segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

 Maurício Machado: 
“Ganhava R$ 20 por dia. Passava fome”
 Com quase 30 anos de carreira, Maurício Machado tem orgulho da estrada que trilhou. 
No ar como um deputado corrupto em A Lei do Amor, ele diz que alcançou sua meta de ser um ator respeitado 

Por Patrick Monteiro 
 Há 20 anos, o ator Maurício Machado recebeu uma ligação que mudaria sua vida. 
Durante o telefonema, foi convidado para produzir uma peça de teatro. 
O carioca não apenas topou, como protagonizou o espetáculo e, animado com a nova função, passou a comandar todas as suas produções. 
Pôde, assim, a partir daí, escolher onde e com quem trabalharia. E foi ganhando notoriedade no meio. 
“Não queria ser famoso. Meu objetivo era o de ser um ator de respeito e consegui”, diz. 
 Hoje, como o deputado Arlindo Nacib de A Lei do Amor, ele tem muito a comemorar.
 Mas ele não celebra apenas o papel de destaque na novela das nove. 
Com 44 anos – e quase 30 na profissão –, ele se orgulha também por ser o curador do Teatro J. Safra, em São Paulo, em parceria com seu sócio Eduardo Figueiredo, onde está em cartaz com o espetáculo Aprendiz de Feiticeiro. 
 Choro de mãe Filho de imigrantes portugueses e à época morador da Tijuca, na zona norte do Rio, a vontade de ser ator começou aos 11 anos, quando quis participar de uma seleção para viver o Pedrinho, do Sítio do Picapau Amarelo. 
Mas seus pais – Francisco, que era dono de uma padaria, e Carminda, dona de casa –, não concordaram. 
Maurício chegou a falsificar a assinatura do pai para participar de seu primeiro grupo de teatro. 
“Ele queria que eu fosse diplomata e estudasse em Portugal. 
Ou que, no mínimo, cuidasse da padaria da família”, lembra Maurício, que é o filho do meio. 
Seu irmão Marcelo tem 46 anos e Maria da Luz, 33.
 Aos 14 anos, ainda escondido dos pais, interpretou seu primeiro personagem, um príncipe, em um orfanato de meninas no Rio de Janeiro. 
Seus pais só se conformaram com a aptidão do filho, quando Maurício subiu ao palco no musical Sonhar Colorido, aos 15 anos. 
Dona Carminda terminou a peça aos prantos, emocionada. 
 Madrinha 
Na mesma época, o ator foi para São Paulo participar de uma montagem da peça infantil O Patinho Feio. 
“Morei em uma república com mais seis atores. Ganhava mais ou menos R$ 20 por dia fazendo teste de publicidade.
 Eu passava fome, literalmente. Tinha dias que comia só depois da peça, no restaurante que apoiava o espetáculo”, lembra. 
Nessa época, o carioca foi acolhido por Mara Manzan (1952-2009). 
“Ela pegou na minha mão e disse: Bicho, agora você está comigo!’
 E foi assim até eu voltar para o Rio, aos 18 anos”, diz.
 Maurício estreou em novelas em 2009, quando fez Cama de Gato, a primeira trama das autoras Duca Rachid e Thelma Guedes. 
A parceria com a dupla continuou em Cordel Encantado (2011). 
“Ele é um ator maravilhoso, dedicado, esperto. 
E é um empreendedor. Tenho um carinho especial. 
Ele me conquistou para a vida, no trabalho e fora dele. 
Somos muito amigos”, conta Thelma. 
 O ator interpreta um político corrupto em A Lei Do Amor.
FONTE/QUEM

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