segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

 Alejandro Claveaux:
 "Já passei 12 dias meditando 12 horas por dia" 
 Saiba mais sobre o ator de A a Z 

Por Patrick Monteiro 
 Curtindo férias depois do sucesso de Nada Será Como Antes, o goiano Alejandro Claveaux – que é filho de uruguaios e está solteiro aos 33 anos – conta que descobriu na Grécia a importância da natureza. 
Saiba mais sobre o ator de A a Z: 

Amor 
 "Tenho como meta a tentativa de evoluir e amar todos os seres sem julgamento. Buscar o amor nos pensamentos e nas minhas ações. Ajuda na caridade, no ouvir mais as pessoas. Para mim é um motivo de estar vivo, existir, amar". 

 Baleia 
 "Tenho fascínio pelas baleias desde pequeno. Até já sonhei com elas. É um animal que me encanta muito, meu favorito. Minha próxima viagem vai ser para mergulhar com baleias, mar aberto, vê-las no lugar delas. Tenho pânico desses parques que as confinam para exibir". 

Capoeira 
 "Faço capoeira há seis anos e foi através dela que entrei no teatro. Faço muito teatro de corpo, expressivo, e a capoeira sempre me ajudou muito nisso. Até na dança é muito útil. Em Gota D’Água fazemos o aquecimento com movimentos de capoeira". 

Disco 
 "Tenho uma vitrola e uma coleção de discos de vinil que venho comprando há algum tempo. Peguei o gosto por ouvir disco, por um processo menos apressado de saborear a música. E quando viajo sempre vou a loja de discos para comprar uma novidade ou buscar um que não tenho". 

 Engenharia
 “Trabalho como ator, mas também sou engenheiro de alimentos. Meu pai é mestre queijeiro, tem uma fazenda em Goiás. Na faculdade, me apaixonei pela área de sorveteria. Já tive fábrica de sorvetes. Fui empresário dos 23 aos 26 anos.”
 Fernando de Noronha 
“É um lugar deslumbrante. Mergulhar lá é como estar em outro planeta. São milhões de seres em harmonia perfeita.” 
 Gota D’água
 “Eu e a Laila Garin estamos viajando com a peça Gota D’Água [A Seco]. A experiência está sendo transformadora. É uma lavagem de alma, principalmente neste momento político que vivemos. Fiquei sete anos só fazendo TV. Não quero mais ficar distante do teatro.”

 Herói
 "O meu pai é meu herói. Ele é um cara que não tem medo de nada. Ele saiu do país dele para lutar, construir, mudar de vida, teve quatro filhos, e é um cara muito incrível. Ele sempre me ajudou nas minhas escolhas, Luis Eduardo, 77 anos".
 Ilhas 
“A ilha de Samothraki (foto), na Grécia, mudou minha vida. Senti ali a importância da natureza. Morei na Ilha da Gigóia, no Rio, por seis anos. Gosto da energia de estar cercado de água. É mágica.”

 Jambu
 "Adoro jambu, jaca, jabuticaba. Frutas com J são as minhas preferidas (risos). La em Goiânia tinha uma fazenda que tinha um concurso. Se você chupasse uma jabuticaba de cada pé do pomar, o dono te dava a fazenda, e nunca consegui, claro (risos)".

 Listas 
 "Todos os dias faço uma lista do dia seguinte antes de dormir. Sou pisciano e preciso organizar meu dia. Divido tudo entre manhã, tarde e noite, e gravando o tempo fica contado. É lista de mercado, dos afazeres na rua. Tenho prazer em cumprir as tarefas".

 Meditação
 “Me encontrei na meditação. Já passei 12 dias no interior do Rio meditando 12 horas por dia e comendo alimentos veganos. Fui com meu amigo Fábio Audi
 Chama-se meditação vipassana.”

 Natureza 
“Sou muito consciente sobre a necessidade de se estar integrado à natureza. Quero fazer parte dela, e não ser aquele que a domina. E aprendi que, com tantas variedades de vida, ninguém é mais importante que o outro.” 

 Ouvir
 "Acredito ser uma das coisas mais importantes na vida. Ouvir para entender a opinião do outro, para se colocar na opinião do outro, e assim resolver muitas coisas. Pra mim convicções são cárceres e preciso entender como o outro enxerga as coisas para me libertar". 

 Pirenópolis 
“Sempre vou para essa cidade quando estou de folga. Sou apaixonado por ela. Fica perto de Goiânia e tem uma cachoeira incrível. Já trabalhei pintando lá, vendendo quadros. É linda.”
 Questionar
 "A vontade de saber, de descobrir, de saber mais, sem uma preocupação com o resultado me move. Tenho essa vontade de saber o porquê das coisas. São tantos mistérios e quanto mais me questiono, mais interessante fica a vida". 

 Rádio
 "Eu gosto muito da ideia de ouvir músicas aleatórias. Às vezes é uma que você gosta, ou que não esperava ouvir, ou fez parte de uma situação. De repente parece que elas foram colocadas para mim e isso me fascina. Tem também da locução dos radialistas e imaginar como eles são".  

Semente
 "Acredito que toda a ação tem uma reação e o que você faz no presente vai crescer. E a semente você planta em cada pessoa, em cada relação, no planeta. Acreditar que se pode plantar uma semente é etérea e acho que a arte transforma. Plantamos sementes o tempo todo". 

 Timidez
 "Era gago quando era criança, bem gago, e por isso muito tímido. Me curei com o teatro. Fiz um teste para uma peça e quando eles me chamaram fiquei me questionando que nem sabia falar direito. Comecei a fazer muito teatro de rua e percebi que quando decorava, não gaguejava. Fui gago até os 19 anos e meu primeiro grande papel era gago. Isso me abriu portas".
 Uruguai 
“Nasci em Goiânia (GO), mas meus pais (Luiz Eduardo e Zulma) são uruguaios. Faz parte da minha origem. Tenho muita admiração pelos costumes, pelo povo. O Uruguai é meu país também.” Virada "No começo da minha carreira meus pais não me apoiavam totalmente. Principalmente pela instabilidade da carreira. Na arte nem sempre há trabalho. Mas, depois que eles viram que conseguia me manter, ficou mais tranquilo. Agora eles me incentivaram e vão nas minhas estreias". 

 Xenofilia
 "Tenho encanto por pessoas e cosias estrangeira. Sou uruguaio, brasileiro, e me encanto muito por cultura, por conhecer. Quero sempre ver quem, e o que, é de fora. Vontade de ser de lugar nenhum, de muitos lugares, de pertencer a todos".

 Zulma
 “Minha mãe está com 85 anos e é muito amorosa. Me educou de maneira sábia. Acredito que somos resultado do meio em que crescemos. Tive uma sorte grande de ter sido criado por ela.”

FONTE/QUEM

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