sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

 Felipe Araújo: 
“Sei que o meu irmão Cristiano está perto de mim!”
 O jovem ídolo relata o que sente quando o espírito do querido e saudoso maninho sertanejo fica ao seu lado. 

Por Raquel Borges 
 O cantor fez até uma tatuagem em homenagem ao saudoso parceiro de vida.
 Passado um ano e meio da tragédia que levou o cantor Cristiano Araújo, e a namorada dele, a estudante Allana Moraes, vítimas de um acidente de carro (em 24 de junho de 2015), o irmão dele Felipe Araújo, 21 anos, apesar da saudade, tem orgulho de falar sobre o maninho.
 Lançando seu DVD 1,2,3, que marca sua nova fase na carreira, o artista reforçou à TITITI que segue os passos de Cris. 
Aqui, ele fala da homenagem que prestou ao primogênito em seu atual trabalho e ainda encara com naturalidade o fato de sentir o espírito dele ao seu lado. 
“Cristiano me ensinou basicamente tudo! E, tenho certeza, estava ao meu lado na gravação do DVD”, afirma Felipe. 

 – Conta um pouco do 1, 2, 3? Como foi gravar com grandes nomes, como Zezé Di Camargo & Luciano, Jorge & Mateus e Leonardo? 
 – Foi a melhor experiência da minha vida até então. Imagina, gravei meu primeiro DVD com artistas que cresci ouvindo... E todos me deram conselhos dizendo que estava seguindo pelo caminho certo. O Mateus (da dupla com Jorge) falou que na primeira gravação dele estava desesperado, que era pra eu ficar mais tranquilo. Foi o conselho que mais segui (risos). 

 Onde foi o show? 
No Espaço Império, em Goiânia (GO), onde cabe 4 mil pessoas e tinha quase 5 mil (risos). 1,2,3 é o nome de uma música de trabalho e achei bem sugestiva para esta nova fase da carreira. Deus estava comigo, assim como minha família inteira. E fizemos uma homenagem ao Cristiano. 

 Por muitas vezes, você fala que ele está com você nos palcos. Já teve um encontro espiritual com ele? 
Sim. Quando rezo, logo na sequência sonho com ele. E assim que acordo sinto a energia dele, é uma presença forte demais. Às vezes, o sinto no palco, como aconteceu na gravação deste DVD. 

 De que forma acontece esse contato? 
Me arrepio demais, sinto como se fosse um choque passando pelo meu corpo. A energia dele sempre foi muito forte pra mim. Até quando estava vivo sentia a força dele. Por isso, quando tenho essas sensações não há como confundir. Sei que meu irmão está perto! 

 É muito religioso? 
Bastante, sou cristão, costumo ir à igreja... A gente sabe que Cris foi sua inspiração na música... 

Mas conta um pouco de você. Como decidiu ser cantor? 
Minha família por parte de pai, meus avós e bisavós, tios, nenhum foi cantor profissionalmente, mas todos eram envolvidos com a música. O primeiro a ser profissional, mesmo, foi o Cristiano. Quando nasci, lembro que ele já cantava, e foi uma inspiração pra mim. Até meu pai (João Reis), que é cantor, participou do DVD. Mas foi aos 15 anos que decidi virar músico. 

 Como era a convivência com o Cris na época? 
Ele sempre me apoiou. Quando estava começando a dar trabalho no colégio, comecei a compor. E ele me ajudou, me incentivou a saber o que queria da vida. Já acreditava em mim e hoje estou colhendo os frutos. Quando tinha uns 15 anos fui morar com ele e com meu pai.

 Vocês saíam juntos? Dava em cima das meninas? 
 Olha, com 15, 16 anos, posso dizer que eu era muito custoso (risos). Saía bastante, gostava das baladas que o meu irmão me levava. Acho que era mais namorador, sim, ia para cima das meninas demais. Só que agora sou tranquilo, mais maduro. Acho (risos). Eu era bem parecido com o Cristiano. Ele era namorador demais, só sossegou quando encontrou a Allana. 

 O que mais aprendeu com seu irmão?
 Basicamente tudo, ele era um segundo pai pra mim. E tudo que ele errava me mostrava, pra eu aprender e não repetir. Mas moramos juntos pouco tempo, dos 15 aos 18 anos, porque assim que começou a dar certo pra ele na música foi morar sozinho.

 Está solteiro no momento? 
Sim, bem solteiro (risos). Mas, como disse, sou tranquilo. 

 O que uma garota precisa ter para conquistar você? 
Ser simples, humilde, pois não suporto frescura. Também deve ser bem madura e entender a minha profissão.

 Mas físico não conta? 
Conta também, claro! Não sei se é preferência ou coincidência, mas até agora só namorei loiras (risos). De volta ao DVD... 

Você sempre foi fã do Zezé, né?
Muito emocionante o encontro com ele? 
Sim, porque sou muito fã dele! Foi um dos momentos mais incríveis da gravação cantar com Zezé e Luciano. Sabia que fiz teste para o filme Dois Filhos de Francisco (2005)? 

 Como foi isso? 
Tinha 8 anos, e fiz o teste para interpretar o Emival (o irmão da dupla que morreu). Mas era melhor cantor que ator (risos). Aí não deu. Contou para o Zezé? Claro! Eles acharam tudo engraçado demais. E o Zezé ainda me falou que o Emival também gostava de futebol, sonhava ser jogador e eu adoro jogar bola. É uma paixão. 

 Queria ser jogador? 
Queria!!! Tinha um coração que batia para os dois lados (os campos e a música). Cheguei a jogar na pré-equipe de dois times: Goiás e Vila Nova. Era atacante. Mas ainda jogo toda semana, é meu principal hobby. 

 Como se imagina daqui a 30 anos? 
Sou muito focado na carreira, acredito bastante no meu potencial. Vou continuar fazendo o meu melhor, esperando alcançar sempre cada vez mais sucesso tanto na carreira quanto na vida pessoal. De uma coisa sei: não sou nada acomodado.

FONTE/CONTIGO

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