quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Bruna Marquezine:
 "Desconto tudo na comida" 
 Aos 21 anos, Bruna Marquezine diz que sua vida mudou ao descobrir a terapia. 
Ela ainda revela que não é tão controlada quando o assunto é comida e garante não se incomodar com as cobranças: 
“Nunca tive crise com meu corpo”

 Por Carla Neves 
 Treze anos separam a chorona Salete, de Mulheres Apaixonadas (2003), da ousada Beatriz, de Nada Será Como Antes (2016). 
Bruna Marquezine cresceu sob olhares atentos do público.
 Estrelou novelas, desfilou na Sapucaí, namorou o craque Neymar. 
Se separaram e voltaram a se ver depois da Olimpíada deste ano, quando ele comemorou a vitória ao invadir a arquibancada e abraçar a atriz. 
Assim, aprendeu a lidar com a curiosidade sobre sua vida. 
Nessa conversa com QUEM, ela mostra que, aos 21 anos, já é uma mulher madura: 
“Tem coisas que não posso controlar e outras que sim.”

 Analisada
 “Sempre tive como base a relação com a família, que é muito importante para mim, e a minha fé. 
A minha terapia era a minha fé. Mas comecei a fazer terapia de verdade neste ano e não viverei mais sem.
 Acho que todos deveriam fazer.”

 Cristã
 “Minha família é católica. Cresci nesse ambiente, sempre próxima a Deus. Mas hoje me considero cristã. Acredito que Jesus morreu na cruz para ter um relacionamento com cada um de nós. Ele não morreu por religião. Prezo mais esse relacionamento com Deus do que qualquer outra coisa. Frequento encontros de jovens, células. E não tenho problema de ir à igreja católica com os meus pais ou de ir a uma igreja evangélica com os meus amigos.”

 Madura
 “Quando criança, gostava mais de ficar na mesa com os adultos do que brincando com as amigas. Sempre gostei do convívio com pessoas mais velhas. Sentia que elas tinham muito a me ensinar. E meu trabalho como atriz proporcionou isso para mim. Desde cedo convivo com adultos tendo as mesmas responsabilidades que eles. Responsabilidade tem uma ligação forte com maturidade.” 

 Evoluída 
“Nessa profissão a gente fica aberta a receber qualquer tipo de crítica e não necessariamente construtiva, sabe? Mas tudo bem. Acho que entendi. Tem coisas que não posso controlar e outras que sim. Só me importo com a opinião das pessoas que convivem comigo, da minha família, dos meus amigos e dos profissionais com quem trabalho.”
 Bonita
 “Nunca tive crise com meu corpo. Gosto de estar bem para mim. Quero me olhar no espelho e falar: ‘Nossa, estou feliz com o meu corpo! Posso botar um biquíni, a roupa que quiser’. Isso não quer dizer que vou estar sempre nos padrões que a sociedade exige. Não trago esse tipo de cobrança para a minha vida. É uma cobrança que parte somente de mim. Enquanto estiver me sentindo bem, independentemente do meu peso, é o que importa.” 

 Saudável 
“Quando não estou trabalhando, tento encaixar na minha rotina os cuidados de beleza. Acho tão importante! Intercalo um dia de treino funcional – com o personal Chico Salgado – e um dia de musculação – com o Bruno d’Orleans. E gosto de fazer pilates também.” 

 Vegetariana
 “Não sou noiada com alimentação, mas sinto prazer em comer de maneira saudável. Para mim não é um desafio. Sou vegetariana há quase um ano. Com isso, meu paladar se expandiu. Descobri novos sabores, alimentos e passei a entender o porquê de comer cada um deles, qual é o benefício para o meu corpo. Mas se quiser sair e comer um negócio a mais ou pedir um doce, vou pedir.” Bruna veste Adidas, na Cidade das Artes, centro cultural da Zona Oeste do Rio.

 Consumista 
“Já fui mais consumista. A gente trabalha tanto! De vez em quando me dou um presentinho. Qual é o problema? Me permito gastar um pouquinho mais com bolsa e sapato. Viagem também. E comida, em primeiro lugar. Qualquer coisa que dê para mastigar e que não seja bicho eu gosto. Não sou nem um pouco controlada com comida. Principalmente quando estou trabalhando, fico ansiosa... Desconto tudo na comida. Estou muito feliz? Saio para comemorar e comer. Estou mal? Como para ficar bem. Sinto muito prazer comendo. Amo doce! Amo salgado! Amo carboidrato! (risos)”

 Imprevisível
 “Cada dia é uma surpresa. Fico dependendo muito do trabalho, tentando encaixar o que preciso fazer. Academia, consulta médica, dentista, ginecologista. Vou encaixando nos períodos que sobram...” Engajada “Nunca fui alienada. E conheci, há um ano, o trabalho da ONG IKMR (I Know My Rights), que é uma organização apoiada pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados. Nesse período, aprendi muito, mas quero aprender mais para poder dividir conhecimento. Aproveito o alcance que tenho nas redes sociais e consigo falar com muitas pessoas, principalmente jovens.”

FONTE/QUEM

Um comentário: