quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

 O brilho discreto de Nathalia Dill
 No ar como as gêmeas Lorena e Júlia, de Rock Story, a atriz comemora o bom momento profissional e fala dos planos futuros com o namorado, Sergio Guizé

 Por Tatiana Ferreira 
 Aos 30 anos, sendo 11 deles de carreira, a atriz está conquistando notoriedade a cada trabalho e garantindo seu espaço como uma das mais competentes profissionais de sua geração. 
“Só por conseguir viver da arte, já me sinto uma vitoriosa”, comemora. 
Atualmente no ar em Rock Story (Globo), como as gêmeas Júlia e Lorena, ela diverte-se ao contracenar consigo mesma. 
“É engraçado”, gargalha. Emendando um projeto no outro, Nathalia recebeu o convite para a trama das 7 quando ainda estava envolvida com a vilã Branca, de Liberdade, Liberdade, novela da mesma emissora.
 Ela lembra com bom humor o momento. 
“Achei a maior maluquice do mundo! E, ao mesmo tempo, irrecusável.
 É um desafio que não sei quando poderia aparecer de novo”, conta. 
A boa fase também estende-se na vida pessoal. 
Namorando o ator e cantor Sergio Guizé, 36, há dois anos, a atriz trata a relação como um encontro perfeito. 
“Estar com ele é um aprendizado eterno. É uma troca muito grande.” 
Discreta, admite dificuldade em lidar com a exposição.
 Principalmente quando o assunto é o namoro que começou nos bastidores de Alto Astral (Globo, 2014). 
“Continuo achando estranho. Com a internet, as coisas vão ficando ainda mais malucas, porque as pessoas ficaram se expondo. 
Enquanto faço tudo para me preservar, percebo a necessidade das pessoas em querer se mostrar. 
Juro que não entendo”, avalia Nathalia, que também aprendeu com a maturidade a não tentar agradar a todo mundo.
 “Às vezes, uma pessoa não vai com a cara do ator e pronto. Não vai com a minha cara, e daí? Vou ficar sofrendo?” 
Poder de decisão 
“O que te faz aceitar ou não um trabalho são os personagens. 
Se ele me encanta, se tenho vontade de fazer, aceito, mas já recusei algumas coisas por não me identificar com a história.”

 Antipática, eu?
 “Quando fico séria, a cara fecha e a pessoa acha que não estou gostando. Uma vez estava em um programa de TV e até minha mãe perguntou se estava aborrecida. 
Passei a tomar um pouco mais de cuidado, mas também não adianta muito. Aceitei ser assim e aprendi a não tentar agradar a todo mundo.
 Às vezes, uma pessoa não vai com a cara do ator e pronto. Não vai com a minha cara, e daí? Vou ficar sofrendo? 
A maturidade me fez entender que não vou conseguir agradar a todo mundo. É o equilíbrio em pensar no outro e não deixar de pensar em mim.” 
 Nathalia com Caio Paduan (Alex) e a diretora Maria de Médicis e, ao lado, com Vladimir Brichta (Guilherme) com quem faz par romântico em Rock Story

 Vaidade
 “Ser protagonista não mexe com minha vaidade. A questão não é essa. Mas, quando queremos participar de um projeto, o desejo é estar por inteiro. 
E quando estamos protagonizando, é essa a sensação, pois nos sentimos meio dono da história, gravando todos os dias... 
Se é um personagem menor, não tem essa assiduidade. O bom de ser protagonista é estar presente, totalmente envolvido. É mais satisfação artística do que qualquer outra coisa.”

 Encontro da vida
 “Eu e o Sergio tivemos um encontro muito feliz. Nos completamos, temos pensamentos parecidos. Estamos sempre apontando para a mesma direção. Estar com ele é um aprendizado eterno. É uma troca linda.”

 Junto e misturado
 “Estamos sempre juntos e moramos na mesma casa faz tempo, é estranho quando estamos separados. Não sei se isso é casamento ou não é. Precisamos nos instalar melhor, esse é nosso objetivo.”

 Cerimônia
 “Acho legal celebrar o amor, encontrar as pessoas, mas eu e o Sergio nunca tínhamos parado para pensar nisso. Eu me encantei com o casamento do meu irmão, foi tão bonito que comecei a pensar em ter um momento assim. 
Não sei se seria de noiva, não sou batizada. Mas também já casei tanto em novela (risos). Existem muitas formas, não precisamos nos prender a uma. 
Quanto menos burocrático, melhor.” Para Nathalia, uma das maiores dificuldades da carreira é lidar com a exposição
 Maternidade
 “Sempre quis ser mãe. Agora que começamos a nos estabilizar, ter a nossa independência, é preciso decidir nosso deadline (risos). É biológico, não tem jeito. Ficamos entre a cruz e a espada.”

 Desafio
 “Tenho de criar duas personagens ao mesmo tempo. O grande desafio de fazer a Lorena e a Júlia é esse. Elas nem são tão diferentes, pois são gêmeas, têm uma semelhança. A grande dificuldade é fazer as cenas para o computador, isso acaba deixando a coisa um pouco mais confusa. Mas é legal ver na TV o resultado de contracenar comigo mesma.” 

 Audácia
 “Estava começando Liberdade, Liberdade quando recebi o convite, pensei: ‘Como é que vou criar uma gêmea agora, fazendo uma vilã nas 11h? Mas o Dennis (Carvalho, 70, diretor artístico) me deixou bastante tranquila e realmente tudo teve o seu tempo. Deu para fechar um trabalho e começar o outro. Foram dois desafios grandes. Foi um ano de ótimos personagens e trabalho.” 

 Privilégios
 “Fico feliz de conseguir viver de arte, de um sonho de criança. Artista sonha mesmo e é tão difícil, ainda mais neste país complicado. Eu me considero uma vitoriosa por não ter de fazer outra coisa para viver. Tenho mil amigos que se desdobram para estar em cena. Só de não precisar fazer isso, e conseguir viver bem, eu me sinto vitoriosa.”

FONTE/CONTIGO

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