sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

 Marcos Veras:
 “É o grande desafio da minha carreira"
 O Filho Eterno marca o ano do sempre irrequieto do Além de ser protagonista, ele conta que saiu do filme transformado após contracenar com o ator Pedro Vinícius, que tem síndrome de Down 

 Por Ligia Andrade 
O desafio de Marcos Veras, era grande: encarar o seu primeiro protagonista nos cinemas. 
Receoso, foi para Curitiba, Paraná, antes de as filmagens de O Filho Eterno começarem, para se entrosar com Pedro Vinícius, 9. 
No filme de Paulo Machline, inspirado no badalado livro homônimo – e biográfico – de Cristovão Tezza, ele interpreta Roberto, um escritor surpreendido pela notícia de que seu filho tem síndrome de Down.
 “Fui para conviver, gerar confiança, intimidade com ele, mas em 10 minutos já éramos melhores amigos.
 Fiquei completamente apaixonado! 
Todos saíram modificados de alguma forma.
 Eu, principalmente, porque tive um contato forte, me surpreendeu”, recorda o ator, elogiando ainda mais o companheiro de cena, que levou o papel depois de disputar com mais de 100 crianças com síndrome de Down.
 “Ele é sincero, esperto, inteligente, tem um humor afiado. 
Sabia da brincadeira e surpreendeu em todas as cenas, deixando tudo mais sublime.” 
 O núcleo familiar da ficção completa­-se com Débora Falabella, intérprete de Cláudia.
 “Ela é versátil, parceira. Débora faz uma mãe linda, humana, virou uma amiga, nos falamos até hoje”, enaltece Veras. 
A experiência no set, segundo ele, foi “prazerosa e difícil”.
 O personagem é complexo e cheio de conflitos. 
“Ele não é vilão, tem comportamentos questionáveis. 
A grande preocupação foi fazê-lo humano quando ele se vê diante de uma situação difícil, o nascimento do filho.” 
Para quem ainda se surpreende ao vê­-lo em um papel denso, afirma que, antes de ser comediante, é ator. 
“Já tinha feito outros dramas, mas talvez esse seja o grande desafio da minha carreira.” 
 Marcos com Pedro Vinícius e a atriz Débora Falabella, durante as gravações do filme O Filho Eterno Ano dedicado ao cinema De certa forma, O Filho Eterno, que estreia em 1º de dezembro, representa o ano do ator por contemplar seu momento dedicado ao cinema. 
No total, foram sete filmes, sendo dois deles como protagonista – Festa da Firma estreia ano que vem. 
“E por ser uma história bonita por si só: de amor de pai e filho.”
 Casado há cinco anos com a atriz Júlia Rabello, Veras interpreta um pai pela primeira vez também. 
Ele sempre teve desejo de aumentar a família. 
“Pedro Vinícius mostra que nossos problemas são mínimos e como a vida pode ser gostosa, leve. 
Sempre tive vontade de ser pai e deve vir na hora que Deus quiser”, destaca. 
Em 2017, ele fará sua segunda novela na Globo, Pega Ladrão. 
“Vou fazer um investigador de polícia que vai ter uma queda pela personagem da Vanessa Giácomo”, adianta. 
Coincidências da vida, Veras e Júlia, no ar em Rock Story (Globo), estão intercalando os trabalhos na TV. 
Ele estreou em horário nobre, em Babilônia, 2015. 
No ano seguinte, ela fez seu debute em A Regra do Jogo. 
“Ela está em uma das 7 e vou fazer a próxima. 
Não é combinado. É bom, temos vidas individuais. 
Cada um tem seu estilo de trabalhar, isso sem deixar de nos ver, de achar um horário para a nossa vida.”
 Peça em Portugal Televisão possui um lugar garantido na agenda de Veras, que tem ainda no currículo Encontro e Zorra Total. 
“Desde que entrei na Globo não tinha saído do ar. 
Este ano, a própria emissora me deixou experimentar, fazer todos esses filmes. 
Não tinha pisado ainda com tanta força no cinema e fiz personagens completamente diferentes”, vibra o comunicador, comediante, ator...
 “Gosto de ser esse cara inquieto, de fazer várias coisas ao mesmo tempo com qualidade”, reitera. 
A agenda continua cheia, porém, agora ele consegue separar os compromissos e se adequar “para não ficar que nem um louco sem dormir nem comer”. 
Conseguiu o equilíbrio. “Senão a nossa tendência é só trabalhar. 
Estou trabalhando bastante, mas sem cansaço nem piração”, acrescenta.
 No início de dezembro, o ator se apresenta em Portugal com o monólogo Acorda para Cuspir. 
“Vou fechar o ano internacionalmente, com chave de ouro!”

FONTE/CONTIGO

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