sábado, 14 de janeiro de 2017

 Juliana Paes:
 "Eu me considero uma grande sortuda" 
Estrela de Dois Irmãos 
e de A Força do Querer, ela protagoniza ensaio sensual em preto e branco e revela os segredos de sua boa forma, fala como cria os filhos e da parceria com o marido. Uma diva! 

 Por Ligia Andrade 
Assumidíssima com seus cachinhos, Juliana Paes, 37 anos, se redescobriu. 
Tinha até esquecido como era a forma natural de seu fio de tanto escová-los. 
“Reaprendi a mexer nos meus cachos”, confessa ela, intérprete da sensual e passional Zana na minissérie Dois Irmãos (Globo). 
No dia a dia, usa leave-in para dar forma, passa uma mousse e seca com um difusor bem de leve, para não desmontá-los. 
“Não tem me dado trabalho.” De um ano para cá, a atriz também começou a intensificar a atividade física e criou uma rotina de treinos, contribuindo ainda mais para a sua boa forma. 
Está cada vez mais linda, não é mesmo?
 “Abri uma academia no meu condomínio, não tenho desculpa para faltar. 
E arrumei atividades que me dão prazer. 
Antes fazia transport, agora entrei para uma equipe com alta variedade de treino. 
Faço na grama, na areia, muay thai, crossfit... 
É uma loucura, desgastante, fico cansada! 
Preciso variar, porque fico entediada facilmente. 
E isso fez diferença no meu corpo e na minha vida.
 Tenho vontade de treinar no dia seguinte.
 Quero ficar forte, bem, disposta.” Juliana Paes criou uma intensa rotina de exercícios físicos. 
Está cada vez mais definida Mesmo sendo dona de um corpo esculpido quase à perfeição, Juliana não é neurótica em relação à dieta. 
Aliás, jura que nem faz. Ela não gosta de refrigerante e tampouco é chocólatra o que, convenhamos, já é meio caminho andando... 
“Não faço dieta! Acabei de almoçar arroz, feijão, carne e salada. 
É lógico que tenho a preocupação em comer saudavelmente. 
Não deixo de fazer nada no meu fim de semana.
 Saio para jantar e bebo meu vinho, tomo cerveja no churrasco, como sobremesa, faço tudo com moderação.” 
O segredo da bela? 
“Não fico toda hora beliscando, me alimento nas horas certas. Como ovo no café da manhã, almoço bem... Não consigo comer de três em três horas, ainda mais quando estou nos Estúdios Globo. Esse programa alimentar é específico para mim, pode ser que não funcione com outras pessoas”, avisa.

