segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

 Roberto Justus conta detalhes da intimidade e comenta estreia de 'Power Couple'
 Apresentador e empresário revelou que gosta de comer frango assado com macarrão e que apesar do status, leva uma rotina simples e sem frescuras.

Por Leo Dias
 Roberto Justus vai apresentar a segunda temporada de ‘Power Couple’, que estreia em março e desta vez terá 11 casais confinados. 
O empresário conversou com a coluna e falou sobre o programa; admitiu que não conhecia Laura Keller, a vencedora da primeira edição e revelou que não curte comida chique. 
Justus ainda garantiu que compra parcelado, leva R$ 700 na carteira e não aprecia bebidas alcoólicas.
 Numa escala de 0 a 10 de vaidade, o sincero apresentador se dá nota 8. 
“Eu já fui um pouco mais vaidoso”. 
Divirta-se com a entrevista a seguir. 

 O que te atrai no ‘Power Couple’?
 Sou suspeito de falar por ser o apresentador do programa, mas é um formato muito inteligente e bacana. É um programa de relacionamento de casais. São pessoas conhecidas que já tiveram algum destaque por alguma coisa que já fizeram então tem os seus egos razoavelmente inflados por isso, ou seja, são pessoas, públicas de alguma forma, cada uma dentro da sua área. Esse ano nós vamos fazer duas vezes por semana, o que me anima mais ainda.

 O ‘Power Couple’ tem o custo mais baixo do que ‘A Fazenda’, né? 
Muito mais barato do que ‘A Fazenda’! Não dá para comparar! ‘A Fazenda’ é um programa diário e tem um grande confinamento no interior de São Paulo. Tem que se montar ali uma estrutura para ficar 24h no ar, então é complexo. A gente grava o ‘Power Couple’ em 54 dias e depois a gente põe no ar, o que é totalmente diferente do que um programa que fica sendo gravado até o final, ao vivo.

 Você dá pitaco na escolha dos casais? 
Não. Eles me falam como é que estão andando as coisas, perguntam o que eu acho. 
Sabe uma coisa? Se botar pessoas extremamente famosas no programa não vai render nada. Primeiro, que eles não vão. Mas, mesmo que fossem, não me interessa tanto. O casal de maior sucesso ano passado foi o menos conhecido, que foi o Jorge e a Laura.

 Você sabia quem era Laura Keller antes do programa? 
Não. Eu tinha visto um vídeo na internet, bem de baixo nível que eu não sei se você viu, do cara transando com outra mulher. Confesso que só tinha visto esse vídeo e só depois que eu liguei o nome à pessoa. 

 Você iria para um reality show?
 Não. Eu não ficaria numa fazenda dividindo um banheiro com 16 pessoas, ou ficaria no ‘Big Brother’ coçando o dia inteiro lá. Agora num reality show com o ‘Power Couple’, que tem essa dinâmica de competição, talvez eu participasse se fosse mais jovem, se não estivesse na minha posição hoje como apresentador e como empresário... Sempre pergunto para a minha mulher (Ana Paula Siebert), quando a gente vê o programa, o que faríamos naquela situação. Ela é super competitiva também e a gente fica imaginando que solução a gente daria para os problemas que surgem durante essas provas. Acho que eu seria um bom competidor. 

 Você se reinventa o tempo todo. Você pensa em comprar um formato? 
Não, eu não tenho essa pretensão de comprar formato. Uma coisa boa do ‘Power Couple’ foi criar personalidades. Laura Keller era uma antes do programa e agora ela é muito mais famosa.

 Essa também é uma das funções do ‘Power Couple’? 
Não é uma intenção, mas é uma consequência, porque quando as pessoas vão bem dentro de um cenário, eles acabam caindo na graça do público. Mas eles podem ficar antipatizados, como aconteceu com alguns personagens. Participar pode ser bom ou ruim. 

 Teve muito barraco depois do fim do programa? 
Teve! Teve delegacia de polícia, teve uma quase desistência... Vou te falar a verdade, que não chegou a conhecimento do público: a Gretchen queria sair do programa porque estava revoltada com um casal. Mas tem psicólogo no programa, disponível para falar com os participantes 24 horas por dia e ela viu que ia ser um péssimo negócio em todos os sentidos. 
Você não pode desistir por causa de outros participantes e há um contrato com a emissora. Realmente ela ameaçou sair, mas acabou ficando e foi super querida no final. Mas veja só: o estresse é tão grande que a pessoa pensa em sair. 

 Vamos falar de você... Já comprou parcelado? 
Óbvio que já! Até hoje, se eu vou fazer uma compra grande, é assim.

