terça-feira, 20 de dezembro de 2016

 Daniella Sarahyba:
‘Não me vejo mais como um símbolo sexual’
 Modelo conta que deixou de fotografar o calendário Pirelli por não fazer nu 
Daniella Sarahyba faz umas contas rápidas e diz que este ensaio é apenas o seu terceiro ou quarto trabalho do ano. 
A modelo está num novo momento. 
A ideia inicial era fotografá-la com a moda praia do alto-verão 2017. 
Ela declinou. Preferiu estar com um pouco mais de roupa diante da câmera. 
Ela acha que o “corpo está bom”, mas que não se enxerga como aquele furacão que costumava estampar as páginas da “Sports Illustrated”, na década passada. 
 — Não me sinto à vontade para fotografar e desfilar de biquíni atualmente. 
Não me vejo mais como um símbolo sexual. Minha prioridade é a minha família (ela é mãe de duas meninas). 
Escrevi uma história linda no meio, mas que ficou lá atrás — comenta Daniella. — Sou uma mulher alta e magra, que chama a atenção naturalmente.
 Não quero ficar provocando uma sensualidade. 
Mas reconheço que já fui sexy. Só não tenho mais prazer nisso. 
 Aos 32 anos, a modelo conta que outro dia estava com um grupo de amigas e todas falaram do desfile de verão 2006 da Cia. Marítima, na São Paulo Fashion Week. 
Daniella concorda que esse show foi o mais marcante de sua carreira. 
Ela destaca que nunca foi uma garota de passarela, sempre teve uma estrutura física maior do que a das colegas: 
 — Eu representava um perfil saúde, sorridente.
 Era comercial. Fazia muita publicidade, campanha fotográfica e para a televisão. 
Mas me preparei para essa apresentação da Cia. Marítima. Fiz dieta, emagreci. 
Na sequência, participei da semana de moda de Nova York. 
Lá, encontrei uma pessoa da equipe do fotógrafo Patrick Demarchelier que não gostou da minha mudança, achou que eu tinha perdido a naturalidade. 
 Com 64 quilos, a modelo não nega que faz grandes sacrifícios até hoje para manter a forma. 
 — Vivo de dieta. Pense numa pessoa que faz o que pode para manter a linha. 
Passo fome, mas de uma forma saudável. 
Faço balé fitness e contemporâneo, jogo tênis — enumera a carioca, fã de brigadeiro e leite condensado.
 Relembrando a sua trajetória na moda, Daniella diz que deixou de fazer Calendário Pirelli e ensaios para a “Vogue” Paris por não tirar a roupa. 
 — Nunca fiz nu, nem topless. Era uma questão minha, de imagem. Nunca ninguém me proibiu. 
Não me sentia à vontade — aponta a modelo, que toparia desfilar para a Dolce & Gabbana. 
— Quando comecei, nos anos 90, as meninas comerciais não faziam fashion week. 
Existia um preconceito. Ainda que nunca tenha cruzado a passarela de grifes como Versace, Marc Jacobs, Prada, Valentino e da própria Dolce &Gabbana, Daniella Sarahyba, que estreou neste universo aos 12, fez fama e dinheiro. 
 — Aos 16 anos, essa carreira era coisa séria para mim. 
Mas, enquanto as minhas amigas estavam no cinema, eu estava num pique louco de viagens. 
Era o meu sonho. Cresci vendo a minha mãe (a ex-modelo Mara Lúcia Sarahyba) fazendo isso. 
Mas não abandonei os estudos. Me mudei para Nova York com quase 19 anos, depois de terminar o ensino médio. 
Hoje, não começaria tão cedo.

FONTE/OGLOBO

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