 RÉVEILLON NA NEVE 
Acostumada a passar o Réveillon perto da praia, a atriz foi convencida pelo marido, o empresário Carlos Eduardo Baptista, 38, a ir para a estação de esqui em Vermont, nos Estados Unidos, com os filhos, Pedro, 6, e Antonio, 3. 
A farra foi boa! “Não pulei sete ondinhas, mas bonecos de neve”, brinca Juliana. Agora, é hora de voltar à realidade. A atriz já tem uma série de pendências para resolver. “Sou a rainha das listas!
 Começo com um check-up completo, quero ajeitar o quarto das crianças, mudar o do Antonio... A coisa mais prazerosa é ticar lista.” 
Durante as gravações da trama baseada na obra de Milton Hatoum, 64, ela ficou com a emoção à flor da pele ao interpretar uma das fases da libanesa, mãe de três filhos, entre eles os gêmeos Omar e Yaqub (Lorenzo e Enrico Rocha, 16). 
Pela primeira vez, traçou um paralelo com a sua realidade. “Zana foi uma das personagens mais desafiadoras da minha carreira, por ser uma mãe visceral, com dois filhos homens. 
Mexeu comigo por estar em um momento com dois meninos”, reconhece. A atriz interpreta Zana na minissérie Dois Irmãos A matriarca tem uma dedicação exagerada por Omar, seu filho preferido, despertando as brigas entre os irmãos, que nunca conseguiram se entender. 
“Tenho dois meninos próximos de idade, a diferença em termos de maturidade é pouca, mas eles são completamente diferentes. Quando Zana fala que amava os dois, realmente o amor é o mesmo. 
Já a afinidade é outra coisa, é do dia a dia. É possível ter mais facilidade de se comunicar com um filho do que com outro.” E a teoria de Juliana é corroborada em casa. Ela tem um jeito diferente para lidar com cada um de suas crias. 
“Pedro é uma lagoa: é emoção purinha, dramático, sofre, ganho na conversa”, ressalta. Com o caçula, tudo muda... “Antonio é o mar: de altos e baixos, chora e ri ao mesmo tempo, é uma gangorra de emoções, uma loucura! Preciso ser mais enérgica, não consigo convencê-lo no diálogo. Preciso colocá-lo de castigo, ser mais firme.” 
Primogênita de quatro irmãos, Juliana lembra que sempre tinha de dar o exemplo em casa por ser a mais velha. “Era a primeira que levava a chibatada também (risos), a que estava errada... 
A minha irmã caçula sempre foi o xodó do meu pai. Ficávamos uma implicando com a outra, mas a minha mãe não era de acobertar”, recorda a atriz, afirmando não ter personalidade ciumenta.
 “Nem no relacionamento com o meu marido. Então, não me incomodava, não foi um trauma (risos).” Falando no marido, com quem está casada há oito anos, Juliana não esconde o orgulho em ter um parceiro em casa. 
“Dudu é muito participativo, me ajuda na criação das crianças, na rotina, leva na escola todos os dias, busca quando pode – e faz de tudo para conseguir. 
Quando estou na rotina de gravação, faz o dever de casa com Pedro, a escola britânica é bem puxada nesse aspecto. Ficamos cansados de tanto dever e pesquisa!”, confidencia. É claro que, mesmo de longe, tenta acompanhar tudo. 
“Fico fazendo a louca com o celular, criando listas e delegando. E dá supercerto, é parceria, não tem outra forma. E nem sempre acertamos, às vezes erramos, esquecemos, damos furos, e não tem essa de ficar se culpando.” Linda, Juliana reaprendeu a valorizar seus cachos 
 ANSIEDADE E ADRENALINA A MIL 
Juliana não esconde a ansiedade e o nervosismo por causa de Dois Irmãos. “Juntou dois ingredientes para ficarmos eufóricos: preparação e espera, porque o trabalho ficou guardado por muito tempo”, ressalta ela, dividindo o papel com Gabriella Mustafá, 19, e Eliane Giardini, 64. Falar do diretor artístico, Luiz Fernando Carvalho, 56, é fácil. É quase um guru em sua vida. “É um grande mestre, um maestro que sabe tocar a gente de um jeito diferente. Não é à toa que os atores têm essa adoração por ele. Luiz dá condições perfeitas de temperatura e pressão para atuar. Termino a cena exausta, com a sensação de ter vivido aquela realidade. É uma catarse mesmo”, justifica. Ela também será Dona Flor nos cinemas 
 LÁ VEM BIBI PERIGOSA 
De sua estreia na televisão, em Laços de Família (Globo, 2000) para cá, Juliana soma 12 novelas no currículo.
 A 13ª será A Força do Querer, próxima das 9, de autoria de Gloria Perez, 68, prevista para estrear em abril. “Eu me considero uma grande sortuda, mesmo. 
As pessoas não acreditam em sorte. Batalhei para estar onde estou, sempre fui perseverante, nunca desisti. Tomei muito ‘não’ no começo, nunca esmoreci. 
Cheguei além do que sonhei, eu me sinto vitoriosa e grata.” Ela já começou a gravar como Fabiana, uma mulher de classe média que tem a história inspirada em Fabiana Escobar, 34, mais conhecida como Bibi Perigosa ou a ex-Baronesa do Pó. 
“Ela descobre que o homem que ama integra o tráfico, mas não o abandona. 
Quando ele vai preso, assume, passando por situações de perigo em nome desse amor”, explica. 
 Com uma trajetória consolidada por bons trabalhos e com credibilidade junto aos diretores, a atriz já sabe seus próximos passos.
 Quer fazer mais cinema, uma paixão em sua vida. Tanto que ela protagoniza Dona Flor e seus Dois Maridos, inspirado no clássico literário de Jorge Amado, morto em 2001, previsto para estrear este ano.
 “Fiquei receosa quando recebi o convite, por ser uma história tão conhecida. 
Diferentemente de Gabriela (Globo, 2012), dessa vez não tive medo das comparações, eu me senti mais à vontade no set, Marcelo Faria (que faz o Vadinho) é meu padrinho de casamento. 
E sem me preocupar com o que a Sonia (Braga, 66, atriz) tinha feito. Fiz o que tinha de fazer.”
FONTE/CONTIGO

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