 O que é uma compra grande para você? 
Valores eu não gosto de falar, mas se eu for comprar uma coisa importada, um relógio ou coisas que são carinhas em loja importada no Brasil, eu pego e parcelo em cinco, sete vezes sem juros. Mas viagem é uma coisa que eu jamais parcelaria... Porque esse negócio de você ter um prazer de uma semana e depois pagando aquilo um ano é tortura! 

 Que perfume você usa? 
Uso o Hanae Mori. É um perfume que só tem lá fora. É francês e eu compro nos Estados Unidos e na Europa. 

 Quanto você tem na carteira agora? 
Não sei, não contei. Eu não ando com muito dinheiro não. Eu uso cartão de crédito. Devo ter entre R$ 700 na carteira agora. 

 Se você não morasse no Brasil, onde você moraria? 
Miami, porque é uma cidade muito brasileira. Primeiro pelo clima. Segundo, pelos serviços. Se eu tivesse que morar fora do Brasil, era a única cidade que eu moraria. Tirando o problema da segurança, eu amo morar no Brasil. 

 O que você não come? 
Eu não como comida sofisticada. Nunca tomei um porre porque eu odeio álcool. Não como nem chocolate com licor. Tudo que é amargo eu não gosto e, a partir desse momento, o meu paladar é meio infantil. Eu adoro um frango assado, macarrão... Detesto ir em jantares chiques. Estou fora de restaurante chique. Sou assim e ninguém acredita. Eu acho que todo mundo precisa de um momento para sair um pouco da realidade. Tem gente que sai um pouco da realidade com a religião, outros com sexo, com comida... 

Como você esquece do mundo? 
Eu tenho uma capacidade de me desligar dos problemas quando eu estou na minha casa, quando eu estou com os meus filhos e com os meus amigos. Sou piadista e uso meu raciocínio para brincar com as pessoas o tempo todo. Também relaxo muito numa quadra de tênis. Eu amo esportes. 

 Qual o seu nível de vaidade de 0 a 10? 
Uns oito! Eu já fui um pouco mais vaidoso do que eu sou hoje. Agora sou meio que um mauricinho e minha mulher patricinha. Nós somos meio que assumidos. A gente gosta de se vestir bem, a gente está sempre arrumadinho, cheirosinho... 

 Você se acha bonito?
 Eu me acho bonito, embora o padrão de beleza seja muito relativo. As mulheres com quem me relacionei sempre consideraram a minha beleza. Mas é relativo. Tem gente que prefere o estilo cafajeste.

 Beleza ajuda a ser bem sucedido? 
Beleza ajuda muito na vida. Eu falo até um pouco disso na minhas palestras porque não é só a beleza: é a estética certa para aquela determinada situação. Você não pode ir a um casamento de chinelo e bermuda. Existem padrões na sociedade que têm que ser respeitados. Em uma empresa é a mesma coisa. A mulher não pode se vestir de forma vulgar para ir trabalhar em um escritório. Tem que estar mais clássica. Tudo na vida tem um pouco de código e os códigos têm que ser respeitados. Imagina essa situação: estão na minha frente duas pessoas com a mesma qualificação para um emprego. Uma delas está com uma roupa bacana. A outra está super mal arrumada e não vestida adaquadamente para a entrevista. Claro que eu vou dar emprego para aquela que se apresenta melhor porque não basta ser, tem que parecer também. É muto importante as pessoas entenderem essa classificação sem entender que isso é uma discriminação. Não é isso, mas você tem hora para ficar à vontade. Na minha fazenda eu fico de chinelo, mas não venho de chinelo para uma reunião com o meu cliente. 

 Eu queria que você me dissesse do seu sucesso. Quantos por cento foi sorte e quantos por cento foi trabalho e dedicação?
 Acho que é um mix de coisas. Eu adoro aquele provérbio, aquela frase que fala o seguinte: “Trabalhei a vida toda das nove da manhã às nove da noite e isso me deu uma sorte danada”. Se você ficar sentado em casa, a sorte não vai vir. Você tem que dar um empurrão na vida para acontecerem as coisas. As oportunidades vão passar na sua frente e uma das características mais importante do sucesso é a visão que ele tem dele mesmo, da vida, do mundo, das coisas... É enxergar algo que ninguém viu. Tem muita gente talentosa que não consegue as coisas, assim como tem pessoas que não têm talento e consegue. Então é um mix de coisas. Tem que ter equilíbrio. 

 Recado final:o que as pessoas podem esperar dessa nova temporada do ‘Power Couple’? 
Podem esperar um grande programa! Esse ano a gente quer se superar. A gente teve uma média boa no ano passado. O público amou e a crítica também. Todo mundo ficou encantado. Este ano vamos vir com novidades! São 11 casais muito competitivos. Podem esperar um programa de tirar o fôlego!

FONTE/ODIA

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