terça-feira, 6 de junho de 2017

 Adriane Galisteu diz que se diverte com o filho, mas também impõe limites: 
"crianças não são bobas" 
 Por Beatriz Bourroul 
 “Ele pegou bem o espírito do teatro”, diz Adriane Galisteu sobre o filho, Vittorio, de 6 anos.
 Os dois estão em cartaz com a peça A Bela Adormecida, no Teatro Opus, no Shopping Villa-Lobos, em São Paulo. 
Em sua 11ª peça teatral, ela recebeu QUEM em seu camarim durante a preparação para interpretar Malévola, a grande vilã do espetáculo. 
 “A vontade de participar partiu dele. Fiz Tróilo e Créssida, dirigida pelo Jô Soares, entre o fim do ano passado e janeiro deste ano. Vittorio viu oito vezes. 
Era uma peça adulta, com pouco mais de duas horas de duração, um texto pesado de Shakespeare. Ele se encantou e aí, veio o interesse dele pelos palcos”, conta. 
No espetáculo, o menino vive o príncipe Felipe na infância. Adriane coloca o microfone.
 “Em um mundo tão tecnológico, fico feliz que Vittorio goste do teatro”, afirma Galisteu
 O atual trabalho marca a retomada profissional de Galisteu com o diretor Billy Bond e a produtora Andreia Oliveira. 
“Eles foram os responsáveis por me colocar na TV pela primeira vez, quando estreei o programa Ponto G, na Gazeta”, afirma a apresentadora, que nunca tinha se imaginado em um projeto para crianças. 
“Esta peça é especial por vários motivos. Além de trabalhar com eles e atuar com meu filho, faço meu primeiro infantil e interpreto uma vilã. É um grande presente um papel como a Malévola.”
 A caracterização é caprichada. “Sou atenta aos detalhes de maquiagem. A cabeça e o figurino são bem pesados. Quando visto, já vem o mau humor da bruxa (risos). 
A Malévola é sarcástica e sem paciência. Com esse figurino incrível, já entro no tom certo. Com essa cabeça não tem como não ficar azedinha.” 
 Mãe e filho fazem a oração antes de entrar em cena

 Enquanto Galisteu se arruma, Vittorio acompanha diferentes etapas à sua volta. “Ele quer até vender pipocas e balas na entrada. Também ofereceu o autógrafo a 6 reais, mas ninguém quis. Óbvio!”, diverte-se, contando que sabe impor limites. 
“Outro dia, ele me desafiou de um jeito feio, cortei o iPad por 24 horas e ele não pediu de volta, porque sabia o que tinha feito de errado. Crianças não são bobas, não podemos tratá-las como se fossem bebês.” 
 “No palco, deixo de lado que ele é o Vittorio, meu filho. Estamos em cena. Já expliquei para ele que se ele fizer qualquer coisa fora do previsto, minha resposta será como Malévola. Oriento para ele não brincar, não fazer graça.”
 EDUCAÇÃO
 “Criança tem que ter limite. Vou falar que não é mimado? Claro que é! É mimado por mim, pelo pai, pela avô, pelo avó... Como botar ordem na única criança da casa, em uma família cheia de adultos? 
Não posso deixa-lo achar que o mundo gira em torno dele. ele está ficando mais velho e isso perde a graça, não cai bem... Se eu fosse malcriada, como às vezes o Vittorio faz para mim, minha mãe me dava uma bronca na frente de todo mundo, ela soltava a mão. 
Eu não tenho o hábito e o Vittorio nunca levou um tapa, mas, confesso, que dá vontade às vezes. As crianças te desafiam.” 
 Além da peça, a apresentadora, atualmente, se divide entre as gravações do canal Galisteu Sem Filtro e dos programas Face a Face, na Band News, e Papo de Almoço, na Rádio Globo, a partir das 11h.


FONTE/QUEM

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