quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

 Carol Nakamura sobre fama de ciumenta:
 “Era um botão de sobrevivência" 
 Em passeio pela Lapa,no Rio, Carol Nakamura comemora seu primeiro trabalho como atriz. 
No ar em Sol Nascente, ela fala sobre a relação com o filho adolescente e diz que seu namorado lhe deu estabilidade emocional 

Por Filipe Isensee 
 Na infância, os olhos puxados da carioca Carol Nakamura, característica de suas raízes nipônicas, chamavam a atenção de seus amigos no Rio de Janeiro, cidade onde a presença de descendentes de japoneses não é tão marcante como em outros estados.
 “Eles queriam saber se eu enxergava de forma panorâmica”, diverte-se.
 Aos 33 anos, distante da inusitada dúvida infantil, ela empresta sua beleza oriental para a sincera Hirô de Sol Nascente, personagem que marca sua estreia nas novelas. 
“Sou muito intensa, tenho sentimentos aflorados e queria colocá-los de forma artística. 
Estou amando poder ter várias vidas numa só”, garante ela, após mais de uma década como dançarina e assistente do Domingão do Faustão. 
Convidada por QUEM, Carol fez um passeio pela Lapa, no Centro do Rio, num fim de manhã de céu nublado. 
Foi também uma breve volta ao passado.
 A atriz morou na vizinha Santa Teresa e sua história se conecta às ruas do bairro boêmio, onde ficava a sede da Escola Estadual de Dança Maria Olenewa, praticamente sua segunda casa dos 9 aos 18 anos. 
“Ficava o dia inteiro lá. Não tive adolescência de querer sair e tal. Até o pai do meu filho é bailarino”, destaca a mãe de Juan, de 17. 
“A gravidez não foi planejada por mim, mas por Deus.
 Passei a ter mais responsabilidades. Fiz aquilo acontecer, tinha que arcar com as consequências”, reforça. 
 A relação com o filho adolescente passa sempre pelo diálogo franco. “Falamos de tudo, de sexo também. 
Não quero que cometa os mesmos erros que eu. 
Meu filho é meu amigo, mas sei ser rígida”, diz. 
Embora more há mais de um ano com o namorado, o zagueiro do Vasco da Gama Aislan Lottici, de 28 anos, ela descarta engravidar por enquanto.
 “Ele me traz uma estabilidade emocional que nunca tive, mas também está na busca pela carreira. 
E agora tenho essa novidade, gravo o dia inteiro... Acha que falamos de filho (risos)? 
O agora está bem legal e já dá trabalho.” 
 Neta de japoneses por parte de pai, Carol fez três testes até ser confirmada na trama das 6. 
 O que a obrigou a deixar o Domingão. “O Faustão foi o primeiro a acreditar em mim. 
Em 2009, tive um problema de saúde, perdi um rim, fiz seis cirurgias, e foi ele quem me indicou o médico, me deu suporte, me transferiu para São Paulo, salvou a minha vida”, afirma, lembrando o que sempre ouvia do apresentador:
 “Quando sair daqui, você estará apta a fazer qualquer coisa”.
 Agora em nova etapa, ela não nega que tinha uma imagem de mulher ciumenta com personalidade forte, marcas reforçadas pelas brincadeiras que Faustão fazia com sua ex-dançarina. 
“Era um botão de sobrevivência. 
Precisava ter atitude. Hoje, ouço que sou fofa, meiga. Antes não era assim.”
 O ciúme mesmo, segundo Carol, só aparece hoje quando é inevitável.
 “Se meu namorado faz algo que me 
desrespeita, não goto. Toda mulher é assim. 
O problema é que falo demais, sou sincera. Quero ser o que sou, e ser o que sou nem sempre ajuda.”

FONTE/QUEM
UEM

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