segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Isabella Santoni:
 'Antigamente, eu só dançava batendo o cabelo'
Por Leo Dias
Atriz, que interpreta a Letícia em 'A Lei do Amor', é a entrevistada de hoje da coluna. 
Na conversa, ela fala sobre raspar a cabeça para viver uma personagem que sofria com um câncer no início da trama. 
“Não vou mentir... nas primeiras duas semanas, eu estranhei um pouco. Foi mais a adaptação mesmo.
 Uma transformação como essa que eu fiz no visual faz você se redescobrir, se conhecer mais. 
Antigamente, eu só dançava batendo o cabelo (risos). 
Não dá mais para fazer isso”, contou.
Solteira, Isabella falou ainda sobre sua relação com os paparazzi e revelou que namorar alguém fora do meio artístico é mais fácil porque a curiosidade das pessoas é menor. 


 Sua personagem começou a novela se tratando de um câncer. Você fez laboratório? 
Tive uma amiga que enfrentou a doença. Eu a acompanhei em algumas consultas e sessões de quimioterapia. Nunca tinha estado em um hospital de oncologia antes. Minha amiga é uma pessoa leve, encarou bem a doença, e serviu de inspiração. Eu também visitei o Instituto Ronald McDonald e vi de perto o trabalho que eles fazem. Foi uma experiência e tanta. 

Você se questiona se os seus problemas são tão graves quanto pensa, sabe? As pessoas falam com você sobre o câncer? 
No começo da novela, as pessoas falavam mais sobre a doença da Letícia. Vinham conversar, se comoviam com essa história dela. A trajetória da Letícia é de superação, em todos os sentidos. Hoje querem saber mais sobre a relação dela com o Tiago (Humberto Carrão).

 Você já usava cabelos curtos. Raspar a cabeça foi um problema?
 Eu usei o cabelo mais curto quando fiz ‘Malhação’, mas raspar foi a primeira vez. A caracterização foi muito importante na construção da Letícia. Mas não vou mentir... Nas primeiras duas semanas, eu estranhei um pouco. Antigamente, eu só dançava batendo o cabelo (risos). Não dá mais para fazer isso. E cabelo curto serve muito bem na correria do dia a dia. 

 Você teve que emagrecer cinco quilos para a novela. Essa dieta Afetou o seu humor? 
Foi uma escolha minha porque a personagem estava muito frágil e debilitada no início da trama, então isso me ajudou na construção. Eu cortei carboidrato, fritura, refrigerante... Afetou sim, eu sou taurina, valorizo uma boa refeição (risos)! Hoje em dia já saí da dieta. Sua personagem era mimada e frágil e agora se mostra mais segura e determinada. 

Como foi essa transição? 
Letícia passou por situações difíceis, não dá para sair disso tudo igual. Como atriz, eu posso dizer que foi um exercício e tanto fazer essa transição. Ela começou a novela se recuperando de uma doença grave, viu a família que achava perfeita se dissolver, perdeu o grande amor... Bem difícil. Ela poderia continuar naquele papel de vítima ou tomar as rédeas da vida dela, e que bom que optou pela segunda opção. O público pode acompanhar esse amadurecimento. 

 Você saiu de ‘Malhação’. Sentiu algum preconceito ao entrar em uma novela das nove? 
Não acho que existe ainda essa distinção. Quantos atores incríveis saíram de ‘Malhação’ e construíram carreiras sólidas... Temos um monte. Assim como temos atores experientes que fazem ‘Malhação’. Fui bem recebida. 

 Qual é a principal diferença entre estar em ‘Malhação’ e estar em uma novela de horário nobre? 
A maneira de fazer é diferente. ‘Malhação’ não tem tantas frentes de gravação quanto uma novela das nove. E o ritmo é diferente. ‘Malhação’ não vai ar no sábado. Estar no horário das nove te dá mais visibilidade. 

 Como é a sua relação com os paparazzi?
 Recentemente você foi fotografada na praia. Levo numa boa. É o trabalho deles. Tem coisa que não adianta você querer brigar... Estava com os amigos e fui fotografada. Aproveitei e divulguei a minha peça, ‘Leo e Bia’, que estreia agora (risos). É aquela história de ter um limão e fazer uma limonada (mais risos). 

 Fale um pouquinho da peça?
 Vou fazer Bia. É uma heroína romântica no espetáculo ‘Léo e Bia’, que estreia dia19 de março, no Rio. É uma história bem emocionante, divertida, músicas do Oswaldo Montenegro. A peça conta a história de um grupo tentando viver de teatro em plena ditadura.

 O que você fazia antes da fama e não faz mais? 
Eu continuo fazendo tudo. Vou ao mercado, ao shopping, passeio com a minha irmã, vou à praia... É claro que hoje eu trabalho mais, então saio menos. Tenho a novela e o teatro. Tenho uma camiseta que eu adoro. Diz: ‘Não posso. Tenho ensaio’ (risos). 

 Como você se vê daqui a dez anos?
 Eu quero estar cada vez mais realizada com o meu trabalho... É difícil falar do futuro, não é? (risos). 

 Seu ex-namorado, Lucas Wakim, é estudante de publicidade. Namorar alguém fora do meio é um facilitador? 
É um facilitador porque gera bem menos exposição. As pessoas não têm tanta curiosidade. 

 O que te dá mais prazer? Teatro ou TV?
 Teatro e TV me dão prazer. O fato de exercer o meu ofício é o que me dá muito prazer. 

 Qual é o seu prato preferido? 
Gosto de um salmão que a minha mãe faz. 

 O que você já conseguiu comprar com o dinheiro que ganhou? 
Meu carro. 

 Qual é seu sonho de consumo?
 Poder viajar pelo mundo todo. 

 Meta para 2017? 
Ser mais calma. Conseguir conciliar melhor o meu tempo com a família e os amigos. 

 Você tem alguma mania?
 Tenho mania de beber água. Bebo água o dia inteiro. Antes de dormir, tenho que dar um gole, não dá para virar para o lado e dormir sem. Se falo, tenho que dar outro gole. 

 O que ninguém sabe sobre você? 
Ninguém sabe que, quando estudo meu texto, rabisco ele com várias canetinhas. Preciso ter canetinhas coloridas para estudar.

 Fala um defeito seu?
 Durmo muito. 

 E uma qualidade? 
Eu sou muito animada. Topo qualquer passeio. Desde ir ao Saara até ir em uma festa super chique.

FONTE/ODIA

Nenhum comentário:

Postar um comentário