segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

 Emílio Orciollo Netto diz que não se leva a sério. Será? 
No ar em Sol Nascente e em Dois Irmãos, o ator festeja a vida de casado, sonha com a paternidade e confessa não sentir-se com o status de celebridade 

 Por Ligia Andrade
Se alguém quiser presentear Emílio Orciollo Netto, segue uma dica: cueca vermelha.
 É que o ator, o detetive Damasceno em Sol Nascente (Globo), só usa a roupa de baixo dessa cor para trabalhar. 
A mania começou ainda no início da carreira, quando estreou em O Rei do Gado (Globo), em 1996.
 “Tenho um estoque! É aquela coisa ‘em time que está ganhando, não se mexe’. 
Alguém me falou que Antonio Fagundes usava e, como ele é um artista que admiro, resolvi fazer o mesmo”, explica o ator paulistano, que também pode ser visto como o aristocrata decadente Abelardo na minissérie Dois Irmãos (Globo).
 Aliás, férias é uma palavra que não existe em seu dicionário.
 “E nem quero. Sou capricorniano com ascendente em Touro. 
Preciso de dez dias de folga, já me faz bem. 
Quer me ver feliz, me veja trabalhando.” 
 Casado há dois anos e meio com a modelo e empresária Mariana Barreto, ele vem curtindo a vida a dois. 
“Sou romântico, adoro estar casado. 
Amo a minha mulher e gosto de voltar para casa depois de um dia de trabalho, tem um aconchego. 
Nesse sentido sou caseiro, apesar de gostar de sair com meus amigos, tomar minha cerveja no Baixo Gávea (reduto boêmio da Zona Sul do Rio de Janeiro), temos essa liberdade, mas temos muito amor, a base de tudo”, afirma. 
Os planos de aumentar a família existem e, se depender dele, pode ser neste ano. 
“Aproveitamos muito, acho que 2017 promete. 
Ser pai é um desejo, uma grande vontade e uma bênção que quero receber. 
Faço 43 anos, uma idade boa para ter filho.” 
 O ator está com bigode para Damasceno, um detetive trapalhão que conquistou o público de Sol Nascente O ator não esconde sua preferência por um bom boteco. 
Apesar dos 20 anos de TV, não ostenta o status de celebridade. 
“Isso não me atrai, sou do caminho inverso. Não acredito em nada disso. 
Aliás, quem acredita, quebra a cara. 
Isso é uma coisa da escola, venho da EAD (Escola de Artes Dramáticas) e da família. 
Não me levo muito a sério, procuro ser mais leve e suave”, avalia. 
Com o tempo, passou a ter um olhar mais positivo sobre a vida, mesmo em meio ao caos.
 “É difícil, sei disso... Tento. Às vezes, é impossível, mas faço a minha parte: 
jogo meu lixo no lixo, não furo fila, são as pequenas coisas.”
 Sem queixas de 2016 Apesar do ano que passou ter sido difícil, Emílio não tem do que reclamar. 
Filmou – e protagonizou – 3.000 Dias no Bunker, lançou a série E Aí, Comeu? (Multishow) e Sol Nascente.
 “Foi um ano suado, mas, de certa forma, no meu trabalho, as coisas estão acontecendo.” 
Em 2017, ainda estreará o longa Por Trás do Céu, que produziu junto com o diretor Caio Sóh, 37. 
Na pele de Damasceno, Emílio abraça a cultura italiana em cena pela terceira vez na TV, já tinha feito, além de O Rei do Gado, Esperança (Globo, 2002). 
“Desta vez veio a possibilidade de investigar o universo de Nápoles, me divirto”, festeja ele, que estuda italiano e tem a cidadania do país. 
“Sempre me remetem a meus ancestrais, é uma homenagem.”
 Para o personagem, também emagreceu boa parte dos 10 quilos que ganhou para 3.000 Dias no Bunker e não liga de estar um pouco acima de seu peso ideal. 
“Não tenho mais que ficar com o corpo sarado, trincado, não sou mais um menino.
Tenho que ter saúde. Nem me chame para comer macarrão à bolonhesa e tomar vinho tinto...”, diverte-se. 
Para queimar as calorias, corre 40 minutos. Reencontro com Luiz Fernando Já Dois Irmãos marca o reencontro de Emílio e o diretor Luiz Fernando Carvalho, com quem trabalhou em O Rei do Gado. 
“Luiz é um cara sensível, o olhar dele vai além. 
É bom depois de quase 20 anos poder voltar a trabalhar com ele, especialmente nesta série, porque trabalhamos de uma forma intensa, parecíamos uma companhia de teatro.”
 Na trama, inspirada na obra de Milton Hatoun, ele interpreta um “personagem exótico”, marido de Estelita (Maria Fernanda Cândido).
 E divide o papel com Ary Fontoura. “É uma grande homenagem a ele. É uma das maiores obras-primas da nossa literatura.”

FONTE/CONTIGO

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