sábado, 14 de janeiro de 2017

Carla Marins:
 "Gosto muito mais do meu corpo agora do que quando tinha 20 anos"
 Atriz, de 48 anos, fala de alimentação, rotina de exercícios e carreira.
Quem vê Carla Marins se exercitando pelas praias do Rio de Janeiro tem a impressão de que o tempo não passou para a atriz de 48 anos. 
Adepta da alimentação saudável e da prática de atividades físicas desde a juventude, Carla conta que conquistou o corpo que tanto sonhava após conhecer o marido Hugo Baltazar, aos 37 anos. 
Formado em Educação Física, Baltazar se especializou em uma técnica neuro-integrativa, atividade que combina treino do corpo com o comando ativo da mente. 
 "Gosto muito mais do meu corpo agora do que quando tinha 20 anos. 
Uma coisa que me incomodava eram as coxas grossas. 
Colocava uma roupa e ficava vulgar... 
Por isso, sempre usava roupas mais largas embaixo. 
Com essa série que o Hugo meu passa, minha perna fica tonificada, sem celulite e mais fina", afirma ela, hoje com 50 quilos. 
 A boa forma é mantida com atividades praticadas cinco vezes por semana, alternadas entre treinos, corrida e caminhada. 
A alimentação também é uma aliada da boa forma da atriz. 
Mãe de Leon, de 8 anos, Carla começou a seguir uma dieta nutritiva e anti-inflamatória para diminuir as alergias que o filho tinha. 
"Não sou uma pessoa que precisa ter roupas e peças de grife. Meu luxo é a alimentação. 
Faço acompanhamento com a orientadora alimentar Raquel Barros. 
Também tenho uma alimentação 80% orgânica. É mais cara, mas me dou a esse luxo", explica. 
 "Para 48 anos, sou uma mulher fora da curva, mas não foi de uma hora para outra. 
É uma combinação de boas noites de sonos, alimentação nutriviva e exercícios físicos." 
 CARREIRA 
Os fãs que estão com saudades de ver o rosto da atriz, que tem em seu currículo papéis em História de Amor, Tropicaliente, Pedra sobre Pedra e A Indomada, poderão em breve ver mais de seu trabalho na série O Negócio, da HBO, que ela gravará em janeiro. 
A atriz também protagoniza uma comédia chamada Emergência, que está sendo oferecida para canais de TV.
 "Estou muito feliz! Fiquei um período muito focada na minha família, mas sinto que esse é o ano da minha retomada. 
Me sinto animada e com muita vontade de trabalhar mais", afirma. 
 Como é a sua rotina de exercícios? 
Meu marido é muito estudioso. Foi para a Alemanha estudar e se especializar. Os exercícios que ele me passa usam o peso do meu próprio corpo e exigem o uso do nosso cérebro. Não tenho como fazer o exercício e ficar falando da vida. Tem que focar mesmo. Saio pingando de suor dos treinos. Me movimento cinco vezes por semana. De segunda, quarta e sexta, faço a série que ele me passa, que pode ser realizada em casa ou na academia, e corro 20 minutos. De terça e quinta corro 40 minutos na areia ou no calçadão. 

 Você é bem regrada com a alimentação? 
Sempre tive uma alimentação saudável. Não gosto de doces e evito o que não faz bem como o refrigerante, que não tomo há 20 anos. Vou à feira orgânica toda terça-feira. Meu carrinho no supermercado tem muita coisa viva, como frutas, vegetais... A gente não compra carne também. Só comemos frango sem antibiótico e ovo caipira. Claro que no fim de semana me dou uma folga. Meu marido diz que se a gente tem uma vida regrada, dois dias não farão diferença. Então, libero uma pizza, kibe ou feijoada. 

 Como é o seu cardápido de refeições? 
Como arroz-cateto, caldo de rã, queijo só de mussarela de búfala e muito suco verde... Levanto às 5h50 para levar meu filho para a escola e já tomo água e depois um café preto com uma colher de óleo de coco. Como algumas amêndoas e vou correr. Quando retorno, tomo um suco verde e com uma tapioca com ovo mexido e mais um café. No almoço faço arroz-cateto, feijão, frango grelhado, peixe ou omelete. De lanche da tarde, como uma tapioca ou um biscoito de aipim. E à noite não tenho um jantar, como um lanche saudável. 
 O seu filho segue e aprova esse estilo de vida?
 Ele come de tudo e adora! Ama suco verde. Claro que como toda criança, ele gosta de batata frita, mas não estímulo. No McDonald's nunca levei. 

 Você frequenta a praia quase todos os dias. Como faz para manter a pele jovem? 
 Não sou da turma do creminho. Passo filtro no rosto, colo e mãos. Mas confesso que não uso cremes antirrugas. Acho que a chave da beleza é de dentro para fora. Não adianta comprar mil cremes caríssimos e comer arroz branco, coca-cola e outras coisas que não fazem bem. Uma alimentação nutritiva e anti-inflamatória acaba sendo antioxidante e isso reflete na pele e no peso. 

 A maternidade ocorreu para você aos 40 anos. Interpretar uma adolescente grávida em História de Amor te fez esperar um pouco mais para ser mãe? 
Acho que não existe a melhor hora para se tornar mãe. Existe o seu melhor momento. Não é fácil ser mãe e eu queria ter um filho quando pudesse dar o meu melhor. Tenho uma mãe maravilhosa, que ficou viúva duas vezes e praticamente me criou sozinha. Ela é minha referência. Minha mãe nunca me cobrou um neto porque sempre soube que cada pessoa tinha o seu momento. Não tinha encontrado um parceiro e estava focada na minha carreira, mas claro que eu já tinha guardado o dinheiro para fazer inseminação caso precisasse. Conheci o Hugo aos 37 e encontrei um parceiro de vida, uma pessoa para dividir. Engravidei naturalmente aos 38 anos e hoje tenho a certeza que já dei uma boa base para o meu filho com uma boa educação e criação. 

 Está pronta para voltar para as novelas?
 As pessoas perguntam se eu parei, mas continuo atriz. Fiquei um período muito focada na minha família, mas sinto que esse é o ano da minha retomada. Me sinto animada e com muita vontade de trabalhar mais. Tenho vontade de fazer uma personagem feminista, que tem tudo a ver com esse movimento atual. a geração passada endemonizava a palavra feminista e preferia ser chamada de feminina. Essa nova geração está abraçando esse movimento. Se tantas mulheres não tivessem lutado por nossa liberdade, não estaríamos aqui como atrizes, jornalistas... É um desafio ser mulher porque somos extremamente cobradas. 
Sente essa pressão para voltar a trabalhar e ser uma boa mãe também? 
Quando eu não tinha filhos me perguntavam se eu nunca ia ser mãe. Depois, no período em que me dedicava a minha família, ouvia se não ia mais focar na minha carreira. O nosso trabalho como atriz é muito absorvente porque trabalha com a imaginação e criatividade, além de ter uma carga horária puxada. Tenho amigas que lidando com a culpa de não poder estar com os seus filhos porque estão trabalhando no que gostam. Eu estou tentando ser feliz. Neguei alguns trabalhos, fiz alguns que julguei imperdíveis, mas tudo de maneira branda. Acho que nós mulheres temos que ser amigas umas das outras e respeitar os nossos momentos, sem cobranças. Estou muito apegada ao termo sororidade, que significa a união entre as mulheres. Quero um papel que resgate essa união e trabalhar muito seja no teatro, cinema ou TV.
FONTE/QUEM

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