segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

 Raphael Ghanem:
 "Humor é uma defesa" 
Na pele do personal stylist Gledson em A Lei do Amor, 
Raphael Ghanem diz que aprende a cada dia com o personagem e garante que a comédia é essencial em sua vida Redação Contigo!
  Acostumado a fazer o público de teatro rir, Raphael Ghanem, 27 anos, tirou de letra o convite para interpretar o personal stylist Gledson Rocha em A Lei do Amor. 

O ator, que fez sua estreia na TV em Verdades Secretas (2015), quando viveu o nerd Dudu, iniciou a carreira nos palcos e em stand-ups. 
O novo desafio profissional lhe trouxe a oportunidade de se reinventar, mas sem deixar de utilizar os conhecimentos adquiridos durante sua trajetória, iniciada em 2003. 
“Digamos que trago do palco 10% das minhas criações, os outros 90% são coisas novas. 
Inéditas para mim e para todo público. 
O palco foi essencial, mas para trabalhar na TV eu precisei renascer. 
Estou vivendo transformações diárias, e isso reflete em toda minha vida.
 Se eu pisar no palco hoje, por exemplo, farei uma sessão completamente diferente de tudo o que já fiz”, confessa.
 
 Em A Lei do Amor, Rapha divide a cena com Grazi Massafera 

 O novo trabalho, inclusive, lhe deu a oportunidade de reencontrar a atriz Heloísa Périssé, 50, intérprete de Mileide, com quem já havia contracenado na peça Deu Branco. 
Na trama de Maria Adelaide Amaral, 74, eles vivem mãe e filho.
 “Nos encontramos em uma sala de leitura, sem maquiagem, sem personagem, sem figurino.
 Cheguei sem querer fazer fuzuê, mas não pude conter o sorriso quando a vi. 
Foi um abraço forte e de muito respeito, um reencontro de admiração com Heloísa e gratidão ao universo por proporcionar tamanha oportunidade”, relembra.
 O mesmo sentimento se estende a Grazi Massafera, 34, com quem aprende todos os dias. 
“A Grazi tem me ensinado diariamente a viver livre. 
Ela tem uma energia poderosa que me abençoa, me protege e me ensina as técnicas que aprendeu na TV. 
Intuitiva, fala o que pensa e minha parte sábia reconhece cada conselho”, diz.

Ainda recente frente às câmeras, a insegurança perde espaço para o bom humor, que já lhe é natural. 
“Sou profundamente sentimental, o humor é uma defesa e assim eu sigo me protegendo do mundo para não chorar. Levo minha alegria para os personagens e me contamino com a graça deles”, conta. 
 CONTADOR DE HISTÓRIA
 Com a rotina frenética de gravações, a vida nos palcos acabou ficando em segundo plano.
 Porém, quando há oportunidade, Rapha viaja para São Paulo (ele mora no Rio de Janeiro), onde se apresenta em stand-ups ao lado dos amigos humoristas Afonso Padilha, 28, e Thiago Ventura, 27, mas sempre na correria do bate e volta. 
No entanto, ele garante que é por pouco tempo.
 “Em 2017 eu pretendo reestrear meu solo de humor. 
Contarei ao vivo tudo que estou vivendo nesta fase profissional”, adianta. 
 Ele diz que estrear na TV foi como sua primeira aula de teatro, em março de 2003. 
"Estava com medo, inseguro" 

Para compensar a ausência e sustentar a veia humorística, atualmente, ele mantém também um canal YouTube. 
“Só estou conseguindo alimentar minha página porque todo mês escolho um dia para criar vídeos. 
Sendo assim, consigo postar ideias mesmo trabalhando de segunda a sábado”, explica. 
Estudando os textos da trama, as ideias, claro, surgem a todo momento. 
“Costumo pensar pela manhã, geralmente eu acordo com algo na cabeça e já vou anotando. 
Escrevo em guardanapo, nos envelopes, em papel picado, onde tiver espaço em branco. 
Apesar de usar o celular com frequência, não tenho costume de digitar no bloco de notas”, confessa. 
Ser reconhecido na ruas também passou a servir de inspiração mesmo que, às vezes, seja por uma situação embaraçosa. 
“Eu me divirto com o público na rua. Quando chego em casa, aproveito para escrever as melhores experiências. 
Acho que o pior lugar para ser reconhecido é, sem dúvida, na farmácia, comprando preservativos. E aconteceu! 
A vendedora olhou para mim com uma cara de: ‘Te reconheci e já sei que vai transar’, e ficou dando risada” , diverte-se.

Mas Rapha faz questão de manter um relacionamento próximo com todo seu público.
 “Tento responder todas as mensagens na internet. Fico péssimo quando não dá para falar com todo mundo. 
Não é sempre, mas há dias em que as pessoas dão de escrever, perguntar e mandar nudes (risos).” 
 Assim como Gledson, seu personagem, o ator adora roupas coloridas

FONTE/CONTIGO

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