segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

 Camilla Camargo: 
"A cobrança me estimula" 
 A atriz conversou com QUEM sobre o peso de ser filha de artista, contou estar feliz em seu relacionamento, disse já ter trabalhado para receber R$ 30 no final do mês, e revelou como se mantém longe das polêmicas de família: "Só quero é a felicidade deles”

Por Thyago Furtado 
 Camilla Camargo chegou aos 31 anos com muita sede de trabalho. 
Não é à toa que a atriz se desdobra, na maior alegria, entre as viagens pelo Brasil com a peça Caros Ouvintes e as gravações de Carinha de Anjo, no SBT. 
Workaholic assumida, ela confessa que tem que se esforçar duas vezes mais para se provar como alguém com talento, afinal, vem de uma família de artistas. 
Essa cobrança, aliás, só fez com que a filha de Zezé Di Camargo e irmã de Wanessa criasse um apreço por desafios. 
“Isso só me estimula a sempre querer melhorar”, diz. 
 Com uma agenda apertada, ela ainda concilia a vida profissional com a pessoal para poder dar atenção ao namorado, o diretor de TV Leonardo Lessa, e se manter longe das polêmicas que envolvem sua família, principalmente em torno da separação de pai e sua mãe, Zilu.
 “Só quero é a felicidade deles”.

 Mãe na ficção 
“Em Carinha de Anjo faço a Diana, que é uma supermãezona. Ela retrata bem a as mulheres de hoje em dia, que cuida dos filhos, trabalha fora e faz tudo com muito amor. Somos parecidas nesse quesito: tudo que ela se prepõe a fazer, faz com muito amor. Além disso, sempre gostei muito de criança, tenho cinco afilhados, fora os meus sobrinhos. É uma delícia trabalhar para eles.”

 Desafio nas telonas
 “Nesse segundo semestre vai estrear A Travessia (longa cuja atriz vive uma usuária de drogas). Foi uma personagem muito desafiadora porque é muito distante de mim. Fui pesquisar muitas coisas. Conversei com psiquiatras, terapeutas, até para saber a reação de cada tipo de droga, pois não é algo que está ao meu redor. Também trabalhar com o Caio (Castro) foi supergostoso. Ele é um querido, parceiro, generoso em cena e é sempre muito bom trabalhar com gente disponível.” 

 Atriz em dose tripla 
“Estou viajando pelo Brasil com a peça Caros Ouvintes e é uma delícia fazer tudo ao mesmo tempo. Não tem como finalizar o ano de melhor maneira para uma atriz: viajando com uma peça, fazendo novela e com filme para estrear. É muito gostoso poder sair de um personagem para outro. Estar numa sexta-feira interpretando a Diana e viajar à noite para viver a Leonor, que é uma cantora dos anos 60. Estou em êxtase em poder me dividir entre as personagens.” 

 “A cobrança me estimula” 
“Tudo tem seu ônus e seu bônus. Ser filho de artista tem o lado bom porque já tem muita gente que tem o carinho pela família inteira e esse carinho te agrega. Você acaba conhecendo mais gente do meio e lidando com algumas coisas de forma mais fácil, mais natural. Tem o outro lado. Algumas pessoas não sabem que tenho uma carreira de mais 11 anos, que já fiz mais de 20 peças. As pessoas sempre cobram muito mais, mas não tem jeito. Vou carregar para sempre. Não tem problema porque isso só me estimula a sempre querer melhorar.”

 Independência 
“Tenho um apartamento no Rio, onde moro sozinha. Voltei para São Paulo para trabalhar e, nesse tempo, fico com a minha mãe. Mas eu trabalho, pago as minhas contas, só que, sempre quando precisei, meu pai nunca me deixou faltar nada. As pessoas sempre enxergam o glamour, mas não sabem o quanto tem que ralar. Principalmente teatro. Já fiz peça que recebia R$ 30 por mês. Não é fácil viver disso.” 

 Pais orgulhosos
 “Eles são os meus maiores incentivadores. Gosto porque eles sempre apoiaram a minha escolha, mas me deixaram andar com minhas próprias pernas. Sempre tive a liberdade de escolher os meus trabalhos, quebrar a cara, conseguir...” 
Longe das polêmicas
 “Acho que, na verdade, exatamente por ser mais reservada, as pessoas sempre me respeitaram muito. Família é família. Nós resolvemos essas coisas internamente. Amo a minha família, meus pais, e cada um tem a sua postura... a única coisa que quero é a felicidade deles. Sempre tive o meu lugarzinho. As pessoas entendem que sou assim e respeitam.” 

 Boa forma 
Gosto de fazer exercícios. Fazia muito esporte desde novinha. Fiz seis anos de ginástica olímpica. Gosto dessa questão da adrenalina que o esporte dá. Agora mais velha mudei e me achei na atividade física, como o Crossfit. Não faço por questão estética. É questão de saúde e bem estar. Me sinto bem disposta.“

 Menina-moleca
 “Sou vaidosa, mas não ao extremo. Até porque tenho o lado molecona. Gosto de me sentir bem. Claro que cuido das unhas, do cabelo, coisas que mulher faz, mas sem exageros. Como boa libriana, sou adepta ao equilíbrio.” 

 “Atuar é a minha paixão”
 “Comecei com teatro musical, mas falo: cantar só se for em cima do palco como personagem. É o que gosto. Comecei a fazer teatro com oito anos de idade, ali já fui picadinha. Sou muito apaixonada por música, mas não tem jeito, atuação é a minha paixão. Eu costumo brincar que tem tanto cantor na família que é bom para dar uma equilibrada.”

 Autocrítica 
“Acho um pouco difícil me assistir. Assisto, mas sempre fazendo careta. Mas é importante porque a gente vê com outro olhar. É preciso ver para saber onde pode melhorar.”

 Vida a dois 
“Estou num momento enlouquecida de trabalho, graças a Deus. Quando estamos em uma relação, claro que vemos futuro (Camilla namora há 1 ano e meio o diretor de TV Leonardo Lessa, de 37 anos), mas acontece na hora que tem de acontecer. Estou muito feliz na minha relação e com uma pessoa incrível. Com filhos a mesma coisa. No momento, não teria como, mas gosto muito de criança. A hora que chegar, vai ser bem vindo.”

 Workaholic
 “Daqui uns dez anos, espero estar com uma carreira mais estável. É uma profissão de louco, porque quando está acabando um trabalho, você já precisa pensar no próximo. Provavelmente num relacionamento bacana, com filhos. É isso que vejo: casamento, filhos e bastante trabalho. Gosto dessa loucura de estar sem tempo para nada. A vida social fica mais ou menos, mas trabalhando que nem louca. É assim que gosto.”

FONTE/QUEM

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