sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Patrícia Poeta fala sobre o trauma que a fez desistir de ser mãe novamente Capa da Marie Claire de fevereiro, a jornalista falou pela primeira vez sobre a violência obstétrica que sofreu no parto do filho:
 “Foi horroroso, um dos dias mais terríveis da minha vida” 
Por Dolores Orosco 
 Durante uma entrevista com Fernando Meirelles em 2004, ano em que o cineasta foi indicado ao Oscar por "Cidade de Deus", Patrícia Poeta ouviu dele um conselho. 
“A gente precisa se reinventar aos 40 anos para estar melhor que aos 20.” 
Quando completou seu 40º aniversário, em outubro passado, a jornalista se olhou no espelho e lembrou-se da sugestão. 
Respirou aliviada. “Consegui me reinventar. 
Além da transformação profissional, uma mudança física acompanhou a chegada de Patrícia aos 40. 
O corpo mais sequinho lhe trouxe uma jovialidade que não tinha nem aos 20, quando era uma universitária séria demais na PUC do Rio Grande do Sul. 
“Naquela época, eu não usava jeans rasgado, como faço agora”, conta. 
“Também comecei a surfar com meu filho, algo que jamais imaginaria.”
 Felipe [de 14 anos, fruto do casamento com Amauri Soares, 50, diretor da Central Globo de Produções] é seu único filho.
 “Essa talvez seja minha maior frustração. Sou mãezona para mais de um.” 
Patrícia credita o fato de não ter engravidado novamente ao trauma da violência obstétrica que sofreu. 
“Meu parto foi horroroso, um dos dias mais terríveis da minha vida.” 
O menino nasceu em Nova York, quando os pais trabalhavam na sucursal americana da Globo (entre 2003 e 2007). 
“Lá, essa coisa do parto normal é levada ao limite. Os médicos e enfermeiras tratam a gente com muita frieza.
 Ouvi de várias brasileiras o mesmo tipo de reclamação”, conta. 
“Meu obstetra me forçou a esperar até a 42ª semana para o parto, fiquei esgotada. 
Passei 14 horas com contrações fortíssimas, até que ele optou pela cesárea.
 Houve um momento no qual senti algo estranho no coração e temi pelo pior”, afirma.
 “Quando meu filho nasceu, o obstetra ainda fez um comentário de muito mau gosto:
‘Mais um para pagar imposto!’.”
 Apesar de sonhar com mais filhos, Patrícia não teve coragem.
“Rolou um bloqueio meio inconsciente. 
Sempre que a ideia de engravidar voltava, aparecia uma oportunidade no trabalho e aí adiava os planos.
Os anos foram passando e a vontade de ter outro filho, idem.” 
 Ajuda a superar as más recordações e viver um pouco mais a maternidade o fato de Patrícia ter uma irmã temporã, a quem trata como filha.
Paloma Poeta, 24, também é jornalista. 
A outra irmã, Paula, 42, é advogada como os pais, que vivem em Porto Alegre.
“Tivemos uma criação conservadora. 
Levar namorado em casa era um acontecimento.”

FONTE/MARIECLAIRE

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