queria saber o que ele acha de ser o homem mais bonito do mundo? Qual é o seu charme?
(Monica Sampaio Araujo de Salvador-Bahia)
Em primeiro lugar, eu não sou o homem mais bonito do mundo. Em segundo, é difícil falar sobre si mesmo. O meu charme? Não saberia dizer. Talvez tenha pensado sobre isso na adolescência, mas qualquer coisa que diga sobre mim vai ser falsa modéstia ou arrogante. Encaro os elogios de forma natural. Acho legal quando o elogio é honesto. Quando é histeria, aí falo que é exagero.

18) Os motivos que o levaram a ser ator no passado são os mesmos que te fazem seguir na profissão?
(Luma Fernandes, por e-mail)
Comecei a minha carreira num movimento absolutamente involuntário e, hoje, tomei as rédeas da minha profissão. Determino para mim o que me interessa enquanto investigador. Tenho muito mais consciência desse processo do que no início. Eu me descobri num caminho que não imaginava. É por aqui que quero seguir: fazendo teatro, encenando Shakespeare; com a TV também, porque desejo falar para mais pessoas. Quero fazer novela no Brasil, não quero nada lá fora.

19) O que mais gosta de fazer quando não está trabalhando? Qual seu lazer favorito?
(Joanna Marcondes, por e-mail)
Ir ao cinema, ficar com as crianças, ficar quieto e não fazer nada. Eu também adoro esportes, é uma relação primitiva, já que sou ex-atleta (na juventude, Thiago fez natação). Cultura de modo geral é algo que me interessa. Não tenho excentricidades, meus hábitos são extremamente casuais.

20) Por que os atores gostam tanto de interpretar vilões? É o seu caso também?
(Ian de Carvalho, por e-mail)
Os atores gostam de bons papéis. Há vilões que não funcionam e há mocinhos maravilhosos. Existem papéis que interessam à história e outros que não. Na TV, tem muito isso: o personagem é incrível, mas a autora não quer saber, quer usar para contar a história paralela. No teatro e no cinema, isso é mais controlado.

FONTE/QUEM

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